Memórias

1 Prólogo l?l


Notas iniciais
Bom gente me esforcei pacas pra escrever essa fic, inspiração que eu nao sei de onde veio. Espero que gostem.

O maior detetive do mundo se encontrava sentado em uma poltrona em sua posição habitual, degustando de vários doces e tomando café. Tudo ali parecia calmo e sereno só havia o barulho dos monitores ligados, ele estava sozinho, os membros da investigação já estavam provavelmente em suas casas, Watari havia saído e apenas dissera que iria demorar, provavelmente iria comprar doces que já estavam acabando devido a tal adoração do dettetive por eles, e não dera mais explicações. L também não as pediu, pois sabia que desde o caso BB do assassino em série de Los Angeles também conhecido como o estranho Caso do Boneco de Palha* não fora tão pressionado. Sabia que watari se preocupava com ele, mais também tinha imensa confiança que também resolveria esse caso.

Confiança. Ao pensar nessa palavra foi envolvido por lembranças que ele não conseguia tirar da cabeça que o atormentavam, a mais de cinco anos, o caso que não conseguira resolver, as lembranças de sua infância.

Flashback on

Uma garotinha de pele alva e cabelos dourados, caminhava em direção a saída do orfanato, sendo atentamente observada por um garotinho de cabelos levemente bagunçados. Até que esse a segue, juntamente há um senhor já de idade que os observara de longe até então.

- Porque está aqui? – o senhor se agachou até ficar do tamanho da criança.

- Estou procurando o tesouro. – a menina o olhava com felicidade, desviando o olhar para o garotinho de olhos castanhos que a olhava com curiosidade.

- O mapa que lhe dei era apenas aqui de dentro. – O homem passava um das mãos sobre os cabelos dourados, fazendo a garotinha sorrir.

- Mas havia 99% de chances desse mapa estar incorreto, então resolvi procurar lá fora também.

- Certo, mais não quero que saia daqui, nenhum dos dois. – Agora olhava pra o garotinho que até então estava calado.

– Vocês são meus maiores tesouros, Lawliet, leve ela pra dentro e mostre seu novo quarto.

- Ela ficará conosco? – A criança continua com os olhos fixados na pequena menina de ombres âmbar.

- Sim, ela é como você, creio que um dia serão os melhores. Agora leve ela, irei falar com Roger para preparar o novo quarto. – O senhor se levanta e sai, deixando as duas crianças sozinhas.

- Sente alguma dor? – O garoto olha preocupado com a garota que fitava o chão.

- Estou com medo, e se me deixarem sozinha de novo? – Uma lágrima começava a escorrer pelo rosto pálido da menina.

- Você não vai ficar sozinha, estarei aqui e Watari também. – O menino tira o dedo que estava até então encostado na boca e usa a manga da camiseta branca pra limpar a lágrima que escorria pela pele alva, num jesto suave e sútil. – Eu escutei Watari falar com Roger que só precisava da confirmação pra saber se você era realmente especial, Roger respondeu que ele provavelmente estava indo pelo caminho certo e que você seria nossa princesinha, acho que Watari deve ter tido a confirmação dele.

- Então você me promete? – a menina ainda com os olhos cheios d’água fitava o menino que se encontrava calmo.

- Prometer o que?- Perguntou, receoso.

- Que não vai me deixar sozinha. – Novamente os olhos se encheram de lágrimas.

- Eu prometo, agora vamos.

- Vamos. – A loirinha usa a manga da camisa roxa para limpar os olhos que estavam cheios d’água. – Você ficará lá também?

- Sim, nós ficamos separados dos outros. Vamos logo ou chegaremos atrasados, já esta na hora do café. – O menino se vira ficando de costas pra garota e começa a andar com as mãos nos bolsos.

- Claro, também quero café. – A menina dá passos largos e rápidos para alcançar o menino, os diminuindo quando estão mais próximos. – Açúcar ou adoçante?

- Açúcar, e você?

- Açúcar, o adoçante me deixa enjoada. – ela puxa a mão do garoto que estava dentro do bolso da calça e a segura com força, deixando o menino assustado.

- Ainda está com medo? – Eles param de caminhar e se olham nos olhos.

- Não. Agora não estou mais. – Diz apertando a mão do pequeno. Os dois caminham até o orfanato.

Flashback off

L se levantou e dirigiu-se para dentro de um quarto escuro, ao entrar procurou o interruptor de luz para ligá-lo, suas vistas doem, já que até então passou horas em um lugar escuro analisando fitas de vídeo. Após ter ligado o interruptor foi diretamente ao banheiro para lavar o rosto já que estava suando frio, o detetive passou uma das mãos sobre a cabeça, seu olhar se encontrou com o espelho, olhou atentamente a figura que via, um homem de pele extremamente alva, cabelos negros e bagunçados que pareciam nunca ter visto um pente na vida e os olhos sem expressão.

Seu rosto ainda estava molhado, o contato da pele quente e a água fria havia sido extremamente prazerosa, mas ainda não se sentia aliviado, percorrera sempre desvendando casos em volta do mundo por um único motivo, procurava pela garota de cabelos dourados e por BB, até que em 2002 Misora o ajuda a resolver o caso do Boneco de Palha, fazendo com que BB fosse uma preocupação a menos, já a garota nunca foi encontrada, sempre se frustrava com os resultados, parecia que sua resposta escapava por entre os dedos, ela já podia estar morta sem que ele ao menos se despedisse da menina que um dia o fez prometer que não a abandonaria.Nunca se esqueceu daquele dia, nem mesmo do sabor do café que tomara com a garotinha.

O detetive sai do quarto e se senta no sofá em sua habitual posição, olha para o lado e vê alguns doces e duas xícaras de café estando uma cheia e a outra pela metade.

Olhou de novo, não estava enganado. Haviam duas xícaras e uma delas estava pela metade, alguém esteve ali, mais como? Aquele prédio era vigiado 24 horas por dia, só poderia ser invadido por uma pessoa extremamente habilidosa e a melhor que conhecia até o momento era Wedy, mais ela trabalhava pra ele, não precisava entrar assim e ainda por cima tomar café.

Um barulho vindo da janela chama a atenção do detetive que ainda se mantinha sentado no sofá. A janela é lentamente aberta e um braço adentra o local, o detetive se assusta arregalando os olhos.

- Shi..nigami? – O moreno olha atentamente a figura que continua a entrar no apartamento pela janela, logo o corpo é visto e uma pessoa entra no local.

- Shinigami? – A pessoa se perguntava, olhou o detetive e depois se virou pra janela.

– Hei, Saito – gritou como se procurasse algo fora da janela.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. Deixe um review para que ue possa saber que estão acompanhando. Beijos.