Memories of the Past
12 Capítulo 12
Malfoy encarou a rosa com o cenho franzido. Já estava um pouco amassada devido a todos os acontecimentos da noite, mas ali estava uma rosa negra idêntica essencialmente idêntica ao cultivo dele na estufa.
Ele não parecia surpreso, apenas confuso e desconfiado, e Hermione achou que estava calmo demais. E Malfoy não era calmo, pelo que ela sabia.– Isso apareceu na minha casa hoje, no meio das minhas coisas. Ele a encarou sem entender por um instante, mas logo a compreensão lhe chegou às expressões.– Você acha… Você acha que eu saí da minha casa e fui até a sua casa deixar isso. ? Só por que é negra igual as que existem na minha estufa? – A pessoa que deixou isso lá é um bruxo, disso eu tenho certeza. E o único bruxo com quem eu tive contato, em anos, é você. – Disse a última parte com firmeza, no que ele a encarou incrédulo. Se Malfoy fosse um ator, estava representando muito bem.– Escuta só, Granger, você não pode vir até a minha casa no meio da noite me acusando de ter invadido a sua casa e deixado uma rosa negra para você! Eu passei a noite toda em casa e mesmo que não tivesse passado não tenho motivos para fazer isso que você está dizendo. – Ele sequer deu tempo de Hermione falar. – E mais, como tem certeza de que foi um bruxo? Qualquer um pode fazer isso!Ela cruzou os braços e o encarou com os olhos semicerrados. Era um belo discurso o que ele havia feito, mas Hermione sempre soube que Malfoy era ótimo com palavras. – Primeiro de tudo: não havia sinais de arrombamento e, ao que tudo indica, a pessoa entrou pela janela. Um trouxa não poderia ter feito isso já que meu quarto fica no segundo andar e a janela está a 5 metros do chão. Segundo: essa pessoa encontrou meu antigo malão com as coisas de Hogwarts, que estava em cima do armário do closet sob uma capa de invisibilidade e eu só posso concluir que ele tenha usado um feitiço convocatório. – Você tem a mania de concluir muitas coisas. – Na maioria das vezes eu tenho provas. – Respondeu, sem se abalar, e ele andou em direção à porta.– Eu preciso de um uísque. O seguiu, revirando os olhos. Hermione concluiu que o segundo andar era onde Malfoy realmente morava, já que, pela olhada rápida que dera quando subira, o térreo funcionava como um escritório. A sala de estar de Malfoy era em estilo clássico, com cores escuras e essencialmente masculinas. Não parecia que alguma mulher residisse ali. Bem, ele também não usava aliança então não era como se tivesse que esperar que uma mulher subitamente aparecesse. Porém, quando percebeu para onde sua linha de raciocínio estava indo, parou imediatamente. Estava ali para descobrir se ele era ou não o intruso que estivera em sua casa e não para ficar procurando vestígios da suposta mulher de Malfoy quando não tinha nenhum interesse nele como homem. Enquanto encarava o sofá de couro negro, lembrou-se do beijo que haviam trocado na porta. Nunca havia namorado ou ficado com um homem que beijasse tão bem quanto Malfoy. Ela encarou os livros que estavam dispostos sobre a mesinha de centro. Enfim, não devia ficar pensando nessas coisas.– Se me considera um suspeito, por que veio até a minha casa? Ele perguntou tranquilamente enquanto preparava sua dose de uísque no bar da sala de estar. – Eu tinha que começar por algum lugar.– E eu sempre sou o principal suspeito… Como na escola. – Ele ironizou. – Incrível! – Como se você estivesse muito ofendido. – Retrucou Hermione. – Não sou do tipo que guarda mágoas, para sua sorte. — Para sua surpresa, Malfoy havia preparado uma dose de uísque para ela também. Aceitou sem reclamar vendo-o se sentar ao seu lado no sofá de couro, parecendo despreocupado. – Você não acha que dez anos é tempo suficiente para superar… O que quer que tenha acontecido? – Minha intenção era nunca mais ter contato algum com o mundo bruxo, Malfoy. Por que alguém estaria me procurando depois de todo esse tempo?Ele parou para pensar encarando a tela preta da televisão desligada. Hermione tomou um gole de seu uísque. Era da melhor da qualidade, mas não a surpreendera. – Você cometeu algum crime, Granger? – Malfoy a encarou, semicerrando os olhos para ela subitamente.– O quê?!– Bem, você só teria sumido tão subitamente assim para fugir da justiça. – Você não pode estar falando sério! – Disse, indignada, mas Malfoy parecia realmente estar pensando na hipótese ao encará-la com uma sobrancelha descrente erguida. – Ah, por favor, eu ajudei a salvar o mundo bruxo!– Humildade mandou lembranças, Granger. – Vá se ferrar! – Passou a encarar o mesmo ponto que ele, com os braços cruzados. – Malfoy, você tem certeza que não tentou fazer uma brincadeira de mal gosto?– Como poderia? Nem sei onde você mora! – Ele revirou os olhos e tomou quase a dose inteira de uísque, levantando-se para pegar mais. – É incrível como você e seus coleguinhas coloridos sempre me trouxeram problemas. – Você não é o coitadinho que quer fazer parecer. – Disse numa careta, terminando seu uísque e levantando-se para que Malfoy completasse também sua dose. – Antes de você aparecer eu estava muito bem!– Tudo bem, já que não foi você, vai me ajudar a encontrar o intruso que deixou aquela flor na minha casa?
– Por que eu faria isso? – Ele lhe entregou o copo de uísque novamente cheio. – Ainda não me expulsou da sua casa.– Simples e pura educação. Malfoy andou até a janela, enfiando uma das mãos no bolso e encarando o horizonte iluminado com as luzes de Natal do lado de fora. Hermione parou ao lado dele percebendo que muitas pessoas começavam a se aglomerar nas janelas de suas casas para apreciar a comemoração do Natal londrino. – Não quero ter que voltar, depois de todo esse tempo, e mendigar ajuda para Harry ou Ron, seria… Estúpido. – Ela deu um sorriso amargo, encostando a testa no vidro grosso da janela. – Talvez esteja na hora de repensar sobre isso. – Disse Malfoy soltando um sorriso irônico para o horizonte à sua frente. – Acha que não? Eles são Harry Potter e Ronald Weasley, aceitariam você de volta como se nada tivesse acontecido.– As coisas não são assim. Eu escolhi seguir a minha vida sem eles e voltar correndo ao primeiro problema que aparecer seria hipocrisia! – Ela suspirou e encarou o perfil dele. – Vou resolver isso, com ou sem sua ajuda, Malfoy. Hermione já estava pronta para se virar, deixar seu copo de uísque sobre uma mesinha qualquer e sair do apartamento, mas a voz distante dele parou-a.– Eu não tenho nada a perder mesmo. Malfoy não lhe direcionou um único olhar para que ela pudesse tentar ler o que se passava dentro de sua cabeça e, antes que pudesse questionar seus reais motivos, o Big Ben soou alto lá fora. Era meia-noite da noite de Natal. Podia estar em qualquer lugar, mas estava na casa de seu maior arqui-inimigo dos tempos de escola, com o qual havia acabado de fazer um acordo. – Feliz Natal, Granger. Hermione levantou e bateu o copo de uísque contra o dele levemente, num brinde educado. – Feliz Natal, Malfoy.
Notas finais
Entãããão, o que acharam? Conversa franca ou não?
Me desculpem, eu fiquei sem internet por umas duas semanas e eu não pude postar, espero que vocês entendam :/
De qualquer maneira, deixem as opiniões de vocês sobre isso e digam o que acham que vai acontecer agora que ele topou ajudar a Hermione? Será que tem um interesse mascarado por trás dessa ajuda?! e.e
Obrigada pelos comentários, leitoras novas, adoro vocês! Às leitoras lindas antigas, olha só:
Eu precisava de algo da pessoa que invadiu para deixar na casa dela, como se fosse uma marca registrada dessa pessoa, independente do Draco ser ou não o invasor. A rosa negra se tornou importante pelo fato de que Hermione viu uma idêntica na casa dele.
As pessoas próximas do Draco vão aparecer a partir dos próximos capítulos, já que a história é pelo ponto de vista da Hermione, então vocês vão conhecê-los ao mesmo tempo que ela.
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Um presente pra vocês por que eu fui mal, digam o que acham disso:
- Eu tenho uma suspeita. Você disse que Bellatrix Lestrange foi morta na guerra, certo? O marido dela...
– Por que todo esse interesse na família Lestrange? Você só era relevante por ser a melhor amiga de Harry Potter, Granger, era apenas por isso que eles também te caçavam.
– Mas se quer culpar alguém com esse sobrenome, dê uma olhada na lista de foragidos.
P.s.: Desculpem a falta de formatação, eu estou escrevendo no wordpad ('-').
Bjobjo!!
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