Notas iniciais
Mais um capitulo quentinho pra vocês! Façam as escritoras felizes e comentem tá?

Beijinhos da Su

POV DERECK



Após a aula me dirigi ao estacionamento, como de costume eu esperava Mary ali quase todos os dias para conversarmos, foi muito triste saber que ela não viria, ela com certeza a essa hora está nos braços do tal Jhon, espero que tenha dado certo, que ela tenha chegado em segurança e ele a tenha recebido bem.



Ao invés de Mary, vejo Julie vindo na minha direção, fiz o sinal da cruz me benzendo em pensamento, será que ela não vai me dar paz de novo? Viveu quatro anos e meio de faculdade no meu pé, só parou quando Mary apareceu, agora que ela se foi, eu já vi que estou completamente ferrado. Ela sorri pra mim com aquele sorriso que me faz querer sumir do planeta, não que ela seja feia, ela é sim muito bonita e sedutora, mas é que eu não gosto de me envolver com mulheres tão soltas como ela, além disso, Julie sempre me pareceu meio maluca.

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_Mary deixou pra você! -Ela fala me entregando um envelope.

_Ela já foi?

_Sim, foi ontem, e pediu pra mim entregar hoje.



_Como ela estava? -Pergunto.

_Ah, ela estava com um pouco de medo, mas parecia determinada... Estava um pouco triste por ir sem se despedir de você.

_Eu também estou triste, vou sentir falta dela...


_Ah querido professor, eu te garanto que várias alunas vão adorar te oferecer um ombro amigo! -Como essa menina é descarada, fico até com medo de pensar no que ela falaria se eu desse corda pra esse assunto.


_Obrigado pelo envelope Julie.



Entro no carro e abro o envelope, era uma carta com a letra dela que eu conhecia muito bem.


Professor e amigo Dereck

Quando você ler esta carta, eu já estarei bem longe, por isso pedi pra Julie te entregar hoje.

Eu sinto muito por ter ido embora sabe, por vários motivos. Sempre sonhei em fazer faculdade, eu estava muito feliz aqui, me sentia completa, sentia que aqui era o meu lugar. Claro que fiquei perdida no começo, mas contei com Julie pra me ajudar, ela foi realmente importante. Deixei pra trás um sonho, deixei Julie, e deixei você. Eu era uma menina perdida e, digamos, um pouco depressiva. Foi ai que você entrou. Você fez tudo mudar, você me mostrou que tudo nessa vida tem um jeito e que o tempo cura qualquer ferida. Sim, eu me lembro muito bem de você me explicando como o tempo é importante.

Eu não sei bem te explicar o que senti por você, as vezes eu confesso que cheguei a misturar as coisas e bagunçar tudo na minha cabeça, e, eu acho que não tenho culpa disso, não te mandei ser tão legal comigo! Você fez parte do momento mais conturbado da minha vida, eu te contei tudo sobre meu pai que nunca foi um exemplo e foi preso, meu irmão que foi morto, e mais aquela história que te falei... Você entende bem o que quero dizer... E agora essa gravidez. Eu não sabia no que pensar nem o que fazer, eu queria morrer logo que descobri. Foi desesperador pra mim. Nem pra Julie eu contei de tanto medo que sentia. Quando você entrou pela porta daquele banheiro eu senti que estava a salvo. Eu senti que tinha um porto seguro ali nos seus braços. Você sempre me ajudou, e isso eu nunca vou me esquecer, passe o tempo que for. Obrigada!


Espero de verdade que você encontre alguém que faça festa no seu coração e coloque um sorriso nos seus lábios, pois você merece muito. Você é especial, vai encontrar a felicidade, tudo tem seu tempo lembra?


Nunca vou poder te agradecer por tudo que fez, mas se eu pude fazer um pedido agora... Só quero que prometa pra si mesmo que será feliz, isso já basta pra mim!



Vou sentir saudades.Com carinho,

Mary Chandler


Coloquei as mãos no rosto e comecei a lembrar de tudo que vivemos em tão pouco tempo.



Mary era diferente de todas as garotas que eu havia conhecido, e olha que no meu trabalho não foram poucas, ela tinha algo diferente no olhar, um misto de mistério, carência e força que eu jamais vi em qualquer outra. Sempre tentei manter uma relação extremamente profissional com minhas alunas, volta e meia eu recebia um convite pra sair ou telefones na margem das provas, fingia nem ver e continuava agindo como sempre. Mas Mary era especial senti algo diferente desde a primeira vez que a vi na sala de aula, ela era bonita, mas não foi isso que chamou a minha atenção, a cada dia que a via mesmo nos que não trocava uma só palavra, sentia uma necessidade imensa de vê-la novamente e isso só aumentava como uma droga viciante e irresistível. Achei que passaria com um tempo, que fosse apenas atração física, alguns colegas de profissão já me alertavam que isso poderia acontecer, mesmo que nunca antes tivesse me sentido atraído por uma garota mais jovem. Agora tudo aconteceu tão rápido, tive até esperanças de que iríamos ficar bem juntos, apesar dela sempre deixar claro pra mim que amava outro, eu me sentia cada dia mais desafiado a conquista-la e faze-la feliz. Mas o fato dela estar grávida mudou tudo para nós. Era uma situação muito complicada tanto pra ela como pra mim, ela carregava o bebê de um cara que amava e isso me deixava em desvantagem.... Fiz o que era sensato fazer, aconselha-la a voltar pra ele. Caso não desse certo, eu receberia ela de volta, e ela sabia disso, assim poderíamos recomeçar nosso começo. Sei que foi errado eu me envolver tanto com uma aluna, mas aconteceu, e infelizmente não deu certo, talvez se ela não estivesse grávida eu teria tempo pra faze-la se apaixonar do mesmo modo que ela fez comigo, tão rápido e intenso.


Me doeu saber que estive perto de fazer isso acontecer... Mas é como eu disse, o tempo cura qualquer ferida.


POV GEORGINE

_Pode entrar Sra Chandler, ele esta bem melhor hoje. Continua um pouco perturbado mas fisicamente esta bem.

_Obrigada doutor.

Entrei no quarto, Robert estava sentado sob a cama com a pele pálida e olhos vendados com ataduras.

_Robert? Sou eu Georgine.

_Georgine, sai daqui! Vai embora!

_Robert, eu ainda sou sua esposa e Michael está muito preocupado com você, já não sei mais que historia inventar... Ele quer muito te ver.

_Venda a fazenda, pegue o dinheiro e sua daqui com ele, tira ele dessa cidade entendeu?

_Que? Porque?

_Ele voltou, ele matou o Simon, vai matar o Michael também, vai mata-lo tem que tira-lo dessa cidade!

_Também acha que foi o John quem matou o nosso filho? -Falei sentindo as lagrimas rolarem pelo meu rosto, por mais que a delegada tivesse convencida que John não havia cometido esse crime algo me dizia que a morte do meu filho estava ligada a ele.

_Não, Foi Eduard, Eduard... Muller. Ele matou o Simon e vai matar Michael também, tem que tira-lo dessa cidade.

_Robert... Eduard Muller está morto ele não pode fazer mal a ninguém...

_Foi ele, oh meu Deus, não , não!

Robert começou a se contorcer na cama e em seguida a gritar desesperadamente, eu chamei as enfermeiras que injetaram-lhe uma dose de u remédio fazendo-o dormir. Sai do quarto sentindo-me um lixo, o que eu faria? Robert perdeu a sanidade na prisão só poderia ser isso. Comecei a chorar e segundos depois uma voz feminina interrompeu o meu pranto.

_Bom dia Sra Chandler. -Levantei os olhos era a Delegada Rebecca.

_E o que teria de bom?

_Bem, seu marido arranjou uma boa maneira de escapar da lei não é? Olha já vi muito disso mas ele merece o Oscar, arrancar os próprios olhos foi um golpe de mestre. Nenhum juiz vai contestar a alegação de insanidade.

_Robert não está bem, ele não ta fingindo. -Falei, aquela delegada me tirava do serio com aquela pose altiva dona da verdade.

_Acha mesmo que eu acredito nisso? Com esse teatrinho ele vai pra um sanatório judiciário em dois ou três anos ele milagrosamente esta apto pra viver na sociedade e sai livre.

_Acha que alguém ficaria cego por isso? -Pergunto revoltada.

_Com bom promotor seu marido ia pegar uns 30 anos de prisão, ficar cego hoje em dia não é tao torturante assim... Bem eu tenho que ir... Ah e dê as minha boas vindas a Mary.

_Do que esta falando? Mary ta em Riverside! -Falei confusa.

_A Sra não sabe? Mary chegou a cidade a uns dois dias, a viram na rodoviária.

_Não, ela não foi pra casa!

_Pra onde será que ela foi então? Tenha um bom dia Sra Chandler.

Não pode ser, essa delegada só pode estar se confundindo. Mary ta na faculdade. Corri até os telefones públicos e liguei pro numero do apartamento onde ela estava uma moça atendeu e disse que Mary havia viajado. Desliguei imediatamente sentindo um aperto no peito.

POV JHON

Minha vida agora era plena e feliz, Mary e eu tivemos uns problemas ao contar a gravidez para a mãe dela, que logicamente disse que estávamos loucos ao colocarmos uma criança nesse mundo, ela até teve a infelicidade de me sugerir aborto sem ela saber, eu ignorei e não contei nada a Mary, ela ficaria muito mal ao saber que a mãe dela era tão cruel com nossa felicidade. Mary não queria mais saber de sua família, eu achei isso muito ruim pra ela, mas eu entendia seus motivos pois eu sabia de tudo que ela passou naquela casa, eu jamais obrigaria ela a manter contato com eles nem a proibiria de vê-los.

Nossos dias eram muito alegres, ela apesar de estar sempre muito enjoada e passar a maior parte do tempo vomitando ou dormindo, sempre me acordava com beijos e palavras doces, eu era o homem mais feliz do mundo, pois eu tinha uma fazenda muito próspera, uma mulher que eu amava e um filho que eu faria questão de dar tudo do melhor. Nossa rotina era quase sempre igual, as vezes eu a levava ao médico local para sabermos como a gravidez estava, ele sempre dizia que ao parecer dele estava tudo bem, Mary era muito saudável. Marcamos o ultrassom, pois logo saberíamos o sexo da criança, eu brincava dizendo que amava "ele", ela ficava furiosa porque achava que era uma menina. Me lembrei do dia que o pai dela me disse: "Jhon, reze para Deus te mandar filhos homens", o que era uma grande bobagem, se fosse uma menina eu ia amar do mesmo jeito.

Eu trabalhava com Vincent na plantação quando Mary adormecia, ela sempre tirava uns longos cochilos depois de comer até cansar, eu deixava que ela comesse de tudo, pois eu já amava aquele bebê e queria que ele ou ela crescesse com muita saúde. Ela se aproveitava da minha bondade e sempre que eu ia pro centro levar o milho, me pedia doces. Eu obedecia, e trazia mais doces e chocolates do que ela poderia comer. Era maravilhoso ver minha mulher feliz quando eu chegava em casa, só que mais tarde, em um dia que voltei com uma sacola cheia de ração, eu descobri que o motivo maior de tanta alegria eram apenas as guloseimas.

Eu me sentia realizado, nossa relação era perfeita. Não era como diziam que as mulheres enjoam do marido, ela estava sim mudada porque era mais madura, mas continuava sendo minha menina, eu amava beijar e conversar com o bebê, ela sorria cada vez que eu passava as mãos na barriguinha que já começava a apontar. Tudo era bom, as conversas, as risadas, os planos, os dias felizes e as noites quentes. O sexo com Mary era incrível, cada vez mais nós descobríamos um ao outro e isso fez com que virássemos cúmplices, aumentando ainda mais nosso amor. Eu também havia mudado muito, não era mais nem de longe aquele bêbado depressivo que via coisas, agora eu estava curado de todo o sofrimento, parei de beber porque Mary não gostou nada quando soube, as vezes eu abria uma latinha, mas nada que fosse me puxar pro abismo de novo.

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Notas finais
Eai pessoal, será que esse lindo momento de felicidade vai durar bastante?