Mensageiros 2 - Versão Alternativa
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Ai vai... esperamos que vocês gostem! s2
POV JOHN
_Vai sair senhor? Perguntou Vincent me olhando confuso, fazia semanas que eu não colocava o pé pra fora da fazenda.
_Vou na delegacia e depois num leilão de cavalos.
_Hum... Esses cavalos de leilão são caros não é? Aqueles bonitões.
_Esses mesmo Vincent, sempre gostei de cavalos. Pretendo comprar um árabe.
_Sei que não é da minha conta, mas quanto custa um desses?
_Uns 50 mil um com um bom pedigree, mas depende muito se for campeão pode ficar bem mais caro...
_Nossa patrão! 50 mil por um cavalo!
_Não é qualquer cavalo Vincent, eu vou indo fica de olho em tudo até eu voltar.
_Ok patrão.
Entrei no carro e dirigi até a cidade, fui até a delegacia Rebbeca já estava me esperando na sua sala com uma pilha de papéis e pastas a sua frente.
_Boa tarde.
_Boa tarde John que bom que veio.
_Nao entendo porque me chamou aqui, já dei mais de um milhão de depoimentos e meu advogado esta cuidando de tudo não está?
_Sim, ele esta e por sinal é um excelente advogado, mas hoje você veio aqui como testemunha. Sente-se. -Ela me olha tentando parecer sexy.
_Testemunha? Do que?
_Calma, bem eu imagimo que já deve saber sobre a prisão de Robert Chandler, pelo assassinato de Eduard Muller certo?
_Sim, Vincent me disse que a cidade não fala em outra coisa.
_Bem Robert confessou e disse que seu pai também estava presente durante o assassinato.
_Meu pai?
_Sim.
_Olha Rebecca meu pai morreu faz algum tempo, se fez algo já pagou e sinceramente eu não quero me meter em assuntos que envolva os Chandler. Se era isso eu posso ir? -Essa mulher me irrita de verdade.
_Tem certeza? Eu andei investigando sobre o seu pai ele estava bebendo muito e falando coisas um tanto curiosas dias antes de morrer, o que me faz acreditar que não foi um simples acidente, acho que alguém matou o seu pai, pra calar a boca dele.
_Acha que o Robert matou o meu pai? Eles eram amigos...
_Ainda não sei, mas pode ser que sim, eu andei falando com o Sr Murdov, da funerária ele disse que seu pai comentou algo sobre o Muller numa bebedeira no bar, bem apesar de não ter muito sentido o que ele falou talvez Robert tenha ficado com medo que ele desse com a língua nos dentes.
_Eu não sei... foi meu irmão quem achou o corpo do cara, o pai agiu normal ficou assustado como todo mundo.
_Certo, tudo bem se lembrar de algo me informe ok? Ah eu soube que a sua namoradinha viajou, foi fazer faculdade não é?
_Não estamos mais juntos, eu nem sabia que ela já tinha ido na verdade. Bem eu tenho que ir. Até mais delegada.
_Até mais John.
Sai da delegacia incomodado, Mary já tinha ido embora, droga! Eu queria tanto vê-la, me despedir dela, desejar boa sorte. Do que eu estava falando, Depois de tudo que aconteceu ela nunca mais ia querer olhar na minha cara, depois da morte do Simon então que embora eu não tivesse sido acusado formalmente, a cidade toda já falava que eu era o assassino. Esse era um dos motivos de evitar sair da fazenda eu odiava aqueles olhares. Caminhei até o mercadinho, comprei comida congelada, produto de limpeza, ração pra cachorro e algumas garrafas de bebida. Eram a única coisa que me faziam esquecer a falta que a Mary me fazia, como eu queria estar com ela, sentir aquele cheirinho gostoso e delicado dela. Abri uma garrafa de vodka e comecei a beber enquanto dirigia pro leilão.
POV MARY
Já faz um mês que cheguei aqui, me adaptei bem rápido a nova cidade, e cada dia que passava eu ficava mais encantada com tantas pessoas e lugares diferentes que eu poderia conhecer. O apartamento é pequeno, mas bem confortável. O local onde ficava a republica é enorme, a janela tinha uma vista ampla do campus da universidade, era possível ver o belo chafariz cheio de aves brincando e tomando banho na água. Pessoas de todos os jeitos passeavam pela calçada, o sol brilhava, elas pareciam felizes e cheias de vida.
Julie era minha colega de quarto, apesar de nos conhecermos tão pouco, já a considerava uma boa amiga, ela me ajudou a me instalar e insistia na ideia de sairmos a noite para curtir um pouco, não sei bem se estou preparada para isso, meu coração ainda dói ao lembrar de tudo que passei, e, por incrível que pareça, cada rosto que eu via na rua me lembrava o Jhon. Como será que ele está? Aquele sorriso me fazia tanta falta, seria maravilhoso poder contar pra ele como aqui é lindo e como eu me sinto realizada
Conheci o hospital veterinário onde eu trabalharia meio período no próximo semestre, isso me deixou animada, esse lugar me fazia muito bem, exceto pela comida daqui, ainda não tinha me acostumado a comer tanta fritura, lembrei do dia em que Jhon fez uma careta ao lembrar de hamburgueres e batata frita, ele tinha razão, comer isso todo dia enjoava demais.
Meu primeiro dia de aula foi muito legal, eu estava extremamente ansiosa, fiz algumas amizades antes do professor entrar na sala, seu nome era Dereck Cummings, tinha mais ou menos a idade do Jhon, ele explicava a matéria calmamente enquanto andava entre as fileiras observando os alunos, eu prestava atenção em suas palavras, sua voz era firme mas ao mesmo tempo suave, achei bem complicada essa tal anatomia, conheço bem as partes do corpo de um animal pois vivi no meio deles cuidando, fazendo partos e aplicando injeções, mas na teoria eu não conhecia os nomes, mas nada que eu não conseguiria aprender.
A semana correu bem, tinha várias aulas diferentes, aquilo era muita informação pra minha cabeça, mas eu estava feliz. Amava ir as aulas, tinha bons professores, tudo estava passando bem rápido, as vezes eu percebia o quanto minha vida era pacata antes, e o quanto eu tinha pra viver e como mamãe tinha razão em relação ao Jhon,o mundo é enorme e eu não poderia ficar presa a um homem naquele lugar, embora aquele aperto no coração sempre vinha a noite antes de dormir, eu chorava e lembrava dele, essa era uma ferida que talvez nunca cicatrize, passe o tempo que for.
Era sábado a noite, eu via televisão comendo um pote de brigadeiro que Julie comprou, ela chega correndo parecendo uma maluca.
_Mary, se arrume agora! -Ela grita freneticamente
_Meu Deus Julie, o que foi?
_Ganhei duas entradas vip´s para a balada mais conceituada da cidade.
_Ah Julie, não sei não vi
_Escuta aqui, nós não sabemos nada da vida uma da outra certo? Mas eu sei que você está sofrendo, e isso tem cara de fossa, agora como sou sua amiga não posso deixar que você fique em casa engordando! Vai tomar banho, vou separar um vestido pra você! -Ela toma o pote da minha mão e sorri.
Eu realmente gostava dela, sempre me convencia a me distrair, e, por incrível que pareça, nunca comentei nada sobre minha vida de antes, ela parecia saber e entender o que eu sentia. Bom, ela era mais madura que eu, isso contava bastante, comecei a notar o jeito dela, as atitudes de mulher, ela não tem nada a ver comigo, as vezes eu me sentia uma menina mimada e totalmente fora de contexto. Acho que sair com ela vai me fazer bem e estou precisando muito me distrair.
Ela me ensinou a maquiar, usei uma roupa emprestada dela e bijouterias, estávamos lindas, fomos caminhando até o local que era bem perto da república.
Era uma danceteria bem grande, fiquei impressionada com o som alto que vinha de lá de dentro, algumas pessoas conversavam do lado de fora rindo e fumando, lá dentro na recepção Julie fez uma piadinha com o segurança e entregou as entradas, rezei para não pedirem meus documentos, o que graças as amizades loucas da Julie, não aconteceu. Ela conhecia todos e isso facilitou muito pra gente. Entramos no salão, era escuro, mas com luzes de todas as cores piscando em um ritmo bem maluco em sintonia com as batidas da musica eletrônica que tocava, a pista de dança estava lotada, as pessoas dançavam, nos arredores da pista tinha gente bebendo e conversando, observei de relance cada uma daquelas pessoas, alguns riam alto, outros flertavam, outros apenas batiam os pés e mexiam a cabeça acompanhando o dj. Notei um casal que se beijava desesperadamente encostados na parede próximos ao bar, por um milésimo de segundo imaginei se a vida do Jhon era assim antes, bebidas, cigarros e mulheres, Julie me puxa pra bancada do bar me tirando do mundo da lua em que eu estava.
_Ei, pega, você tá precisando! -Ela me entrega uma garrafinha com uma bebida branca que borbulhava devido ao gás.
_O que é isso? Eu nunca bebi nada!
_Por isso te dei essa, é bom você começar com uma bebida fraquinha! Bebe vai, parece refrigerante.
Hesitei um pouco, mas acabei levando a garrafa a boca, me surpreendi com o gosto bom que aquilo tinha, ela tinha razão, parecia mesmo refrigerante.
Julie estava debruçada no balcão em uma posição bem sensual, olhava pro barman que era um rapaz bonito que aparentava uns dezenove anos, ouço ela praticamente berrar no ouvido dele que ele estava um gato, quase engasguei com a bebida, rimos os três juntos da situação, ele entrega um papel pra ela seguido de uma piscada, ela sorri.
_Vamos dançar amiga! -Ela me arrasta pro meio da pista.
_Você é maluca Julie! Vai ficar com ele? -Meio que grito no ouvido dela, o som era mais concentrado ali
_Até parece que eu vou pegar moleque! Só fiz isso pra ele dar bebida pra gente! Mary, aprende uma coisa comigo, homens vão te dar tudo que você quiser, se você souber pedir, entende?
_Acho que entendi, tenho muito a aprender com você!
_Ah, e eu vou adorar te ensinar! Eu não sei o que aconteceu com você antes de vir pra cá, mas o que quer que seja, tem que esquecer, você é linda demais pra ficar sofrendo, chega tá? Agora vamos dançar!
Dançamos um pouco, lá era muito animado, as musicas eram cativantes e eu já estava um pouco mais solta, não sei se porque eu estava feliz, ou se foi pela bebida que Julie me deu, me sentia extremamente bem, ela já tinha tomado várias bebidas e ria feito uma boba. Nos sentamos no balcão pra descansar, ela mandou um beijo pro barman que sorriu malicioso pra ela. Eu olhava o cardápio quando Julie me cutuca desesperada!
POV JULIE
Aquele gato do professor Dereck Cummings entrava no salão, ele estava bem vestido e lindo como sempre. Lembrei das vezes que eu tentei jogar um charme nele durante as aulas, ele nem me deu bola, agora que estou perto de me formar adoraria sair com ele, mas ele é um cara tão conservado, já cheguei a pensar na hipótese de ser gay, homens muito bonitos ou são casados ou são gays, aponto ele pra Mary, ela olhava com cara de quem não entendia. Ela era uma menina inocente, nesse lugar ela precisava mudar senão seria enganada facilmente, me sinto na obrigação de ajuda
_O Dereck, seu professor de anatomia! Não lembra não?
_Ah, é mesmo, agora eu reconheci. Mas o que tem ele?
_O que tem? O que tem é que ele é um tremendo de um gato, você não reparou? -Pergunto incrédula, será que ela é tão bobinha assim?
_Ah não, nem percebi... -Ela faz cara de paisagem. Reviro os olhos, ela realmente ou é cega ou é muito apaixonada por alguém do passado dela.
Acenei de longe pra ele, ele sorriu e caminhou na nossa direção, Mary ficou corada, segurei o riso.
_Olá meninas! -Ela nos cumprimenta com beijo no rosto, Mary deve ter agradecido mentalmente pela escuridão do lugar, mas eu vi o quanto ela ficou vermelho
_Olá professor, e ai, tudo bem? Essa é Mary, sua aluna do primeiro semestre, lembra-se dela?
_Oh lembro sim, só não lembrava do nome, Mary, como vai?
_Bem e você? -Ela responde vergonhosa. Vou lembrar de dar mais bebida pra ela na próxima vez.
_Bem também. Eu sempre venho aqui e nunca vi vocês, é a primeira vez que vem aqui? -Ele pergunta
_Eu sempre venho, Mary é a primeira vez, ela é nova aqui, trouxe ela pra conhecer
O assunto fluiu, conversamos por um tempo, ele é bem diferente na sala de aula, lá ele faz papel de ser bem mais sério, aqui ele pode ser a pessoa que realmente é, divertido e simpático. Notei que as vezes ele desviava o olhar pra Mary, ela abaixava os olhos timidamente.
Depois de falarmos sobre a faculdade e as baladas boas da região, ele resolve ir pegar uma bebida, nos despedimos, já era um pouco tarde, eu e Mary resolvemos ir embora, amanhã era dia de fazermos faxina no apartamento.
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