Notas iniciais
Pra quem estava com saudades da Mary e do John... Um cap inteirinho deles...Desculpem a demora estava tendo uma crise terrivel de enxaqueca, mas acho que agora finalmente passou...
Comentem!!!
Bjus da luh!

POV JOHN ROLLINS

Acordei com o sol entrando pela janela, Mary dormia ao eu lado, cada dia ela ficava mais linda. Peguei a minha câmera e tirei algumas fotos dela enquanto dormia. Eu estava feliz, íamos ter uma filha linda dentro de alguns meses, se não fosse os processos no qual eu ainda era réu tudo estaria perfeito. Caminhei até a janela, eu já havia me desacostumado com o fervor de Los Angeles depois de ficar tanto tempo trancado naquela fazenda. Assim que as coisas se resolvessem eu compraria um apartamento maior e voltaria a morar na cidade, ali tinha mais hospitais, boas escolas pra nossa filha, gente menos linguaruda e Mary poderia voltar a faculdade sem o remorso de ficar longe da nossa menina. Seria um recomeço, uma vida nova tanto pra mim quanto pra ela, longe de todas as lembranças e mortes que aconteceram naquela maldita cidade, era só questão de tempo e tudo ficaria bem. Voltei a cama e acordei Mary com uma seqüência se selinhos pelo rosto.

_Acorda... É um lindo dia quero te mostrar a cidade.

_Bom dia meu amor...

Nos beijamos, se não fosse a pressa que eu tinha por aquele passeio teríamos feito amor, resolvi esperar até a volta. Tomamos café no Golden Coffe, depois passeamos por entre as lojas da St. Promenade, montando o enxoval da nossa filha. Mary apesar de maravilhada com as pequenas peças de roupa se assustava com os preços e ficava o tempo todo dizendo que não devíamos gastar tanto que ela não usaria aquelas roupas por muito tempo, mas eu queria dar tudo do bom e do melhor pra minha filha, quando era criança as roupas que eu tinha eram todas herdadas de algum primo mais velho ou compradas em brechós, sempre velhas e sem graça acompanhadas de botas surradas que machucavam os pés. Se Deus quiser nossa pequena nunca terá que passar por isso. Almoçamos e depois encomendamos os moveis e decorações pro quarto do bebê, nunca imaginei que montar um quartinho rosa e lilás fosse tão divertido e empolgante. Notei que Mary estava cansada, a barriga já devia incomodar e pesar bastante a levei ao Central Park, na minha parte favorita onde ficava o lago cercado por arvores e com pequenos patos fazendo a travessia calmamente. As folhas das arvores se embalavam lentamente e os raios de sol que transpassavam por elas iluminavam a água deixando tudo ainda mais bonito, era o lugar perfeito. Sentamos em um banco abraçados e ficamos alguns minutos observando aquela bela visão. _Parece que foi ontem que fugimos pra cá, lembra? -Ela diz segurando minha mão.

_É verdade, passou tão rápido.... Você sabia que esse lugar em décadas passadas era conhecido por ser romântico? Os casais marcavam encontros aqui, já que naquela época os pais proibiam as filhas de namorar, era tudo mais censurado, apesar de ser cidade grande.

_Mas eu achava que só lá onde a gente mora que era assim, aliás, ainda é, não acha?

_Os tempos mudam e as pessoas acompanham, mas tem pessoas que ainda mantêm as tradições, eu por exemplo, se vivêssemos nessa época e te conhecesse seria muito diferente. -Agora eu preciso tomar coragem, se não for agora eu nunca vou conseguir.

_Diferente como? -Perguntou ela confusa olhando minha cara de perdido.

POV MARY

John me olhava com uma cara de perdido, parecia nervoso. Ele beijou minha mão e me olhou com os olhos que eu desejava que meu bebê herdasse.

_Se eu te conhecesse naquela época eu não teria beijado você molhada no meio do milharal. Eu me aproximaria aos poucos, beijado sua mão e te cortejado primeiro.

Não segurei um sorriso, foi uma cena que além de engraçada, foi linda pois foi meu primeiro beijo, ele continuou segurando minha mão e ostentando o olhar.

_Eu teria te dado uma rosa e talvez até roubado um beijo, mas não sem antes pedir permissão pro seu pai. Teria comprado o mais belo vestido e te levado pra passear no Central Park em um domingo de sol, andaríamos de mãos dadas e quando eu tivesse coragem o bastante eu diria que te amava, me ajoelharia aos seus pés e te daria um anel, pedindo se me daria a honra de ser minha esposa.

Mal pude acreditar no que o Jhon fez. Já nos considerávamos marido e mulher, afinal, morávamos juntos. Mas não teve nada de cerimônia, nós nem queríamos nada do tipo pois minha família estava passando por turbulências e as pessoas falavam mais do que deviam naquele lugar, então só decidimos que morar juntos era o bastante, mesmo sem alianças, pois aquela que usávamos eu tirei no dia que terminamos e nem vi mais o anel e nem pensei mais no assunto. Agora ele me aparece de joelhos com um par de alianças douradas numa caixinha, fiquei emocionada e não consegui segurar as lágrimas.

_Jhon eu...

_Senhora Mary Chandler Rollins, eu prometo amar e respeitar vocês duas pro resto de nossas vidas, todos os dias, até que a morte nos separe. -Ele falava enquanto colocava a aliança no meu dedo e acariciava minha barriga.

_Senhor Jhon Rollins, eu e sua filha prometemos te amar e respeitar pro resto de nossas vidas, todos os dias, até que a morte nos separe.

Coloquei a aliança no dedo esquerdo dele, sem duvida aquele dia era um dos mais felizes da minha vida, eu poderia daqui uns anos contar a nossa filha que nós três nos casamos juntos e isso era maravilhoso. Não sei por quanto tempo nosso beijo durou, pois o mundo para no exato momento em que nossos lábios se tocam e nada mais importa.

Voltamos pro apartamento abraçados, ele fechou a porta com pressa pois nesse ponto tínhamos urgência um do outro. Ele tentava sem sucesso soltar o laço da minha blusinha e eu ri do esforço dele. Nos deitamos e ele me beijava com amor, cada vez que nos amávamos era como se fosse a primeira, eu me sentia inebriada e isso nunca mudaria. Nossos corpos se entrelaçaram e quando nos demos conta éramos uma sintonia só, eu amava sentir meu marido, seu gosto, seu cheiro, seu carinho. Alcançamos a felicidade juntos, aquela sensação era a melhor de todas, estar nos braços de Jhon me fazia feliz de todas as formas possíveis. Ficamos imóveis nos olhando enquanto passava meus dedos pelos cabelos bagunçados dele.

_Olha só que lindo que eu ganhei. -Falei feliz mostrando a aliança.

_Ganhou de quem? -Ele pergunta sarcástico.

_Do meu marido, horas.

_Hum... Ele vai demorar pra voltar né? -Jhon fala rindo.

_Ah vai, ele com certeza está muito ocupado com milhos e espantalhos.

_Que bom, odeio esses caipiras.

_Senhor Rollins, não seja maldoso. O Senhor tem uma filha, não pode sair falando mal de caipiras por ai, vai que ela se apaixona por um como a mãe dela fez?

_Ah, mas ai eu vou odiar todos os homens do mundo, e coitado daquele que se aproximar dela, vai preferir enfrentar o espantalho a mim....

_Amor é uma pena que ela vai crescer um dia, eu já sofro com isso sabe... Imagina só um dia ela saindo de casa?

_É.... Agora eu sei como seus pais ficaram, afinal, a filha deles foi sequestrada por um caipira! Isso é horrível!

_Oh mas isso é a pior coisa que poderia acontecer, ser sequestrada pra sempre por um caipira lindo, e o melhor de tudo, poder chama-lo de marido!

_Não me lembro dessa parte de marido! De onde tirou isso?

Rimos juntos, passamos horas conversando e fazendo planos, mais tarde viajaríamos de volta pra fazenda.