Notas iniciais
O Yata da historia é inspirado nesse fdp: http://www.philanime.com/wp-content/uploads/2012/09/Yata-Misaki.jpg
Eu fiz isso a pedido da minha amiga e tals...

Já era noite... Muito tarde. As pessoas estavam em suas casas. Famílias unidas e felizes. Embora o Brasil seja conhecido por suas festividades, hoje todos se recolheram cedo.

Hikaru Akemi está em sua casa agora. Na frente do computador apenas com seu pijama de verão amarelo, está conversando com uma amiga da escola. Constata que felizmente não há nada para entregar na aula de amanhã. Seus pais estão trabalhando, então está sozinha em casa. Após terminar a conversa, sente-se entediada. Prende o cabelo rebelde e levanta-se para comer algo, mas a geladeira está quase vazia.

"Temos que fazer compras" pensa.

Caminha até a janela para observar a lua cheia que brilha no céu. De repente, torna-se ciente de uma sensação que não havia percebido antes. Algo em seu peito dói, fazendo uma lágrima escorrer pelo rosto. Em sua mente, uma confusão de pensamentos.

"O ar está tão estranho..." pensa com a certeza que nunca havia tido. Era chegado o momento, ela sabia. Sua mente já estava acostumada com aquele toque... Mas nunca com essa intensidade e com essa certeza.

Naquela noite, chorou. Não era isso o que queria... Mas sabia que era necessário. No dia seguinte procuraria encontrar os outros. Provavelmente já teriam começado... Mas tanto faz. Ela precisava de mais um tempo... Antes de o mundo acabar.


–


A cidade acordou alvoroçada. A primeira notícia que surgiu naquele sábado era de que os Cinco Governantes estavam desaparecidos. Sumiram como o vento.

Sabendo disso, presos de todo o mundo começaram a fazer rebeliões nas cadeias. Em uma prisão no Rio de Janeiro, muitos bandidos perigosos fugiram, deixando um rastro de sangue em seu caminho. Estava feito. A paz mundial foi destruída.

Enquanto isso, um garoto observava o caos de cima do prédio, divertindo-se. Usa uma camisa branca de gola V e manga comprida, uma jaqueta vermelha amarrada na cintura, calção verde e tênis. Por cima de seu cabelo espetado e vermelho, havia um gorro preto e fones de ouvido em volta do pescoço. Seu nome é Yata Smith. Yata sorri solitário e então olha para cima.

– Obrigada por me deixar com a parte legal. — Pisca o olho direito para o céu azul e segue em direção as escadas com sua mochila nas costas.

Já na rua, vai de skate até o aeroporto. Olha no relógio em seu pulso. Pegaria o próximo voo para o Sul. Mesmo com o atraso aéreo, conseguiu chegar ao litoral de Santa Catarina as duas e pouco da tarde.

Andando pela rua pouco movimentada, avista o prédio. Ele não sabe como, mas sabe que é o prédio certo. Se dirige até a entrada e aperta no interfone apartamento "zelador". A voz que atende é feminina.

"Oi?"

– Yata Smith, número 4.

Um segundo de silêncio se passa.

"Você demorou" a voz responde. Em seguida a porta faz um barulho e se abre, indicando que Yata deve entrar.

Ele sobe as escadas até o apartamento na garagem, que se encontra de porta aberta. Uma garota de longos cabelos ondulados o espera de braços cruzados. Ela veste uma blusa listrada em preto e branco, uma calça jeans com um cinto de tachinhas e um all star.

Hikaru observa o garoto se aproximar e parar a sua frente. Ela é pelo menos dez centímetros mais alta do que ele.

Após alguns segundos se encarando Yata quebra o silêncio:

– Seus olhos e seu cabelo tem cor de chocolate. — Fala deixando Hikaru um pouco vermelha — Isso me lembra que eu to com fome. — Ele passa por ela, entrando na pequena e bagunçada sala, e se joga no sofá, como se estivesse em casa — O que que tem pra comer?

– Você é sempre folgado assim?

– Am... Sim.

Hikaru suspirou.

– Você está com sorte, eu comprei bolachas recheadas hoje de manhã. — Se dirigiu até o armário, pegou um pacote de bolachas e jogou para o garoto de cabelos espetado.

Enquanto Yata comia calmamente, Hikaru sentia-se confusa. Esse garoto, Yata, ela nunca o havia visto antes. Ainda assim ela sabia que era ele. Havia sonhado com os seis noite passada. Sabia que logo todos estariam juntos e aconteceria o que era pelos anjos chamados de "Crepúsculo do Sétimo Dia". Mas sabia também que era assim que as coisas devem ser.

Suspirou.

– Se apresse Yata. Você sabe... Temos muito o que fazer.

De boca cheia, o menino apenas disse "uhum".


Notas finais
Espero que tenham gostado ^^
(Logo eu posto o segundo cap)