Memórias

15 Surpreendendo


Notas iniciais
Olá, senhoritas, como vocês estão? Eu sei, sumi né? Mas como diz o ditado, quem é viva sempre aparece! Apareci com um capitulo que particularmente eu gosto bastante e eu espero que vocês gostem e se surpreendam também. Boa leitura!

Parei em frente ao quarto de jogos tomando um tempo para mim mesmo, tentando deixar de lado o turbilhão de sentimentos que me atormentavam para que apenas o dominador restasse. Enquanto isso, o mais tranquilo que pude, tirei meus sapatos de grife, as meias, terno caro e a camisa jogando-os ali mesmo no chão, onde eu queria que ficassem todas as minhas reservas.

E assim que estava tão pronto quanto pude, entrei no quarto de jogos.

Bella estava ali, ajoelhada ao lado da porta, completamente nua, exatamente como esperei que estivesse. Assim que caminhei para dento do quarto e parei a sua frente, minha submissa beijou demoradamente cada um de meus pés, prostrando-se a minha frente por um momento antes de voltar para o seu lugar com a cabeça baixa, pernas bem abertas e mãos sobre as coxas.

—Este foi um cumprimento muito bom, senhorita Swan – eu cheguei mais perto abrindo minha calça – mas esta noite eu esperava um cumprimento melhor vindo de você. Quer reparar isso?

—Sim, senhor – ela engatinhou em minha direção enquanto eu terminava de me livrar de minhas calças jogando para o lado. Bella já estava posicionada a minha frente quando terminei e eu puxei seu rosto para meu pau adormecido.

—Este será um grande fim de semana – falei baixinho esfregando seu rosto em minha virilha – e para receber tudo o que estou planejando você precisa merecer. Acho melhor você começar então.

Bella passou a língua por toda a minha extensão bem devagar, assim que dei a ordem. Foi lambendo lentamente até em baixo dando chupões em meu comprimento até em cima quando o abocanhou por completo fazendo com que eu gemesse a observando. A medida em que meu pau ia reagindo a sua boca gostosa, ela aumentava o ritmo de sua maneira contida, as unhas se cravavam mais em sua coxa a medida em que forçava a boca em mim.

Observar a forma com que ela se empenhava para me dar prazer, misturado as peripécias de sua boca gostosa me deixava ainda mais sedento fazendo com que meus quadris tivessem vontade própria ao se mover em sua direção. Como eu não queria que isso acabasse tão rápido, segurei seus cabelos com força afastando-a de mim por alguns instantes e para me acalmar olhei para seu rosto vendo seus olhos fechados, percebendo o quanto estava gostando daquilo, sua expressão era de puro deleite enquanto esperava pelo prazer que receberia. Bella sempre estava esperando.

Tudo aquilo que tentei deixar do lado de fora, me alcançou tão repentinamente que fiquei um pouco zonzo. Sem que eu pudesse evitar, me lembrei das palavras dela ao descrever seus sentimentos por mim e do quanto aquilo tinha me deixado desolado, me fazendo sentir da maneira como ela estava: ajoelhado diante dela, esperando que seus sentimentos mudassem em relação a mim, mas eu estava infinitamente em desvantagem já que Bella receberia cada coisa pela qual ansiava e eu nem poderia imaginar o que aconteceria.

Eu queria tanto aquela senhorita.

Eu a queria de todas as formas possíveis, queria que ela fosse minha e não apenas essa ilusão que temos aqui dentro, em que ela se entrega em troca de seu prazer e me devolve na mesma moeda. Isso é bom, mas não o suficiente.

Eu a queria por completo, da mesma maneira que eu estava me entregando.

Não queria que esses sentimentos tivessem me seguido para cá, principalmente por essa ser a nossa primeira vez desde que acordei, mas não conseguia me concentrar em outra coisa, mesmo com ela ali, a minha mercê e tentando não pensar em nada, agarrei seu cabelo com mais força, metendo meu pau em sua boca receptiva fodendo com gosto, dando a ela o que queria.

O prazer que sua boca maravilhosa me causava, mais a avidez com que eu estava metendo nela me fizeram chegar ao ápice bem depressa. Eu tentava me recuperar enquanto olhava para Bella reparando que estava tão ofegante quanto eu, mantendo o leve sorriso afetado, o mais evidente que já minha visto nela aqui dentro, mostrando o quanto ela estava satisfeita consigo mesma, provavelmente me conhecendo o suficiente para saber que tinha me agradado e que enfim mereceria um fim de semana cheio de muito prazer. Minha senhorita estava ansiosa para que tudo acontecesse o mais rápido possível e por experiências anteriores, eu sabia que ela estava muito excitada, desejosa de mais.

Enquanto eu olhava, a respiração dela foi se acalmando junto com a minha e então ela voltou a sua posição, bem parada, novamente esperando.

—Isso foi muito bom, senhorita Swan, me deixou bem satisfeito – Bella não pôde evitar um orgulhoso sorriso escondido, que foi tão breve e oculto que eu só soube dele por que a conhecia muito bem. Era como se essa parte não tivesse sido mudada por causa do acidente.

Perceber aquilo me deixou mais convencido de que eu poderia sim voltar a fazer isso por que, como ela mesmo disse, eu a conhecia muito bem e poderia ler com clareza os sinais que seu corpo me enviava e de alguma forma, mesmo sem ter minha memória de volta, eu conseguiria fazer aquilo, eu ainda tinha controle sobre essa parte da minha vida.

A sensação boa do reconhecimento, de saber que pelo menos em algum lugar eu conseguia me encontrar foi tomada pela frustração que eu sentia por aquilo que Bella e eu tínhamos não conseguir sair de dentro daquelas paredes. Estava me sentindo perdido e sozinho em meio aqueles sentimentos todos e, por isso resolvi que Bella me faria companhia. Mudei meus planos por completo esquecendo de tudo o que eu tinha planejado para aquela noite, pensando apenas em deixa-la tão frustrada como eu estava.

Decidido sobre o que eu faria, me aproximei dela e acariciei seus cabelos.

—Eu disse a pouco que você parece um cordeirinho e como um bom cordeirinho, você vai se entregar a mim, não vai?

—Sim, senhor – ela sussurrou ainda ofegante.

—Muito bem, eu quero que você vá para a cama agora. Deite-se de pernas e braços bem abertos para que eu possa ver você – como sempre, Bella me obedeceu rapidamente fazendo exatamente o que eu tinha pedido. Eu me aproximei sorrindo – esta é uma bela visão, minha senhorita Swan, mas não posso deixar você assim, afinal, eu tenho certeza que se eu tiver uma oportunidade você vai acabar fugindo, por isso eu terei que amarrar você. Vire-se, quero sua bunda a minha disposição.

Observei enquanto ela me obedecia e quando o show tinha terminado, caminhei tranquilamente para a cômoda pegando algumas cordas, as maiores em comprimento, para prende-la na cama de dossel. Não deixei as cordas tão esticadas para que eu pudesse fazer o que bem entendesse dela mesmo que amarrada a cama.

Quando terminei, olhei para a cama satisfeito em vê-la daquele jeito. Bella estava tão linda, tão desejável naquela posição que um arrepio de prazer atravessou meu corpo enquanto eu observava ali, imaginando tudo o que poderíamos fazer. Animado, eu fui até ela e beijei cada uma de suas nádegas com carinho, morrendo de desejo por ela.

—Agora que eu te tenho aqui presa, o que eu poderia fazer com você? – pergunto a mim mesmo admirando a bela mulher a minha frente entregue a mim. Sem resistir eu subi na cama entre as pernas de minha senhorita ansiosa e eu conseguia ver o quanto ela queria isso. Passei minha língua no meio de sua bunda até a sua boceta quente e encharcada que se contraiu inteira – parece que está muito, muito ansiosa, senhorita Swan – eu a lambi me deliciando com seu doce sabor – vou me lembrar disso – me levantei deixando-a gloriosa sobre a cama. Depois de alguns momentos de deleite em observá-la, eu me afasto em direção a parede oposta em busca de meu acessório.

Eu queria causar dor nela, mas eu também queria provoca-la deixa-la ainda mais pronta para mim, então escolhi um açoite de couro que seria perfeito para realizar o que eu desejava. Ao me aproximar eu passei as tiras pelo corpo imóvel de minha submissa que se arrepiava a cada toque do objeto que deveria estar frio demais para sua pele febril. Ela não pôde se segurar quando o açoite roçou seu clitóris sensível fazendo com que ela se contorcesse minimamente. Diante desse deslize eu dei o primeiro golpe mais para avisa-la de como eu a queria quieta, foi firme mas não com muita força.

A sensação que o som do açoite em sua pele me fez querer mais e sem pensar duas vezes eu repeti, dessa vez com mais força, doido para ver aquela bundinha alva ficar rosada e depois vermelha, quente. Eu alternava entre golpes em locais estratégicos e caricias apenas com a ponta do açoite deixando sua pele ainda mais sensível para que eu pudesse continuar.

Eu estava muito excitado com todos aqueles golpes vendo Bella se contorcendo. Estava satisfeito em ver como sua pele recebia meus golpes, mas eu queria ver seu rosto tanto para ter a certeza de que ela estava gostando tanto quanto eu acho que ela está, quanto para ver sua expressão ao receber os castigos.

Deixei o açoite de lado e segurei os tornozelos para virar seu corpo, deixando suas pernas bem abertas para mim, os pés plantados na cama. Perdi o folego ao vê-la linda, gloriosa com a boceta piscando e encharcada, como se estivesse implorando por um toque. Ao invés de ceder a sua vontade, eu me toquei tentando acalmar um pouco a fúria de meu pau que latejava demais. Ao me olhar assim, Bella fechou seus olhos com a mesma força com que mordia o lábio inferior me fazendo sorrir, imaginando o quanto ela me queria dentro de si.

—Abra os olhos, senhorita Swan – pedi querendo ver o desejo em seus olhos como eu via em todo seu corpo. Ela me obedeceu imediatamente e como eu queria, pude ver seus olhos parecendo chocolate derretido de tão quente que estavam. Movido pelo desejo que via nela, continuei me tocando sob seu olhar desejoso enquanto eu deslizava minha mão mais rápido, me deixando levar pela onda de prazer que emanava dela.

Bella não desviava os olhos de mim enquanto eu bombeava minha mão em meu pau completamente duro e aquele olhar, misturado com aquele corpo delicioso clamando por mim assim tão perto, me faziam ainda mais duro, me deixavam com ainda mais fome dela. Como eu sabia que minha fome por ela demoraria a ser saciada, continuei com a punheta até que eu gozei chamando o nome dela.

Bella arfava enquanto olhava pra mim, lambendo o lábio de desejo, me fazendo sorrir ainda sem achar suficiente a frustração que ela estava sentindo, eu peguei de volta o açoite e passei por entre suas pernas, deixando uma carícia em seu clitóris necessitado, antes de bater com ele em sua coxa. Como antes, minha submissa continuou quieta, apenas recebendo. As tiras do açoite percorriam a pele arrepiada dela, hora antecipando os golpes, hora aliviando-os, como caricias sobre ela. Ver o quanto Bella se animava me animava também me fazendo bater com mais vigor, principalmente em suas partes mais sensíveis, na boceta molhada e no mamilo intumescido. Continuei batendo até que ela gemeu.

Aquele foi o primeiro som que minha senhorita fez desde que eu tinha começado, sua pele estava muito vermelha, então imaginei que aquele deveria ser o sinal de que eu deveria parar, principalmente por não ter certeza se aquele gemido foi de prazer ou de dor. Largando o açoite no chão, eu me aproximei de Bella imaginando o quanto ela estava quente, doido para tocar nela, mas tomando cuidado para não o fazer.

—Você foi uma boa menina – sussurrei para ela olhando em seus olhos antes de voltar minha atenção para seu belo corpo em chamas – mas eu quero ver o quanto mais você é boa, por isso, só quero que goze quando eu ordenar a você. Entendeu?

—Sim, senhor – ela mordeu o lábio e se contorceu respirando bem fundo provavelmente imaginando o que vinha pela frente, como se de alguma forma ela soubesse.

Estava pronto para a segunda parte de meu plano, mas hesitei no caminho. Não era isso que eu tinha planejado para a nossa primeira noite aqui, mas ao ver a forma com que ela estava entregue a mim, oferecendo seu corpo quando eu estava interessado em muito mais do que aquilo...

Eu quero seu coração.

Não queria pensar sobre isso com minha senhorita fervendo por mim daquele jeito, mas não conseguia me concentrar em mais nada, por estar muito frustrado, muito triste com tudo o que ela me disse e por que de alguma forma eu queria que ela se sentisse como me senti quando escutei aquelas palavras vindas dela.

Pensando nisso, eu me coloquei entre suas pernas, os pés ainda bem plantados a cama exatamente como eu os tinha deixado. Desci minhas mãos pelo seu corpo arrepiado e quente, gemendo quando toquei sua boceta encharcada e metendo meus dedos nela sem demora.

Depois de minha ordem, Bella estava impassível, recebendo meu toque como uma moça sonolenta recebe um afago em seus cabelos, mas eu sabia que por dentro, Bella parecia mais uma leoa, quente, fervendo, louca para se liberar, para gozar. Sabia disso pelo quanto a sua boceta estava molhada, pela forma com que ela esmagava meus dedos, piscando sem parar, prontinha para gozar, esperando apenas por uma palavra minha.

Afastei-me para observar sua respiração se alterar minimamente e deixei que seu corpo esfriasse para que eu continuasse minha tortura. Segurei seus peitos com força me deliciando por ter minhas mãos cheias deles, beliscando seus mamilos, deixando-os ainda mais pontudos sabendo o quanto eles estavam delicados e sensíveis. Eu me abaixei e beijei um depois o outro torturando com minha língua ao mesmo tempo em que minha mão descia para a sua boceta. Esfreguei seu clitóris com vigor, sem parar, da mesma forma que minha língua se enrolava em seu mamilo sensível antes de abocanhar todo o seio fazendo ela estremecer e eu me afastar, deliciado com aquela cena.

Sua respiração estava ligeiramente mais calma quando eu me aproximei novamente, me colocando entre suas coxas. Ao me aproximar de sua boceta, eu pude sentir o delicioso cheiro de sua excitação. Gemendo eu passei minha língua em sua coxa sem querer desperdiçar uma gota que fosse de seu prazer que tinha se espalhado por todo canto, fiz isso com ambas as coxas sem pressa alguma de minha parte, mas sentindo a ansiedade de minha senhorita.

Assoprei seu clitóris escutando seu arfar quase mudo e o fato de ela continuar imóvel, me deixou com mais tesão, com mais vontade de provoca-la e leva-la ao limite então, sem pensar duas vezes eu ataquei sua boceta com gosto beijando como eu faria com sua boca, querendo tirar dela tudo o que eu podia.

Quando me afasto mais uma vez, Bella solta um murmuro, um sussurro quase inaudível, como se quisesse me pedir algo, mas ao mesmo tempo não se atrevesse. Eu continuei com a minha tortura quando ela estava um pouco mais calma, provocando sua boceta com minha língua enquanto a via cada vez mais perder sua postura impassível de submissa sentindo toda a pressão de seu orgasmo sendo negado e ao mesmo tempo querendo, precisando de sua liberação.

—Senhor.... – minha senhorita finalmente sussurrou quando eu a levei bem próximo do topo mais uma vez e me afastando, deixando seu corpo tão frustrado quanto o meu coração estava – por favor, meu senhor... por favor! – eu apenas sorri para ela sem dar tempo para que seu corpo esfriasse o suficiente metendo meus dedos dentro dela bem rápido e forte, deixando um som delicioso no ar, fazendo com que ela se contorcesse inteira rebolando contra a minha mão sendo retida apenas pelas cordas.

Eu me afastei quando ela gemeu bem alto arfando de desejo.

Era lindo de ver seu corpo queimando por mim tanto quanto eu sentia o meu queimando por ela. Sem resistir mais, eu subi nela beijando sua boca com ardor adorando a forma com que ela correspondia a mesma altura, encostando meu corpo ao dela fazendo com que ela sentisse minha ereção, a esfregando em sua boceta necessitada agarrado a sua bunda maravilhosa. Quando precisamos respirar eu segui beijando seu pescoço até dar uma mordida no lóbulo de sua orelha, continuando meus movimentos com o quadril, provocando seu clitóris com a cabeça do meu pau até que me afastei vendo-a estremecer.

Votei beijando sua boca que agora arquejava e ela aproveitou que eu estava sobre ela se esfregando contra mim querendo o mesmo contato de antes, buscando o que eu estava negando a ela. Quando me afastei de seus lábios, voltei beijando todo o seu corpo quente, me apossando de seus mamilos hipersensíveis fazendo ela se estremecer toda ao menor toque. Eu os tomei em minha mão, beijando acariciando esticando, fazendo a se esquecer de tudo e gemer, estremecendo, muito perto do topo. Ela gemeu ainda mais quando eu me afastei dela.

—Amarelo, Senhor – Bella falou mais alto em meio a um gemido quando eu me afastei mais uma vez sentindo seu corpo tremer percebendo o quanto ela estava à beira de um colapso.

Percebi que aquele era seu limite e mesmo que ela não dissesse as palavras que me afastariam definitivamente e eu o fiz deixando-a respirar um pouco. Passei um tempo olhando para o seu corpo tremulo, lágrimas saiam de seus olhos sem parar mesmo com os olhos bem fechados, o rosto e o cabelo encharcado de suor oriundo do esforço que fez para me obedecer.

Estava me sentindo estranho por vê-la tão entregue e submissa, muito mais do que já tinha visto. Eu queria deixa-la tão frustrada quanto eu estava, mas não sei se a queria desse jeito... completamente vulnerável.

Eu me aproximei e toquei seu pé desfazendo o nó que a prendia devagar para não machuca-la, fui beijando o local e massageando para que o sangue voltasse a circular normalmente outra vez. Fiz a mesma coisa com seu outro pé e suas mãos e quando Bella estava livre, eu a puxei para meus braços a fim de acalmar seu corpo que não parava de tremer, mesmo que eu a abraçasse bem forte.

A certa altura, um pouco mais calma, Bella começou a se mexer embaixo de mim fazendo minha ereção roçar em seu corpo ainda fervendo, latejando. Eu sabia que ela deveria estar tão frágil como eu estava me sentindo, mas não conseguíamos e nem poderíamos ignorar esse desejo que só crescia entre nós. Segurei seu rosto e beijei seus lábios delicadamente querendo principalmente dar carinho a ela. Bella correspondeu de sua maneira hesitante, mas não resistiu as minhas investidas por muito tempo, se rendendo ao desejo que percorria seu corpo e a minha insistência fazendo com que ela se derretesse por mim.

Agora sim eu poderia venera-la com o meu corpo e dizer a ela, sem usar palavras, o quanto mexia comigo. Sem querer prolongar muito aquilo que tinha sido prolongado demais, eu meti com força dentro dela e me aproximei para sussurrar:

—Pode gozar quando quiser, Bella, quero que goze o quanto puder.

Era tudo o que ela precisava para que seu prazer chegasse a tona: uma oportunidade. Fiquei parado por um minuto me deliciando com o aperto de sua boceta enquanto gozava violentamente a minha volta. Estimulado com seu orgasmo e querendo que ela me desse mais, passei a meter nela novamente, antes mesmo que ela se recuperasse. Minha senhorita estava muito sensível e por isso não foi difícil provocar seu orgasmo outra vez.

Não parei com os movimentos penetrando com força, bem agarrado a ela apertando seu corpo contra o meu. De alguma forma eu queria me redimir pelo eu a tinha feito passar e por isso eu a provocava sem parar.

—Goza mais uma vez para mim, Bella, mais uma vez – gemi quando eu já estava perto querendo mais – goza Bella – ela me obedeceu rapidamente me fazendo vir junto com ela.

Eu a puxei para meus braços enquanto nossos corpos tremiam de prazer, prolongando aquela sensação deliciosa. Nossos corpos estavam tão enroscados um no outro que era difícil dizer qual coração estava ainda acelerado, qual das respirações ainda não tinha se acalmado. Parecia que éramos apenas um.

—Você está bem? – sussurrei beijando seu cabelo muito tempo depois, tanto que imaginei que ela já poderia ter dormido em meus braços.

—Sim, senhor – respondeu baixinho.

—Como foi que me sai? – eu me afastei para ver seu rosto.

—O senhor é sempre maravilhoso – ela parecia bem cansada, mas seu pequeno sorriso não me deixava dúvidas de que ela me dizia a verdade, eu conseguia enxergar, por isso foi impossível não sorrir com ela acariciando seu belo rosto.

—Então é disso que você gosta?

—É o que nós gostamos, senhor, o que nós fazemos.

—Está feliz, satisfeita com o que aconteceu aqui?

—Sim, senhor.

—É o que importa para mim – eu a abracei de volta me sentindo culpado por ter feito ela sofrer daquele jeito de ter batido nela, e intrigado por ela me parecer tão feliz.

—Posso perguntar uma coisa senhor?

—O que quiser.

—O senhor estava me punindo... – ela sussurrou e eu me afastei para olhar para ela.

—Por que está me dizendo isso? – eu a interrompi surpreso e Bella se afastou sentando no limite da cama, o mais longe que podia de mim.

—Não estou dizendo que não merecia, senhor, jamais questionaria seus motivos... Eu só gostaria de saber o que eu fiz para ter te desagradado – ela estava corada e se abraçando desolada.

—Não estava punindo você – falei baixinho querendo que seu sorriso voltasse sem querer tocar nesse assunto, eu já estava me sentindo mal o suficiente sem isso.

—Perdoe-me por insistir, senhor, mas eu o conheço como sei que me conhece também. Eu fiz alguma coisa que não o deixou satisfeito e eu gostaria de saber para não fazer de novo, para que eu aprenda a lição.

—Não há motivos para se redimir e eu não estava punindo você, acredite em mim.

—Eu só não quero que fique decepcionado comigo, senhor. Tudo que eu quero é agradá-lo...

—E você faz isso, Bella, não se preocupe, por favor – ela assentiu se abraçando com mais força e eu olhei para aquela moça corada e constrangida por ter sido castigada apenas por não corresponder meus sentimentos e me senti muito culpado por isso. Eu deveria ter dado um jeito de lidar com isso de maneira diferente e não assim, não aqui estragando um momento que deveria ser especial para ela, principalmente depois de ter esperado tanto por isso.

Eu me aproximei e deixei um beijo de leve em seus lábios sem querer me impor, mas precisando desse contato. Nossos olhos se encontraram apenas por um instante antes que ela os desviasse, olhando para baixo como sempre fazia. Não queria que nosso fim de semana fosse marcado por esse evento, não o nosso primeiro fim de semana e então decidi que o melhor a se fazer era colocar tudo em pratos limpos de uma vez.

—Tem só uma coisa que eu quero saber, Bella – eu hesitei e segurei seu queixo para ganhar tempo e para que ela não tivesse a oportunidade de desviar o olhar – Estava mesmo sendo sincera quando disse o que sentia por mim?

—Sim, senhor. É o que eu sinto – mesmo tentando ser impassível, eu podia ver um toque de dúvida no olhar de Bella.

—Nada mais?

—É claro que eu sinto um carinho muito grande pelo senhor – ele respondeu corando ainda mais – não tinha como não sentir devido a tudo o que fez por mim, sem falar que o senhor foi a única pessoa que verdadeiramente se importou comigo desde que minha avó morreu. O senhor me devolveu a vida, me deu um motivo para acordar de manhã, para esperar pelo fim de semana. Não há no mundo alguém mais grata do que eu – ela sussurrou a última parte e por estar perto demais vi seus olhos marejarem e num ímpeto eu a abracei com força.

—Há sim – sussurrei em seu ouvido acariciando seu cabelo – eu estou muito grato por ter te encontrado, por ter você assim, comigo. Você é uma das poucas coisas boas que eu tenho agora. Eu me sinto bem, me sinto em paz com você aqui, em meus braços.

—Eu também, senhor – ela respondeu me abraçando de volta.

—Não importa como for eu quero sempre ter você comigo – me afastei para olhar em seu rosto tocando suas bochechas coradas antes de beijar seus lábios de leve – eu não quero ficar longe de você nunca mais, Bella – falei ainda mais baixo com a boca na dela.

—Eu também não, meu senhor – sem resistir eu a beijei com carinho que foi se transformando em desejo a medida minhas mãos se moviam percorrendo aquele corpo gostoso e a medida que nossos corpos nus se envolviam, se reencontravam. Eu estava com muito tesão pouco tempo depois, sentindo Bella na mesma sintonia que eu, sem precisar de muito esforço, adorando isso.

Eu a deitei sobre a cama me colocando em cima dela entre suas pernas fazendo com que nossos sexos se encontrassem e eu pudesse sentir o quanto ela já estava molhadinha, pronta para mim e sem resistir eu a tomei entrando por completo dentro dela.

Bella fechou os olhos com força, mordendo o lábio para evitar o gemido que eu não consegui conter quando nossos corpos se juntaram e eu a beijei.

—Ei, eu quero ver você – pedi e ela abriu os olhos me encarando com aquelas belas esferas cor de chocolate – eu quero te ver e te ouvir, Bella, quero sentir você. Vem, vem comigo – como se apenas estivesse esperando por esse meu pedido, minha linda senhorita começou a se mover comigo em busca de seu próprio prazer, gemendo baixinho.

Aquilo foi como um incentivo para mim, me fazendo investir mais forte contra ela, meus olhos nunca a deixavam, assim como minha boca que hora beijava a dela sem parar, hora distribuía beijos pelo seu colo por seus seios sensíveis e deliciosos.

Nós gozamos juntos, nos perdendo nos braços um do outro e ficamos assim, bem juntinhos e em silencio apenas aproveitando o momento.

Passei a observar Bella, sem conseguir tirar os olhos de seu rosto sereno e muito cansado. Muito tempo tinha se passado e ela ainda estava daquele jeito, sem dormir e sem olhar para mim contendo alguns bocejos.

—Você me parece bem cansada – sussurrei quando ela não conseguiu segurar mais um bocejo. Ela assentiu e eu ri – você pode dormir, Bella. Não precisa de minha autorização para tudo.

—Eu sei, senhor – ela sorriu timidamente – só estava esperando o senhor dormir para ter a certeza de que não vai mais... precisar de mim agora – beijei seus lábios de leve e sussurrei para ela.

—Pode dormir. Você precisa descansar.

—Vamos dormir aqui? – ela perguntou me lembrando que ainda estávamos no quarto de jogos.

—Você prefere ir para outro quarto?

—Eu faço o que o senhor disser – eu ri de sua voz grogue percebendo que ela não tinha condições nenhuma de sair daqui agora e estávamos confortáveis demais, prontos para dormir. Então eu apenas a beijei.

—Então durma.

—Sim, senhor – minha senhorita sorriu fechando os olhos – Obrigada.

Passei o lençol de cetim sobre ela e em alguns instantes minha senhorita já estava dormindo profundamente. Ainda estava com a cabeça muito cheia daquilo tudo e para não perturbar Bella, decidi e levantar para caminhar pelo quarto.

Não estava mais tão perturbado em relação aos seus sentimentos e estava esperançoso de que poderia encontrar uma forma para resolver essa situação, por isso resolvi que poderia seguir em frente com o nosso fim de semana.

Caminhei ao lado da parede onde estavam expostos todos aqueles chicotes, varas e açoites, tocando neles me lembrando da sensação de usa-los em Bella, mas tentando imaginar o que ela gostaria, me concentrando apenas nela tendo uma ideia melhor que a outra ao olhar para aqueles objetos.

Resolvi pegar um dos chicotes me decidindo se poderia usá-lo e ao tocar nele, ouço um bipe que não deveria estar ali. Estranhando, eu empurrei para o lado e percebi que havia um teclado numérico ali. Sem conseguir imaginar o que poderia ser aquilo, eu passei a tirar tudo da frente até que espantado descubro que ali existe um cofre eletrônico.

Alguns minutos se passaram enquanto eu olhava para a minha mais nova descoberta realmente surpreso. Quando o choque passou, eu me lembrei da senha que tinha achado em minha sala hoje pela manhã. Grato por ter tido o instinto de colocá-la no bolso fui em direção as minhas roupas fora do quarto de jogos. Assim que achei os papeis os levei comigo de volta para o cofre e testei a primeira senha. As letras e os números couberam exatamente e foi com muito alivio que eu consegui abrir e passei a examinar o que tinha ali.

Dentro do cofre estava toda a papelada de Bella: uma cópia de todos os seus documentos pessoais e os documentos que me tornavam seu tutor anexado ao processo que a tirou da guarda da mãe. Mais cedo no fórum, quando eu mexia nos processos que estavam arquivados em minha sala, eu me perguntei o porquê de não encontrar este, eu estava curioso para conhecer os detalhes. Olhei para a cama vendo que Bella ainda dormia e comecei a ler.

O processo trazia todos os relatos desde a primeira denúncia dos vizinhos de como a encontravam quando ela ia até eles pedir socorro até o dia em que finalmente a tiraram de lá. Apenas li tudo aquilo para conhecer um pouco mais de Bella mesmo que as coisas ruins e fiquei atordoado, horrorizado pelo que fizeram ao meu anjo e pela primeira vez eu fiquei feliz por não me lembrar de como ela estava quando nos conhecemos, assustada traumatizada, triste. Eu realmente não queria me lembrar daquilo.

Remoendo cada palavra que li, eu não conseguia entender como foi que eu tive a coragem de traze-la para cá depois de tudo o que aconteceu com ela, mas seja como for, isso realmente a ajudou muito e sei que ela gosta disso, por tudo o que conversamos e pela forma com que ela reagia, mesmo diante de um castigo sem necessidade. Por mais resistente que eu seja a essa ideia, eu jamais poderia negar o quanto isso a ajudou e o quanto isso nos uniu.

Para eu ter me envolvido assim com uma menina tão jovem, tão marcada pela vida deveria haver algo muito forte entre nós, exatamente como ela disse que era nossa relação.

Disso eu não poderia duvidar jamais, pela forma que eu me senti como se faltasse um pedaço de mim enquanto estávamos longe de como eu me sentia bem quando estávamos juntos e por combinarmos tão bem naquele quarto de jogos.

Mesmo movido pelos sentimentos errados naquela nossa primeira vez eu sentia que aquilo era o certo para mim, talvez fosse por isso que eu me era tão infeliz com Tanya, por ela não me satisfazer por completo, por sempre faltar alguma coisa.

O fato de eu manter meu casamento e ter Bella comigo nunca fez sentido para mim e agora ainda menos. Eu queria me entregar ao que temos aqui, me empenhar para que eu pudesse levar tudo o que temos aqui dentro para fora também, para que minha senhorita me queira com Edward, não só como o seu senhor Cullen.

Passei horas conhecendo Bella por meio daqueles papéis e só então fui olhar o que mais tinha ali. Dentro do cofre ainda tinha a escritura dessa casa no nome de Bella, uma boa quantia em dinheiro e um envelope bem ao canto, escondido ou muito bem guardado.

Eu o abri e encontrei uma caixinha em meio a papeis.

Peguei a caixinha de veludo encontrando um lindo anel todo de prata com um diamante bem delicado. Era evidente que pertencia a Bella – sorri olhando para ele – é aquele tipo de coisa que se parece com o seu dono, como se fosse feito especialmente para uma pessoa só, para Bella. Era o tipo de coisa que eu daria a ela se eu fosse lhe comprar um presente.

Sorri pensando em devolver o anel assim que Bella acordasse, ela provavelmente deveria sentir a falta disso depois de dois anos longe dele. Ainda sorrindo eu fechei a caixinha e tirei os papéis que restaram de dentro do envelope.

Tive que me concentrar para entender os termos jurídicos descritos ali, sentindo meu coração bater cada vez mais forte, sem acreditar no que estava lendo.

Era um pedido de divórcio.

Eu tinha feito aquele pedido me comprometendo a pagar uma pensão vitalícia para Tanya deixando a casa, o carro e algumas propriedades a ela. Eu estava muito surpreso por descobrir o documento, mas e o que mais me surpreendeu foi que no fim, bem abaixo de minha assinatura, estava a de Tanya.

Isso significava que nós não éramos mais marido e mulher.

Notas finais
E então o que vocês acharam? Contem para mim, por favor, por favor, por favor! Estão surpresos? Já imaginavam? O que vem por ai? Eu realmente sinto muito pela minha demora, mas eu estava presa no estágio e não conseguia fazer mais nada. Espero que agora melhore um pouco agora que deu uma alivida, mas seja como for, uma hora ou otra eu volto. Muito obrigada por vocês estarem aqui, por sua paciencia, por comentarem e me dizerem de verdade o que acham, significa muito para mim. Mil beijo, vejo vocês em breve!