Memórias

20 Dominando


Notas iniciais
Olá, minhas senhoritas! Sim, eu estou de volta, finalmente! Escrevi esse capítulo com todo o carinho do mundo e com esse mesmo carinho, eu quero dedicar a minha querida Víh Corrêa que recomendou a história! Uau, obrigada, obrigada pelo carinho! Eu espero que gostem de verdade desse capitulo. Boa leitura!

Observei até que Bella tivesse sumido pela casa antes de me servir de uma dose de uísque. A bebida sempre me ajudava a entrar no clima, desligar minha mente de todo o resto para me concentrar apenas em minha senhorita e em nosso prazer.

Era o que eu tentava fazer, depois de me servir da terceira dose, sem sucesso nas duas primeiras já que eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser no quanto o pedido de Bella me surpreendeu.

Fiquei surpreendido por que minha senhorita não parecia estar sentindo falta do quarto de jogos. Sei o quanto ela ficou receosa quando pedi que deixasse de se comportar como uma submissa o tempo todo e sabia que esse receio se dava por que ela realmente gostava de tudo aquilo, que tinha medo de nunca mais retornarmos as nossas atividades, mas, apesar disso... parecia que nós estávamos tão bem daquele jeito, felizes com a maneira como estávamos nos relacionando.

Por mais que eu pudesse ler cada reação do corpo de Bella, infelizmente eu não podia ler sua mente e não tinha como saber o que de verdade o que ela estava pensando, o que queria. E é por isso que fiquei tão surpreso, ao que parece, apenas eu estava satisfeito.

Tínhamos ido para a cama todos esses dias, nos satisfazemos, conversamos bastante e eu estava adorando cada parte disso. Tivemos uma vida bem diferente do que Bella me descreveu, do que eu sentia que tinha sido entre nós desde que deixei de ser seu tutor e passei a ser seu dominador. Nesses dias, via minha senhorita sorrir o tempo todo, vi Bella tão feliz e solta que realmente que não pensei que ela sentisse tanta falta das atividades que realizávamos no quarto de jogos ou que ao menos pudesse esperar pelo fim de semana para retomarmos.

Na minha mente eu tentava entender que minha senhorita ficou muito tempo esperando por esse momento, ficamos quase dois anos sem estarmos juntos e eu realmente acreditava quando ela me dizia que nem ao menos se deu prazer nesse tempo todo.

A sua maneira velada Bella ia me seduzindo, me convencendo a voltar. Eu vi, desde que nos encontramos o quanto ela se empenhou para me apresentar a esse mundo, em contar a nossa história e aos poucos, ela conseguiu mostrando o quanto tudo aquilo era importante para ela. Minha senhorita não dizia abertamente, mas seu olhar, sua postura dentro daquele quarto iam me mostrando o quanto ela estava ansiosa por aquilo e a vontade de dar prazer para a minha senhorita foi o que me fez voltar para lá.

Só que quando finalmente esse momento chega, eu simplesmente a castigo sem motivo algum, deixando-a frustrada, confusa.

Pensando por esse lado, eu não deveria estar surpreso, uma vez que fazia todo o sentido que ela me pedisse para voltar, para que ela tivesse todo o prazer que ela estava esperando há quase dois anos.

Peguei mais uma dose de uísque pensando em outro ponto que me surpreendia. O fato de que eu queria muito, muito estar lá, dominando a minha submissa.

Bem mais de dez minutos já tinham se passado enquanto eu continuava sentado ali com minha bebida, perdido em pensamentos. Por mais que eu devesse estar pensando na cena que faríamos, imaginando como eu poderia dar prazer a nós dois, eu só conseguia pensar na reação que meu corpo teve quando Bella me pediu pelo quarto de jogos. Eu fiquei louco para tê-la nua e ajoelhada para mim, completamente a minha mercê para que eu a tivesse como e quantas vezes quisesse.

Sim, eu queria muito aquilo.

Nesse momento eu vejo que mesmo que não tinha me dado conta, senti tanta falta daquilo quanto a minha senhorita, eu desejava todo o prazer que sei que aquele quarto guardava para nós e assim que Bella fez o pedido, eu observei a excitação em seu rosto e eu fiquei excitado também, excitado por ver o prazer no rosto dela e por todas as imagens que encheram minha mente.

Foi esse o motivo para eu ter aceitado.

Não foi por ver o prazer nos olhos de Bella, não foi por estar louco pelo seu prazer, para realizar suas vontades. Agora eu percebia que a reação imediata que aquele pedido causou em meu corpo não foi um reflexo da reação dela e sim um desejo meu, algo que eu queria com todas as minhas forças.

Eu sabia que nesse momento, minha submissa já estava lá, nua e ajoelhada esperando por mim pronta para me deixar fazer o que quiser com ela, oferecendo o meu prazer em seu corpo delicioso, mas ainda tinha uma coisa que eu não conseguia parar de pensar.

Como foi que eu entrei para esse mundo?

Eu consegui peças importantes para descobrir sobre o meu passado, como a forma que se deu meu casamento com Tanya, a forma como me afastei de meus pais e em como eu me transformei, mas ainda não sei se essa transformação se deve ao casamento ou a minha saída de casa.

Tanya disse que quando eu a conheci já era adepto do BDSM e não sei se isso é verdade. Se for, imagino que houve um período entre a época em que sai de casa e que conheci Tanya, a não ser que tudo tenha acontecido ao mesmo tempo.

A hipótese que Tanya tenha sido a pessoa com a qual eu fiz as minhas primeiras experiências como dominador pode explicar o fato de ela não gostar desse mundo, uma vez que era inexperiente e poderia ter feito algo de errado, mas por outro lado, eu imagino que alguém tenha me apresentado a tudo isso, alguém que não seja Tanya, uma vez que ela não goste.

O mais provável mesmo era que uma outra pessoa tenha me levado a conhecer o BDSM, afinal, de que outra maneira um menino que cresceu praticamente dentro de uma floresta descobriria algo assim?

E mais, quem poderia ter sido essa pessoa? Onde ela estaria agora?

Imagino que conheci e aderi a esse mundo muito rápido a julgar pela parafernália que eu tinha acumulado tanto nesse quarto de jogos quanto no apartamento de Bella, os conhecimentos que me vinha a mente de reconhecer os objetos que haviam no quarto e de saber para o que servem sem nunca tê-los visto depois que acordei, pelas ideias que rondavam minha cabeça, cenas prontas e as que se formavam ao imaginar o quanto me dariam prazer ao ver minha senhorita entregue a mim... me mostravam quanta bagagem eu tinha nesse mundo, o quanto ele estava arraigado em mim.

Eu sentia que essa vida era realmente minha, eu só queria saber como foi que eu me descobri.

Tomei o último gole de minha dose enquanto pensava. Meu dia não tinha sido nada fácil por eu ter descoberto a dor que causei em minha família, pela confusão em minha mente causada pelo meu novo médico e seu silencio a respeito da negligencia de Jacob, suas palavras que me animaram e seu método de cura. Talvez Bella tenha sentido o quanto eu estava precisando deixar minha cabeça esvaziar e por isso tenha me pedido para voltarmos lá, eu sei que nossa ligação era forte o suficiente para que ela sentisse que tudo isso me faria bem.

Qualquer que seja o motivo, eu aceitei e quero muito o que ela me ofereceu é por isso que deixei meu copo de lado e passei a desabotoar minha camisa devagar, ainda sentado em minha poltrona. Tirei meu sapato e o deixei ali antes de me levantar e caminhar sem pressa para o quarto de jogos.

Encontrei Bella completamente nua, em seu lugar atrás da porta observando a forma como estava ajoelhada, ereta, os joelhos separados mostrando seu corpo exuberante que eu sabia estar pronto para mim. Assim que entrei, minha senhorita deu o costumeiro beijo em meus pés, me dando as boas vindas e eu fiquei ali, olhando para ela admirando sua beleza.

Sempre me senti atraído por essa moça, tão linda e tão recatada, mas depois desse fim de semana, tão diferente em que eu a vi tão solta, tão feliz, meus sentimentos por ela estavam ainda mais fortes, principalmente agora enquanto eu estou olhando para ela, ali, se entregando para mim.

Minha mente se encheu de maneiras que eu pudesse dar prazer a ela naquele quarto, realizando os desejos de nós dois, vendo a cena se formar em minha mente. Assim que sabia o que fazer, caminhei calmamente a cômoda que havia ali pegando o que precisava antes de voltar a ela, com a respiração calma, o rosto sereno, mas o corpo estava em chamas, ardendo por mim.

—Levante-se – ordenei sem conseguir controlar minha voz rouca ou esconder meu desejo por ela. Bella estremeceu antes de me obedecer – venha comigo – caminhei guiando-a para onde eu queria.

A deixei por alguns momentos enquanto eu pegava uma corda, prendi suas mãos a frente do corpo, verificando se ela estava bem amarrada. Ignorei as algemas que estavam ali a disposição e prendi a corda no gancho dos trilhos no teto. Ele era da altura ideal, deixando minha senhorita bem esticada, mas os pés plantados no chão.

Assim que estava exatamente onde eu queria, Bella olhou para mim, respirando com dificuldade e esse olhar foi diretamente para a minha virilha, deixando meu pau duro em expectativa. Fiquei completamente hipnotizado sustentando aquele olhar sem conseguir desviar e eu sabia que se ela continuasse a me olhar daquela maneira, eu não conseguiria cumprir meu propósito, então fui até a cômoda e peguei uma venda.

—Não vai precisar ver o que farei com você, senhorita Swan – sussurrei colocando à venda em seus olhos antes de beijar e chupar seu pescoço cheiroso – você só vai precisar sentir – ansioso para dar continuidade a nossa cena, desci beijos por todo o caminho antes de tomar seus peitos deliciosos em minha boca.

Eu os chupava com força, da maneira que eu sabia que minha senhorita adorava e mesmo que se de alguma forma eu não soubesse disso, não poderia duvidar ao vê-la se contorcendo, mordendo o lábio para tentar prender o gemido que já tinha escapado e apertando as coxas juntas para aplacar um pouco do desejo que a consumia rapidamente. Continuei meu trabalho em seus peitos, provocando seus mamilos com a boca e com a mão deixando-os ainda mais sensíveis e prontos para o que eu queria.

Sem conseguir se segurar, Bella gemeu um pouco mais alto e eu me afastei segurando seu queixo com força para ela saber que eu a queira quieta. Sem dizer nada, eu a beijei sem aviso, metendo minha língua em sua boca sem deixar que ela se preparasse para recebe-la. Quando eu tinha o que queria de sua boca gostosa, eu mordi seu lábio e passei a morder seu pescoço caminhando para trás dela.

Puxei minha senhorita para junto de meu corpo, vestido apenas com a calça, fazendo com que ela sentisse minha ereção. Minha mão posicionada em sua barriga foi escorregando devagar em direção a boceta que eu sabia estar fervendo àquela hora. Cada centímetro que minha mão se movia, Bella arfava mais alto ansiosa pelo toque que sabia que viria.

O mais leve toque em seu clitóris sensível a fez estremecer perdendo o equilíbrio, tanto que se não estivesse amarrada, tão segura em meus braços, ela teria caído. Eu estava adorando ver o quanto ela estava entregue observando suas reações tanto quanto eu estava gostando de tocá-la, de deixa-la ainda mais excitada, pronta só para mim.

—Você é muito gostosa! – gemi em seu ouvido quando meus dedos meteram em sua bocetinha apertada, escorregando em seu prazer, me deixando louco, tanto que sem conseguir me conter, passei a esfregar minha ereção em sua bunda, imitando os movimentos de meus dedos dentro dela e logo eu a senti prontinha para gozar.

—Isso, senhorita, goza, goza para mim – aumentei o ritmo, tanto de meus dedos quanto de meu quadril, me deliciando com seus gemidos desesperados e suplicantes, até que sem demora ela gozou para mim – isso mesmo, eu quero que você goze muito para mim hoje, Bella, muito mesmo.

Segurei em sua cintura por mais alguns momentos enquanto a respiração dela voltava ao normal. Louco para ver seu rosto, dei a volta em seu corpo, mas só tirei meus dedos de dentro dela quando estava parado a sua frente. Bella ofegava, ainda se recuperando do orgasmo e eu coloquei meus dedos em sua boca para que experimentasse seu prazer.

Bella fez com que sua língua dançasse entre meus dedos antes de chupá-lo com força. Ela sabia que eu sentiria esse gesto em meu pau, sabia que estava fazendo comigo, me provocando deliberadamente.

—Não me provoque, senhorita Swan – rosnei para ela puxando seu cabelo com força – não me provoque ou eu posso mudar meus planos e colocar você em seu devido lugar.

—Desculpe, senhor – Bella parecia arrependida e eu me esqueci de seu delito imediatamente, hipnotizado com a beleza a minha frente.

Eu queria mais orgasmos dela então eu toquei seus peitos deliciosos mais uma vez, imaginando se eu poderia fazê-la gozar daquele jeito. Os segurei com força, adorando ver como eles cabiam em minha mão perfeitamente e sem que eu pudesse evitar, minhas mãos já estavam os estapeando entre beijos, chupões e apertos em seus mamilos sensíveis.

Eu devorava aquelas delicias enquanto Bella se contorcia, gemendo baixinho sem conseguir esconder o quando estava pronta, tanto que não demorou para que ela gozasse mais uma vez. Não me cansava de admirar minha submissa daquele jeito, aquela bagunça de prazer, arfando, suada e deliciosa.

Mordi seu lábio e caminhei para trás dela novamente dando um tapa bem forte em sua bunda, apertando suas nádegas com força.

—Quero que se prepare – sussurrei em seu ouvido – da próxima vez que viermos aqui, eu vou comer seu cu. Com muita força.

—Por favor, senhor -ela choramingou tentando se esfregar em mim.

—Hoje não. Hoje eu quero usar e abusar de sua bocetinha gostosa – beijei seu pescoço antes de me ajoelhar a frente dela. Peguei sua perna e a apoiei em meu ombro, deixando-a bem aberta ter mais acesso a ela.

Fiz minha senhorita gozar algumas vezes ali, ajoelhado a sua frente, com sua boceta em minha boca. Hora com minha língua provocando seu clitóris, hora enterrada dentro dela, fizeram com que Bella ficasse aparentemente molinha, exausta, mas era apenas começar que ela gemia pedindo por mais, como a boa garota que era.

Estava longe de estar satisfeito quando me levantei e passei algum tempo admirando aquela linda senhorita. Parte do prazer que eu sentia era proporcionado pelo prazer dela, por observá-la se consumindo em seu próprio desejo e era isso o que eu fazia agora. Amarrada, suada e tremendo pelo orgasmo recente e pelos outros que dei a ela, Bella era verdadeiramente uma belíssima visão.

Sem poder esperar mais, tirei minha calça a deixando de qualquer jeito no chão antes de me aproximar dela. Minha senhorita ainda respirava com dificuldade com a cabeça baixa. Agarrei seus cabelos puxando sua cabeça para cima e ataquei seus lábios com desejo e sem que eu pudesse evitar, logo meu corpo estava esfregando no dela. Louco de tesão, ergui suas pernas e as segurei em volta da minha cintura antes de meter com força dentro dela.

Bella estava sensível depois de tantos orgasmos que gemia enlouquecida a cada investida. Isso ia me instigando, misturado com o aperto delicioso de sua boceta gulosa, me engolindo, me enlouquecendo e me fazendo fodê-la com força. Estava agarrado a sua bunda gostosa, impulsionando seu corpo contra o meu e dando bons tapas naquela delicia.

Não demorou para que gozássemos com força, os dois praticamente juntos. Eu me agarrei a ela, me deliciando com sua pele suada em contato com a minha. Ao invés de me acalmar com esse contato, eu estava ficando ainda mais aceso por causa do cheiro que vinha dela, de seu cheiro natural e do cheiro de sua excitação que misturada a minha inebriavam o quarto. Eu estava novamente ficando louco com o corpo dela, com sua boceta que ainda tremia em volta de meu pau com seus mamilos ainda excitados que roçavam em meu peito a cada respiração descompassada de minha senhorita.

Quando dei por mim já estava investindo contra ela novamente sem resistir aquele aperto em volta do meu pau. Eu estava completamente dentro dela, preenchendo cada espaço daquela bocetinha apertada o que me fazia meter ainda com mais força dentro dela.

Suas pernas a minha volta estavam bambas quando ela estava prestes a gozar novamente, ela já não tinha forças para descer e subir em meu pau e eu o fazia, agarrado em sua bunda, perseguindo nosso prazer que não demorou para nos alcançar novamente.

Meu corpo tremia tanto quanto o dela, mas mesmo assim eu me afastei, a fim de livrar seus braços de sua prisão tirando a corda do gancho, mas sem desamarrar seus pulsos. Eu a acomodei em meus braços e caminhei com ela mais para dentro do quarto.

—Olhe para mim, senhorita Swan – Bella me obedeceu imediatamente. Seus olhos estavam brilhantes, ainda com uma tonalidade mais escura do que o normal vinda do desejo, do prazer que sentimos aqui nas últimas horas. Minha senhorita não sorria, imagino por que as regras não permitiam, mas ela o faria se pudesse, sabia disso por que eu via o quanto estava feliz e satisfeita, parecendo muito bem comida mesmo que um pouco cansada.

Meu corpo todo estava alerta a esses sinais, uma vez que ainda tinha fome, que ainda queria devorá-la como se deve e não perdi tempo em tomar meus lábios com o dela, mostrando o que viria pela frente.

—Eu ainda quero você – sussurrei em seus lábios – eu preciso ter você pelo menos mais uma vez.

—Quantas quiser, meu senhor. Meu corpo está sempre a sua disposição, eu estou sempre a sua disposição – animado com sua resposta, eu a desci de meu colo e devagar eu tirei o nó que prendia seu pulso e os massageei para que o sangue voltasse a circular.

Eu fazia tudo com calma, como se eu não estivesse enxergando o prazer tomar de volta a minha senhorita ou se meu pau não estivesse firme e dolorido de ansiedade. Não conseguia tirar meus olhos da minha senhorita com a postura reta, tentando parecer serena, olhos baixos, mas por dentro, fervendo outra vez.

Encostei meu corpo ao dela e fiz com que se deitasse sobre a mesa no fundo do quarto com o rosto colado sobre ela assim como seus peitos, mas a barriga ficava para fora e as mãos espalmadas uma de cada lado do corpo. Separei suas pernas, fazendo com que acompanhasse as pernas da mesa deixando-a bem aberta e inclinada para mim.

Quando eu a tinha onde queria, pude ver sua bunda vermelha por causa dos golpes de mais cedo e sem resistir lhe dei mais um tapa.

—Eu deveria amarrar você para garantir que não se mexa, mas você está cansada e eu estou louco para estar dentro de você, por isso, é melhor que se comporte.

—Sim, senhor.

Bella ainda falava quando eu a penetrei de uma só vez fazendo com que ela gemesse de surpresa e de prazer. Estimulado por esse gemido, continuei minhas investidas longas e fortes tomando minha senhorita para mim, comendo ela com vontade, metendo meu pau bem fundo.

Em pouco tempo estávamos os dois alucinados gemendo, Bella aproveitando cada investida, imóvel, me recebendo, gozando comigo.

Enquanto retomava minhas forças, deitado sobre o corpo de Bella, sentindo o bater frenético de seu coração com o rosto colado em suas costas. Eu não pude deixar de pensar em como tudo aquilo tinha sido maravilhoso, sei que tinha conseguido dar a Bella o que queria e estava feliz por isso, mesmo sabendo que ainda não consegui ter o que buscava.

Não querendo que esses pensamentos tirassem a beleza do que tivemos aqui, eu me levantei puxando minha senhorita para meus braços eu a tirei do quarto de jogos e a levei para o banheiro do quarto principal a fim de banhá-la e coloca-la na cama.

Minha senhorita estava verdadeiramente exausta, tanto que mal conseguia se sustentar em pé, por isso eu enchi a banheira e me juntei a ela lavando seu corpo com atenção e carinho, muito grato por poder ter esse momento com ela.

Por mais que estivesse em silencio, minha cabeça não parava de pensar em como essas horas no quarto de jogos mudaram minha visão sobre o nosso relacionamento. Eu me sentia mais íntimo, mais ligado a ela, mais responsável por ela. Ali entendi que não era só de seu bem estar físico e emocional que tentei cuidar desde o começo, não era de seu sustento, não se tratava apenas de seu prazer.

Eu queria, de verdade, cuidar de seu coração.

Sempre senti que ela fazia parte de meu mundo, desde que abri meus olhos, sempre soube que existia uma forte ligação entre nós. Eu sabia, mas essa era a primeira vez que senti o quanto ela era forte e especial. Bella disse que dentro do quarto de jogos entravamos em um mundo só nosso e depois que o compartilhamos, eu sentia que ela, minha submissa, era verdadeiramente o meu mundo.

O meu mundo.

Sorri tirando Bella de dentro da banheira. Estava muito feliz por ter esse momento, provendo o que ela precisava e mostrando a ela que tinha todo o meu carinho, minha veneração não só dentro do quarto de jogos, não só por causa do sexo maravilhoso que fazíamos juntos.

Eu a queria para mim, para sempre.

Nós nos deitamos ainda nus, nossos corpos entrelaçados bem juntos como se para não perder nem por um segundo toda a proximidade que o quarto do jogos nos trouxe. Minha cabeça perdida em pensamentos, recebendo cada descoberta com surpresa e alegria.

—Você pode dormir quando quiser, Bella – sussurrei para a minha senhorita exausta que mantinha seus olhos bem abertos ainda deitada em meu peito mesmo depois de horas ali – estou vendo o quanto você está cansada.

—Sim, eu estou, meu senhor, mas estou muito feliz para dormir – eu ri e lhe dei um beijo nos lábios duvidando que estivesse mais feliz que eu.

—Foi realmente muito bom. Eu estou muito feliz também.

—Obrigada por atender meu pedido, senhor, era disso que eu precisava – a voz de Bella era baixa e sonolenta e eu sabia o quanto estava cansada por tudo o que fizemos nas últimas horas, mas já que ela ainda estava acordada e falando, talvez pudesse me responder algumas perguntas.

—Eu entendo por que quis isso. É tudo intenso e delicioso demais, mas não consigo entender por que é tão importante para você.

—Gosto daqui por que gosto de me entregar assim ao senhor, de ficar em suas mãos, de dar e receber prazer desse jeito.

—Quer dizer que não gosta quando não estamos lá dentro? – perguntei em voz alta o que vinha me perguntando desde seu pedido imaginando se tinha me enganado ao pensar que nós dois estávamos felizes fora do quarto de jogos.

—É claro que gosto, senhor. Eu adoro tudo o que vem do senhor, não importa onde estamos, mas, é diferente quando estamos aqui...

—Que é diferente eu sei, é claro para mim todas essas diferenças, mas eu gostaria de entender o que você sente em relação a tudo isso.

—É difícil de explicar...

—Tente, por favor – pedi olhando em seus olhos, realmente querendo entender o que que ela sente.

—Foi assim que eu me descobri... mulher por assim dizer – Bella disse baixinho depois de pensar por alguns minutos – eu encontrei o prazer no sexo naquele quarto como nunca tinha sentido antes, como eu nunca imaginei que pudesse existir e que o senhor me mostrou – minha senhorita abaixou os olhos, parecendo um pouco encabulada com as bochechas coradas levemente – É claro que tudo o que fizemos aqui é incrível, não poderia ser diferente, afinal o senhor é incrível, em todos os sentidos, tão bom, tão generoso e... e carinhoso também...

—Então é feliz quando estamos aqui? – perguntei me referindo ao quarto em que dormimos todos esses dias – Gosta de como estamos levando o nosso... nosso relacionamento?

—Eu não imagino como não ser feliz ao seu lado, meu senhor – nós nos olhamos por um longo momento e eu pude ver em seus olhos que aquilo era mesmo verdade por isso fiquei ainda mais curioso.

—Então por que quis voltar?

—Porque por mais que eu esteja feliz com tudo o que o senhor me proporciona eu... eu sinto falta da intensidade do nosso quarto, de tudo isso que acabamos de sentir – ela deu um pequeno sorriso antes de continuar – é como se você gostasse muito de um sabor de sorvete e todas as vezes que desse vontade, é só nesse sabor que você pensa. Pode até tomar outros sabores, mas vai continuar com aquele na cabeça, por que é ele que vai te satisfazer – eu sorri também.

—E esse sabor não é baunilha.

—Não, senhor, definitivamente não – beijei seus lábios sorridentes pensando no assunto.

—Eu também gosto daquilo tudo, não sei como, mas é como se eu isso tudo fizesse parte de mim. Sei disso por que lembro de nenhuma de nossas cenas, mas quando estou prestes a começar eu sei exatamente o que fazer para nós termos nosso prazer. É como se eu fosse guiado apenas pelos meus instintos e no meu desejo por você, mas isso não muda quando estamos fora – levantei seu queixo fazendo com que ela me encarasse – e para você? O desejo, o prazer... mudam quando não estamos lá?

—Como eu já disse, é diferente, meu senhor. No quarto de jogos eu sei me comportar.

—No quarto de jogos você apenas me obedece, não tem uma personalidade própria, perde a essência de quem você é e tudo o que faz é para me agradar.

—Eu sou uma submissa, senhor. Não me tornei com o que me mostrou, não aprendi, eu... eu me reconheci lá dentro, eu me encontrei, não ao contrário. É assim que eu sou – pensei em todas as vezes que ela me disse isso e depois de tanta coisa dita, eu começava a entender o que minha senhorita estava tentando me dizer.

—E eu sou assim também, não sou?

—Eu acredito que sim, senhor.

—Sei que a gente não conversava muito antes, mas eu cheguei a contar a você como foi que me descobri dominador?

—Não. O senhor só me disse que a primeira vez que teve contato com um quarto de jogos, ficou assustado, como eu estava.

—Assustado?

—O senhor me disse que foi criado com sua mãe de tal forma que ver como aquelas mulheres estavam sendo tratadas assustaram o senhor. Ficou assustado com o ambiente, com as surras, com o sexo bruto e principalmente, o assustou por que o senhor ficou muito excitado com o que viu. Pensou que nada daquilo era certo, que era imoral e desrespeitoso, mas ao observar um pouco mais, conhecer algumas mulheres que dominavam e perceber que todos estavam ali de livre e espontânea vontade, que tudo aquilo era consensual realizado por pessoas adultas que procuravam pelo seu prazer, o senhor entendeu que aquilo não era errado, era só diferente. Foi então que quis experimentar e não demorou muito para se descobrir.

—O que quer dizer quando fala em se descobrir?

—É quando a gente encontra nosso lugar no mundo e esse é o nosso mundo, onde encontramos o nosso prazer e que sentimos falta daqui quando estamos longe – pensei por alguns minutos, remoendo o que ela disse.

—Eu me sentia assim com Tanya. Eu sabia que estava sentindo falta de alguma coisa, mas não sabia exatamente o que era, já que eu não me lembrava de nada, até tentava procurar alguma solução, mas não sabia que esse mundo existia.

—Seus instintos não te guiaram, senhor?

—De início não, até por que Tanya me reprimia uma vez que ela parecia ter medo de mim, o corpo dela, a maneira que ela me recebia quando me aproximava me mostravam isso e eu acabava me refreando. Até que eu tive uma conversa com meu irmão e ele me disse para me soltar e seguir meus instintos, foi quando eu percebi que não fazia isso.

—O que aconteceu?

—Aconteceu que a única vez que eu realmente gostei da nossa transa, foi um desastre. De verdade, eu não tinha vontade nenhuma de ir para a cama com ela, fazia por que insistia, por que era minha obrigação de marido. No começo não era tão difícil, eu apenas me deixava levar pelo seu corpo bonito e o tesão acumulado, mas depois, foi se tornando uma tortura tanto que eu preferia mil vezes bater uma punheta do que estar com ela, sem falar das vezes que depois do sexo eu realmente me masturbei por não conseguir me satisfazer. Depois que eu fui eu mesmo, que deixei meus instintos aflorarem e Tanya se afastou de mim, ofendida pelo que eu tinha feito, eu comecei a perceber muitas coisas – Bella que me ouvia atentamente me olhando com aqueles olhos que quebrava a minha estrutura, tanto que eu senti vontade de abrir meu coração para ela.

—Eu percebi que não era feliz com Tanya. Não era só no sexo, era em tudo. Nossa vida parecia artificial demais e eu nunca senti que ao lado dela era o meu lugar, como eu me sinto na casa de meus pais, como eu sinto com você – minha senhorita ruborizou olhando para baixo e gaguejou baixinho:

—Se sente assim por que este é o seu lugar, o seu quarto de jogos. Estaria se sentindo dessa maneira com qualquer submissa que tivesse.

—Não acho que tenha razão. Desde que acordei com você ao meu lado eu só conseguia pensar em você, nesses seus olhos que me hipnotizam, nesse seu sorriso que me deixa desestabilizado... eu só pensava em você sem nem saber da existência desse quarto, sem nem saber quem você era.

—Eu não sei o que dizer, senhor...

—Só me diz uma coisa. Por que quis voltar para cá? Você acabou se esquivando da minha pergunta e não respondendo o que quero saber. Está fazendo isso por que não quer me magoar? – insisti quando ela não disse nada.

—E eu não quero, senhor Cullen. Não me pareceu muito feliz quando eu fui sincera com o senhor pela última vez – Bella desviou os olhos e se abraçou e me lembrei de quando ela fez isso em nosso quarto de jogos, depois que eu a castiguei por ter dito o que sentia por mim.

—Não quero que pense nisso agora, quero apenas que seja sincera comigo, como estou sendo com você.

—Sim, senhor.

—Então diga, Bella, eu estou esperando.

—Eu quis voltar por que realmente sinto falta de tudo aqui, mas... não é só por isso...

—Você não quis dizer antes, mas se sente como eu descrevi a você agora a pouco? O sexo baunilha não satisfaz você?

—Não tem como estar com o senhor e não sentir prazer – ela mordeu o lábio envergonhada – eu lhe disse que sentia prazer em sua companhia antes, sentia prazer em tomar uma xícara de chocolate com o senhor e isso não mudou, duvido que algum dia mude. Agora imagine, se eu me sinto satisfeita com a sua presença, o que dirá com um beijo seu? Com a maneira deliciosa que toma o meu corpo?

—E então o que falta para você?

-Para mim, nada. Está tudo per feito, tudo maravilhoso, mas o senhor sente falta daqui, muito mais do que eu. Pedi para voltar porque tive medo de que chegaria uma hora que se cansaria de mim por eu não estar cumprindo minhas obrigações, por não lhe dar o que quer, o que gosta. Eu tive medo do senhor me abandonar como fez com as outras que teve.

—Outras?

—Sim, senhor, suas outras submissas. Uma vez me disse que as deixou por que já não cumpriam o que o senhor queria delas. Não quero que isso aconteça comigo... principalmente agora que o senhor disse que não estava feliz com o que tinha com sua esposa. Não quero que fique infeliz...

—Com você é diferente, Bella – sorri depois de beijar seus lábios levemente – eu nunca estaria infeliz ao seu lado.

—Tudo o que eu quero é permanecer ao seu lado e te dar prazer...

—E é o que você faz – olhei para seus lindos olhos por um longo momento, tentando encontrar as palavras certas para que eu explicasse o que se passava em meu coração – Não sei explicar por que, mas eu sinto muito prazer com você. Não só na cama, não só no quarto de jogos, mas em estar ao seu lado também. Eu adoro a sua companhia, adoro o seu sorriso e isso basta para me deixar muito feliz.

—Tem certeza? – Bella soltou sem pensar com o cenho levemente franzido e depois abaixou a cabeça imaginando ter falado demais – desculpe não estou duvidando de sua palavra, só tenho medo de ficar sem o senhor e isso eu não suportaria.

—Eu não vou ficar sem você. Eu te adoro e só quero continuar assim.

—Mas quanto tempo isso vai durar, senhor? – Bella perguntou me olhando parecendo preocupada – O que eu posso fazer para que isso continue sempre?

—Vai durar por quanto tempo você me quiser.

—Eu te quero sempre, senhor. Esse é o problema.

—Não vejo problema nenhum nisso, muito pelo contrário.

—E se eu fizer algo que o desrespeite, que desrespeite suas regras? O senhor não vai me perdoar e eu vou sofrer.

—Eu disse que não precisa se preocupar com as regras fora do quarto de jogos. Não precisamos viver no mundo BDSM o tempo todo. Tem funcionado durante esses dias, não tem? Você e eu convivendo como um casal...

—Um casal?

—É claro que sim – eu sorri tocando em seu rosto assustado – Bella eu quero você, quero que seja... ainda mais minha, quero que sejamos um casal de verdade e tenhamos um futuro juntos.

—Mas... Mas...

—Você não pode dizer não. Eu estou livre de minha esposa, minha família te adora e todos pensam que você é casada comigo e então por que não?

—Por que eu sou a sua submissa – Bella disse com os olhos baixos, como se estivesse repetindo o que ouviu um dia e eu senti que foi isso que eu disse a ela em algum momento. Era como se eu pudesse ver, pudesse me lembrar daquelas palavras por meio da expressão dolorida no rosto dela.

—Não, você não é. Você é muito mais do que isso para mim, Bella. No momento, nessa vida nova que recebi desde que acordei naquele hospital, você tem sido tudo para mim, tudo. Eu duvido que tudo isso que eu penso, o que eu sinto venha de agora, que brotou tudo isso em mim em oito meses. Eu não me lembro de nada, minha senhorita, de nada, mas eu duvido que em algum momento você tenha sido a minha submissa.

Puxei Bella para os meus braços tomando seus lábios com os meus. Nosso beijo foi diferente de todos os que demos, não estávamos nos preparando para mais uma rodada de sexo, não era um beijo em forma de cumprimento, não era nada do que eu pudesse reconhecer.

Nosso beijo era sim quente, mas era também calmo e intenso. Eu arriscaria até dizer que era... que era apaixonado.

—Por favor, Bella, diga sim – sussurrei com ela ainda presa em meu abraço, sem me atrever a olhar para seus olhos – Diga sim para mim...

—Edward... meu senhor...

—Não, não precisa ser agora. Pense, pense com carinho e tenha a certeza de que qual for a sua decisão era será respeitada. Eu quero ter em você uma companheira, mas quero também a minha submissa.

—Eu... eu não preciso pensar...

-Precisa sim, pense, por favor – eu a beijei novamente intensificando o meu pedido. Quando precisamos respirar, eu me separei dela, mas mantive meus olhos bem fechados, com medo de olhar em seus olhos e ver uma resposta negativa da parte dela ou o desejo de que eu a tirasse da cama e a levasse de volta para o quarto de jogos para continuássemos onde tínhamos parado.

Não sabia o que era pior.

Ver o desejo nos olhos de Bella era ruim por que, no fundo, eu sentia que era a única coisa que minha senhorita queria de mim, que eu a dominasse, que desse o prazer que estava esperando. Isso doeria em mim, ter essa certeza, ver que o prazer era tudo o que ela queria.

Eu a abracei com força mais uma vez antes de sussurrar para ela.

—Durma, minha senhorita, descanse – como sempre ela me obedeceu. Pude sentir que aos poucos sua respiração ficou mais tranquila e ritmada denunciando seu estado letárgico, só então tive coragem de olhar para ela.

Ainda tinha muita coisa que eu não sabia sobre a minha vida, muita coisa que preciso mudar, outras que preciso consertar e outras ainda que preciso aprender e eu tinha medo de todas ela.

Medo das coisas horríveis que ainda descobriria sobre o meu passado, das coisas que precisava saber para retomar a minha vida, medo de retomar tudo o que deixei para trás, mas o que eu tinha mais medo era do que estava sentindo.

— Você diz que eu sou seu dominador – sussurrei para Bella tocando seu rosto adormecido antes de deixar um beijo bem leve em seus lábios – mas quem me domina é você.

Notas finais
E então? O que vocês acharam? Contem para mim! O que dizer sobre Bella e seus sentimentos? Ela só quer sexo? Ela está apaixonada? E Edward? O que vocês acham? Contem, contem para mim, por favor! Víh Corrêa, mais uma vez, obrigada, muito, muito obrigada! Sei que estou demorando um pouco com os capitulos, mas eu não vou parar de postar, estou louca para contar a vocês tudo o que está programado para essa história e estou me empenhando para melhorar essa demora, não desistam, por favor! Beijos!!