Notas iniciais
Oi minhas lindas! bem mais um cap saindo do forno pra vocês!
Bjus!
Quem quiser conhecer minha nova fic, Coraçao Guerreiro....
http://fanfiction.com.br/historia/395855/Coracao_Guerreiro/
Boa leitura!

POV SIMON CHANDLER



Como John podia ter feito uma coisa dessas com a minha irmã, eu confiei nele. Será que ele realmente havia tornado-se um assassino? Um psicopata?



Respirei fundo e continuei dirigindo, De repente um corvo surge na frente do parabrisa, espatifando suas vísceras pelo vidro. Levo um susto e perco o controle do carro por alguns segundos.



_Droga!



Desci do carro e fui ver o estrago, o para-brisa teria de ser trocado.



_Malditos corvos! Já não basta acabarem com a plantação ainda querem destruir o carro... Merda!



Fico uns instantes olhando o para-brisa quando vejo algo passar correndo por entre a plantação.



_John?



Adentro a plantação e mais uma vez o vulto rápido passa pelas minhas costas..



_John é você? Precisamos conversar.. -Falo adentrando ainda mais.



POV GEORGINE CHANDLER



_Mary, você pode me ouvir querida? Filha você ouviu tudo isso? -Pergunto alisando o seu cabelo enquanto eu via lagrimas rolarem pelo seu rosto. Ela assente com a cabeça que sim.



_Filha eu te amo, sempre te amei, nunca duvide disso.



Mary volta o olhar pra mim, um olhar impregnado de tristeza e desprezo.



_Você mentiu pra mim a minha vida toda, ele não é meu pai, não é. -Diz ela com a voz fraca.



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_Filha...



_Para, você não podia ter feito isso comigo mamãe não tinha esse direito, eu passei a vida inteira tentando achar desculpas, tentando descobrir o que tinha de errado comigo, se eu era tão ruim a ponto do meu pai não me amar, eu fazia tudo pra agrada-lo pra que ele gostasse de mim. Mas eu nunca ia conseguir, porque não sou filha dele, sou uma bastarda, uma vergonha pra ele.



_Mary me perdoa, tudo que eu fiz foi pra manter a nossa família.



_Quem é meu pai? Você o amava? Ele não me quis também? Pergunta ela voltando a olhar pra parede.



_Eu não quero falar disso, Robert mal ou bem te criou, nunca deixou que nada lhe faltasse ele é seu pai.



_Você devia ter me abortado ou me deixado na porta de alguém quando eu nasci, você não me queria não é? Por isso nunca se importou com as surras, você estava me punindo por ter nascido junto com ele, mas eu não pedi pra nascer mãe. Eu não pedi. Você me colocou no mundo porque quis.



_Mary pelo amor de Deus, não fala isso filha, você não imagina o quanto eu sofri todos esses anos... Eu cometi erro sim, mas eu te amo, você é a minha garotinha sempre vai ser..



Ouço uma batida na porta, limpo as lagrimas do meu rosto e abro.



_Senhora Chandler, sou o tenente Carson, a delegada Jenner pede seu comparecimento urgente na delegacia.



_Eu não posso, estou cuidando da minha filha.



_Sinto muito sra Chandler mas realmente é muito importante, tenho certeza que os enfermeiros podem cuidar da sua filha.



_Você vai ficar bem Mary? Prometo que não vou demorar...



Acompanhei o tenente até a delegacia, Rebecca me esperava numa sala de interrogatório.



_ Não posso demorar, tenho que cuidar da minha filha que esta no hospital. -Falo rispidamente.



_Bem isso vai depender de você Sra Chandler. Bem sem rodeios, a Sra tem duas escolhas, na primeira a Sra me conta a verdade, da o seu depoimento e sai daqui pra cuidar da sua filha, na segunda a Sra mente, continua protegendo um assassino e eu te prendo como cúmplice. Você escolhe.



_Não sei do que está falando!



_Eduard Muller, o verdadeiro pai da sua garotinha.



_Eu não tive nada a ver com morte dele.



_A não? Você ligou no meio da noite pra ele dizendo que seu marido ia matar a filha dele ao invés de ligar pra policia e não teve nada a ver com a morte dele?



_ Por favor, pra que desenterrar essa historia, nada pode mudar o passado.



_Exatamente, mas pode mudar o futuro e o presente, seu marido tentou matar sua filha e não foi a primeira vez, Sra Chandler eu começo a pensar que a senhora quer mesmo que ele faça isso.



_Eu amo a minha filha!



_Ama? Sua filha vem sendo torturada física e psicologicamente desde que nasceu e você compactuou com isso e ainda tem a cara de pau de dizer que a ama? Por favor que tipo de amor é esse?



Senti um aperto no meu peito.



_Pela agressão da Mary consigo uns quatro anos no máximo, ai quando ele sair ainda mais furioso ele termina o serviço é isso que quer? Quer que aquele assassino mate a sua filha?



_Não... Você não entende. A culpa foi minha eu não devia ter o traído, eu o amava, apesar do jeito grosso dele, Robert até então era um bom marido um bom pai pro Simon, A culpa foi toda minha, eu destruí a nossa família.



_O problema é quem pagou a conta não foi você, foram Eduard que só queria poder cuidar da filha bastarda e Mary que era totalmente inocente. Agora você escolhe quem quer proteger. Robert acusou você, disse que foi você quem matou o Muller, sinceramente eu não acredito nisso, mas você também tinha motivos, você ligou pra ele, o chamou.



_Eu não o matei, eu liguei, o delegado era amigo do Robert fiquei com medo que ele não acreditasse, eu tava presa no quarto, liguei pra ele,pra que salva-se a Mary, só isso. Ai no outro dia de manha, Robert voltou pra casa, disse que tinha levado Mary ao hospital, ele me levou até ela. Eu só soube da morte do Eduard no outro dia. Robert disse que podíamos começar de novo, que podíamos reerguer a nossa família, que Eduard tentou atirar nele e ele se defendeu. Eduard estava morto era o fim pra ele, mas eu podia ter a minha família de volta, e eu tive durante um tempo as coisas ficaram bem, mas a Mary foi crescendo e ficando parecida com Eduard, acho que isso fez com que Robert se sentisse péssimo e tudo desandou de vez...



_Robert se sentisse péssimo? Pelo amor de Deus, ai pra melhorar o astral dele deixava ele espancar a sua filha? Sabe Georgine, Chandler tem razão você é uma vadia. -Disse ela.



_Uma delegada não devia falar isso.



_E eu ouço isso da mãe do ano. Pode ir, vou te incluir como testemunha, seu marido esta sobre prisão temporária, como é réu primário, talvez ele consiga responder em liberdade, vou colocar você e seus filhos no programa de proteção a testemunhas. Até mais ver Sra Chander.



Saio da delegacia em cacos, Robert seria preso e acusado de assassinato, meu Deus o que eu fiz?



POV SIMON CHANDLER



Aquele vulto macabro continuava a correr de um lado pro outro, confundindo-me e assustando.



_Droga! Quem quer que seja é melhor parar estou armado! Grito.



Retiro a arma da cintura e dou um tiro pro alto como aviso.



Sinto um empurrão nas costas, viro rapidamente e não vejo nada. Meu coração dispara, começo a andar de volta a estrada cuidadosamente.



Ouço alguns passos nas folhas de milho seco e uma voz chamar meu nome me viro rapidamente meu coração dispara, ao ver a figura moribunda de um espantalho ensanguentado arrastando uma foice na minha direção.



_Jesus!



Começo a dar alguns passos recuando, disparo diversas vezes na direção da coisa que não cai, apenas acelera os passos na minha direção.



Saio correndo desesperado pelo labirinto de milho que parece cada vez mais confuso e assustador, sinto um golpe nas costas e uma dor tão intensa que parece que vai me rasgar em dois. Caio no chão, rastejo e começo a gritar.



_Socorro! Socorro!



Sinto algo segurar os meus tornozelos e meu corpo ser arrastado através do milho, as pedras na terra machucam meu rosto, e as forças vão se esvaindo do meu corpo. Finalmente tudo para, a dor agora parece ainda mais forte, de bruços tento levantar, mas não tenho forças suficientes pra isso então rastejo. Ouço os passos na minha direção, faço um esforço enorme e consigo e virar, a ultima coisa que vejo é o rosto ensacado do espantalho e a foice atravessando o meu corpo.



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