O castelo antigo podia ser visto a qualquer distância, mas devido aos recentes acontecimentos que lhe mudaram a fisionomia chamava ainda mais atenção. As torres pontudas de Hogwarts se encontravam destruídas, os gramados pisoteados, determinados pontos ainda pegando fogo ou ostentando a fumaça que tornava a paisagem escura e ainda mais depressiva.

Da orla do Lago Negro, Hermione podia ver algumas pessoas se movimentando para lá e para cá no pátio de Hogwarts, apressados, apesar de visivelmente cansados e chorosos. Muitos haviam perdido entes queridos na guerra, ou mesmo na própria batalha que acabara de acontecer, tinham o direito de demonstrar o luto que viviam.

A Última Batalha. Hermione sentira quando Voldemort fora destruído. Poderia parecer sobrenatural, mas algo dentro de si instantaneamente soube que Tom Riddle morrera. E quando o sol saiu, timidamente ultrapassando a barreira imposta pelos dementadores (que já não se encontravam mais nos terrenos da escola), finalmente teve certeza. Sorriu, minimamente, os olhos lacrimosos, tinha consciência de que havia contribuído para tal desfecho e isso a fazia mais tranquila para tomar seu próprio caminho.

O que havia descoberto mudava sua vida, tudo que acreditava. Não sabia se Bellatrix e Rodolphus estavam vivos, ou se seriam presos por seus crimes, mas estar ciente a todo instante de que o sangue deles corria em suas veias era assustador. Se sentia diferente, deslocada, apenas por pensar nisso, como seus amigos reagiram se ela própria não conseguia aceitar sua "condição"?

Antes que pudesse aparatar, avistou as figuras de Simas e Luna descendo os jardins em direção a cabana destruída de Hagrid. Eles pareciam discutir algo e sentiu tentada a se aproximar para saber o que era, mas não o fez. A loira, há muitos metros de distância, pareceu perceber que estava sendo observada e virou-se. Mais que rápido, Hermione abaixou-se atrás de um arbusto, o coração aos pulos, e aparatou. Aquela foi a última imagem que teve do mundo mágico: Luna com o cenho franzido em confusão.

Hermione acordou respirando como se algo a estivesse impedindo de fazê-lo, os olhos lacrimosos, embora não tivesse vertido nenhuma lágrima. Há muito tempo não tinha esses sonhos, desde que o invasor começara a aterrorizá-la, mas supôs que a decisão de voltar à sua antiga vida fosse responsável por alimentar seu psicológico abalado.

Remexeu-se na cama e só então se deu conta de que aquele não era seu quarto, muito menos seu quarto de hóspedes, pois tinha certeza de que sua cama não era tão grande e não possuía lençóis tão macios. Sob os edredons, constatara, vestia apenas uma camiseta branca de Draco (que capturara no banheiro a última vez em que haviam estado lá) e a própria calcinha.

Preguiçosamente, virou-se, dando de cara com uma imagem de Malfoy que nunca havia idealizado. O rosto amassado contra o travesseiro, os cabelos bagunçados, os lábios ligeiramente abertos e a respiração calma, assim como as feições. Desceu os olhos para as costas, onde os músculos se destacavam e pensou que eles eram uma tentação.

Pela postura relaxada e espaçosa, ele parecia nunca ter dividido a cama com ninguém. Soltou um risinho divertido quando ele se virou para o outro lado, como se tivesse percebido que era encarado enquanto dormia.

Enquanto observava os músculos das costas dele seguindo o ritmo da respiração, lembrou-se do modo como seu próprio corpo reagira a todos os toques das mãos e lábios dele. Haviam transado pela segunda vez e, também pela segunda vez, constatara que faziam aquilo muito bem. Com um suspiro, sentiu uma pontada no baixo ventre e decidiu que era melhor se levantar antes que ficasse excitada demais.

Jogou os edredons para o lado, levantando-se, e encontrou um relógio de pulso de Draco jogado displicentemente sobre uma cômoda perto do banheiro. Quase quatro da manhã, se o maldito sonho não a tivesse acordado provavelmente dormiria até que ele a acordasse avisando que precisava ir para o seu próprio quarto já que não eram, efetivamente, nada um do outro.

Apenas com a luz de um candelabro perto da porta como fonte de iluminação, Hermione andou pelo quarto à procura de suas roupas. Deus, Malfoy era apressado demais. Encontrou sua blusa aos pés de uma mesinha que ficava logo abaixo de um espelho enquanto o sutiã estava no chão perto do criado mudo ao lado dele. Quando levantou-se, surpreendentemente, quis tirar uma mecha do cabelo dele que caía displicentemente sobre o rosto alvo, mas conteve-se, não tinham intimidade para tal gesto.

Assim que lhe deu às costas, porém, ouviu a voz rouca de sono, a fazendo paralisar instantaneamente, como se tivesse sido pega fazendo algo errado.

– Não pensei que fosse do tipo que foge no meio da madrugada. — Suspirando, virou-se para ele, as roupas bem seguras e emboladas embaixo do braço. — Ainda mais levando minha camiseta.

– Não é como se você fosse se importar... Pela camiseta, digo. — Malfoy deu de ombros, os olhos inchados de sono a encarando preguiçosamente. Deus, ele era bonito até mesmo ao acordar. — Quando vamos para... A mansão?

– O mais rápido possível, assim que eu terminar de acertar algumas coisas na empresa. — Ele sentou-se com as costas contra a cabeceira da cama e Hermione, resignada, se acomodou na beirada do colchão, mais perto do que deveria. — Theo Nott concordou em me ajudar com o ritual. Não que eu não possa fazer sozinho, mas ter outra pessoa por perto pode ajudar e eu não quero envolver meus pais mais do que o necessário.

Eles ficaram em silêncio, Hermione refletindo como seria aquele dia. Tinha vontade de voltar para cama e não sair de lá (a ilusão de Malfoy compartilhar essa ideia — e a cama — com ela era tentadora). Estava com medo e não via problema em assumir isso.

Foi então que sua mente voltou-se para os donos e atuais moradores da Mansão Malfoy. Parte de seu temor se devia a isso. Não entendia por que Draco fazia questão que o ritual fosse lá. Não tinha ideia de como Lucius e Narcissa a receberiam. Sabiam que era filha de Bellatrix, há muito tempo, mas nunca deixaria de ser Hermione Granger e jamais abandonaria seus ideais, mesmo que isso significasse travar algum tipo de batalha com os Malfoy.

– Como eles estão? — Perguntou, subitamente, no que Draco pareceu confuso. — Nunca falou sobre os seus pais. Quer dizer, apenas disse que foram absolvidos, mas não mencionou como, realmente, eles estão?

Malfoy ficou em silêncio por alguns segundos, os olhos perdidos nas dobras dos edredons, parecendo refletir sobre a pergunta.

– Eles já estiveram pior. Logo depois que os julgamentos terminaram, minha mãe passou a culpar Lucius por tudo que aconteceu em nossa família, foi um dos motivos para eu decidir ir para a França. Meu pai, claro, não admite, mas eu sei que ele se arrepende de ter se juntado a Voldemort. — Ele a encarou. — Não estou dizendo que ele mudou os ideais, apenas que se aliar a Voldemort para alcançá-los foi... Uma péssima jogada.

– É tarde demais para isso acontecer, certo? — Draco deu de ombros.

– Agora, eles estão mais civilizados um com o outro, as aparências são tudo no fim das contas. — Ele falava baixo, como se alguém pudesse ouvir ou por que, simplesmente, estava de madrugada. — Não vão te expulsar de lá, se é o que quer saber.

Hermione suspirou, deixando os ombros caírem, imaginando como seria sua chegada na Mansão Malfoy, o tapete persa no chão parecendo muito interessante. Após chegar a conclusão de que não teria como prever tal coisa, levantou-se, certa de que teria tempo de continuar a dormir em seu quarto.

– Sabe, você fica sexy com a minha camiseta. — Ela encarou seu próprio reflexo, no espelho sob a cômoda perto da porta, constatando que seus cabelos estavam cheios e bagunçados e os lábios se encontravam vermelhos e inchados. Levantou uma sobrancelha e voltou-se para Draco, que se levantava da cama.

– Obrigada.

Enquanto ele andava em sua direção usando apenas uma cueca boxer negra, Hermione dava alguns passos para trás, convicta de que precisava sair dali naquele instante. O olhar de Draco era intenso demais e sua propensão a ser tentada era grande.

– Onde você estava indo? — Ele estava parado na sua frente e, depois da noite passada, era estranho que estivessem tão perto sem se tocar. Era estranho que não soubesse como agir com um homem depois de uma noite de sexo, mas isso estava acontecendo e a deixava desconfortável — Granger?

– Eu... Eu estava indo dormir, no meu quarto, já que não vou trabalhar hoje. — A resposta saiu um tanto quanto mal feita, mas sua mente estava em outro lugar. — Eu preciso ir.

– Por quê? — Os dedos dele alcançaram a bainha da camiseta, passando a brincar ali quase distraidamente. Hermione semicerrou os olhos e o encarou, um pouco confusa.

– Não mantemos nenhuma relação, além do sexo, não é... Apropriado.

– Pra quem? — Hermione cruzou os braços.

– Pare com os joguinhos.

Não podia negar que era bom jogar com ele, mas uma luz vermelha parecia acender em seu cérebro quando isso passava a se tornar frequente demais e quando seus pensamentos deixavam de ser racionais: estava passando dos limites.

– Okay.

Então, rápido demais para que pudesse impedir, as mãos que estavam na camiseta, subiram para sua cintura e a puxaram em direção a ele, a boca descendo sobre a sua. Instintivamente, correspondeu o beijo subindo as mãos pelo peito de Draco, puxando-o para mais perto, encaixando seu corpo no dele como já tinha percebido que lhe era confortável.

– Não se preocupa com a possibilidade de eu me acostumar com a sua cama? — Perguntou Hermione, divertida.

Sentiu quando a parte detrás de seus joelhos encontraram a cama e se deixou cair, levando-o junto consigo, e foi impossível segurar um gemido quando o sentiu entre suas pernas, ainda com o tecido de suas peças íntimas atrapalhando.

– Na verdade, Granger, você é muito bem vinda aqui.

Ela riu, mas precisou se conter quando Malfoy a beijou novamente. Viu quando ele se arrepiou ao passar uma das pernas por sua cintura, estimulando-a por cima da calcinha, os cotovelos apoiados na cama bem ao lado de sua cabeça. Inevitavelmente, um tremor prazeroso atravessou seu próprio corpo e, sem se conter, mordeu o lábio inferior dele, sugando-o em seguida com a língua.

Em resposta, Draco a apertou ainda mais contra a cama, o membro dele inteiro em contato com sua intimidade molhada. A cama, realmente, era onde se davam melhor. Ambos pareciam entender as intenções do outro com cada gesto, palavras eram descartáveis. A boca dele desceu implacável em seu pescoço e Hermione fechou os olhos, cravando as unhas nas costas dele.

Malfoy correu a mão por uma de suas coxas, apertando, brincando com a renda da calcinha branca em seu quadril. Os dedos dele escorregaram para sua intimidade, fazendo-o constatar o estado de excitação em que se encontrava. Com um sorriso malicioso e satisfeito, Draco ficou sob os próprios joelhos e a ajudou a se desfazer da calcinha encharcada. A vista de Hermione já estava nublada com a possibilidade do que ele faria a seguir.

Quando a língua dele encontrou e correu por sua intimidade com experiência e conhecimento de causa, um gemido incontido escapou, seus dedos apertaram o lençol, as mãos dele a impediram de mover os quadris. Caramba, aquele era o melhor oral de sua vida e quem o estava fazendo era Draco Malfoy. A mente de Hermione não conseguia formular nenhum pensamento racional sobre nada do que acontecia à sua volta, tudo se resumia a língua de Malfoy em seu clitóris levando-a à beira do precipício sem pressa.

Hermione fez menção de tirar a camiseta, mas ele segurou sua mão, impedindo-a. Sentia o suor escorrendo pela nuca e molhando a camiseta, mas Draco deveria estar sendo sincero quando disse que ficava sexy com a camiseta dele. O ar se tornou ainda mais pesado quando ele escorregou a mão para estimular um de seus seios, Hermione apertou os olhos e os dedos nos cabelos dele.

A partir daí, o orgasmo veio lenta e naturalmente. Suas coxas tremeram, os pelos de seu corpo se eriçaram e as costas se arquearam em direção a ele. Sentiu que mordeu o próprio lábio forte demais quando o gosto de sangue a atingiu, mas não se importou, o estado de realização em que se encontrava era muito inebriante para tal coisa. Sentia a respiração ofegante, pesada, e o rosto corado de prazer.

Hermione queria dormir, sentia o sono a dominando, mas tinha plena consciência de Draco deitado ao seu lado, esperando-a se recuperar para buscar o próprio prazer. Assim, passou uma das pernas por cima do corpo dele e se acomodou por ali, beijando-o e sentindo o próprio gosto. Era excitante demais estar naquela posição, sobre ele, sentindo-o apertar seus quadris, forçando-a contra a ereção evidente. Abaixou-se, mordendo o pescoço alvo, rebolando sobre ele, adorando ouvir os sussurros ininteligíveis.

– Ah, Granger, você vai ver...

Ela riu, segurando os pulsos dele contra a cama, embora tivesse consciência de que Draco tinha força suficiente para inverter o jogo, mas não queria por que ele estava gostando e isso a e excitava. Não demorou para que sua própria intimidade começasse a molhar a cueca dele, então não pode mais esperar.

A última peça de Draco foi tirada e Hermione encaixou-se sobre ele sem dificuldade, fechando os olhos, sentindo-se latejar. Malfoy levantou o rosto brevemente, os olhos no encaixe perfeito que suas intimidades faziam, e soltou um gemido deixando a cabeça cair novamente no colchão.

Rindo brevemente, ajeitou-se e começou a mover seu corpo sobre ele, as unhas cravadas no peito dele, enquanto o ritmo aumentava gradativamente, as mãos de Draco a ajudando nos movimentos, apertando suas nádegas e às vezes a cintura, deixando a marca de seus dedos ali.

Quando seu corpo não parecia mais atender a seus comandos, Malfoy trocou as posições, deixando-a embaixo de si, uma das pernas ao redor da cintura dele, permitindo-o levá-la mais facilmente ao orgasmo. As bocas se encontraram, as línguas se enrolaram, assim como as respirações e os corpos no mesmo ritmo.

O gemido de Draco veio em seu pescoço, arrepiando-a e levando-a ao próprio orgasmo logo depois dele. Seus corpos ainda ficaram em estado de êxtase por alguns minutos, enrolados, suados e cansados.

– Ainda temos tempo para dormir.

A voz rouca dele a despertou para a realidade e Hermione, apenas usando a camiseta branca e grande demais, acompanhou os movimentos de Draco para se ajeitar na cama. Deitados sobre o mesmo travesseiro, um de frente para o outro, eles adormeceram quase instantaneamente, o silêncio da madrugada os engolindo.

Notas finais
Oláááá!! Tudo bem, sei que não tem desculpas para o atraso, mas eu estava com hóspede em casa e quando isso acontece não consigo escrever, ainda mais um hentai!! ^^ Sinto muito, sinto muito mesmo, me desculpem!! Maaas, enfim, o que acharam?!! Gente, eu preciso que vcs me digam!! Eu penei pra escrever esse hentai, mas vcs queriam tanto que eu simplesmente precisei fazer. Não foi bem a continuação, mas já deu pra perceber que a noite toda foi quente né? kkkkkkk Me digam!! E o sonho de Hermione, eu vinha percebendo que fazia um tempo que eu não escrevia esses sonhos e precisava colocar também, espero que gostem, é mais uma lembrança né? kkkkk Obrigada, muito obrigada, também aos comentários que voltaram a subir no último capítulo! Que bom que gostaram tanto gente, eu realmente adorei aquele capítulo também *_* Espero que nesse também tenha muitos comentários :D Enfim, me desculpem mais uma vez o atraso e acho que por hoje é só. Bjão, galera, até mais!! :D P.S: Por ter me ocupado com este capítulo, não tive tempo de escrever o próximo de Vínculo a tempo de postar ainda hoje, então ele vai atrasar um pouquinho, mas não se preocupem, eu pretendo postar o mais rápido possível!