Menina Kawaii
8 Nada é tão ruim que não possa melhorar
Notas iniciais
E mais uma vez o dia foi salvo graças às...
POFT!
–Nanao! Eu ainda estava assistindo.
–Tio, você não acha que já está grandinho para assistir essa porcaria? Nem o Toushiro assiste essa coisa.
A verdade é que ele assistia e gostava e muito do Macaco Louco, mas não podia admitir porque o taxariam como criança. (engraçado, já que ele realmente é uma).
–A vida é tão curta para desperdiçar com coisas sérias demais. O problema não é eu assistir coisas de criança e, sim, você ter crescido rápido demais.
OK!
Urahara Kisuke dando lições de vida num sábado de manhã? E pior, fazendo todo o sentido?
–TIAAAAAA! O tio tá doente.
Nanao surpreendeu-se por não ter sido respondida. Não importava onde ou como, misteriosamente, quando alguém chamava por Unohana ela sempre respondia.
–“A tia não está em casa num sábado de manhã... Tio Urahara filosofando sobre a vida e fazendo sentido... Isso significa que já é essa época de novo...”.
–Toushiro! – Chamou o menino que tentava não mostrar a sua frustação pela TV ter sido desligada. Em breve começaria a Hora da Aventura e ele era um grande fã do Fin. – Onde está a Rukia? Ela ainda está dormindo?
–Não está dormindo. Já até domou café.
Ela estava certa. Unohana e Rukia haviam ido cedo para um destino nada alegre.
(...)
As duas ficaram ali paradas de frente o obelisco. Trocaram as flores secas e limparam a lápide. Seis anos... Realmente, um longo tempo desde que começou a viver com os tios. Embora fossem tios de “afinidade” se tornaram parte importante em seu coração.
–Ela ia gostar de ver a menina em que você se tornou. – Unohana disse confortando-a.
–Não tia. Lá do céu ela olha por mim todos os dias.
Realmente era uma menina muito forte. Quando chegou estava assustada e com medo e por tudo chorava. Mas depois que ele foi embora a deixando conosco seu sorriso foi lapidando-se até se tornar esse presente que é hoje.
–Sim. Certamente ela está. E ele também tem muito orgulho de você, Rukia.
Unohana não teve resposta. Mas ela sabia que Byakuya sempre se acercara da filha e sempre mandou grandes quantias para mantê-la. Realmente, ele a queria muito, mas era algo muito difícil para ele.
–Tia. TIA! Repetiu já que a mesma parecia está num mundo distante. – Vem se despedir da mamãe também. – Puxou-a pelo braço para que dessem a última saudação.
–Fique em paz, Hisana/Mãe — Disseram em uníssono.
(...)
Pararam em uma soverteria. Era nova e tinha uns sabores diferentes. Provou um misto de cupuaçu com Céu azul. Céu azul não tinha gosto de nada, mas azul era sua cor favorita... E cupuaçu até que não era ruim.
–Esse lugar... Tem uns sabores exóticos não? – Unohana falou surpresa após receber o especial da casa: Couve e chocolate com cobertura de jerimum...
–HAHAHAHA Verdade. Essa sorveteria deveria chamar-se Inoue’s.
–Aquela menina da sua turma?
–Tia, Não existe ninguém mais estranha do que ela.
–Rukia... –Em tom de advertência
–Tá tá entendi. Nada de ser má com as colegas.. blábláblá... Tia, não vou voltar com a senhora. Vou dar um pulo lá na casa de repouso.
–Você tem ido muito lá esses dias. Alguma coisa boa?
Rukia Corou.
–“Pobre Kisuke, pelo jeito vai perder sua menininha...”.
(...)
AFF!
Demonstrou seu descontentamento. — outra vez sem nenhum dos Vós na Casa de Repouso. O que aqueles mocinhos andam fazendo hem? – Deu uma risadinha maliciosa imaginando o que seria. Corou. –Eca Rukia! Para com isso, sai da mente. “ta marrado”; meus olhos doem... Doem! Arg!
***(Eu juro, juro que é bem melhor que vocês não saibam o que ela imaginou). =^.^=
Recompondo-se lembrou de que havia saído com o seu Pseud-trevo da sorte. Pôs a mão no bolso para sacá-lo. Já estava ficando amarelado...
–Então, quase dois meses juntos e nada de bom né?
Nada é tão ruim que não posso melhorar... Embora o ditado fosse ao contrário era nisso que acreditava, mesmo que, fantasticamente começou a chover... Deus queria testá-la?
–Realmente... Esse trevo da sorte... Sua voz saiu embargada. Alguns segundos após...
AAAAHHHHHHHH Buuaááááh!
Embora não quisesse, embora fosse forte o dia todo; as singelas gotas frias foi o estopim para fazê-la chorar.
Não tinha problema em ser na frente de todos. Não tinha problema se era uma cena ridícula. Ela só queria chorar. E chorou muito.
Ahm?
Sentiu as gotas cessarem. Olhou para cima e lá havia um guarda-chuva para protegê-la. Apenas secou um pouco as lágrimas em excesso. Fez biquinho e tremia um pouco de frio.
–Então a maluca também chora... – Não viu problemas em agarrá-la pela cintura. – Então deixa que eu te esquento. Parecia haver uma segunda intensão na voz dele.
–Ichigo – disse já mais calma – E seu eu deixar você me esquentar?
Brotou um sorriso safado no rosto. Típico daqueles que querem aprontar.
–Seria... Um... Prazer...
Ela também sorriu...
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