Memory of Love

3 E Assim Começa.


Notas iniciais
Oi!! Meninas obrigada pelos comentários!!! Erros no caminho, pulem!!! Bjos e boa leitura

Karina acordou se debatendo, o lençol que a cobria estava enroscada em suas pernas, seu coração batia dolorosamente contra suas costelas. Respirando fundo tentou normalizar sua respiração que estava ofegante, puxou o lençol com força, sentando-se na cama.

Novamente tinha tido aquele sonho, se forçou a tentar lembra-lo, mas era inútil, por mais aterrador que eles fossem quando abria os olhos nenhum fragmento do sonho permanecia em sua cabeça, apenas as sensações, a sensação de desespero, de raiva, e de tristeza, como se estivesse se afogando nesses sentimentos.

A primeira vez que tivera o sonho acordara gritando, mas Henrique estava do seu lado, segurando sua mão dizendo que ficaria tudo bem, e ela fora ingênua o suficiente para acreditar. Balançando a cabeça, pulou da cama sabendo que não conseguiria mais dormir, não queria pensar nele, nunca mais.

Puxou uma cadeira e sentou-se ao lado da pequena janela do quarto que havia alugado, havia se passado duas semanas desde que chegara ao Rio, e não estava sendo fácil como previra, ainda não havia conseguido emprego, e o pouco dinheiro que tinha chegara ao fim no dia anterior, teria um teto sobre sua cabeça por mais alguns dias.

Karina puxou suas pernas as abraçando e apoiando seu queixo nos joelhos, precisava arranjar um emprego com urgência, ou não saberia o que aconteceria, mas fosse o que acontecesse era melhor que voltar de onde tinha fugido.

Os primeiros raios de sol a encontraram na mesma posição, com um gemido se esticou, pronta para começa mais um dia buscando um emprego. Após um banho rápido, e tomar um gole de café, saiu com o jornal, que havia comprado no dia anterior, debaixo do braço.

Não. Era terceiro não que recebia, e a tarde começava a dar sua cara. Parecia que todas as vagas de emprego dessa cidade exigiam experiência, o que ela não possuía. Com um suspiro desanimado abriu o jornal sobre a mesa da lanchonete que tinha parado para descansar, pois dinheiro para comer não tinha.

Um anuncio chamou sua atenção, não exigia experiência, o lugar era distante de onde estava morando, mas se precisasse acorda de madrugada, acordaria. Com o ânimo renovado, saiu da lanchonete disposta a tudo para consegui esse emprego.

Assim que desceu do ônibus a tontura a atacou, se apoio a parede de uma loja até que tudo ganhasse foco novamente, sua cabeça começou a latejar, precisou de alguns minutos até que estivesse em condições de busca o endereço indicado no jornal, respirando fundo começou a andar, acreditando que a tontura e a dor de cabeça eram consequência de não ter comido nada o dia inteiro.

Um sorriso surgiu nos seus lábios ao ver o lugar onde ficava o restaurante, uma praça simpática onde algumas crianças brincavam, uma banca de jornal, e os imóveis pareciam se compostos tanto por prédios residenciais como por comerciais.

Com um suspiro tremulo, Karina pois a mão em seu peito, não sabia explicar por que mais desejou chora, desejou se dissolver em lágrimas.

Com passos trêmulos atravessou a praça, parando em frente ao restaurante, passando as mãos nervosamente na calça que usava entrou. O restaurante estava quase completamente vazio, havia apenas um grupo de três pessoas em uma mesa, o que era normal, já que o horário de almoça já havia passado a algum tempo. Mas o cheiro de comida ainda estava espalhado pelo ar, o que fez o estomago de Karina reclamar.

O ignorando foi até o balcão, podia ouvir o som de panelas sendo manuseadas, por um segundo hesitou se devia chamar ou espera, mas antes que tomasse uma decisão, um senhor de cabelos grisalhos e bigode apareceu.

– Boa tarde!

– Boa tarde, você veio almoça? Olha menina, o horário do almoço terminou, mas...

– Não, eu não vim almoçar, eu vim pela vaga de emprego.

O homem a olhou de cima a baixo.

– Eu não sei não, pequenininha desse jeito, você vai lá conseguir lava uma panela?

– Eu sou pequenininha mais sou muito forte, se você me der uma chance posso provar a você, por favor — Karina implorou, não podia voltar para casa sem esse emprego, o homem parecia prestes a dispensa-la, quando os três clientes restantes saíram com um aceno de mão para o homem, viu a oportunidade para mostrar que podia, jogou sua bolsa em cima da cadeira, e correu até a mesa recolhendo os pratos.

Antes que ele pudesse impedi-la deu a volta no balcão, entrando na cozinha e começou a lavar os pratos.

– Mais mininu! Moça, você não...

– Por favor — Karina o interrompeu — Eu preciso desse emprego, você não vai se arrepender se me der uma chance, por favor!

Karina esperou que ele a expulsasse, mas ele apenas a olhou.

– Você já comeu hoje menina?

– O-o que?!

–Você já comeu hoje? — Karina não conseguiu responde apenas balançou a cabeça em sinal negativo — Foi o que imaginei.

Karina não conseguiu esconde a surpresa quando ele começou a se mover pela cozinha, pegando um prato, o enchendo com comida e a entregando.

– Os talheres estão ali — ele disse indicando vários talheres sobre uma bancada, quando Karina recebeu o prato.

– Obrigada.

O homem sorriu, fazendo sua expressão ficar mais amigável.

– Quando cheguei aqui do nordeste, também procurei emprego com nada na barriga, eu sei como é passar fome... não precisa dizer nada, come que depois conversamos — ele disse quando Karina fez menção de falar.

A comida estava deliciosa, enquanto comia Lincoln, falava pelos cotovelos. Se apresentou como o chef do restaurante, falou do netinho dele cheio de carinho e saudade, contou que o filho de quem falava todo orgulhoso estava morando na Inglaterra, por que fazia parte de uma das companhias de dança mais importantes de lá, junto com a nora que segundo ele tinha uma voz tão linda como de um anjo.

Karina olhou para o prato vazio, havia chegado a hora, se ele a mandasse embora, não teria como insistir, já que ele fora bom o bastante para lhe dar o que comer. Podia sentir os olhos dele a encarando.

– Você não disse seu nome menina.

– Ka... Catarina, mas pode me chama de Ka.

– Ka, você começa amanhã as nove, não se atrase! Vou precisa que você traga alguns documentos, mas conversamos sobre isso amanhã.

Karina o olhou seus olhos cheios de lagrimas.

– Obrigada!

– Anda menina, vai descansa que amanhã será um dia cheio... E, seja bem vinda ao Perfeitão!

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Faltavam quinze minutos para as nove quando Lincoln chegou ao Perfeitão, mas Ka já o estava esperando.

– Mas você já está aqui menina!

– Cheguei faz quase uma hora, fiquei com medo de pega transito.

– Vem, vamos abrir o restaurante.

O trabalho não era tão pesado como Lincoln a fez pensar, limpou o chão, e o banheiro, arrumou as toalhas das mesas, e atendeu os poucos clientes que vieram almoçar, depois foi ajudar o chef na cozinha.

– Lincoln? — Chamou enquanto guardava alguns pratos e ele cortava alguns legumes.

– Hum

– Os donos do restaurante...

Lincoln parou de cortar e a olhou.

– Estão viajando, mas chegam dentro de alguns dias, não se preocupe, são pessoas de bem... o filho deles faz parte de uma banda famosa.

– Banda famosa?

– Galera da Ribalta — Karina piscou, o nome não causando nenhuma reação nela — Você não conhece? Menina, de que planeta você é?

– Eles são muito famosos?

– Muito, aqui vive cheio de meninas atrás deles.

Karina lançou um olhar para o salão vazio. Lincoln seguiu o olhar dela e riu.

– Elas vem, quando sabem que eles estão por aqui, mas não pense que o Perfeitão é sempre calmo assim, é por que a Ribalta e a academia estão fechadas para as férias, e a Aquazen da sereia também.

– Ribalta? Academia? Aquazen?

Lincoln revirou os olhos.

– Mais mininu! Vem — ele disse e a puxou pelo braço até a entrada — Ali é a Aquazen da sereia... quer dizer da dona Roberta, ela é casada com um dos donos do restaurante, ali é a Ribalta é uma escola de arte, um doido mais doido que o outro, mas a escola fica no segundo andar da fábrica, no primeiro fica a academia de muay thai, do mestre Gael.

Karina soltou a respiração que estava prendendo sem perceber, seu coração saiu em disparada sendo tomada por uma sensação de tristeza, algo se prendeu em sua garganta, mas com esforço a engoliu.

– Vem menina, ainda temos muito trabalho a fazer! — Lincoln disse voltando para cozinha.

Ainda permaneceu um momento olhando a fábrica, como se estivesse hipnotizada por ela, balançou a cabeça com força, como se tentasse sair de um transe, não havia nada ali do seu interesse. Sempre foi muito tímida para ser uma artista, e quando a academia... Henrique sempre lhe disse que tinha aversão a qualquer tipo de lutar, que considerava muito violenta.

Karina respirou fundo e deu de ombros, afastando qualquer sensação que o lugar lhe causara. Virou-se para voltar a cozinha, com a certeza que não precisava se preocupar, não havia ninguém tanto na academia quanto na Ribalta, que lhe causaria algum problema, ou mesmo que entraria em sua vida.

Notas finais
Desculpem pela demora, mas os últimos dias foram corridos!! Prometo que o próximo sai mais rápido!! Eu dei uma olhada nas fics Perina, e percebi que em sua grande maioria, os caps são curtos, se surgir caps grandes mais pra frente será um problema? Por que eu tendo a escrever caps grandes, com mais de duas mil palavras, eu estou segurando a mão, eu queria saber o que vocês acham!! Rosana, tudo bem? Obrigada pelo comentário, que bom que você já está entendendo como vai ser a hisitoria, e espero que esteja gostando. Bjos linda. Raquel, agora você me deixou vermelha, que lindo o seu comentário, me deixou muito feliz saber que você gostou, desculpa pela demora, e não se preocupe, eu não vou largar a fic, pode acontecer de ter uma demora na atualização, mas vou finaliza-la, nem que seja para mim mesma!! Bjos. Jainara, oi! Obrigada pelo comentário, concordo com você, não da pra agradar a todos, mas saber que tem, pelo menos uma pessoa lendo e gostando da um up, pra continuar escrevendo!! Eu tenho por habito, responde os comentários, aqui nas notas finais, acho que fica mais próximo, como se estivéssemos todas juntos. Bjos linda. Dani, tudo bem? Obrigada pelo comentário, tudo vai se encaixando aos poucos, no próximo cap, acho, já teremos Pedro e Karina, vamos ver, mas como você pode perceber, quando esse encontro acontecer, eles não vão se reconhecer. Bjos!!