Memories of the Past
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Este capítulo é totalmente dedicado à be pureblood que fez uma recomendação linda, enorme e perfeita para a fic, é por leitoras como essa que estou sempre por aqui. Ela gosta de dramione especialmente nessa fic e isso me deixou encantada! :) Muito obrigada por suas palavras sinceras, elas deixam qualquer autor animado, entusiasmado para continuar. Enfim, espero que continue gostando por que este capítulo é mesmo para você.
Lucius e Narcissa estavam estranhamente calados, ambos com os olhos voltados para seus próprios pratos. Hermione queria evitar discussões, mas o silêncio do Sr. Malfoy a incomodava. O olhar dele sobre ela quando chegaram fora mais lúcido do que gostaria, mas não lhe dera mais atenção depois disso, o que agradecia mentalmente. Porém, nunca se sabe o que esperar do silêncio de um Malfoy que lhe detesta. – Hum... Draco, já contou a história do amuleto à Hermione? — Todos levantaram os olhos para Narcissa. – Não acho que seja necessário. – Ela terá que carregá-lo para sempre, é mais do que justo ter conhecimento de sua origem. — A mulher virou-se para Hermione, suspirando, mas ainda assim mantendo a altivez. — O primeiro Malfoy a usar este amuleto foi Julian, em 1430. Sua mãe, Agatha Rosier, era herdeira de uma rica família aristocrata e se casara por contrato, como o esperado, com um Malfoy. Ela... Era uma mulher frívola, sabia o que a vida lhe reservara e se aproveitava disso para alcançar objetivos próprios. Agatha e Alexander tiveram um herdeiro rapidamente, é claro, e não se aproximaram mais, apenas... Mantinham as aparências.– Narcissa... Lucius tentou interrompê-la, mas Narcissa não permitiu e continuou, sem tirar os olhos de Hermione. Estava interessadíssima, não negaria, a família Malfoy possuía tantas histórias fascinantes. Desde os tempos de Hogwarts procurava por elas em diversos livros, mas nada se comparava àquilo. – Porém, ela conheceu um homem que mudou todos os seus conceitos, tudo que pensava sobre seu mundo. Agatha se apaixonou por Kevin, um irlandês de origem humilde que passou a trabalhar com a família, e esse amor rendeu frutos. Alexander, muito poderoso, descobriu e o matou, um escândalo de tal magnitude mancharia para sempre a imagem da família. Entretanto, a criança nasceu e o orgulhou mais do que o próprio filho, mesmo que isso o destruísse a cada dia por saber que Julian era fruto de uma traição de sua mulher. Enquanto Julian era valente e seguia os costumes da família Malfoy, Sebastian era um boêmio e boatos de que ele era gay corriam por toda a Inglaterra. "Alexander ensinou a Julian a arte da esgrima e ele era muito talentoso, estava em seu sangue. Este colar pertencera a Kevin e Agatha o deu para o filho, como um presente, ele sequer sabia que não era um Malfoy. Desde então, a esgrima e este colar é passado de geração em geração pela família." Hermione, por um instante, encarou Narcissa, atônita. A mulher aparentava calma, parecia gostar da história, enquanto Lucius fazia uma careta desgostosa, certamente detestava saber que seu amado sobrenome sempre carregaria a mancha da traição de Agatha, devido ao colar que se tornara uma tradição. Um elfo apareceu abruptamente ao seu lado e cochichou algo no ouvido do patriarca, que se levantou e saiu da sala de jantar, a passos largos ostentando um sorriso malicioso que sequer dera atenção. – Mas... Se Julian não era um Malfoy, então a linhagem se quebrou há muito tempo. Não existem mais Malfoys verdadeiros, apenas... Um sobrenome? — Narcissa balançou a cabeça negativamente e tomou um gole do vinho branco, antes de responder.– Julian morreu jovem em um duelo com uma família inimiga, os Potter. Sebastian, então, apesar dos boatos, foi obrigado a se casar e dar continuidade ao sobrenome. Hermione encarou Draco. Esse era seu destino, o dever dele com a família: dar continuidade à linhagem. Só agora, depois de entender que o sobrenome Malfoy vinha carregado de pesos e muitas responsabilidades, pudera entender a obsessão dele com o senso familiar. Sebastian tivera de abdicar da própria liberdade para cumpri-lo. – Posso lhe mostrar a árvore genealógica da família, se quiser. — Ele disse, ciente de que, para Hermione, a história ainda não havia acabado. Sempre queria saber mais e mais. – Quebrou uma tradição ao me dar o colar. — Constatou, olhando-o, mas Draco apenas deu de ombros. – Tradições são quebradas todos os dias. Ele voltou-se para seu próprio prato, sob o olhar avaliador de Narcissa, e antes que Hermione pudesse dizer que não, as tradições da família Malfoy não eram quebradas facilmente e queria uma explicação, Lucius retornou à sala. – Estive pensando, Hermione, já que você parece gostar tanto de histórias de família, resolvi lhe apresentar alguém.
Ao lado de Lucius, a silhueta de um homem surgiu e Hermione deixou o garfo cair contra o prato, produzindo um barulho estridente e perturbador. Draco e Narcissa imediatamente colocaram-se de pé, mas sentia suas pernas bambas demais para tal ato. – Lestrange. — Sua voz saiu num sussurro e o sorriso maldoso ampliou-se ainda mais no canto dos lábios do homem. – Olá, sobrinha. Alto e imponente, Rabastan Lestrange pouco lembrava o bruxo que vira na matéria do Profeta Diário de alguns anos atrás. Antes ostentava cabelos negros e compridos e o rosto era liso e juvenil. Atualmente, os mesmos eram curtos e bem penteados e a barba estava por fazer. Para um fugitivo de Azkaban, ele tinha a aparência boa demais e não parecia passar nenhuma necessidade, visto que usava roupas caras. Ele aproximou-se, abrindo os braços, como se quisesse abraçá-la, mas pelo canto dos olhos viu Draco levantar a varinha, colocando-o na mira, o que não pareceu abalá-lo. Os olhos azuis e pequenos de Lestrange, circundados por rugas de expressão do tempo, desviaram-se para o loiro, nunca perdendo o brilho malicioso. Seu rosto era bem desenhado e tão aristocrata quanto dos Malfoy ali presentes. Era um homem muito bonito, embora, pelas suas contas, tivesse mais de 40 anos. – Lucius, o que você fez? — Sibilou Narcissa, também com a varinha em mãos, os nós nos dedos brancos ao apertá-la com mais força do que o necessário. – Draco, faz algum tempo desde a última vez! — Com naturalidade, ele em apenas um gole todo o vinho da taça de Hermione, sendo observado por todos. — Pelo que me lembro, você não era tão hostil assim. – Muitas coisas aconteceram desde a última vez que nos vimos. — O olhar de Lestrange recaiu sobre ela e, com assombro, o viu levantar uma das mãos para tocar seu rosto, mais suave do que esperava. — Mas é compreensivo, minha sobrinha é, realmente, linda. – Tire suas mãos de mim. — Disse ela, a mandíbula apertada, as mãos apertando com força os braços da cadeira de espaldar alto. Lestrange riu com gosto e afastou-se.– Você é mesmo uma Lestrange, Hermione. — Virou-se para Lucius. — Não há bebida nessa casa? Eles compartilharam um sorriso e o loiro mandou que um elfo colocasse mais um prato à mesa. Quando nem Draco e Narcissa sentaram-se, Lucius os encarou, impaciente.– Acho que somos todos adultos nessa casa, podem lidar com a visita de um velho amigo. – Não. — Sentenciou Draco. — Não quando ele é suspeito de estar perseguindo Hermione. Pelo modo confuso como Lucius encarou Lestrange, supôs que ele não soubesse de nada e apenas havia convidado seu "velho amigo" com a intenção de atacar e abalar seu psicológico. Bem, não havia sido um ato falho, já que ficara mesmo nervosa. Estava frente à frente com Rabastan, o homem que poderia ser o invasor de sua casa, o remetente de todos os bilhetes de conteúdo questionável e dos buquês de rosas negras. O homem que poderia ser quem estava aterrorizando e bagunçando sua vida nas últimas semanas, embora sequer imaginasse o motivo. Em sua mente não havia nenhuma lembrança de tê-lo visto na guerra, apesar de saber que era um Comensal da Morte, dos mais convictos e leais. – O quê? — Perguntou ele, não aparentando surpresa, encarando Hermione. Porém, com um aceno de varinha, Lestrange fora arremessado em direção a parede e lá ficara, retido pelo feitiço de Draco.– Não se faça de cínico. — Hermione levantou-se. – Me solta, garoto. — Sibilou ele, ofegante. – Draco, o que está fazendo? Perguntou Lucius, atônito. Manter uma inimizade com um Lestrange, mesmo que foragido, não era uma boa ideia, tinha certeza de que ele via as coisas por este ângulo. Draco aproximou-se, mantendo o braço em riste, encostando a ponta da varinha contra o peito de Rabastan. – Alguém está enviando rosas negras e bilhetes muito estranhos a Hermione e temos sérios motivos para acreditar que seja você. – Vocês estão loucos! — A única parte do corpo dele que se mexia eram as mãos, que abria e fechava, provavelmente sentindo falta da varinha. — Por que eu iria persegui-la? Não a conhecia até minutos atrás. – Sabemos que Hermione foi prometida em casamento a você. — Quem respondeu foi Narcissa e Hermione levantou-se, encarando-a, espantada demais. — E, pelo testamento, ela é a única que pode abrir o cofre dos Lestrange no Gringotes. – Você deve estar desesperado por dinheiro mesmo. — Disse Draco, com um desprezo que há muito não via estampado em sua face. Entretanto, tudo que tinha em mente era o que Narcissa havia revelado. – O que querem dizer com "prometida em casamento"? — Perguntou, chamando a atenção de todos na sala. — Eu... Isso não pode ser verdade! Rabastan é meu... Tio. Como eles puderam fazer isso?! Narcissa suspirou e relaxou a postura, parecendo compreender sua confusão. Definitivamente, não havia sido criada para aquele mundo. O que mais a assustava, porém, é que poderia achar aquilo normal se tivesse sido criada por Bellatrix e Rodolphus, como Agatha Malfoy, que soubera o tempo todo como seria sua vida. . – Hermione, é assim que as coisas acontecem no nosso mundo. – Mas não no meu! — Olhou Draco, que ainda mantinha Lestrange contra a parede. — Por quê não me contou? Eu sempre achei estranho que tivesse acatado minha suspeita sobre Lestrange tão facilmente, mas nunca poderia imaginar que escondesse uma história como essa. – Draco, retire o feitiço, não sou eu quem você está procurando. – Então prove. – O quê?! – Ouviu o que eu disse. — Draco retirou o feitiço e Rabastan caiu de joelhos, mas não demorou a levantar, ajeitando as roupas. Não havia mais sorriso no rosto e suas feições estavam desgostosas. — Sei que é um foragido, mas um foragido com muitos contatos importantes, então... Quero que nos ajude a encontrar quem está perseguindo Hermione. É pegar ou largar, podemos te entregar ao Ministério, o que pode ser um tanto desagradável considerando que ainda tem que pagar pelos crimes anteriores. Por um momento todos ficaram em silêncio. Lestrange olhou cada um, parecendo verificar se estavam mesmo falando sério. Grunhiu de raiva e respirou fundo para se acalmar. – Acho que... Posso cobrar alguns favores prestados. Quando todos fizeram menção de se sentar, Hermione os encarou, o modo natural com que estavam encarando toda a situação a perturbava. Deus, Rabastan estava foragido do Ministério da Magia, há anos, como ele conseguira chegar até a Mansão Malfoy sem ativar algum alarme, chamar a atenção dos aurores, ultrapassar as fronteiras do país e passar despercebido? – Só isso?! — Todos a encararam. — Quer dizer, simples assim? Esse homem pode ser a pessoa que vem me perseguindo durante as últimas semanas! Ele pode ser o responsável por me fazer reviver coisas que tentei esquecer durante metade da minha vida e vocês o tratam com condescendência? – Hermione... — Começou Draco, resignado, mas Lestrange o interrompeu. – Granger, Hermione ou... – Apenas, Hermione. — Disse ela, nervosa. – Quer mesmo ouvir a verdade? — Ela meneou a cabeça, enquanto os outros se acomodavam. A voz dele era cruel e Hermione soube no mesmo instante que não gostaria de ouvir a verdade, embora precisasse dela para seguir em frente, tratava-se de seu passado, suas origens. – Rabastan. — Narcissa tentou impedi-lo, mas ele continuou como se sequer a tivesse ouvido. – Você era apenas um bom negócio para a família. Bellatrix nunca quis ser mãe, mas tinha de dar um herdeiro aos Lestrange, era seu dever. Houve complicações no parto quando você nasceu e ela não poderia ter outro filho, nosso sobrenome seria esquecido, por isso a medida desesperada de Rodolphus. Se eu me casasse com você e tivesse herdeiros, nosso sangue continuaria a ser perpetuado pela terra, com a vantagem de ser ainda mais puro. — Ele aproximou-se até que seus rostos estivessem próximos a ponto de sentir a respiração um do outro. Hermione sentia seu coração bater descontroladamente contra o peito, era muita coisa para se digerir. — Satisfeita agora, minha sobrinha?– Isso é completamente nojento. — Disse, com uma careta. – Bem, você e Draco parecem gostar de ignorar o fato de que o mesmo sangue Black corre por suas veias. — Disse ele, maldosamente. Encarou o loiro, com ambas as mãos apoiadas na mesa de jantar. O olhar dele parecia esperar sua reação, qualquer que fosse ela. — Pelo que eu soube, você costumam compartilhar a cama... – Já chega! — Disse Narcissa, exasperada. — Hermione não tem que se sentir culpada ou envergonhada por estar com Draco, são apenas primos, e esse tipo de acordo para manter a linhagem é feito há séculos em nossas famílias, não haja como se não soubesse, Rabastan.
Aquilo era completamente constrangedor, estavam expondo sua vida como se fosse uma novela, como se tivessem o direito de discuti-la abertamente à mesa de jantar, como faziam no momento. Fechou os olhos e esfregou a têmpora esquerda, sentindo uma pontada de dor lhe incomodar. – Eu... Eu preciso ficar sozinha. Nenhum deles pareceu fazer menção de ir atrás dela e Hermione agradecia por isso. Pelo menos a família Malfoy sabia respeitar a privacidade quando pedida. Não soube como chegou ao jardim sozinha, a Mansão era um mar de corredores e portas, mas era extremamente reconfortante para ela estar fora daquelas paredes frias de pedra. Tirou os sapatos de salto para que pudesse caminhar pela grama sem empecilhos, agradecendo que a lua no céu estava clara e iluminava todo o caminho. Havia muitas árvores e arbustos por ali, mas em algum lugar uma fonte funcionava a todo vapor e concentrou-se em encontrá-la enquanto pensava no ocorrido. Imaginara milhares de vezes como seria Rabastan Lestrange quando o conhecesse, mas jamais chegara perto da realidade estarrecedora que vivera. Se as coisas tivessem acontecido de maneira diferente, poderia ser esposa daquele homem! Por Deus, ele era seu tio, irmão de Rodolphus, e tudo que importava era a linhagem e o sobrenome. "Bem, você e Draco parecem gostar de ignorar o fato de que o mesmo sangue Black corre por suas veias." Draco dissera, e Hermione já sabia há muito tempo, que bruxos não se importavam com o parentesco, mas imaginar-se com Lestrange era completamente repulsivo, pelo menos para ela. O que mais a assustava era que, se tivesse sido criada por sua verdadeira família, encararia tudo isso de forma natural, o que era completamente fora da realidade para qualquer pessoa que visse de fora e analisasse a situação fria e calculadamente. Luzes roxas iluminavam a fonte e Hermione a encontrou facilmente, agradecendo que alguém tivesse pensando em colocar bancos de madeira ao redor da mesma. Colocou os pés sobre o banco e escondeu o rosto nos próprios joelhos, suspirando. Por que sua vida tinha de ser tão complicada? Se o invasor não fosse Lestrange — o que já estava cogitando, para falar a verdade — todo o trabalho que tiveram até ali estaria completamente perdido, pois não tinham outros suspeitos. Rabastan era a única opção e internamente rezava para que fosse ele o invasor, mesmo que implicasse colocar seu único laço consanguíneo com os Lestrange na cadeia, por que então tudo estaria acabado e poderia voltar a viver em paz. – Não desista. Uma voz logo ao seu lado fez com que pulasse de susto, mas logo tratou de normalizar o coração e suspirou. O fantasma de Valerie era tão otimista para alguém que morrera se suicidando. – Não vou desistir, apenas... Estou cansada de tudo isso. Esse jogo que parece não ter fim. — Elas ficaram em silêncio por algum tempo e Hermione só poderia imaginar o quão estranha era a cena, sentada no jardim escuro sendo consolada por um fantasma. – Rabastan Lestrange não é seu perseguidor. – Como sabe disso? — Perguntou, interessada, no que Valerie encarou a fonte, parecendo estar revivendo lembranças do passado. – Há muito tempo, quando Voldemort ainda estava vivo e exercendo poder sobre muitas famílias nobres, Lestrange e sua família se hospedaram na Mansão. Apesar de ser um Comensal, ele amava a mulher e fazia o possível para agradá-la. – Mulher? — Hermione franziu o cenho. — Ele é casado? – Sua esposa faleceu de causas naturais. Isso o endureceu e ele passou a dedicar-se completamente ao Lorde das Trevas. O filho era jovem demais para se envolver na guerra, o que os afastou, pois foi mandado para um internato bruxo com apenas 7 anos. – Meu Deus, Lestrange... Tem um filho. — Hermione levantou-se. — Isso é completamente surreal. – Bem, vai ter que se acostumar. — A voz de Rabastan fez com que virasse o pescoço mais rapidamente que o necessário, lhe causando uma dor incômoda naquela região. — Somos sua família. – Por favor, vocês nunca se preocuparam comigo. — Disse ela, descrente, cruzando os braços. — Agora você volta e sem motivo nenhum quer dar uma de bonzinho?– Você não entendeu, não é? — Ele aproximou-se, ainda mais. — Draco está obstinado, ninguém nunca o viu assim. Se ele quiser, os Aurores chegam aqui em minutos para me prender só por que ele acha que eu sou a pessoa que está te perseguindo. Lucius me localizou mais facilmente do que eu gostaria, mostra a incompetência do Ministério, e ser inimigo de um Malfoy nunca é bom negócio. Estou lhe avisando: se eu for preso, Granger, vocês nunca irão encontrar esse cara. Sabe por quê? Acabaram suas pistas, elas levavam apenas até mim, fim da linha. Hermione bufou. Ele estava completamente certo, mas ainda assim, como poderia chegar e agilizar as buscas pelo seu perseguidor com tanta facilidade? Confiar naquele homem era como estar numa sala cheia de dementadores, sem varinha, e esperar que eles não quisessem sugar sua alma. – E pode me dizer como irá procurar esse perseguidor quando você mesmo está foragido do Ministério? – Fugi do Ministério por anos e, certamente, não fiz isso sozinho. — Ela revirou os olhos para o sorriso prepotente no canto da boca dele. — Mas isso terá um preço, é claro. – O preço é você não ir para Azkaban. — Hermione fez menção de sair dali, mas Lestrange segurou seu braço, impedindo-a. – Fique ciente, Granger: eu vou cobrar e alguém terá que pagar. Ele soltou seu braço, bruscamente, os olhos não quebrando contato até Hermione seguir seu caminho pelo jardim.
Notas finais
Oieee!!! Dessa dez, não vim antes por que não estava satisfeita com o capítulo então tive que deixá-lo descansar por mais um dia (sim, eu sou enjoada à esse ponto, me julguem kkkkk). Depois de algumas pequenas modificações, eu finalmente achei que estava bom, então... Espero que você gostem! :D
Vamos falar sobre ele. LESTRANGE!!! Ele apareceu e espero que tenha surpreendido vocês. Eu estava pensando em fazer Lucius levar outra pessoa, mas não daria certo, então essa ideia me veio a cabeça. Tivemos uma bela reunião de família não? Sobre o fato de ele ter se casado e tido um filho, eu encarei mais ou menos assim: Se seu único irmão era Rodolphus e ele teve Hermione, que é mulher e desapareceu, então era o dever de Rabastan é continuar o nome da família, certo? Talvez me aprofunde mais nessa história, me digam o que acharam e talvez eu tenha uma ideia legal! Enfim... Agora ele virou aliado ^^
E a história sobre o amuleto? Vocês gostaram? Eu realmente não gostei de nenhuma história mais romantica que isso que tenha passado pela minha cabeça. Por favor, me digam o que acharam dela! Draco quebrou tradições da família para dá-lo a Hermione.
Geeente, onde estão vocês?!!! Eu realmente agradeço de coração os comentários recebidos, mas senti falta de muita gente, espero que este capítulo surpreenda e os faça deixar muitos comentários para fazer minha alegria kkkkkkk Me digam o caminho que acham que a fic irá tomar a partir de agora, ela está mudando de rumo, certo?
Até o próximo, bjão!
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