Mensageiros 2 - Versão Alternativa
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Quero agradecer MUITO a linda da Fernanda Dixon que fez nossa primeira recomendação, fiquei MEGA ULTRA FELIZ, obrigada querida, que bom que você gosta tanto assim da história, e obrigada pelo carinho com a gente, fiquei nas nuvens com tudo que você disse!!!
E lá vai mais um capitulo, espero que gostem!!!
POV TEBECCA JENNER
Voltei à delegacia, eu ainda precisava falar com o John Rollins, mas deixaria pra fazer isso mais tarde. Ele era um homem interessante, bem diferente da maioria aqui da cidade.
_Senhora delegada, consegui o endereço da Sr. Sarah Muller. -Minha assistente me entrega o papel.
_Ótimo, vou fazer uma visitinha a ela, obrigada Juliet.
Peguei o endereço e fui até a casa, era grande e bonita, ficava na divisa com a cidade vizinha. Toquei a campainha, fui atendida por uma mulher.
_Sra Sarah Muller?
_Sim sou eu...
_Sou a Delegada Rebecca Jenner, o caso do seu marido foi reaberto será que teria um minuto? -Falo mostrando meu distintivo.
_Ah sim entre por favor, mas eu já contei tudo ao rapaz que veio aqui a algum tempo.
_Rapaz? -Como assim contou a um rapaz?
_Sim um jovem bonito,bem vestido, disse que era investigador, tinha um distintivo igual ao da senhora.
_ Bonito, bem vestido... Só um minuto...
Abri a pasta e peguei uma foto de Tommy Baker.
_Esse aqui? -Perguntei.
_Sim ele mesmo.
_Bem ele foi assassinado.
_Meu Deus!Que horror! -Ela se assusta com a notícia.
_Senhora, não quero tomar muito seu tempo, bem, conhece Robert Chandler?
_Sim, a esposa dele trabalhou um tempo aqui em casa.
_Eu soube... e porque? Pelo que sei na época Chandler tinha terras promissoras, ganhava bastante dinheiro, porque a esposa trabalhava como doméstica?
_Georgine fazia tortas e bolos muito bem, eu costumava comprar dela, ai ela e o marido tiveram problemas ela saiu de casa com o filho e não tinha pra onde ir, então eu os acolhi aqui, ela trabalhava eu pagava um salário e ela e o filho dormiam no quarto de empregados.
_Por quanto tempo?
_Uns três meses, depois ela descobriu que estava grávida e voltou com o marido, o filho dela era um adolescente e também não gostava de ficar aqui e ter que dividir o quarto com a mãe então ela voltou pra casa.
_Sr. Muller eu não quero ser indiscreta, mas por acaso acha que seu marido e Georgine podem ter tido um caso?
A mulher soltou um suspiro.
_Quase um ano depois que ela tinha ido embora, fomos a cidade pra festa da colheita, ela estava feliz com o marido, o filho e uma bebezinha com poucos meses de vida. Uma menina linda, eu não puder dar filhos ao meu marido... -Disse a mulher com os olhos cheios de lagrimas.
_Continue... por favor...
_Quando voltamos pra casa eu notei como Eduard estava nervoso e ele me disse que ele e Georgine haviam ...haviam mantido relações sexuais algumas vezes... Eu fiquei arrasada, mas eu o perdoei, Georgine era vistosa, bonita, o tipo de mulher que faz um homem perder a cabeça... Eduard ficou obcecado por aquela menina, foi a fazenda deles diversas vezes, Georgine sempre dizia que ao bebê era do marido dela, mas Eduard não queria acreditar, um dia ele resolveu ir falar com o Robert, os dois brigaram, meu marido até prestou queixa. Dias depois ele morreu.
_ Você não contou isso no seu depoimento depois da morte dele.
_Eduard foi um bom marido, aquela traição foi um erro não queria que todos soubessem.
_Sua omissão pode ter garantido a liberdade ao assassino sabia? -Tenho que a pressionar, preciso de mais informações.
_Acha que Robert o matou? Se fosse do que adiantaria, nada ia trazer meu marido de volta, queria que as pessoas lembrassem dele como o homem honrado, bom marido.
Revirei a minha pasta e peguei mais alguns papéis.
_Essa é Mary, ela vai fazer dezessete anos em breve, e esse é o histórico medico dela que pelo que eu vejo ou ela é a garota mais desastrada do planeta ou ela vem sido agredida desde que nasceu. A sua omissão não custou apenas a impunidade por um crime, causou outros. Mas sabe Sarah eu imagino o quanto deve ter sido difícil, você ficou anos casada ai vem uma estranha se deita com seu marido algumas vezes e arranja um filho, dói não é?
_Eu o perdoei. E Georgine deixou bem claro que a menina não era dele.
_Perdoou, mas ficou aliviada quando ele morreu ou quem sabe o matou assim ninguém nunca saberia sobre a traição não é? Bem eu tenho que ir, vou chama-la pra depor oficialmente. Com licença.
_Eu não matei o meu marido! -Essa minha maneira de interrogar sempre deixa o suspeito exalatado e meu sentido sempre me alerta para a verdade.
_Vamos ver...
Sai da casa e já estava entrando no carro quando uma senhora me chamou.
_Desculpe senhora delegada, bem eu sou empregada da senhora Muller, ouvi a conversa de vocês, faz anos que eu trabalho aqui, bem eu lembro que o Senhor Muller recebeu uma ligação na noite da morte.
_Uma ligação? De quem?
_Era uma mulher, eu passei a ligação pra ele, ele saiu imediatamente muito nervoso, pegou até uma arma, ele me disse pra não falar nada pra esposa que voltaria logo.
_Só isso?
_Sim.
_ Obrigada.
Minhas suspeitas estão certas, eu sabia!
Entrei na viatura e dirigi até a fazenda do Rollins.
Cheguei ele estava concertando o motor de uma bomba de água, usando uma camisa branca um pouco molhada de suor, Rollins era o tipo de homem que arrancaria suspiros de qualquer mulher, tinha um rosto másculo, braços fortes mas não malhado como desses caras de academia que mais parecem um amontoado de músculos, olhos misteriosos e sedutores que me faziam perder o controle.
_Boa tarde! -Ele estava de costas, notei seu cabelo já comprido caindo em sua nuca, o que o deixava mais sexy.
_Delegada. Disse ele limpando as mãos num pano.
_Que isso me chame de Rebecca. Tem um minuto? É importante.
_Claro, vamos entrar vou preparar um café.
Entramos na casa, John começou a preparar o café, me sentei.
_E então novidades?
_Sim, mas não são boas pra você...
_Que?
_Encontraram a possível arma do crime, uma foice.
_Eu não matei o Tommy então acho que essa noticia é boa, estou louco que resolvam isso pra mim tocar a minha vida.
_Bem Jhon acontece que a foice pertencia ao seu pai, os agricultores daqui tem mania de gravarem os nomes nas suas ferramentas. Porque não falamos francamente, talvez eu possa te ajudar.
_Eu não matei aquele garoto, se eu tivesse tido a chance depois de saber o que ele tentou fazer com a Mary , talvez eu até tivesse o matado, mas alguém fez isso antes eu não matei aquele infeliz!
POV JOHN
Droga o que estava acontecendo? Como uma foice da fazenda poderia ser a arma do crime? Agora eu vou preso mesmo, merda.
_Não sei porque mas eu acredito em você e quero te ajudar John. -Disse Rebecca levantando da cadeira e se aproximando.
_Ajudar como?
_ Bem, você não é o único nessa fazenda não é?
_Olha delegada...
_Rebecca, sim...
_Tudo bem Rebecca, eu tenho um empregado, mas ele também não faz o tipo que mataria alguém...
_Bom na minha profissão você se impressionaria, às vezes o assassino é quem menos você pensa. Olha só que foto bonita. -Disse ela retirando uma foto minha e de Mary presa na porta da geladeira.
_Mary Chandler não é mesmo?
_Sim, ela é minha namorada. -Deixo bem claro pra ela, essa mulher é perigosa, e tá com cara de que vai aprontar.
_Hum então é algo sério? Naquele dia quando a levou ao hospital achei que só um como mesmo os adolescentes falam... um lance isso... Meninas na idade dela e bonitinhas assim, geralmente não estão interessadas em compromisso.
_Mary é diferente, ela é bem madura pra idade dela, quer estudar ter um bom emprego não é como essas cabecinhas de vento que andam por ai...
_Eu acho ela além de bonita, sortuda por ter um cara como você, homens bonitos são raros aqui neste lugar... Sabe Jhon... a vez que você foi a delegacia depor eu prestei atenção em você... -Ela chega mais perto de mim, dou um passo para trás apoiando minhas mãos na pia -E eu acho um desperdício você namorar uma menina, tem muitas mulheres maduras e bem resolvidas que fariam qualquer coisa pra ficar com você, mulheres como eu, não menininhas como Mary.
_Rebecca por favor... –Essa mulher é louca ou o que? Eu ainda vou me ferrar com isso, eu sei que vou.
_Eu posso te ajudar Jhon, eu mando naquela delegacia lembra... é só você querer -Ela passa a ponta dos dedos no meu peito já colando seu corpo no meu, Rebecca é uma mulher extremamente linda e sedutora, mas eu não trairia Mary nunca, por isso desviei e me afastei antes que ela tente alguma coisa.
_Melhor não Rebecca, você está confundindo as coisas, eu quero ficar livre logo pra poder seguir minha vida com Mary em paz, ela é a mulher da minha vida.
_Pense bem Jhon, minha proposta vai sempre estar de pé. -Ela se afasta e coloca seu casaco, fico aliviado ao ouvir baterem na porta, abro-a imediatamente.
_Desculpa, interrompo alguma coisa? Disse Georgine entrando.
_Sra Chandler, não é claro que não, aceita uma xícara de café? -Perguntei. Era tudo que faltava, Georgine já não gostava nada do meu namoro com Mary, com certeza ela não iria entender o que se passava.
_Bem eu já estou de saída, a gente se vê outra hora John, foi um prazer velo de novo. Com licença Sra Chandler.
Rebecca saiu Georgine ficou me encarando por uns instantes.
_Achei que gostasse da Mary, sinceramente John com tanta mulher experiente por ai pra que fazer isso com a minha filha?
_Eu amo a Mary, já disse que não to brincando com ela milhões de vezes.
_Ama? E o que eu vi aqui?
_Você não viu nada, não aconteceu nem ta acontecendo nada entre mim e a delegada ela só veio falar sobre o caso do Tommy só isso.
_John eu vim te implorar que deixe a minha filha , eu já falei com ela mas ela não me escuta e a entendo ela é uma menina está apaixonada. Me escuta por favor, Mary é uma adolescente você é a primeira paixão da vida dela, ela nem sabe direito o que é uma relação, ainda tem muita coisa pra viver e esse relacionamento pode privá-la de muitas coisas....
_A senhora está muito enganada, eu quero que ela viva a vida dela, que estude e se forme, quero dar uma vida decente a ela, já que o próprio pai não a apoia em nada e ainda por cima agride ela né? Ou eu estou vendo marcas roxas onde não existe?
_O pai dela é um monstro eu sei disso, por isso quero que ela vá embora logo, e você é o unico obstáculo pra isso não acontecer, ela pode desistir a qualquer momento. Termine com ela Jhon, se você a ama deixe-a ir, quando ela se formar eu abençoarei a união de vocês com muito gosto, mas agora não, por favor, ou eu serei obrigada a contar a ela o que vi aqui hoje, isso não será bom.
_Vai contar ou vai inventar?
_O que for preciso pra minha filha ser feliz, o que não será ao seu lado. Tchau Jhon.
Merda, merda, merda, como alguém consegue se ferrar de tantas maneiras possíveis? E agora o que vai ser? Vou ser preso, não vou cumprir nada do que prometi pra Mary, ela está feliz porque passou no vestibular como eu já esperava, e um frio na barriga me acompanhava cada vez que meu telefone tocava, me ligaram várias vezes da delegacia com a desculpa de confirmar meu dados, mas na verdade, estavam vigiando se eu não teria fugido. Pesadelos me aterrorizavam, geralmente era eu em uma cela algemado com sangue do Tommy nas mãos, o rosto de Mary cheio de lágrimas do lado de fora perguntando porque eu tinha feito aquilo.
O que eu vou fazer com relação à Mary? Nunca vou sair daqui dessa fazenda se nada se resolvesse, não posso mentir pra ela, nem ficar a prendendo a mim, ela é jovem e bonita, tem o mundo inteiro pela frente, não quero que ela pare sua vida por minha causa, mas também não suporto a idéia de deixá-la, estávamos cada vez mais apaixonados e não sei até que ponto isso iria, não sei o que fazer. O que o destino reservara pra nós? A mãe dela me pressiona demais, às vezes penso que ela tem razão.
Mary vai pra longe e eu vou ficar aqui, cuidar dessa fazenda e ficar dando depoimentos sobre um crime que eu não cometi, será que seria certo a deixar ir pensando que logo estarei lá? Como vou dizer que não poderei neste fim de semana, nem no próximo, nem em nenhum outro? Como vou dizer a verdade pra ela? Ela pode pensar que matei o Tommy, ai sim eu perderia ela de vez. Ela pode também pensar que sou um canalha que só queria levá-la pra cama, o que não é verdade.
Preciso pensar no que fazer, depois de amanhã é véspera de natal, Simon dará uma festinha, vou encontrar Mary lá e resolver essa situação. Embora eu seja egoísta e a ame, não posso permitir que ela vá embora pensando que vou estar lá ao lado dela. Às vezes é preciso engolir o orgulho e deixar que ela seja feliz longe de mim, isso é amor de verdade, por mais que doa em nós dois. Deixar a pessoa voar e ser feliz, mesmo que sem mim. E como a mãe dela disse, é só uma paixão que vai passar tão facilmente como começou.
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