Memórias

12 Percebendo


Notas iniciais
Olá, senhorias! Como estão? Sambando muito ou aproveitando o carnaval de outras formas? Eu aproveitei para estar aqui, novamente. Sei que sumi, mas esses dias foram tão corridos que eu nem parecia a antissocial e sozinha que sou, sem falar que minhas aulas já voltaram :( Bem, problemas a parte, vou deixar vocês com esse capítulo e torcer para que gostem bastante! Boa leitura!

Minha cabeça estava rodando graças a esse dia tão cheio e que trouxe tantas coisas novas. Hoje eu descobri que além de um caráter duvidoso eu tinha um péssimo humor que fazia com que as pessoas não se aproximassem de mim e que tivessem... medo, me deixando surpreso com isso. Não é que eu nunca tivesse reparado em como as pessoas a minha volta esperavam pela minha pior reação sempre que vinham a mim e que na maioria das vezes ficavam surpresas pela forma com que eu agia com elas, mas eu não imaginei que isso tivesse algo a ver com o que eu era.

Sempre soube que não era eu mesmo por inteiro, não podia ser se não tinha as memórias que me eram necessárias para isso, mas de alguma forma eu deveria saber como agir ou ter os mesmos impulsos que tinha e que compunham meu caráter, afinal isso era de mim e não do que eu me lembrava. Era por isso que eu me sentia assim tão estranho por não conseguir me enxergar no homem ruim que todo mundo pintava e estava surpreso por descobrir sobre essa parte de mim.

Apertei o volante para controlar a minha raiva ao pensar que a pior parte dessa descoberta foi justamente a forma que eu descobri e bufei de raiva ao me lembrar da audácia daquele médico metido a besta.

Eu nunca tinha reparado muito nele, afinal, Dr. Black era apenas o meu médico e eu tinha que confiar nele, já que foi quem cuidou de mim desde que dei entrada no hospital depois daquele acidente horrível só que, de repente, eu descubro que estava sendo observado, que Jacob sabia demais e que estava escondendo uma parte importante de minha vida, a que eu estava desesperado para saber.

A minha raiva dele só aumentava ao me lembrar de nossa conversa hoje de manhã, ao ver como ele se sentia o dono da situação querendo me ameaçar, querendo tirar minha Bella de mim, sem falar que ficou muito claro que a única coisa em que Jacob estava interessado era em pegar minha senhorita para si.

Pelo que ele próprio me disse, as observações que fazia sobre mim era mais de caráter pessoal do que profissional, Jacob só queria saber sobre o que Bella e eu tínhamos ou se eu a merecia, eu posso deduzir então que minha saúde pouco importava para ele e se eu quiser recuperar minha memória, terei que buscar a opinião de outro especialista, para só assim saber o que de verdade o que havia de errado comigo, se é que havia algo de errado.

Esse era um assunto que eu deveria pensar depois, com calma e até perante a um advogado, quem sabe. O importante agora era como eu poderia consertar a péssima impressão que as pessoas têm de mim, pois estou decidido a fazer como meu pai disse e ser um novo homem daqui em diante. Eu estava disposto a começar imediatamente, começaria pela parte mais importante para mim.

Por Bella.

Eu não devo ter sido muito bom com ela, como com todo mundo, mas eu não consigo entender o porquê. Bella me agradava tanto, me fazia muito feliz e eu não tinha por que não dar atenção a ela, realizar as pequenas coisas que ela tanto gostava, gastar um pouquinho do meu dia para fazê-la feliz de outras maneiras além de orgasmos múltiplos.

Era só no que eu sabia pensar enquanto acelerava: em maneiras de deixar Bella feliz.

Uma dessas maneiras, com certeza era passar a noite com ela e depois ir direto de lá para o trabalho. Pensei então, em passar em casa para pegar uma troca de roupa, mas ao invés disso, eu segui para o apartamento ao me lembrar do jeito como Tanya agia ainda no fórum me mostrava que eu teria um longo embate se fosse para casa e tentasse sair depois. Era melhor evitar essa conversa.

Tudo o que era demais sumiu de minha mente quando finalmente Bella abriu a porta de seu apartamento para mim. Parei de respirar por um instante tentando me acostumar com sua beleza natural: o rosto lavado, com as bochechas naturalmente coradas, o longo cabelo castanho solto sobre seus ombros, tão linda vestida apenas com aquele infame roupão de seda.

Minha senhorita olhava para mim cheia de expectativa, com os olhos fervendo de desejo, da mesma maneira que eu a deixei na cafeteria hoje de manhã e vê-la ali, esfregando as pernas para conter seu desejo me fez partir para cima dela, sem resistir, sem lhe dizer nada, apenas a tomei em meus braços e a beijei.

Bella gemeu em meus lábios os abrindo, dando passagem para que minha língua se enroscasse a dela, esperando e recebendo tudo o que eu tinha a oferecer.

—Bella — sussurrei ainda junto dela, beijando seu rosto enquanto recuperávamos o ar — eu senti sua falta o dia todo, eu estava louco para ver você — ela sorriu e me olhou por debaixo de seus cílios.

—Eu também não via a hora do senhor chegar — toquei o rosto vermelho de Bella, maravilhado com o seu sorriso, feliz por finalmente tê-la em meus braços, beijei seus lábios delicadamente mais uma vez e a abracei me dando conta do quanto eu queria isso.

Bella retribuiu meu abraço colocando o braço por dentro de meu paletó e eu a puxei para ainda mais perto de mim, beijando seu cabelo e me deliciando com o já familiar cheiro de morango.

—Pensei em estar assim com você o dia inteiro — disse bem baixinho algum tempo depois, muito feliz em tê-la comigo. Bella olhou para mim com um pequeno sorriso tímido enquanto subia suas mãos ainda por dentro o paletó acariciando meu peito até que segurou minha gravata, desfazendo o nó e deixando beijos pela minha garganta, por meu queixo até minha boca.

—Eu também, meu senhor, não consigo pensar em outra coisa desde que me deixou no café — ela deixou vários leves beijos enquanto falava com a voz rouca e sussurrada — eu ainda estou fervendo pelo senhor.

Sem poder mais eu a puxei para um beijo cheio da luxúria que carreguei comigo o dia todo, me fazendo perder a cabeça pensando apenas em sanar aquele desejo. Eu continuava a apertar contra mim, sentindo seu corpo pequeno se encostar ao meu e se esfregar mostrando o quanto estava desejosa por um toque mais intenso.

Enchi minha mão com sua bunda deliciosa trazendo-a para mais perto de mim, aumentando o contato entre nossos corpos e fazendo com que ela sentisse o quanto eu a queria também. Minha outra mão procurava pelo laço de seu roupão prestes a desfazê-lo louco para encontrar seus belos seios, quando ouvimos a campainha do elevador me fazendo lembrar que ainda estávamos parados a porta do apartamento.

Eu ri nos lábios dela.

—É melhor a gente entrar, não acha? — Bella sorriu respirando fundo para recuperar seu fôlego e se segurando em mim para manter o equilíbrio. Quando se sentiu pronta, ela assentiu e me soltou entrando em seu apartamento. Eu a segui de perto louco para retomar o que estávamos fazendo, mas antes que pudesse fechar a porta, vi Jacob ali parado em frente ao elevador, olhando para nós.

—Então você veio visitar sua filha, Cullen? — ele riu com sarcasmo — eu aposto que cenas como essa devem fazer muito sucesso nas reuniões de família, não?

—Vai se foder, Black!

—Enquanto você fode a garota que você tem a guarda, seu pedófilo desgraçado?

—E se for? Isabella é adulta e o que nós fazemos não é de sua conta!

—É aí que você se engana, Cullen, é da minha conta sim e pode apostar que eu vou cobrar cada centavo com juros — bufei batendo a porta sem querer dar ouvidos àquele babaca.

Quando me voltei, esqueci toda a raiva e frustração ao dar de cara com Bella e seu pequeno roupão aberto revelando sua quase nudez e seu belo corpo coberto apenas com uma pequena calcinha, olhando para mim, mordendo o lábio inferior e revelando sua ansiedade.

Sem resistir mais, eu me aproximei lhe dando outro beijo, sentindo suas pernas fraquejarem por minha roupa tocar seu corpo sensível, me fazendo imaginar o quão fácil seria leva-la até o topo, gozando para mim sem parar como eu tinha prometido mais cedo.

Bella deu um passo para trás quando eu deixei seus lábios, suspirando sem olhar para mim.

—Em quanto tempo quer que eu fique em meu lugar, senhor? — ela me perguntou ainda respirando com dificuldade pelo beijo intenso que demos. Eu ainda estava um pouco atordoado e não entendi o que ela quis dizer.

—O que?

—Eu estou pronta para o senhor, tenho apenas que me colocar em meu lugar. Quer que eu lhe sirva uma bebida ou o senhor vem comigo para o quarto de jogos?

—Nós não vamos para o quarto de jogos.

—Não vamos? — seu rosto desmoronou, o desejo em seus olhos foi substituído por uma grande decepção — O senhor está indo embora?

—É claro que não, eu vim ficar com você — ergui seu rosto confuso e lhe dei um beijo. Bella agarrou-se a mim como se tivesse medo que eu me afastasse. Sem me fazer de rogado, eu a beijei tanto para acalmá-la, quanto para abrandar o imenso desejo que eu sentia dela — se você continuar assim, eu vou ter que te levar para a cama — sussurrei para ela quando minhas mãos foram parar em seus seios deliciosos sem que eu me desse conta de como.

—Eu não me importaria nenhum pouco, senhor.

—Nem eu, mas teremos tempo mais tarde.

—Mais tarde? — ela me deu um de seus sorrisos escondidos — Isso quer dizer que vai ficar?

—A noite toda — Bella mordeu o lábio inferior depois de suspirar.

—Se não vamos para o quarto de jogos, o que faremos, senhor?

—Vamos passar um tempo juntos — ela olhou para mim com a mesma expressão de quando se deu conta de que eu estava realmente acordado depois de tanto tempo em coma, maravilhada, feliz desacreditada. Eu sorri também, satisfeito por vê-la assim tão feliz — E então, o que você preparou para o jantar?

Eu estou morrendo de fome!

—Eu... Eu não fiz nada, senhor.

—Mas eu disse a você que viria.

—Sim, mas eu... Eu não sabia que viria para jantar... Não imaginei que o senhor queria comida — ela estava nervosa tentando se explicar — O senhor não ordenou que eu lhe cozinhasse algo, mas eu posso me virar...

—Eu não disse nada, mas eu acabei de sair do trabalho, estou morrendo de fome e imaginei que você estivesse comendo também.

—Eu estava esperando pelo senhor...

—Sem jantar?

—Eu iria cuidar disso quando fosse embora.

—Está acostumada com essas minhas visitas depois do expediente, ou não?

—Sim, senhor, eu estou, mas nunca lhe preparei o jantar durante a semana por que sempre janta com sua esposa depois que sai daqui.

—E então o que fazemos quando eu venho te ver?

—Durante a semana, o senhor me levava diretamente para o quarto de jogos e de lá ia embora — suspirei tentando empurrar a minha culpa para longe.

—Eu disse que seria diferente dessa vez, não disse? — ela assentiu sem olhar para mim e eu continuei — Então se prepare para conhecer um novo Edward Cullen — toquei o rosto apreciando seu belo sorriso e desejando que ele ficasse ainda maior então coloquei minha mão dentro do bolso pegando o pequeno mimo que eu comprei — pegue, é para você.

—Para mim? — ela me olhou surpresa e confusa.

—Sim. Eu percebi hoje de manhã o quanto gosta de chocolate e pensei que você ficaria feliz.

—Eu nem sei o que lhe dizer, senhor. Muito obrigada! — ela abriu a pequena caixa rapidamente e experimentou um gemendo quando tinha o chocolate em sua boca, com os olhos fechados se deliciando. Assim que engoliu ela abriu os olhos parecendo culpada ao se lembrar que eu estava ali. Bella abaixou a cabeça e se aproximou de mim.

—Esta submissa é a mais feliz de todas por tê-lo como senhor. Por favor, deixe-me mostrar o quanto eu sou grata por tudo o que me faz — eu olhei surpreso enquanto ela se ajoelhava em minha frente e suas mãos ágeis foram direto para a minha calça.

—Bella, não! Fique em pé, por favor — ela obedeceu sem hesitar como sempre e seguiu olhando para baixo. Eu segurei seu queixo louco para ver seus lindos olhos castanhos. Eles estavam muito confusos, por isso eu quis esclarecer as coisas.

—Hoje você não é minha submissa, Bella. Não vamos para o quarto de jogos, não quero que você se curve ou tente me agradar de outra maneira que não seja sendo você mesma. Eu quero apenas você hoje.

—Eu lhe disse senhor, esta sou eu. Não tenho certeza se eu consigo ser diferente.

—Não quero seja diferente, quero que relaxe — eu a puxei para perto de mim e lambi um pouco do chocolate no canto de sua boca — relaxe para eu poder conhecer você melhor. Pode fazer isso?

—Sim, senhor.

—Bom — eu assenti dando muitos beijos nela antes de dar um passo atrás. Bella sorriu mordendo o lábio inferior enquanto eu a admirava.

—O que faremos agora, senhor? — perguntou depois de alguns minutos.

—Bem, eu ainda estou com fome. Que tal se comêssemos alguma coisa?

—Eu posso preparar, senhor.

—Por favor — ela assentiu sorrindo e seguiu para a cozinha. Hipnotizado eu a segui de perto sem querer ficar longe dela apreciando o balançar de seus quadris. Assim que chegou a cozinha, Bella olhou para mim:

—Posso fechar meu roupão, senhor?

—Fique a vontade, Bella — eu sorri vendo-a dar um laço cobrindo seu corpo — na verdade se não tivesse me pedido isso, eu mesmo pediria por que eu não estou conseguindo me concentrar ao ver você assim.

—Em que quer se concentrar, senhor?

—Quero conhecer mais do que seu lindo corpo e se ele ficar a minha disposição dessa maneira, eu não vou conseguir — ela assentiu colocando o cabelo atrás de sua orelha depois de ter colocado alguns ingredientes sobre a pia.

—Quer que eu te sirva alguma coisa? Uma dose de uísque ou uma taça de vinho?

—Uísque seria bom, obrigado — Bella saiu da cozinha apressada e logo voltou com a minha bebida. Eu tomei enquanto eu a via trabalhar.

Eu pensei que seria uma boa oportunidade de conversar um pouco com ela, mas eu estava hipnotizado com seu jeito simples, sua concentração enquanto cozinhava, seu sorriso maravilhado quando pegava meu olhar sobre ela, por isso fiquei em silêncio por alguns minutos, apenas me deliciando com sua companhia.

Como meu objetivo era conhecê-la, eu fiz algumas perguntas sobre o que gostava de comer, o que gostava de ler, quais musicas gostava de ouvir, se sabia dançar, mas minhas perguntas não a faziam falar e falar como aconteceu com Tanya ou com Rosalie quando eu conversei com elas e fiz perguntas parecidas, o que me fez pensar que Bella não estava a vontade como eu queria que estivesse.

Nosso jantar foi assim, com conversas que não iam muito longe, Bella respondia minhas perguntas a sua maneira se esquivando e me fazendo descobrir a resposta aos poucos, a desvendando devagar e com persistência. Desde o primeiro dia eu percebi que não era fácil descobrir algo sobre ela, mas eu não estava com pressa tinha todo o tempo do mundo para fazer com que ela se abrisse para mim.

—Venha aqui — eu a chamei depois que terminamos de comer. Bella sorriu e sua expressão dizia o quanto estava esperando por esse momento. Sem cerimonias ela se sentou em meu colo eu segurei seu queixo e beijei seus lábios de leve adorando como ela se aconchegava em meu corpo — eu tenho uma coisa para perguntar a você — sussurrei com a boca ainda na dela.

—Tudo o que quiser, meu senhor.

—É que eu me dei conta de que nós nunca nos prevenimos em todas as vezes que estivemos juntos...

—Não se preocupe, senhor — ela me interrompeu sorrindo — Eu tomo pílula, o senhor nunca gostou de usar camisinha.

—Eu decidi até sobre isso? — ela assentiu de olhos baixos e eu segurei seu queixo fazendo com que ela olhasse em meus olhos a fim de ver a verdade — acha que eu impus muita coisa em sua vida?

—Acho que o senhor me deu caminhos que eu aceitei seguir, não decidiu nada sozinho — ela olhou para meus olhos por mais tempo que já tinha feito desde que acordei. Hesitando ela esticou a mão para tocar meu rosto, parecendo que com esse gesto ela ia me dizer algo importante, mas ela parou na metade do caminho, mudando de ideia. Eu me aproximei trazendo sua mão para tocar meu rosto.

—O que você quer me dizer? — ela deu um meio sorriso.

—É que eu imagino que o senhor está um pouco confuso sobre o que nós fazemos, não sei, parece que o senhor se sente culpado ao saber de nosso passado.

—Eu me sinto um pouco. Não pelo quarto de jogos por que deu para sentir que nossos momentos dentro dele são maravilhosos — ela assentiu sorrindo e eu a beijei sem resistir — mas é que eu me sinto um pouco em falta com você em relação a todo o resto.

—Que resto senhor?

—Você se entrega a mim dessa maneira, sua vida está em minhas mãos completamente. Pelo que percebi, eu controlo tudo até mesmo as suas vontades, cada coisa que vem de você e eu não te dou nada em troca. Não me parece justo que você me dê tudo e eu nada...

—O senhor me dá muito, senhor Cullen, todos os dias.

—Orgasmos múltiplos não pagam nem a metade de toda a sua dedicação, Bella.

—É mais do que isso, senhor — ela suspirou acariciando meu rosto, como eu fazia com ela — eu penso que enquanto nós não formos para o quarto de jogos e fizermos uma cena juntos, enquanto não retomarmos nossa rotina, o senhor não vai entender que o que temos juntos lá dentro é uma extensão do que temos aqui fora, que somos felizes assim, não precisamos mudar nada.

—É por isso que está assim tão resistente? — olhei para seus olhos entendendo a situação — Bella, quando eu falo de mudança eu quero apenas acrescentar ao que temos...

—Acrescentar?

—Sim. Não vamos mudar o que temos, vamos apenas melhorar. Eu posso te dar tanta coisa, Bella, eu tenho tanto a te oferecer...

—Não precisa, meu senhor, tudo o que eu preciso o senhor já dá, não se preocupe com o resto — ela deu um pequeno sorriso e encostou sua boca na minha.

—Eu não acredito que seja suficiente por que você merece tanto — sussurrei deixando leves beijos em seus doces lábios — eu posso te dar tanta coisa, Bella.

—Tudo o que eu quero agora é o senhor — eu sorri e a beijei enquanto minha mão foi direto para suas coxas e logo eu estava com a mão sobre o tecido úmido de sua calcinha me fazendo gemer.

—Bella, se é o que quer — eu falei baixinho em seu ouvido — vai pro seu quarto e tira tudo o que está em seu corpo. Eu estou indo bem atrás de você.

—Sim, senhor — mais do que depressa ela saiu do meu colo e foi para o quarto. Eu a segui sem demora largando minha gravata pelo caminho, assim como meu paletó e deixei que minha camisa caísse a porta do quarto enquanto eu adentrava. Encontrei Bella parada ao lado da cama, completamente nua, os olhos baixos e os dentes devorando aquele lábio delicioso.

Tenho certeza de que o fato de eu ter dito a ela que não se comportasse como uma submissa hoje a impediu de se ajoelhar ao lado da porta e me receber com beijos nos pés. Mesmo assim, sua natureza a fazia ficar esperando sem tomar iniciativa nenhuma, atitude que ao mesmo tempo me excitava e me frustrava. Eu queria que ela tivesse mais iniciativa, que buscasse o que queria, mas ao mesmo tempo, era tão sexy que ela me esperasse, que recebesse de mim apenas o que eu queria dar a ela.

Parei a sua frente e passei a abrir minha calça sentindo seu olhar em cada movimento, assim que me livrei de cada peça que ainda me cobria, eu me aproximei de Bella que se empertigou toda. Minhas mãos coçaram para tocar naquela pele tão alva, que de longe se via estar arrepiada, louca por um toque. Ao invés de vir para mim, de buscar o toque que seu corpo tanto pedia, Bella ficou parada, esperando, respirando com dificuldade.

—Sua pele está tão arrepiada — sussurrei para ela dando um passo mais para perto sem tocar nela — parece que está pedindo pelo meu toque.

—E está, meu senhor, cada célula de meu corpo pede, implora pelo senhor — eu sorri me aproximando e tocando seus seios. Imediatamente Bella estremeceu a minha frente, como se suas pernas não pudessem suportar o peso de tanto prazer. Continuei com minha exploração adorando como seus seios que ficavam ainda mais perfeitos em minha mão, as preenchendo por completo. Eu belisquei seus mamilos deliciosos arrancando finalmente um gemido dela.

Dessa vez ela não aguentou, Bella perdeu o equilíbrio e tocou em mim para se apoiar. O toque em meu peito não parou por ai, ela desceu pelo meu abdome e hesitante tocou meu pau, duro, firme por ela.

—Posso, senhor? — eu assenti fechando os olhos quando suas mãos pequenas me envolveram e me massagearam com mestria me deixando ainda mais louco para tê-la por inteiro. Eu abri meus olhos e vi que Bella mal podia se manter em pé e seu corpo tremia de desejo, eu me aproximei segurando em sua bunda e a trazendo para perto de mim.

Num gesto impensável ela erguia o quadril louca por um toque, uma fricção que pudesse ao menos aliviar o seu desejo e movido pela aquela cena eu toquei sua boceta me deliciando com o quanto ela estava quente, o quanto ela estava pronta para mim, para me receber. Eu a beijei com a mesma volúpia que metia meus dedos dentro dela e sem poder mais eu a agarrei e a levei para a cama.

Quando eu a tinha onde queria, beijei seus lindos peitos e fui descendo pelo seu corpo perfeito. O cheiro dela me inebriava me deixava ainda mais excitado e eu estava a ponto de enlouquecer quando senti o cheiro de sua boceta deliciosa e acredito que realmente enlouqueci ao sentir o seu sabor. Eu me deliciava tanto quanto ela, Bella bem que tentou se controlar, não gemer e se manter quieta, mas não durou muito tempo, ela se agarrou a mim se entregando e gozando chamando meu nome sem parar.

Quando seu corpo relaxou debaixo de mim eu me levantei para olhar para ela que mordia o lábio, estava vermelha e radiante depois do orgasmo.

—Você é tão linda — sussurrei me aproximando e beijando sua boca — tão gostosa, eu não vejo a hora de estar dento de você — me posicionei em cima dela, entre suas pernas e Bella se aproximou tocando meu pau.

—Deixe-me fazer algo pelo senhor...

—Eu vou deixar, vou deixar você gozar muito nele e vai ser agora mesmo — Bella se contorceu inteira quando eu a penetrei se mexendo comigo nos movimentos que nos levariam até o nosso prazer.

Gememos juntos perdendo o controle quando Bella rebolava em baixo de mim, me fazendo agarrar sua bunda metendo com força sem parar nem mesmo enquanto ela gozava para mim, esmagando meu pau dentro de si. Não demorou para que ela se recuperasse e voltasse a rebolar sob mim, me impulsionando a investir contra ela cada vez mais, tanto e a tal modo que nem o orgasmo me segurou.

—Eu não consigo parar Bella! — rosnei agarrado a sua cintura, cheio de energia mesmo depois de gozar — caralho, você é muito gostosa!

—Não para, meu senhor, por favor — seu gemido rouco só me deu ainda mais tesão e eu não poderia parar nem se eu quisesse.

Bella e eu estávamos loucos um pelo outro querendo arrancar todo o prazer que o outro tinha para oferecer até que gozamos mais uma vez e caímos exaustos e felizes um ao lado do outro.

Quando nossas respirações voltaram ao normal, Bella se afastou e deitou o mais longe de mim que pode, do outro lado da enorme cama que estávamos.

—Ei, onde vai? — perguntei me aproximando dela puxando seu corpo suado para junto do meu.

—Eu estou apenas dando um espaço para que o senhor possa descansar sem ser perturbado.

—Em primeiro lugar, você não me perturba. Eu quero ficar assim, enroscado em você cada segundo dessa noite — fiz como estava dizendo, trazendo ela para bem pertinho de mim — e em segundo lugar, eu ainda não estou cansado, temos boa parte da noite ainda para isso — Bella mordeu o lábio e hesitante tocou meu peito deixando um rastro quente por onde suas pequenas e deliciosas mãos passavam, nos preparando para mais uma rodada dessa noite que só estava começando.
.

Acordei com um corpo agarrado ao meu e sorri, por que mesmo com os olhos fechados, eu pude sentir suas curvas acentuadas e reconheci ser aquele que eu venerei na noite anterior, que me deu tanto prazer.

Abri meus olhos e vi Bella ainda deitada em meu peito tão perto de mim quanto eu tinha pedido a ela que ficasse. Fiquei observando seu lindo rosto sereno, tranquilo e levemente sorridente me deixando completamente satisfeito por estar onde estava, me sentindo verdadeiramente um homem de sorte por conseguir encontrá-la, por finalmente tê-la em meus braços.

A minha sorte só não era completa por eu infelizmente ter que voltar para a minha esposa e deixá-la aqui.

Suspirei beijando seu rosto e me deliciando com seu cheiro.

Tudo o que eu mais queria estar inteiro para ela, poder realizar cada pequeno desejo daquela menina, fazer com que ela sonhasse, com que seus sonhos se tornassem realidade, afastando tudo de ruim que pudesse ter em seu caminho, toda a preocupação, todas as tristezas.

Se ao menos eu me lembrasse ou se tivesse um modo de saber o que eu pretendia fazer em relação ao meu futuro com ela!

Não era possível que sendo um homem organizado que aparentemente sou, não tenha deixado ao menos uma pista do que eu tinha em mente para a minha Bella, alguma maneira de descobrir o que fazer e assim que descobrisse, eu faria, daria um jeito de me separar de Tanya para conseguir o que estou tendo esta manhã, a felicidade de acordar ao lado dessa mulher incrível.

Eu precisava começar a ver isso hoje. Mesmo sem vontade nenhuma eu precisava me levantar daqui, voltar para casa e dar um jeito de descobrir por onde começar.

Pensava nisso enquanto tomava banho o mais silenciosamente possível sem querer perturbar a senhorita adormecida, mas quando eu estava quase pronto, Bella acordou.

—Meu senhor, me perdoe, acho que dormi demais — fui até ela e a beijei fazendo com que se deitasse novamente em baixo de meu corpo.

—Não precisa se levantar, acho que você precisa dormir um pouco mais hoje.

—O senhor dormiu tanto quanto eu... Posso preparar algo para o café da manhã, se quiser eu...

—Tudo bem, não preciso de nada — eu beijei de leve seus lábios entreabertos fazendo com que ela se agarrasse aos meus cabelos esfregando seu corpo no meu.

—O senhor tem certeza? Há muitas coisas que eu posso fazer pelo senhor para que tenha um bom dia... — sorri e me afastei para olhar seu belo corpo sabendo quantas coisas ela poderia fazer por mim justamente por ainda ter na memória tudo o que ela tinha feito naquela noite, mas eu tinha muito o que resolver.

—Quero apenas que você descanse. Isso foi uma ordem — sorri para ela quando se preparava para argumentar — ainda é muito cedo. Durma mais um pouco e quando estiver bem descansada vá até a cafeteria para tomar a sua xícara de chocolate, quem sabe nos veremos lá?

—Sim, senhor.

—É assim que eu gosto — eu dei uma boa olhada para o seu corpo — sem falar que amanhã é sexta feira e você precisa estar bem descansada para mim — seus olhos brilharam e ela não conseguiu esconder seu enorme sorriso.

—Vai me levar para o quarto de jogos, senhor?

—Quem sabe, se você for uma boa menina — lhe dei um beijo de despedida que não foi tão breve quanto esperava. Quando estávamos sem fôlego eu toquei seu rosto esperando que ela abrisse os olhos antes de sussurrar para ela — mal posso esperar para ver você de novo, Bella.

—Eu também não, senhor — antes que aqueles olhos e seu belo corpo pudessem me hipnotizar e me fazer ficar com ela na cama até eu não ter mais forças, eu me levantei e fui embora com aquela bela imagem na cabeça.

Era impossível negar que Isabella era parte importante de minha vida e o quanto me fazia bem, mesmo sem minhas memórias, eu me sentia completo com ela, como se eu não precisasse de mais nada em minha vida. Pensava nisso distraidamente enquanto ia para a casa, sem querer perder esse meu bom humor, ainda estava muito cedo e eu poderia sair de casa antes mesmo de Tanya acordar e então manter meu bom humor durante todo o dia.

Mas as coisas não acontecem como planejamos.

Assim que entrei em casa, vi Tanya ali, sentada perto da porta no mesmo lugar em que me esperava no dia anterior. Ela olhou para mim, me analisando, observando minhas roupas visivelmente tentando imaginar onde eu estava.

—Por que ainda está acordada? — Perguntei quando ela não disse nada, tirando meu paletó e o jogando no sofá ao lado dela ao reparar que ela estava completamente vestida a essa hora da manhã — ou você já acordou?

—Não, eu não fui dormir, eu... Eu estava esperando por você.

—Não deveria ter feito isso.

—Quando saímos do fórum, você disse que já estava vindo para casa e então eu pensei que chegaria a qualquer momento, mas você só chegou agora — ela riu, mas não me pareceu ter humor algum — eu estava esperando por você, preparei um jantar para comemorarmos o seu primeiro dia de trabalho, mas você não veio para casa e pelo jeito que chegou, pela hora, deve ter comemorado com outra pessoa — ela parecia bem chateada, mas eu estava de bom humor demais para querer discutir e decidi tomar um pouco de uísque para me ajudar a engolir tudo o que vinha pela frente.

Quando me voltei, minha esposa tinha se aproximado de mim, me olhando aflita prestes a chorar.

—O que há, Tanya? — pedi ao olhar para ela.

—É que... você sempre foi muito sincero comigo, Edward. Desde que nos conhecemos nunca me escondeu absolutamente nada, não importando o que fosse. Sempre disse que a verdade, por pior que seja, é sempre a melhor forma de convivermos bem, que só assim o nosso casamento duraria.

—Eu realmente acredito nisso, não há verdade maior que essa.

—Então, meu amor, por favor, se tiver algo a me dizer, diga agora — Tanya chegou mais perto claramente com a intenção de tocar em mim, mas desistiu depois de um momento. Ela apenas suspirou e repetiu — Conta para mim, Edward.

Pelo jeito que me olhava, Tanya obviamente desconfiava que eu tinha alguém e não era para menos já que nesses dias eu não fiz esforço nenhum para esconder que tinha outra pessoa por eu ter passado algumas noites fora de casa e por eu não me aproximar dela. Minha esposa só não veria se fosse muito cega.

Olhei para ela pensado que poderia sim dizer a verdade e acabar com tudo aqui mesmo e voltar para a casa de Bella, mas algo me dizia que não deveria ser assim. Eu sentia que, por alguma razão, enquanto eu não descobrisse o que ela me esconde ou enquanto não recuperasse minha memória, eu teria que suportar tudo isso.

—Não tenho — respondi por fim — e você? Tem?

—Como assim eu? — ela riu — eu sempre dediquei minha vida a você, desde o dia em que te conheci, sempre fui fiel, sempre suportei tudo, Edward, tudo! Sem nunca reclamar, sem nunca nem pensar em deixar você, nunca...

—E por que não? — perguntei surpreso com a forma com que ela desabafou — ao que parece não foi nada fácil ser casada comigo, poderia ter pedido o divórcio.

—Não, eu não poderia por que eu amo você Edward, te amei no instante em que te vi e eu sou a mulher mais feliz do mundo por ter você ao meu lado, por que você é o meu marido, meu homem — ela se aproximou querendo me tocar, mas eu me afastei sem permitir. Tanya apenas suspirou antes de continuar — eu suportei tudo o que suportei por eu eu ainda tinha você...

—Suportou o que? Do que você está falando? — ela hesitou quando eu gritei dando um passo atrás e eu bufei — está vendo? É isso que me irrita! Como eu posso ser sincero com você se esconde a maioria de minhas lembranças! — tomei meu uísque e estava prestes a me afastar dela antes que uma briga maior se iniciasse, mas assim que dei alguns passos para longe dela, Tanya começou a falar.

—Eu suportei o seu jeito, suas... Peculiaridades, seu gênio. Você não é um homem fácil de se conviver... — eu parei para ouvir, mas quando eu voltei ela parou de falar.

—Por que não, eu te maltrato? Sou violento? Bato em você?

—Não, não! — ela exclamou com os olhos arregalados — você é um homem metódico que está sempre olhando para frente, sempre de olho em seus objetivos, sem olhar para os lados, para o que está acontecendo, mas mesmo assim eu continuava ao seu lado...

—Por que, Tanya? Por que continuava ao meu lado? É o meu dinheiro? É o meu status?

—É claro que não, Edward, você me ofende pensando assim. Eu não ligo pro seu dinheiro, se você fosse um mendigo, se morasse na rua eu te amaria do mesmo jeito desesperado que amo.

—Ainda me amaria se eu morasse com meus pais e trabalhasse na madeireira com eles?

—Eu te amaria, da mesma forma, com toda a minha alma — respondeu sem hesitar enquanto algumas lágrimas corriam por seu rosto contrastando com o sorriso fraco — eu sempre vou te amar, como sempre te amei. Por mais que sempre teve suas necessidades, que precisasse de seu próprio tempo, você nunca me deixou sozinha como tem feito esses dias, nunca se negou a fazer amor comigo e é por isso que eu estou assim eu... Eu sinto a sua falta, eu quero meu marido de volta!

—Tanya...

—Tudo o que eu estou pedindo é que você não me ignore mais, que você volte a ser o marido carinhoso que sempre foi para mim, por favor, não me abandone — ela chorava pedindo com desespero — por favor, eu não me importo com o que você faz fora de casa, não me importo com mais nada se tiver você junto de mim, por favor.

Aquele choro doído me tocou.

Tanya poderia até não estar me dizendo toda a verdade, mas se ela estava chorando daquela maneira alguma coisa deveria ser verdade. Como eu poderia saber o que era real ou o que era fingimento, se é que existia real ou fingimento aqui. Cheio de piedade, eu me aproximei de Tanya deixando que ela me abraçasse e chorasse o quanto tinha para chorar. Quando estava mais calma eu segurei seu rosto banhado em lágrimas e olhei para seus olhos.

—Eu realmente quero que tudo fique bem entre nós dois, da maneira que deve ser. Não quero sofrer e muito menos quero que você sofra...

—Vamos voltar a ser feliz, como sempre fomos, meu amor, eu sei que vamos. Só precisamos retomar o ritmo, voltar ao normal.

—Para que tudo se ajeite, você precisa ser sincera comigo, Tanya. Por que não me conta tudo o que você está escondendo?

—Escondendo? Edward, eu não escondo nada de você, meu amor, eu estou aqui, sempre estive aqui, inteira para você. Por que acha que eu tenho algo para esconder?

—Você tem, Tanya, eu sei, não me pergunte como, eu só sinto que você tem guardado, algo importante — ela desviou os olhos dos meus e eu a fiz me olhar novamente — Se você me contasse, se tudo pudesse ficar claro em minha mente... Eu poderia entender, poderia saber melhor como agir e assim seria mais fácil para nós dois.

—Eu sei que não está fácil, que você está confuso, amor, mas o tempo vai se encarregar de ajudar você...

—Isso significa que você não vai me dizer o que esconde?

—Quer dizer que o tempo vai cuidar de responder suas perguntas.

—Por que não faz isso?

—Eu não sou capaz, Edward, ao menos ainda não.

—Então, realmente tem algo que está escondendo de mim?

—Não estou escondendo, eu só não consigo contar ainda. Olha eu não estou dizendo que eu nunca vou contar a você, só não estou pronta ainda.

—É tão ruim assim? — ela olhou em meus olhos, parecendo que voltaria a chorar a qualquer momento — diga.

—Por favor, apenas me dê um tempo, por favor — eu me deixei ser abraçado por Tanya compadecido até certo ponto por suas lágrimas intermináveis, ao mesmo tempo em que pensava em fazer o que fosse preciso para resolver essa situação o mais depressa possível.

Notas finais
E então? O que acharam? Contem para mim! Algumas de vocês me disseram que acham a Bella sem personalidade... Será mesmo? Pode ser que ela realmente não tenha por tudo o que passou na vida, pode ser que esteja suprimida com a mudança de Edward e que vá revelar aos poucos. Vamos ver! E Tanya? O que ela sabe? O que ela não sabe? Contem para mim, por favor! Ainda tem tanta coisa para acontecer, minha cabeça está explodindo de ideias e eu espero que vocês queiram saber, queiram estar comigo para acompanhar! Eu vejo vocês em breve! Mil beijos, bom carnaval!