Memories

25 Returning to normal


Notas iniciais
Obrigada por todos os comentários deixados, principalmente aqueles que deram suas verdadeiras opiniões sobre a história. Saibam que esses comentários são bem aceitos, e eu adoro que o façam, e pesso que não tenham receio de continuar fazendo. É muito importante que eu saiba o que estão achando, para que eu tente mudar, caso não esteja do agrado, e torne a deixar a história atraente. Obrigada por interagirem, darem suas opiniões, pelos elogios, e pelos favoritos. Nesse capítulo vamos ver em qual realidade Regina está agora, e vamos descobrir algumas coisas novas.

25º Voltando ao normal

― Regina! ― Zelena é a primeira a entrar no quarto. Seu rosto está vermelho, denunciando um choro, e sua expressão parece cansada. ― Finalmente você acordou. ― Disse em um tom de alívio e Mills teve vontade de revirar os olhos ao ouvir aquela frase. Se ganhasse um dólar por cada vez que a ouvisse, já estaria com uma boa poupança. ― Eu já estava preocupada. ― Acrescentou, aproximando-se da cama. ― Eu e todo mundo. ― Acrescentou em um tom mais baixo, falando mais para si, que para a outra, com um sorriso.

― O que aconteceu? ― Ao explanar sua dúvida, percebe que não tem mais o problema com a dicção, como se lembrava de ter, em que parecia estar reaprendendo as palavras, igual a um bebê, problema adquirido como consequência do coma. Diante a nova informação, era certo que não estava na mesma realidade, de minutos, horas, não sabia ao certo, atrás, constatou rapidamente. Porém, ainda assim, não sabia em qual poderia estar. Todavia, estava feliz por, ao menos Zelena estar viva e constatar que pareciam ter uma boa relação.

― Você não se lembra? ― Zel questiona franzindo o cenho, e ao ver a irmã negar, fecha os olhos, tapando-os com as mãos, e balança a cabeça negativamente. ― Por que eu sinto que as coisas estão mesmo acontecendo, como Ricky me falara? ― Questiona mais para si, que para a morena.

― Como assim? ― Indagou assustada e confusa. Zelena e essa pessoa citada, estava sabendo alguma coisa de suas constantes mudanças de realidades e tudo que acontecia?

― Você passou três dias internada e dormindo. ― Contou, chocando a morena. ― Por curiosidade, durante esses dias, eu procurei um especialista, Ricky Martin, mas não o cantor, e contei algumas das coisas que você me contou sobre seus sonhos e... ― Parou de falar quando seu celular começou a tocar, ao mesmo tempo que o quarto foi invadido por Henry e Cora Mills.

― Finalmente a bela adormecida acordou. ― Cora falou, pegando a filha de surpresa com o seu bom humor. Em nenhuma das realidades visitadas, conheceu uma Cora com personalidade ruim, mas também, não conheceu nenhuma tão bem-humorada quanto essa. Estaria em outra realidade ainda não conhecida?

― Papai, você está bem? ― Questionou em tom preocupado, procurando algum sinal de machucado no corpo do homem. A última coisa que se lembrava, era de seu pai ter caído da escada no quintal de sua casa, e tinha ido para o hospital. Já estava certa de que não se tratava da mesma realidade que essa, mas precisava confirmar que nada tinha acontecido ao homem que tanto ama.

― Eu é quem te pergunto... ― Rebate sorrindo, apertando a morena em seus braços, em um abraço de lado. ― Você nos preocupou bastante, dormindo por tanto tempo. ― Murmura, e Cora assente. ― O que tanto aconteceu em Miami, que te fez ficar tão acordada? ― Questionou com um sorriso e tom malicioso, que chocou mãe e filha, e o fez receber uma tapinha de repreensão da mais velha. ― O que? ― Reclama, fingindo desentendimento. ― Até parece que você não sabe que as nossas filhas tran... ― E recebeu outra tapa, dessa vez, mais forte que a outra, impedindo-o de continuar.

― Henry Mills! ― Repreende mais uma vez. ― Você está passando muito tempo com a Zelena. ― Balança a cabeça negativamente.

E enquanto seus pais discutiam saudavelmente sobre a forma que Henry Mills estava agindo naquela manhã, todo cheio de graça, mostrando-se um bom piadista, Regina questionava-se se o fato de ter escutado o homem falar em Miami, significava mesmo que ela estava na realidade onde toda aquela loucura havia começado.

•§•

Horas mais tarde, quase em horário de almoço, a família Mills chega em casa e, logo após Cora e Henry anunciarem que iriam fazer o almoço, Regina e Zelena seguem para o quarto. Ao entrarem no cômodo, Regina anuncia que quer conversar com Zelena.

― O que aconteceu antes de eu desmaiar? ― Pergunta hesitante, tentando não demonstrar mais do que deveria. ― Eu estou um pouco confusa e não consigo me lembrar. ― Faz uma careta, torcendo internamente para que Zelena acredite em sua desculpa.

― Você estava conversando com a mamãe, sobre você e a Emma. ― E então seu coração se acelerou. Primeiro, por descobrir em qual realidade estava; segundo, por ouvir o nome de Emma; e terceiro, por se lembrar de como estava sua relação com a loira. ― Mas eu sei que sua confusão não provém simplesmente do desmaio. ― Zelena revela, pegando a morena de surpresa. ― Enquanto você dormia todos esses dias, eu procurei um cara... ― Começou devagar. Não queria que a irmã perdesse um segundo de explicação. ― Eu contei para ele de todas as vezes que você dormia, e quando acordava, contava aqueles seus sonhos, que pareciam ter sido visitas a outras realidades, muitas delas, como uma continuação de algo já vivido... ― À medida que explica, gesticula rapidamente, sempre seguindo quando vê o balançar de cabeça, de entendimento, da irmã. ― E que sempre pareciam reais. Tão reais a ponto de deixar você muito confusa sobre o que era real.

― E o que ele te disse sobre isso? ― Questionou, curiosa com a conclusão.

― Ele me deu duas opções, que pode ser as duas, sendo uma conectando a outra... ― Regina franze o cenho. ― Essas realidades podem ter sido fruto de uma fuga da realidade que a sua mente criou, por causa de alguma coisa que só você sabe, que aconteceu antes do acidente, e explica você ter idealizado todas essas realidades. Principalmente a primeira, que foi ainda durante o coma.

― A que eu estou noiva de Emma? ― A ruiva assente. ― Mas o que poderia ter acontecido, que me fez idealizar tantas realidades diferentes? ― Questiona para si mesmo.

― Essa é uma pergunta que só você mesmo poderá responder, caso algum dia você torne a lembrar de tudo. ― Rebateu, mesmo sabendo que a pergunta não era para si.

― Você acredita nisso?

― É uma boa explicação. ― Dá de ombros.

― Mas por que tantas? Por que eu ainda continuo tendo? Não deveria ter sido apenas durante o coma?

― Consequência... ― Supõe.

― Assim como... ― Interrompeu-se, olhando para baixo, fazendo a irmã entender do que falava.

― Assim como... ― Assente, aproximando-se mais da irmã, e se sentando ao seu lado. ― Mas então... ― Pigarreia. ― Como foi dessa vez?

― Primeiro que você era noiva de um homem chamado Graham. ― Conta sorrindo.

― O que? ― Franze o cenho. ― O ex namorado da Rose? ― Faz cara de nojo.

― Que ex namorado da Rose? ― Como um cachorrinho que não está entendendo o que está acontecendo, Regina gira a cabeça várias vezes, de um lado para o outro.

― Ah, é verdade... ― Disse consigo mesmo, batendo na própria testa. ― Você não chegou a conhecê-lo. ― Regina arqueia a sobrancelha, esperando mais informações. ­― Depois falamos sobre isso... ― Movimenta a mão, como se dissesse para deixar esse assunto para lá. ― Continue, por favor. ― Mills revira os olhos, mas sorri.

― Bem, você estava noiva dele, mas amava a Ruby... ― Soltou, com um sorrisinho.

― Ahn... ― Coçou a cabeça, e desviou o olhar. ― Ruby? ― Perguntou, claramente afetada, mas fingindo o contrário.

― Não me diga que você também está apaixonada por ela...

― Não! ― Negou rapidamente, interrompendo a irmã. ― Não! ― Franziu o cenho. ― Deus... ― Balançou a cabeça negativamente, várias vezes. ― Não estou...

― Sim, você está... ― Afirma, interrompendo-a. Seus olhos brilhando de felicidade pela irmã.

― Não vamos entrar nesse assunto. ― Avisa com uma expressão séria para intimidar a irmã. ― Só... ― Respira fundo. ― Continue. ― Regina assente, ainda com um sorrisinho nos lábios.

― Bem, assim como aqui, eu havia passado anos em coma, e quando acordei, descobri que tive um romance com Emma, mas que foi péssimo. ― E então, o bom humor que estava, foi-se levando seu sorriso embora, e a alegria estava sentindo, pela irmã e Ruby.

― Quero detalhes. ― Pede, demonstrando toda a sua curiosidade. Aquilo trouxe felicidade para o coração de Regina, pois, significava que ela realmente estava interessada em saber, e porque, por ela entender a sua situação, não estava tratando tudo aquilo como um simples sonho, como a Zelena da realidade anterior, estava fazendo, ao menos no começo de seus relatos.

― A Emma me disse que nós éramos muito apaixonadas, e que o namoro começou muito bem... ― Começa o relato, abrindo um sorrisinho triste. Ainda vivia aquela realidade em pensamentos. ― Mas depois de algum tempo, em algum momento a gente se perdeu, e com isso veio as brigas. Tempos depois, elas começaram a nos vencer. ― Diz em tom de lamento, relembrando as expressões de Emma ao lhe contar tudo aquilo. ― Tudo passou a ser motivo de discórdia. Até mesmo com coisas simples, tipo a cor de uma roupa, a escolha de um lugar para sair, ou mesmo não atender uma ligação. ― Assim como Regina, Zelena também tinha uma expressão triste no rosto. Não só pelo que estava ouvindo do seu casal favorito, mesmo que não fosse real, mas por imaginar o que a irmã sentira enquanto vivia nessa realidade e ouvia esses relatos. ― O nosso relacionamento só andava para trás. Vivíamos terminando e voltando. Não estávamos mais dando certo. ― Fez uma breve pausa, já se preparando para contar a pior parte. ― Um dia a Emma recebeu uma oportunidade para trabalhar em outro país, e ela aceitou sem me falar nada. ― Zelena abriu a boca, surpresa com a informação. ― Ela me disse que faltando um dia para a viagem, depois de uma incrível noite que conseguimos ter em tanto tempo, ela contou sobre a viagem, e disse que precisaríamos terminar tudo.

― Não acredito que ela teve coragem de fazer isso. ― Zel murmura em tom decepcionado.

― Nem eu. ― Deu um sorrisinho amargo, revivendo a tristeza que sentira enquanto ouvia tudo que Emma lhe contara.

― E o que mais aconteceu?

ꟷ Eu não aceitei a ideia, e fui sozinha para casa. Ela foi atrás de mim para tentar conversar, mas acabamos brigando mais uma vez. Só que dessa vez foi pior. Dissemos coisas desagradáveis uma para a outra. Coisas que estavam sendo ditas exatamente com o intuito de magoar. Eu saí irritada do quarto, dizendo que queria esfriar a cabeça, e iria dá uma volta. Mas quando cheguei na sala, encontrei você e o Graham brigando também.

― E pelo que brigávamos? ― Perguntou, curiosa como sempre.

― Eu não me lembro, e ela não me disse. ― Juntou os ombros e fez um bico. ― Bem, antes de tudo, você precisa saber que, quando eu acordei você estava morando na Inglaterra e...

― UAU! ― Disse empolgada. ― Inglaterra? ― Questionou retoricamente, bastante animada, mas Regina balançou a cabeça afirmativamente, respondendo-lhe, com um sorriso.

― Você não foi para lá por uma boa causa. ― E então viu a irmã murchar. ― Nós éramos melhores amigas, até termos uma briga feia, e você ir morar lá.

― Espera... ― Fez uma expressão pensativa. ― Você disse que eu estava brigando com o meu noivo, não foi? ― A morena assentiu. ― Então...

― Foi nesse dia que meu relacionamento com você acabou, por causa do seu noivo e...

― O que? ― Deu um pulo da cama, assustando a mais velha. ― Eu não acredito que brigamos por causa de um homem. ― Concluiu. ― Foi isso? ― Regina assentiu. ― Eu não acredito nisso. ― Comentou indignada, andando de um lado para o outro.

― Zelena? ― Chama-a delicada, mas não obtém resposta. ― ZELENA! ― Grita, e então consegue sua atenção. ― Já passou! Nem mesmo foi real. ― Diz bem plena.

― É claro que foi real... ― Afirma, mas logo franze o cenho, percebendo o que dissera. ― Quer dizer... ― Olha para a irmã sentada na cama, e a vê de sobrancelha arqueada, esperando que continue. ― Não foi, mas poderia ter sido... ― Pondera, aproximando-se novamente. ― Mas ainda assim, aconteceu, mesmo que em sua mente e...

― Você não está dizendo coisa com coisa, querida. ― Diz bem-humorada, interrompendo-a. ― A louca aqui sou eu.

― Você não é louca! ― Repreende em um tom sério, que não deixa margem para discórdia. ― Pare com isso. ― Abraça-a apertado. ― Você tem que me prometer que não vai deixar que um homem nos separe de novo, seja lá em qual realidade for.

― Não vai mais acontecer, já que tanto lá quanto aqui, você está com uma mulher e...

― Nem uma mulher, Regina! ― Interrompe-a rapidamente. ― Ninguém! ― Acrescenta autoritária.

― Eu prometo! ― Continuam abraçadas por alguns minutos em silêncio, até Regina sentir um celular em cima da cama vibrar. ― Acho que o seu celular está tocando.

― Deixa tocar. ― Dá de ombros. ― Depois eu retorno. ― Solta-se da irmã, e volta para o seu lugar. ― Agora eu quero que você termine de me contar tudo.

•§•

― Então você achou que a Emma ficou ao seu lado porque se sentia culpada? ― A morena assentiu rapidamente. ― Assim como eu. ― Acrescentou baixinho.

― Mas ela se declarou para mim enquanto explicava que não era nada do que eu estava pensando, e no fim a gente se beijou. Foi tão lindo. ― Faz uma expressão de apaixonada.

― Você está mesmo apaixonada por essa mulher, e nem mesmo foi para cama com ela. ― Conclui em um tom falso de seriedade.

― Na verdade, eu fui... ― As duas se entreolham e Zelena revira os olhos, mas sorri. Às vezes, era difícil entender quando a irmã falava tão naturalmente, dessa forma. ― Bem, quando eu fui para casa, muito feliz não só por mim, mas por você e Ruby, que estavam finalmente se entendendo novamente, eu dormi, e quando acordei, estava aqui novamente. ― Finaliza um pouco triste. ― Mas eu não identifiquei de primeira, onde eu estava. Imaginei que pudesse estar começando tudo de novo. ― Deixa claro, antes que seu tom triste pudesse ser interpretado de forma errada.

― Você estava se dando bem com essa Emma. ― A ruiva conclui.

― Sim, eu estava. ― Confirma, mais uma vez deixando seu tom triste transparecer.

― Mas você também estava se dando bem com a daqui. ― Abraça-a de lado. ― A diferença é que além dela ser Swan, vocês já tiveram um relacionamento sério. Então seria mais fácil voltar... ― Explica seu ponto de vista. ― Vocês concertariam tudo e voltariam depois. ― Conclui em tom que fazia parecer tudo fácil e simples. ― E a daqui, além de ser Nolan, vocês só trocaram um beijo ainda, e talvez demore para desenrolar algo mais...

― Ou talvez nem role... ― Diz sem ânimo, interrompendo-a.

― Você é tão pessimista. ― Zel revira os olhos. ― É claro que vai rolar. Emma está apaixonada por você, Regina. ― Diz com convicção, trazendo um sorriso sem humor, para os lábios da mais nova. ― Emma quase veio até aqui, só para vê-la, assim que soube o que tinha acontecido. ― Conta e o sorriso de Regina se abre e seu coração bate mais acelerado com as informações, mas uma parte de seu ser fica triste ao se lembrar da Emma que passou os três anos de seu coma, ao seu lado, e que se beijaram ao som de Foreigner. Ela sentia falta dela. Estava se acostumando com aquela realidade, e gostando daquela Emma. ― Mas como ela não pode vir, estava sempre me ligando para ter notícias. ― Acrescentou, trazendo a irmã de volta a realidade. ― Quando eu estava conversando com você, hoje cedo, lá no hospital, fora ela quem estava me ligando. ― Contou, deixando a irmã mais uma vez com o coração acelerado. ― Ela realmente está apaixonada por você, irmã. ― Repete com convicção.

― Eu não diria apaixonada, Zel. Não me dê tantas esperanças assim... ― A ruiva revira os olhos e balança a cabeça negativamente. ― Mas talvez ela esteja mesmo, tendo maiores sentimentos por mim.

― Ah Regina... ― Suspira. ― Como você é difícil. ― Balança a cabeça negativamente. ― Mas bem... ― Pigarreou. ― De todas as Zelenas que você conheceu, qual a sua preferida? ― Pergunta, mudando totalmente de assunto.

― Isso está me cheirando a ciúme. ― Diz divertida.

― Não é. ― Apressa-se em responder. ― É apenas curiosidade. ― Deixa claro. ― Regina sorri, mas finge acreditar.

― Bem, de todas as Zelenas que eu conheci, você é a minha preferida. ― E abre um sorriso verdadeiro, que chega até os seus olhos.

― E como eu posso ter certeza disso? ― Volta a perguntar, ignorando o sorriso da mulher, que ela sabe muito bem que é verdadeiro, e tentando disfarçar a felicidade que sentira com a resposta.

­― Eu pensei que fosse apenas curiosidade. ― Comenta, segurando-se para não rir.

― E é... ― Rebate rapidamente.

― Tá bom... ― Levanta as mãos, fingindo render-se a desculpa da mais velha. ― Bem, porque uma estava morta, outra havia brigado comigo, e estávamos voltando a relação aos poucos, outra tinha uma relação normal comigo... ― Dá de ombros. ― Não tem como você não ser a minha preferida.

― Você é um amorzinho. ― E a aperta forte em seus braços, num abraço de urso.

― Ok! Mas não precisa me apertar tanto, e já pode me soltar. ― Fala, sua voz saindo abafada por causa do aperto.

― Às vezes, quase sempre, é muito chata, mas ainda assim, é um amorzinho. ― Diz com voz afetada, ignorando o pedido da outra. ― Eu amo você, Regina! ― Declara-se com a voz emocionada.

― Eu também amo você, Zelena! ― Devolve, sendo afetada pela emoção da irmã.

•§•

― Regina, você já parou para pensar que essa nova realidade que surgiu em sua cabeça, possa ter sido tipo um sonho revelador? ― Diz de repente e as duas se entreolham, pensando na possibilidade. Estavam bem acomodadas assistindo um episódio da série preferida na netflix.

― Por que você acha isso? ― Pausou o episódio, e se voltou para a irmã.

― Porque algumas das coisas que você contou, bate com a nossa realidade. ― Explica seu ponto, fazendo a irmã pensar sobre. ― Talvez você esteja começando a se lembrar de tudo. Talvez todas essas realidades poderiam estar vindo com o intuito de te fazer se lembrar de tudo. ― Conclui sua explicação, deixando a morena com ar pensativo, olhando para o nada.

― Mas não acho que seja só isso. ― Comenta pensativa.

― Talvez tenha algo mais. Algo que só vamos saber quando você se lembrar.

― Como as pessoas costumam ter as memórias perdidas de volta? ― Quis saber, realmente interessada no que a ruiva lhe dissera.

― Bem, baseado em filmes e séries que assisto, geralmente acontecem com dores de cabeça, desmaios, flashes repentinos de quando a pessoa está fazendo algo, ou passando por um lugar, que foi justamente o lugar ou o algo, que a pessoa fez ou passou e esqueceu... ― Explica seu entendimento, deixando a morena mais uma vez pensativa, repassando tudo que se lembra de ter feito e dito desde que acordou, e tentando juntar com todas as lembranças que já teve, e com todas as coisas que já viveu em cada realidade.

― Sabe, eu estava me lembrando aqui... ­― Estreita os olhos, encarando a mais velha. ― Até hoje eu espero você me dizer sua teoria que explicaria tudo isso que está acontecendo, que você disse que tinha, quando fomos para Miami.

― Eu nem me lembro mais. ― Responde rapidamente, mas não convenceu a irmã. ― Regina, só esquece isso, ok? Esquece... ― Pediu, fingindo uma irritação, causando risos na morena. ― Vamos voltar para Black Mirror que eu preciso saber o que acontece no fim desse episódio. Disseram-me que era o único episódio que tem final feliz. ― E então pega o controle da mão da irmã, dando play.

Notas finais
Temos muitas informações e explicações nesse capítulo. Espero que tenham pegado alguma coisa, e respondido algumas perguntas de vocês, e criado outras também (emoji do capeta) Deixem suas impressões sobre o capítulo e/ou a história, e a gente se encontra no próximo.