Menina Kawaii
9 Vai me amar e vai gostar disso.
Notas iniciais
Bem, o que mais ela podia esperar? A culpa ao todo não era dela e se era, faria questão de teimar que não. Mas também, por que teve que fazer aquela sugestão idiota? Quer me esquentar, quer me esquentar... É claro que aquele ruivo tarado diria sim, mas ora! Estava emocionalmente abalada, um dia de chuva e provavelmente estava entrando em seu período tenso (Meninas entendem) Dai ele aparece todo lindo e alto e lindo com um guarda-chuva me agarrando pela cintura e já disse lindo? Pois bem, não sei como – e digo- se sei, não faço ideia, aqui estou eu na frente desse pardieiro. E o pior de tudo, alternando os pensamentos em primeira e terceira pessoa. Pronto, podem colocar a camisa, pois endoidei de vez.
AAHHHHRRGGGG RUKIA! Pela mor, você tão inteligente vai se deixar levar por um cara alto sedutor sexy? Que vergonha para as demais mulheres. Não se esqueça: você é a babá você é a babá...
AAH AAHHH AIIIII!!! Droga de arrepio ao pé da orelha. Já fui alertada sobre isso, ele vai assoprar hálito quente às costas da minha orelha e mesmo sabendo disso, cá estou eu com os pelos em pé.
–Do que você tem medo?
Do que você tem medo? Do que eu tenho medo? Olha, não é bem medo do que se trata essa situação aqui e... Aff! E o mané já está sentado todo confortável na bendita cama. Ai que situação ridícula, na boa, por quê? Por que ele? Não podia aparecer na minha frente um cara ensebado com um visual horrível e afeminado? Por que não o Yumichika?
Psiu
Nada de psiu. Não vou olhar, não vou olhar, não vou olhar...
Droga! Olhei.
– Ei Ichigo por porque você está sem camisa? Nossa como sou burra, é sério mesmo que estou perguntando por quê?
– Olha Rukia,
Opa! Perigo! Perigo! Ele está antando até mim. E agora o que é que eu faço?
– Se você não estiver afim então vamos embora.
Sério? Só isso? Espera Rukia, não era isso que você queria?
– Eu não quero. Porcaria, vacilei.
– Mesmo? Não é o que parece.
– Você não me conhece o suficiente para afirmar isso.
– Verdade, mas você sabe, eu conheço bem as mulheres. Seu corpo diz sim.
– Olha Ichigo, não sei que filmes papelões você anda assistindo, mas as coisas não são do jeito que você pensa.
– Realmente. Eu não penso em nada. Faço apenas o que quero fazer.
– Por isso que vive frustrado.
– Frustrado eu?
Por que diabo está rindo? Não era para rir. Ichigo, afinal as coisa que te digo não te magoam? Por quê?
– Se eu souber da pergunta te respondo.
Falei essa ultima parte alto?
– Olha nanica, eu não sei qual a sua ideia de frustração, mas posso afirmar que não sou um cara frustrado.
– Claro que é. Você que não se deu conta. Existem vários tipos de frustação e você, com certeza, se encaixa em algum deles.
– Pois digo que você também se encaixa.
– Eu não.
– Tu sim!
– Então quem foi?
Acho que ele não entendeu do porque deu está me contorcendo de tanto rir, mas eu simplesmente não consegui parar.
– Você é maluca!
HAHAHAHA ficou chateado
– E você roubou pão na casa do João.
– Sem dúvidas, você se encaixa em algum tipo de loucura.
– Meu bem, existe tipos de tudo nesse mundo, tudo é bom tudo é mal. Quer dizer, exceto o amor, por que esse sim só é bom.
– Negativo.
– Pois eu que sou louca. Lógico que todo amor é bom.
– Existem amores ruins.
– Você alguma vez se apaixonou?
– Não, mas
– Nada demais. Até você quando se apaixonar vai perceber o quão bom o amor pode ser.
– Como sabe? Por acaso já se apaixonou?
– Umas duas ou três vezes.
– Ah vá! Só tens 16.
– Tem idade para amar agora?
– Repito: O amor pode ser ruim.
– Repito: Não, não pode!
– Já se apaixonou...
– Já disse que sim.
– Por mim?
– Hrr, mas que pergunta... Eu... Isso é lá pergunta que se faça? Mas é claro que não.
– Então.
– Esse é o seu argumento? Que ridículo Ichigo. Ainda que seja por você – coisa que eu duvido que aconteça – seria bom. Ótimo. Hum-rum! (disfarçando com um pigarrear). Ichigo, eu começo a acreditar que você foi chutado ou algo do tipo. Mas olha, não há como você amar e ser ruim, claro que para isso, para que dê certo, além de eu te amar você tem que me amar também.
– Agora você forçouRukia.
Risos...
Mais risos...
Gargalhadas...
– Espera ai, o que tem de tão engraçado nisso?
– Foi mal Rukia, mais não. Transar é uma coisa, amar é outra e, disso você sabe.
– E dai que eu sei?! Tá dizendo que não tem como se apaixonar por mim?
– Exato!Â
– Ah é mesmo? Pois bem, Kurosaki escreva o que te digo agora: Vai me amar. Vai querer segurar a minha mão, conhecer os meus tios, me levar ao cinema, ver filmes de comédia romântica comigo, aguentar as minhas TPMs, me exibir para os seus amigos, vai querer me tocar e...
– Querer te tocar eu já quero.
– Ichigo
– Então... Preparem outra camisa de força porque aquela não é suficiente. Pois é, pelo visto eu que sou a culpada por essa situação, mas já não mais importa. Como alguém pode subestimar o amor? Pode circundar-me a cintura e afanar os pelos, você já sabe mesmo que gosto dos seus beijos. Mas você vai me amar, Ichigo. Não duvide.
– Não resistiu ao beijo. Perdeu o medo foi?
– Quando eu estive com medo?!
Ele não precisou dizer nada. Mas eu soube que gostou, aliais, amou a minha resposta. Tenho que confessar que as minhas pernas tremeram por um momento, mas acho que, necessariamente, não se trata de medo. Definitivamente não é medo essa sensação.
– Vem Rukia.
– Vem onde?
– Tolinha, para cama. Não quer fazer com que eu te ame?
– Foi mal Ichigo, mais não. Transar é uma coisa, amar é outra e, disso você sabe. E sabe muito bem, tolinho.
Virei às costas e o deixei ali. Sei bem que com essa minha decisão teria consequências, mas ainda mantinha o controle, mesmo que não tivesse sobre a minha respiração e as batidas em meu peito agora...
– Quer dizer então que vai fazer eu te amar, é? Interessante, Rukia. Muito Interessante...
Hã? Pera ae, filha da mãe! Levou meu guarda-chuva.
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