Notas iniciais
Olá leitoras queridas!

Capitulo tenso, esperamos que vocês gostem. Estamos demorando para postar porque está meio difícil escrever tanto suspense, então por favor, não nos matem, prometemos que vamos nos esforçar!

Beijos da Su e da Lu!

POV MARY

Não fizemos nada no ano novo, já era de costume não fazermos, mas antes pelo menos a tristeza enorme que afunda o peito de cada um de nós não existia. Antes eu falava e sorria. Antes eu e minha mãe nos dávamos bem, papai brigava comigo como sempre, mas pra mim, a culpa daquilo era minha. Eu tinha o Simon. A tristeza me atingia de diversas formas, cobria meu ser como uma nuvem, não uma nuvem passageira, mas uma nuvem de desespero e dor enorme que chegou para ficar. Meu irmão amado, que tanto correu atrás de mim por essas terras, que me ajudava na lição de casa, que me ensinou a andar, que praticamente me viu nascer. Que quando eu cresci espantou os meninos que tentavam me namorar, mas que quando descobriu meu namoro com Jhon me deu todo apoio e me ajudou. Como tudo pode acontecer tão rápido? Lembrei da minha formatura, foi o ultimo dia feliz que tive.

Agora chegou o grande dia, decidi ir antes do previsto, agora que se passaram as festas de fim de ano vou viajar tranquila. Não vou desistir do meu sonho. Pego minha mala e minha bolsinha de mão, depois de tudo que aconteceu na minha vida, essa seria só mais uma despedida, estou acostumada com isso já.

_Filha, tem certeza que quer ir já? Hoje ainda é dia 2, dá pra esperar, a gente arruma alguém pra te levar...

_Tenho certeza mãe. Eu me viro, pode deixar. Não quero mais incomodar ninguém, minha vida toda eu atrapalhei você e meu pai, agora chega.

Ela abaixa o olhar. Ela sabe que estou magoada com ela. Pego Michael nos braços e o aperto forte.

_Mary, você vai ser uma grande médica de animais. Eu te amo mana.

_Eu também te amo querido.

Me despeço de Tess e Jordan também, nada muito dramático, acho que como eu, eles não aguentam mais chorar e sofrer.

Sigo caminhando pela estradinha até o ponto de ônibus, vejo de longe a fazenda do Jhon. As vezes eu tenho vontade de correr pra ele, penso se seria mais fácil pra mim superar tudo isso com ele ao meu lado. O ônibus passa, eu distraída quase o perco. Corri e consegui entrar, me acomodo e tento relaxar, mas meus pensamentos estavam longe. Remexo minha bolsa, encontro a nossa foto tirada em Los Angeles no apartamento dele. Como seria agora se estivéssemos juntos? Talvez ele me levaria até a universidade e voltaria no fim de semana, passearíamos no centro de mãos dadas, ele me compraria um chocolate na volta pra casa, talvez ele roubaria um beijo ou dois, eu corresponderia. Nos amaríamos até o dia seguinte, até o sol nascer. Acordaria com os braços dele ao meu redor, eu passaria meus dedos pela barba e pelos cabelos dele me inebriando com o seu perfume. Aquele cheiro ainda estava presente, era como seu ele ainda estivesse aqui. Cheguei a rodoviária, desci e logo o outro ônibus chegou. Entrei e segui viagem, tinha que deixar todas as lembranças pra trás e seguir meu rumo, uma vida nova me esperava.

POV VINCENT

Levei o relógio do meu patrão até a loja de penhores na cidade, por sorte estava aberta, não sei o que deu nele em querer que eu faça isso logo após o ano novo, alguns estabelecimentos ficam fechados nessa época pois geralmente são famílias que comandam e saem para viajar e festejar, só abrem depois de uma semana no mínimo.

Desde a morte do tal Tommy, o senhor Jhon anda muito perturbado, eu também ficaria assim no lugar dele, pois nos últimos dias estou notando várias viaturas policias rondando a fazenda, o telefone toca dia sim, dia não, ele corre pra atender sempre preocupado com o que virá pela frente, até aquela delegada bonita andou vindo aqui interroga-lo, eu tento não me meter na vida dele, mas eu sei que ela aproveita para flertar toda vez que o vê, só pelo jeito que ela olhava pra ele naquele dia na delegacia.

Ele está triste e depressivo, não sai mais de casa direito, só me ajuda com o necessário pra colheita e deixa que eu dirija seu carro para ir até a cidade tratar de assuntos financeiros pra ele. Isso deve ser pelo fato de que ele e garota terminaram em plena véspera de natal, pois vi ele chegar em casa arrasado e com os olhos inchados naquela noite, eu estava sentado na porta do celeiro admirando os fogos quando ele se aproximou de mim para me dar feliz natal, e de lá pra cá, ela nunca mais veio aqui como de costume. Já tentou até se matar e anda bebendo, não dorme bem a noite, só fica na varanda por horas observando a noite escura e se deita pela manhã, deixando várias latas e garrafas jogadas.

Eu sinceramente não entendo o que se passa pela cabeça dele, já falei mais de uma vez, que ele é abençoado todos os dias, seu milharal está lindo, rendendo muito dinheiro, não há nem sequer uma pena de corvo na plantação, o cara que queria estragar a vida dele morreu, o relógio super caro lhe rendeu dinheiro para se manter tranquilo por meses, e de quebra, aquela delegada louca por ele... Embora eu saiba muito bem o que está acontecendo, e ele não acredite em mim.

Na volta, já estava escurecendo e eu avistava a plantação quando vejo uma figura correndo de um lado a outro da estrada, corria tão rápido que mais parecia um vulto, freei bruscamente com medo de atropelar, não sabia quem ou o que era, pois é impossível alguém correr desse jeito. Minhas mãos começaram a tremer com a ideia do que seria. A figura desapareceu correndo em direção ao milharal, cerrei meus olhos para enxergar melhor, mal pude acreditar. O poste do espantalho estava vazio, ele não estava lá. Fiquei por uns segundos observando o local, de repente, a figura maléfica do boneco escala como um macaco o poste se colocando no lugar, me preparei pra acelerar o carro, mas parei quando vi o maldito colocando um dedo na boca, em sinal de silêncio direcionado a mim. Meu coração batia muito forte, eu estava suando frio, nunca senti tanto medo em minha vida. Ele volta a sua posição original de boneco feito de feno. Ele sabia que eu sabia.



POV REBECCA JENNER



As coisas continuavam estranhas naquela cidade, eu continuava investigando os casos, mas quanto mais fundo eu ia mais estranhos eles ficavam, aqueles assassinatos não eram obra de nenhum fazendeiro maluco enraivecido pelos juros cobrados pelos Baker como pensei de inicio, muito menos eram coincidências do destino. Eles estavam ligados, e agora havia mais uma morte Simon Chandler, assassinado com uma foice no meio da fazenda do John Rollins. A a cidade toda estava me pressionando pra prende-lo, eu não tinha provas suficientes pra isso e ainda havia o meu faro que nunca me enganou.



_Delegada? -Me chama o novo funcionário da delegacia, nem sei o nome dele ainda.

_Sim?

_Já posso ir? Esta tarde e minha esposa está me esperando pro jantar.

_Claro, eu já vou fechar acabei perdendo a noção do tempo com esses casos.

_As coisas tao esquisitas por aqui ultimamente, minha mãe diz que é obra do capeta.

_Bom diga pra ele que esse capeta não tem rabo nem tridente e é de carne osso e eu vou pegar esse filho da puta antes que ele mate a cidade toda.

_A Sra acha que é coisa de um assassino em série?

_Talvez, no começo eu não achava mas depois de encontrar o corpo do Simon Chandler despedaçado eu já não sei mais o que pensar.

_Sabe a minha mãe ela disse que é coisa de bruxaria, que já viu algo assim quando era mocinha e que isso não vai parar, quanto mais sangue ele derrama, mais ele quer.

_Eu não acredito nessas coisas.

_Mas e se for mesmo? Sabe ela me contou umas coisas eu fiquei arrepiado.

_Você se impressiona com qualquer coisa, temos um assassino e vamos prende-lo. De preferência antes que ele mate mais alguém.



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Notas finais
O que vocês acham disso tudo?? Queremos saber!!! =)