Notas iniciais
Queridos leitores, fiquei muito feliz com os reviews recebidos. Obrigada.

- Shinigami? – A pessoa se perguntava, olhou o detetive e depois se virou pra janela.

– Hei, Saito – gritou como se procurasse algo fora da janela.

- Eu prendi meu pé. – Uma voz masculina gritava da parte de fora do prédio.

- Eu deveria mesmo ter te deixado pra trás... – A pessoa, que agora já se encontrava a poucos metros de distância do moreno, falava com convicção e ironia. – E então Ryuuzaki, tem medo de shinigamis?– O detetive ao ouvir aquilo cai do sofá já que se encontrava na beirada.

- Naeshi? — O detetive se encontrava com um olhar de puro espanto.

- Quantas vezes você tem caído do sofá essa semana? Se revelar como L pra Kira é muito arriscado – A garota o olhava com uma cara de reprovação. Estendeu a mão para que L a pegasse.

- Resolução do caso. – O moreno pegava a mão que a loira havia lhe estendido.

- É só o que importa. – A loira falou com convicção enquanto olhava o moreno se sentar no sofá.

- Watari havia me pedido pra dispensar os membros da investigação mais cedo, agora compreendo o porquê dele estar tão estranho, ele sabia que você vinha – O detetive agora já calmo colocava o dedo indicador na boca.

- Foi por causa da investigação que eu vim, Watari me pediu pra lhe dar apoio já que os membros da investigação eram poucos.

- Você está desaparecida à anos, Watari não lhe pediu pra vir, você falou com ele. – O moreno olhava para uma mesinha cheia de doces.

Naeshi sorriu, L estava certo, se lembrou da conversa que teve com Saito antes de irem para o Japão.

Flashback on

- Tem algo que me intriga muito... – A loira dizia enquanto olhava com atenção a tela do computador. – Aproximadamente 75% dos criminosos mortos criminosos são orientais. Mas o problema é que... Uma quantidade muito superior a de 25% de condenados morreram no resto do mundo. Criminosos morrem de qualquer forma, mas... Muitos e muitos outros, de ataques cardíacos, suicídios e ... É estranho...

- O que é estranho naeshi? – O moreno perguntou receoso.

- Kira é japonês, então os 75% dos assassinatos tem acontecido no Japão, só que mais de 25% dos criminosos morreram pelo resto do mundo..

- Isso pode ser só conhecidência, ou Kira poderia estar tentando desviar as atenções do Japão.

- Não, L já nos deu a prova de que kira é japonês, e suas vitímas começaram pelos mais perigosos do mundo e depois ele se focou no Japão. E os assassinatos continuam acontecendo no mundo todo, só que em uma escala muito menor, sem contar que os assassinatos de kira são na maioria de ataque cardíaco, esses tem uma morte mais sútil, como o caso do presídio em que todos os criminosos morreram devido a um vazamento de gás, apesar de que um policial morreu.

- Kira não mataria um policial, ele tem alguma ficha criminal?

- Esse policial era um ex-tráficante de drogas, dizia ter ser regenerado por ter pagado uma mísera pena de dois anos e estava sendo afastado do cargo por uma testemunha que fez o reconhecimento dizendo que ele havia estrupado e matado uma criança de 9 anos em um matagal.

- Então você quer dizer que temos um outro Kira.

- Exato.

- Bom, certamente temos que levar isso ao conhecimento de L.

- Ótimo, faça os preparativos, vamos para o Japão.

- Japão? Não podemos fazer isso daqui?

- Não. É la que L e Kira estão. Ajudaremos na captura desse, descobrindo os meios na qual ele usa para fazer suas vitímas, assim ficara mais fácil de pegarmos o outro.

Flashback off

— Hei Naeshi, será que dava pra me ajudar? – Saito gritava ainda do lado de fora do edifício. A criança, que até então superava o medo atormentador de altura, agora tremia ao ver seu reflexo de cabeça para baixo em um dos vários vidros do edifício.

- É mesmo, eu tinha me esquecido de você– Falou começando a dar passos calmos em direção a janela. O moreno a seguia.

- Quem está lá fora?

— Saito. Minha pequena esperança.

- Você é louca, como tem coragem de dizer que vai me deixar aqui fora? – Gritava do lado de fora a pequena esperança da loira que havia a perdido anos atrás.

- Deixa de ser mole e aguenta ai, já vou te puxar. – Em um ato rápido, a loira puxou a corda na qual Saito se encontrava preso, o fazendo entrar praticamente voando.

— Naeshi, você é louca? Podia ter avisado que ia me puxar de uma vez.– o garoto moreno gritava.

— Desculpe querido, não quis machucar você. – A raiva que o pequeno Saito sentia desapareceu no exato momento que ouvira tais palavras.

- Naeshi esse é o famoso L?

- É, Saito esse é L, L esse é Saito. – A loira os apresentou.

- Prazer em conhecê-lo, Saito-kun. – O moreno olhou o outro com curiosidade, sua voz saiu mais gentil que o normal.

- O prazer em conhecê-lo é todo meu, L. – O pequeno olhou L de cima a baixo, era exatamente como a loira o descrevera. Por um instante sentiu ciúmes, Naeshi falava de L sempre com tanto carinho, e ele mais do que ninguém sabia identificar o que a loira sentia, mesmo que não demonstrasse.

- Acha que Yagami Raito é Kira, já que se apresentou à ele como L.

- São apenas 5% de chance.

- 5%? Naeshi nos trouxe nesse ninho de cobras por 5%? – Saito se alterou.

- Na verdade a suspeita supera os 90%. – a loira interveio na conversa

- Como sabe? – A criança questionou.

- O orfanato é um ninho de mentirosos, ele já está certo de que Raito-kun é Kira, caso contrário não se revelaria a qualquer um. – A loira estava convencida, essa era a lógica de tudo, não cometeria mais erros.

- Muito perspicaz da sua parte Naeshi.

- E como anda a investigação?

- Tínhamos instaladas câmeras na casa de Raito, ele é o integrante da família que tem o perfil mais próximo de Kira.

- Certo, vamos verificar tudo e dar uma olhada nas fitas, ver como o garoto age.

O dia de folga de L o rendera muito mais trabalho do que o imaginado, mais até do que quando a equipe de investigações estava presente. Saito e Naeshi trabalhavam rápido e de forma eficiente, a criança era um gênio na computação e pode formular gráficos complexos e buscar informações com facilidade.

- Saito-kun é uma criança bem esperta. – Falou fitando o garoto, Saito estava segurando uma placa de vídeo em uma das mãos, olhava tudo com desdém, tinha coisas mais interessantes a fazer do que consertar uma placa de vídeo.

- É sim, ele é um verdadeiro gênio em computação e mecânica. Sem contar que é muito atento aos detalhes mais simples, e pra mim ele tem um charme inconfundível. – Disse as últimas palavras em meio a risadas, havia feito a escolha certa ao levar Saito, a pequena criança que agora considerava a pessoa mais importante em sua vida, eram mais que púpilo e sensei. Ele era sua única familía.

- Mello e Near foram descartados sem mais delongas.

- Eles não foram descartados, apenas escolhi aquele que o perfil se encaixa mais no que eu queria.

- E o que quer?

- Quero alguém que jogue cujas regras que eu lhe der, Mello se sentiria ofendido e Near agiria com desinteresse, ele gosta de jogos assim como eu, mais prefere controlar as peças ao ser controlado. – Suspirou.

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.