Mensageiros 2 - Versão Alternativa
23 Capítulo 23
Notas iniciais
E as lindas que as vezes somem, apareçam!
Espero de coração que estejam gostando da Fic, fazemos com muito carinho, eu e a Lu passamos noites resolvendo o que fazer, pois alguns acontecimentos tensos virão de agora em diante... Queremos a opinião de vocês, comentem!
Mais um capitulo triste... Não nos matem por favor rs rs
Beijos da Su!
POV JHON
Quem me liga em pleno natal? Estou tonto e fraco, fazia muito tempo que não bebia tanto. Pego o telefone cambaleando.
_Alô?
_Oi Jhon. É Rebecca. Como vai?
_Que houve dessa vez?
_Jhon, estou preocupada com você. Porque não saiu mais de dentro de casa?
_Você tá me vigiando é? Olha aqui Rebecca, eu sei que você é autoridade, mas não tem direito de ficar cuidando assim da minha vida....
_Simon morreu e Mary está no hospital pro seu governo.
_O quê????
Meu coração deu um pulo. Me segurei na mesinha pra não cair. Simon, meu amigo, meu irmão, morto? E Mary, meu Deus! Se algo acontecer com ela eu juro que acabo com minha vida, já não aguento mais viver mesmo, nada dá certo pra mim, não vale a pena mais nada.
_Alguém, que eu sei bem quem foi, tentou matar a Mary. Pelo que fiquei sabendo vocês terminaram ontem a noite né?
_Sim...
_Então, encontraram ela desfalecida na casa do Simon, a levaram pro hospital. De acordo com relatos, Simon pensou que tivesse sido você e dirigiu até sua casa armado. Alguém o matou no meio do caminho.
_Meu Deus! Como Mary está? Quem fez isso com ela?
_Ela está em estado de choque, não fala, não se move. Mas fique tranquilo que Robert Chandler já está preso. Agora Simon não temos nem ideia de quem foi, mas sabemos que não foi você porque coloquei vigias perto da sua fazenda.
_O pai dela tentou matá-la?
_Sim, e não foi a primeira vez.
_Como você sabe de tudo isso?
_Ah Jhon, você poderia vir me conhecer melhor não acha?
_Boa noite.
Desligo o telefone e ajoelho, levo as mãos ao rosto na tentativa de conter o choro, foi impossível. Acabei com a vida da Mary de todas as maneiras possíveis, agora ela está mal por minha culpa, aquele monstro do pai dela tentou matá-la e ainda por cima meu amigo morre. E tem ainda esse capeta loiro me atentando pra terminar de piorar tudo. Vejo tudo duplicamente. Reuno forças pra me levantar do chão, preciso ver Mary, pedir perdão pra ela e pra mãe dela, ou não, talvez eu precise morrer, quem sabe assim eu paro de estragar a vida dos outros. Sim, morrer seria uma boa alternativa agora.
Caminhei com dificuldade até o banheiro, lá era o esconderijo da arma do meu pai, atrás do armarinho tinha um compartimento onde fica tudo que ele escondia de mim e do meu irmão, dinheiro, documentos e a arma. Faço força para abrir a portinha, estava dura e emperrada, ou talvez eu estaria tão fraco ao ponto de não conseguir abrir. Droga, não posso ir ver a Mary nesse estado, ela vai me odiar. Simon, meu Deus.... Não, não posso mais, não tenho mais motivos pra viver, é melhor acabar com isso de uma vez. Puxo com força a droga da porta que abre com tudo, lá está a arma. Seria rápido e indolor. Pego a arma na mão, fecho a porta do compartimento e depois do armarinho olhando pra pistola. Quando levantei meus olhos, foi muito rápido. A imagem se formou perfeitamente no espelho, embora eu esteja bêbado e louco demais pra enxergar qualquer coisa. Mais foi muito real. Um rosto redondo aterrorizante com um chapéu rasgado e velho. Feno, muito feno. Camisa velha xadrez. Foi só o que eu vi antes de cair pra trás ecoando o som do disparo.
POV VINCENT
Ouvi um disparo de arma vindo da casa do Jhon. Corro pra lá, ele não está nada bem de ontem pra hoje, senti um medo e um desespero pensando no que ele teria feito.
Chuto a porta que estava trancada por dentro com força, vejo várias garrafas de whisky e vodka espalhadas pelo chão. O cheiro era terrível, corro até o quarto, nada. Meu coração disparou. Só consegui ver os pés dele na porta do banheiro. Ele estava lá, desmaiado, provavelmente de tanto beber.
_Senhor, senhor por favor, acorde, acorde pelo amor de Deus! -Chacoalho ele, e bato de leve em seu rosto, aos poucos ele abriu os olhos. Notei o furo da bala no azulejo e a arma caída perto.
_Senhor Jhon, o que aconteceu?
_Vincent, o espantalho....
Um frio percorreu minha espinha e meus pelos se eriçaram. Eu sei o que aconteceu. Sei muito bem. Meu patrão quis se matar. O espantalho protege seu dono de tudo e de todos. Ele impediu que Jhon se matasse. Tenho certeza disso.
_Vamos senhor, vamos deitar, você precisa descansar.
O levei até a cama, ele acordaria melhor. Guardei a arma e recolhi todas as garrafas, inclusive as cheias.
POV MARY
Três dias se passaram desde que ele terminou comigo, a dor no peito não aliviou em nada, meu coração se antes estava em pedaços, agora se encontra desfarelado. Meu Jhon. Meu irmão amado. Não consigo ainda processar tudo que aconteceu nesses últimos dias. A dor da perda. Perdi o Jhon, perdi meu irmão, quase perdi minha vida. Meu pai está preso.
Sinto um alívio enorme, agora sei de tudo. Meu pai me odeia porque não é meu pai. Isso me deixa em parte feliz, eu sempre fui tão diferente dele. Por isso ele me odeia tanto. Meu pai verdadeiro está morto, nem cheguei a conhecê-lo.
Minha cabeça doía. Mamãe não para de chorar. Não encontro forças pra falar, apenas por gestos com a cabeça quando mamãe pergunta se quero comer, fome é algo que nem conheço mais. Meu travesseiro é minha unica companhia, é nele que choro, o que faço na maior parte do meu tempo agora em casa.
Me levantei cedo, mamãe, Tess e Michael choravam perto do carro. Estávamos todos arrasados, a dor era insuportável. Eu amava meu irmão incondicionalmente. Fomos até o funeral do meu irmão, as poucas pessoas que estavam lá nos olhavam estranhamente. Ninguém falou comigo, eu também não queria ninguém por perto mais.
Me sentei perto da porta, aquele lugar me dava falta de ar. Essa falta de ar que insistia em me perturbar quando ficava nervosa. Noto ao longe um carro familiar. Não, não pode ser. Jhon. Ele caminha pra perto de mim, vi de longe que sua aparência estava péssima, não sei se igual ou pior que eu. Seus lindos olhos azuis que costumavam me enfeitiçar agora estavam tristes e inchados.
_Mary, eu sinto muito por tudo. -Ele se aproxima pra pegar minha mão.
_Se você sente imagina eu. Agora suma de perto de mim. -Falo rispidamente puxando o braço.
_Mas Mary, eu queria...
_Queria o quê? Me fazer chorar mais? Você pediu por isso Jhon, você me abandonou, agora não venha com sinto muito.
Sai andando pra perto da minha mãe. Jhon ficou o tempo todo chorando perto do caixão do meu irmão. Ele estava mal de verdade. Uma vontade louca de correr pros braços dele me invadiu, me enroscar no abraço protetor dele. Mas não. Não existe mais nada entre nós, lutei bravamente e venci essa vontade.
Não sei dizer se aquele foi o pior dia da minha vida, pois ultimamente todos têm sido.
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