Mensageiros 2 - Versão Alternativa
29 Capítulo 29
Notas iniciais
No capitulo de hoje só loveeee pra vocês, espero que gostem da reconciliação do nosso casal lindo!
Beijinhos da Su!
POV JHON
Sentei na varanda com a minha garrafa companheira, fiquei observando o sol se pôr e pensando em como meu dia passou rápido, eu estava com uma sensação estranha. Senti uma saudade enorme da Mary quando o Chandler falou nela, aquilo me doeu muito, eu ainda me sinto culpado por tudo, desejei ter uma segunda chance com ela, eu faria tudo diferente. Um turbilhão de pensamentos me invadiu naquele instante, fiquei lembrando dos nossos momentos, como eu fazia todos os dias sentado nessa varanda. Lembrei dela pequenininha toda descabelada no meu colo com os olhos enormes medrosos, o susto que levei quando a vi já moça quando apareceu na fazenda no dia em que meu pai morreu, mais tarde o carinho dela ao socorrer minha ovelha, a coragem que reuni para beija-la pela primeira vez, o gosto da torta que ela fez na quermesse, o som da chuva no nosso passeio em Los Angeles, o jeito que ela chamou meu nome na nossa primeira vez... Aquilo tudo eram pequenos detalhes, mas me inebriavam, senti falta do toque das mãos dela no meu corpo, do seu olhar, do seu cheiro, da sua voz.... Era como se ela ainda estivesse aqui, meu coração estava despedaçado em bilhões de pedaços, acho que eu nunca me perdoaria. Desejei vê-la novamente... Será que um dia terei coragem de ir até a cidade atrás dela? Como será que ela está?
Pensei que estivesse simplesmente enlouquecendo, ou se Vincent colocara alguma coisa na minha bebida. Ou talvez eu estivesse sonhando, e logo o temido-terrível-assustador-que-eu-morro-de-medo espantalho apareceria no lugar da silhueta que eu via ao longe caminhando com uma mala na minha direção. Mas não. Esfreguei meus olhos pra ver direito. Era surreal. Mary, caminhando pra mim. Mesmo assim duvidei. Bêbado eu não estava... Ainda. Morto talvez? Levantei da cadeira e quando me aproximei mais tive a certeza. Era ela.
Caminhei na direção dela com passos rápidos, meu coração parecendo sair de um coma profundo de tanto pular no meu peito, me sentia bem e inteiro, como se todo esse tempo fosse só um sonho e agora eu poderia acordar. A visão de Mary fez eu me sentir vivo, meus batimentos cardíacos estavam acelerados, o sangue pulsava quente nas veias e meus pulmões estavam cheios de ar novamente. Eu havia tentado morrer pois minha vida não tinha mais sentido sem ela, mas descobri que foi tolice, pois eu morri no dia em que a deixei no quintal de Simon. Quando finalmente a abracei, senti seu doce aroma invadir minhas narinas, então eu estava curado. Toda a dor se fora, toda a escuridão, senti uma coisa que eu não conhecia desde que ela partiu: felicidade.
POV MARY
Ele me viu e correu na minha direção. Sorri pra ele, ele sorriu de volta. Eu estava muito cansada, não sabia que bebês faziam isso com as mulheres, até tentei correr pra ele, mas não tive sucesso. Quando chegamos mais perto me agarrei bem forte nele, como se fosse a ultima vez que nos veríamos, era maravilhoso sentir seu calor, o cheiro de Jhon, vê-lo novamente. Ele me abraçava bem forte também, ficamos uns minutos assim, sem falar nada, apenas sentindo um ao outro.
_Você voltou! -Ele acariciava meu cabelo e me embalava num abraço que eu não queria sair nunca. Como eu amava aquele homem, por mais que ele tenha me deixado, eu nunca deixaria de ama-lo.
_Não posso mais viver sem você Jhon, eu tentei, mas não dá. -Falo chorando em seu peito. Ele me toma nos braços e nos beijamos, um beijo desesperado, intenso, doce. Tive vontade de protestar e gritar tudo na cara dele tudo que passei, como eu senti raiva, como eu o amava, como eu chorei e como agora estava feliz. Ao invés disso não lutei, não porque ele era mais forte que eu, mas sim porque minha vontade virou pó no segundo em que nossos lábios se encontraram, então retribui o beijo, meu coração martelando em meu peito, meus dedos moviam-se desesperados em seu rosto. Quando nos soltamos, ele me abraça e sussura em meu ouvido.
_Eu não mereço isso Mary, por que você voltou? Meu amor, me perdoa pelo que eu fiz, eu sinto tanto sua falta...
Ele faz uma pausa pra me olhar nos olhos, chorando descontroladamente. Abri a boca pra falar, mas ele tinha mais do que eu pra dizer. Aliás, o que EU tinha pra falar, iria por em prova tudo que ele me disse todo esse tempo juntos, inclusive na carta que ele mandou e qualquer coisa que ele dissesse agora. Decido somente ouvir.
_Eu amo você Mary, eu estava tentando te proteger, mas depois percebi a burrada que fiz, e acredite, eu estou arrependido, daria minha vida por você... Estavam me acusando de matar metade da cidade, ninguém mais falava comigo, a policia vivia aqui, eu tinha medo de ir preso e não poder ajudar você, eu tinha planos de nos casarmos, como eu iria te visitar se eu me prendessem? Eu estava amarrado aqui nessa fazenda, percebi que amarraria você também, você é tão jovem, eu queria que você estudasse, tivesse um bom futuro, não uma vida como a da sua mãe, eu juro Mary, eu não brinquei com você em nenhum momento, tudo que vivemos foi verdadeiro, eu amo você demais. Foi tolice tentar te esquecer, eu estava enganado ao pensar que poderia viver sem você, tentei agir da melhor maneira quando te deixei livre, mas o que aconteceu é que só machuquei nós dois. Me perdoa Mary, se você quiser me abandonar agora eu vou entender, só peço que me perdoe pra que eu possa morrer em paz.
Uau! Não sabia nem por onde começar a falar, quando ele se ajoelha e me pede perdão com a maior cara de gato de botas do mundo. Não sabia se consolaria ele, se contaria da gravidez logo ou se brigaria com ele por me contar a verdade só agora. Me abaixei pra ficar perto dele.
_Calma, calma, se estou aqui é porque te perdoei! -Era incrível como eu chorava pela situação e sorria por saber que ele não foi um canalha como pensei.
_Me perdoou?
_Sim, te perdoei, mas agora temos que conversar... Amor, você terminou comigo por que achava que ia ser preso?
_E você acha isso pouco?
_Por que não me disse? Enfrentaríamos juntos esse problema, e a história de que não me deixaria nunca?
_Eu fui um babaca, não assumi a responsabilidade. -Ele abaixa a cabeça em um tom envergonhado e triste ainda soluçando pelo choro.
_E hoje, você assumiria a responsabilidade? -Pergunto. Essa era a hora da verdade.
_Claro que assumiria.
POV JHON
Mary se levanta e eu faço o mesmo. Mas havia algo nos olhos dela, na expressão dela que eu não conseguia decifrar, pensei que ela teria amadurecido nesse tempo fora, seu ar de menina se fora dando lugar a uma mulher forte e decidida. Antes que eu abrisse a boca pra falar ela me interrompe.
_Jhon, eu estou grávida.
_Que?
_Você vai ser pai, eu descobri isso tem uns três dias.
Ela fala na maior naturalidade, eu senti que ia ter um infarto. Processei por alguns segundos aquilo que ela falou... Isso queria dizer que ela carregava um filho meu na barriga, e que ela voltou para ficarmos juntos? Um sorriso veio naturalmente no meu rosto, eu ia ser pai! Deus me deu uma segunda chance, Vincent tem razão, eu sou o cara mais sortudo do planeta!
A pego nos braços rindo e festejando, acho que nunca fui tão feliz em toda minha vida, fui abençoado de todas as maneiras possíveis, essa era a hora de fazer tudo valer a pena, eu não vou deixa-la escapar de mim nunca mais. Ela ria descontroladamente quando a coloquei no chão e beijei a barriga, falando o quanto eu a amava e agradecendo por ela ter voltado pra mim, jurando que ficaríamos juntos pra sempre e dessa vez eu cumpriria minha promessa. Honra-la e respeita-la, todos os dias de nossas vidas, até que a morte nos separe, foi isso que eu disse pra ela antes de entrarmos na minha casa.
Depois de vários beijos molhados do Bummer, ajudei ela a se instalar. A partir daquele dia éramos marido e mulher, morávamos juntos e éramos uma família. Após um banho e uma janta decente, coisa que eu não tinha fazia tempo, conversamos por algumas horas, ela me contava sobre a universidade, ela falava feliz de como lá era bonito, das matérias e da amiga Julie. Eu estava sentado na cama conversando com ela, que tagarelava sem parar de dentro do banheiro, eu ouvia e tentava colocar pilha no controle remoto da televisão, quando ela sai do banheiro com uma camisola bem curta, esqueci do controle que foi pro chão no mesmo instante. Mary me deixava louco, isso nunca mudaria, e não fiz questão nenhuma de disfarçar. A tomei nos meus braços para um beijo ardente e cheio de amor, a levando em direção da cama que seria nossa dali em diante.
Eu queria matar a saudade dela, queria nunca mais sair dali, senti que com ela era igual. Mary enredou seus braços sobre o meu pescoço. "Ela esta ainda mais linda" Pensei.
_Eu te amo Mary, não sei mais viver sem você agora eu tenho certeza disso. Eu juro que farei de tudo pra não te fazer sofrer nunca mais...
_Shihhh, eu sei. Sussurrou ela tocando seus lábios nos meus. Subi minhas duas mãos para sua cintura e a levantei deitando-a devagar na cama e me deitei sobre seu corpo, eu acariciei seu rosto e percebi que não tinha por que ter pressa, a beijei de leve e acariciei seus seios enquanto a beijava, ela suspirava uma vez ou outra quando eu apertava mais forte. Retirei a minha camisa, Mary me ajudou abrindo alguns botões. Entre carícias e beijos as roupas foram caindo ao redor da cama. Estávamos nus, eu sentia a maciez e o calor da sua pele, queria que aquele momento durasse pra sempre. Separei nossos lábios apenas para fazer uma trilha de beijos por seu pescoço, apreciando intensamente o sabor e a sensação maravilhosa. Desci minhas mãos em direção ao seu colo e dei um leve aperto em seu seio direito, abocanhando o mamilo rosado do direito fazendo-a soltar um leve gemido, sussurando meu nome. Ela era minha e jamais a perderia novamente. A beijei de uma forma provocante e encaixei meu corpo ao seu e ela mordeu meu queixo dando um beijo logo em seguida começando leves movimentos sobre o corpo dela. Quando tornei os movimentos mais intensos senti suas unhas arranharem minhas costas suavemente. Fechamos os olhos sentindo nossos corpos conversarem, silenciosamente, só nossas respirações ofegantes que ouvíamos. Esqueci o mundo, novamente, nos braços dela.
POV MARY
Nossos corpos estavam em uma química perfeita, aquele desejo só aumentava. Ele passou a língua sobre meus lábios e eu a suguei a colocando dentro da minha boca, o olhando fixamente nos olhos. Ele aumentou o movimento sobre meu corpo me fazendo ficar, ainda mais mole e sentir ainda mais prazer. Apertei com força o lençol da cama e, enquanto ele beijava meu ombro gemia em seu ouvido.
Queimamos juntos, enlouquecemos um ao outro. Nos perdemos, de um jeito que nunca tínhamos feito antes.
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