Notas iniciais
Olá, minhas doces senhoritas. Vamos fechar o nosso doce mês de maio com um doce capítulo? Espero que vocês gostem bastante! Boa leitura!

—Quando você disse que queria se perder em meus braços eu tinha pensado em algo completamente diferente – eu abracei Bella com mais força para ilustrar o que eu queria dizer. Como disse que gostaria de fazer, tomamos banho juntos e nos deitamos um no braços do outro, apenas isso.

O cheiro de minha senhorita estava me acalmando e eu me sentia melhor a cada segundo. Mais uma vez eu não pude deixar de pensar em como só a sua presença mexia comigo e era capaz de apagar as angustias de um dia terrível, mesmo sem qualquer outro artificio, distração ou sexo. Apenas ela.

—Você se importa? – perguntou levantando os olhos para mim – não estou mesmo me sentindo bem.

—É claro que não. Até por que, como dissemos hoje de manhã, nós fazemos amor de qualquer maneira, lembra? – sussurrei para ela – E eu estou adorando fazer amor com você assim, desse jeitinho.

—Eu também – Beijei seu sorriso antes de perguntar.

—O que você está sentindo?

—Meu corpo está bastante dolorido, como se eu tivesse apanhado muito – falou sem pensar e quando se deu conta do que disse, me olhou com o rosto vermelho – mas... apanhado para machucar, não para sentir prazer.

—Não precisava ter me explicado isso – eu ri e ela me acompanhou.

—Eu só não queria colocar mais minhocas em sua cabeça.

—Não estou pensando em mais nada que não seja você. Tem alguma coisa que eu possa fazer?

—Não se preocupe, eu vou ficar bem. Só preciso descansar um pouco aqui, abraçada a você – assenti me aconchegando a ela, esperando que melhorasse. Mas Bella não melhorou.

Ao longo da noite, Bella tremia e reclamava de dor, de manhã estava ardendo em febre, me deixando desesperado ao ver os quarenta graus marcados no termômetro. Não tínhamos remédio algum em casa e eu não queria deixa-la só nem que fosse apenas para correr até meus pais a pedido de ajuda e a cada minuto eu ficava ainda mais sem saber o que fazer.

Então eu entrei com ela no chuveiro, esperando que a febre abaixasse e como não funcionou, eu me vesti e a vesti dando graças a Deus que havia outro carro ali para que eu pudesse leva-la ao hospital.

Enquanto Bella estava sendo atendida eu rezava com todas as minhas forças para que ela melhorasse e ainda com mais afinco para que Tanya não tivesse nada a ver com isso.

Uma das coisas que mais me perturbavam ao pensar que a quadrilha queria se vingar de mim era meu maior ponto fraco: minha família e minha Bella. Ali, naquela sala de espera, pela primeira vez eu penso que ela poderia estar na linha de tiro e que poderiam sim querer fazer mal a ela.

Por um momento eu tive medo de que essa fosse a maneira com que Tanya se vingaria de mim, me dando conta de que ela tinha meios de faze-la ficar doente, dado a sua experiência em infiltrar remédio na vida das pessoas sem que soubessem. Mas fiquei aliviado quando descubro que ela estava com um resfriado forte e infecção de garganta.

—Então é só isso? – perguntei ao médico que a havia examinado – Eu posso leva-la para casa agora?

—Ainda não. A paciente precisa ficar algumas horas de observação por causa da febre alta.

—Quanto tempo?

—Não muito, só até a febre ceder e tivermos certeza de que o antibiótico fará efeito.

—Posso vê-la?

—É claro, venha comigo – eu o segui pelos corredores e logo estava com minha senhorita que estava ocupando um leito, pálida e parecendo muito cansada. Eu me aproximei me sentando ao seu lado e fiquei ali olhando para ela em silencio deixando que repousasse e se recuperasse em paz.

Não conseguia tirar meus olhos dela enquanto pensava em maneiras de protege-la das coisas ruins que me rodeiam, já que ela não tinha nada a ver com essa sujeira toda e não merecia sofrer com tudo o que estava acontecendo. Com toda a certeza, uma maneira de fazer isso é deixa-la onde está, em segurança na casa de meus pais no meio da floresta, pelo menos por enquanto uma vez que suas aulas da faculdade começariam em poucas semanas.

Era outra coisa que me preocupava, o que aconteceria quando ela tivesse que se locomover para outra cidade todos os dias? Se eu levar ela comigo corremos o risco de ambos sofrer um acidente, se eu a deixo sozinha algo de ruim poderia acontecer e eu jamais me perdoaria. Respirei bem fundo. Acho que apenas Charlie conseguiria me ajudar nessa.

Outra coisa que eu deveria fazer para poupa-la e a minha família era me proteger, já que qualquer coisa que me acontecesse os afetariam profundamente. Pensar nisso só aumentava a minha sede por destruir cada um dos planos dessas pessoas, de destruí-los como quiseram fazer comigo.

Ah se eu coloco minhas mãos neles...

Fiquei um bom tempo com meus pensamentos enquanto observava ora o soro pingando na veia de Bella, ora seu rosto que pouco a pouco voltava a sua cor normal até que ela finalmente abriu os olhos.

—Oi – ela sussurrou quando me viu ali – acho que acabei dormindo.

—Mal dormiu essa noite, é normal que se sinta canada – meu aproximei segurando a sua mão e beijei seus dedos gelados – está se sentindo melhor?

—Eu estou sim, agora está tudo bem.

—Que bom – acabei com o silencio de longos minutos olhando para seus lindos olhos – eu achava que ficar desse lado da cama fosse ruim, mas estar onde estou agora é muito pior – confessei sorrindo ao ver seu belo sorriso.

—Não é nada fácil, de nenhum dos lados, mas você tem mais sorte do que eu tive, logo sairei daqui – eu ri.

—Graças a Deus. Parece que vai precisar ficar uns dias de molho em casa tomando antibióticos para a sua infecção, mas vai ficar bem em breve.

—Acho que vou sobreviver a alguns dias de tranquilidade, mesmo que esteja sozinha.

—Não estará sozinha. Ficarei com você quanto tempo for necessário.

—Eu posso me aproveitar disso e fazer você ficar em casa comigo por muito, muito tempo – eu ri beijando de leve seus lindos lábios.

—Pode se aproveitar de mim o quanto quiser, sou todo seu – toquei seu rosto sentindo que já estava menos quente – Vou chamar alguém, quem sabe já poderemos ir.

Fui atrás de uma enfermeira que nos liberou quando viu que Bella já não tinha mais febre e pudemos ir para casa. Respirei aliviado ao me afastar do hospital por Bella estar bem e por principalmente não termos cruzado o caminho de Jacob Black, eu não a queria perto daquele babaca.

Estava dirigindo devagar com um olho na estrada e o outro em Bella, quando, já bem perto de casa, meu celular tocou. Minha primeira reação foi de ignorar e esquecer do mundo ao redor, mas mudei de ideia quando vi que era Charlie.

—Fala, Swan.

Estou ligando para avisar que estou a caminho do fórum para levar seu carro e algumas coisas que descobri.

—Na verdade eu não estou no fórum. Bella não estava se sentindo muito bem essa manhã e eu decidi ficar com ela aqui hoje.

O que ela tem? Ontem à noite ela parecia estar muito bem... — Pediu preocupado – onde estão?

—É uma infecção de garganta, Charlie, mas ela já foi medicada e estamos voltando para casa. Bella está sem febre e a cada vez melhor, não se preocupe.

Isso é bom, mas se não se importar, eu gostaria de ir até a sua casa. Posso ver Bella e te contar as novidades, que tal?

—Tudo bem, vamos esperar por você – ele se despediu e olhei para o lado vendo Bella repousada no banco de olhos fechados. Acelerei louco para colocá-la na cama ao ver o quanto parecia cansada e foi o que eu fiz assim que chegamos em casa.

—Quer tomar um banho? Eu posso ir com você – ela balançou a cabeça em negação, mas não me impediu de tirar sua roupa. Coloquei uma camiseta minha nela e lhe perguntei – Quer comer alguma coisa? Se estiver com fome, eu posso dar um jeito.

—Não, eu só quero me deitar um pouco – ela parecia envergonhada enquanto eu a ajudava a se deitar – acho que são os remédios que estão fazendo efeito.

—Então deite-se, precisa mesmo descansar.

—É só um cochilo, eu prometo. Até por que logo o tio Charlie vai chegar e eu preparo um almoço para a gente, se ele estiver com fome.

—Ei... você não precisa se preocupar com isso nem com nada. Se não estiver acordada eu converso com ele, resolvo nossos assuntos. Seu tio que vá comer em outro lugar.

—Mas ele quer me ver...

—Você o vê quando estiver melhor, que tal assim? O que mais importa agora é que você fique bem – ela riu fechando os olhos.

—Sim, senhor.

—Muito bem, minha boa menina – beijei seus lábios levemente antes de sussurrar – descanse.

—Fica comigo? – sem ao menos pensar em recusar o convite, eu me deitei ao lado dela e acariciei seus cabelos bem devagar, não demorou muito para que ela adormecesse e era o que eu teria feito também se a campainha não tivesse tocado.

—Entra – disse ao delegado assim que abri a porta – fique à vontade.

—Obrigado – Charlie adentrou a sala olhando em volta – E Bella?

—Ela está bem, medicada, sem febre e bem cansada. Nós mal dormimos essa noite.

—Entendendo – ele me analisou por um momento, provavelmente percebendo que eu estava bastante cansado também – deveria ter me dito que não era uma boa hora para falarmos.

—Está tudo bem, me pareceu que você tinha algo e eu fiquei curioso.

—Eu realmente tenho. Eu achei que isso ia dar um gás no desanimo que estava sentindo ontem. Acabei de descobrir uma peça importante que se encaixa nessa sujeira toda e dá sentido a ela. Algo novo de quem nunca tivemos nada, até agora.

—De Aro? – perguntei com o cenho franzido e Charlie assentiu – é verdade, sabemos que ele está envolvido, mas não temos nada sobre ele.

—Exatamente. Nesse tempo todo eu sempre achei que o líder dessa quadrilha fosse Quill, pelo que me disse a respeito de suas motivações invejosas e pelo envolvimento que tem com a sua ex, mas agora, diante do que eu tenho em mãos, não tenho mais tanta certeza.

—Acha que Aro é o mandante? – meu amigo assentiu.

—Pense comigo, Quill não tem muita habilidade é só alguém que quer se dar bem e por mais que possa ter maldade o bastante para isso, não tem astucia o suficiente para criar algo tão grandioso como o seu acidente foi, ao contrário de Aro, experiente, inteligente e manipulador, além é claro de ter muito mais motivos para te querer morto do que Atera tem.

—O que você descobriu?

—Parece que você batia de frente com Aro por causa das excentricidades, mas não parou por ai, ele foi tão longe que você entrou com um processo que tirou seu poder de advogar.

—Então por causa de mim, Aro não pode mais advogar? Isso significa que não pode mais julgar também.

—Não, ele não pode. Na verdade, se pensarmos bem, ele não poderia nem entrar mais no fórum.

—Depois disso, eu concordo plenamente com o que você disse – balancei minha cabeça relembrando nossa conversa no dia em que voltei ao fórum, pensando na maneira como ele parecia frio ao falar de nosso passado. Charlie assentiu em resposta – como eu fiz isso?

—Alegou senilidade e com o apoio de boa parte dos seus colegas que também estavam cansados dele. Munido de provas argumentos e testemunhas, ao fim do processo, Aro foi obrigado a se aposentar.

—E por que ele continua indo para o fórum e trabalhando normalmente por lá? Por que não o impedem?

—Acredito que por que não saibam. Veja bem, o processo foi levado para outra jurisdição, uma vez que todos dessa estavam muito envolvidos e como você estava a frente do caso, com o seu acidente ninguém soube o resultado.

—Não deveria estar surpreso por ter sido tão perto de meu acidente. O circo estava armado há muito tempo, não?

—Pois é meu amigo. Ao que parece o processo é da mesma data de seu divórcio, sendo assim, o último ato autorizado que Aro realizou como juiz foi esse. Parece que a sentença saiu naquela mesma tarde e acho que você nem chegou a ver esses papéis.

—Não dá para acreditar, eles pensaram em tudo direitinho.

—O que eles não esperavam era que você sobrevivesse ao acidente, apesar de terem tido muita sorte de você ter acordado sem memória e ter permanecido assim por um longo tempo. Com o plano que tinham, você não recuperaria a memória, ficaria nas mãos deles... era como se estivesse morto, não precisavam mais se preocupar com você.

—Eu tive sorte em encontrar a Bella e de encontrar nela uma vontade imensa de lutar, de descobrir meu passado com ela. Se não fosse por isso, eu estaria ainda infeliz ao lado de Tanya.

—Não acredito que ficaria inerte, apenas lamentando a sua infelicidade. Esse não é o Edward Cullen que conheço. Se não fosse por Bella, você encontraria outra coisa que te motivaria. Olhe para tudo o que conseguiu, você derrubou um homem poderoso como Aro. Mesmo sem memória sei que conseguiria fazer muito mais.

—E você não sabia de nada disso? Quer dizer, não te contei nada sobre o processo?

—Não. Nós estávamos há um tempo sem nos falar, eu me lembro que estava trabalhando bastante, um julgamento atrás do outro. E além do mais não falávamos muito sobre trabalho, uma vez que nosso assunto em comum era Bella, a não ser é claro em uma ocasião ou outra – meu amigo balançou a cabeça – eu jamais poderia imaginar que estivesse correndo tão grande perigo.

—Ninguém podia, Charlie.

—Eu imagino que tenha sido uma grande bola de neve: seu trabalho impecável na vara da família que virou um trabalho impecável na parte criminalista que causou inveja em Quill e te deixou mais visível e forte para lutar contra os abusos de Aro, contra a péssima atuação de Atera, isso sem falar de seu divórcio.

—E agora está tudo se formando novamente. Voltei ao meu posto, me afastei de Tanya, não estou mais sendo manipulável...

—Ainda por cima vai tirar Aro do caminho de vez.

—Como assim?

—Mais do que te contar tudo isso, eu estou aqui para te levar comigo e assim destituirmos de vez o velho juiz, agora mesmo, tira-lo de lá a ponta pés se possível.

—Mas isso provocaria ainda mais a raiva deles.

—É isso o que eu quero. Estamos prontos para um ataque e eu quero pega-los com a mão na massa.

—Eu não sei se é uma boa ideia.

—Por que não? Ontem você tinha sangue no olho, estava morrendo de sede de vingança e quando tem a oportunidade de começar você quer dar para trás?

—Não quero desistir, ao contrário, a minha sede de vingança só aumenta a cada coisa que descobrimos, mas por outro lado, eu temo por aqueles que eu amo. Tenho medo por Bella.

—Acha que fariam algo com ela?

—Não sei, mas depois de tudo o que sabemos sobre eles, eu não quero arriscar, quero fazer de tudo para protege-la, por que se alguém ousar a fazer algo assim, eu juro que não conseguirei manter minhas mãos limpas, Charlie, juro que não.

—Entendo o que quer dizer, mas o que faremos então? Vamos deixar as coisas como estão?

—É claro que não, acho que deve ir até lá e fazer o planejado, só não irei com você.

—Mas eles saberão que está por trás disso.

—Não estou me escondendo, apenas não quero estar em evidencia. É bom que faça isso o quanto antes, já que vou passar uns dias aqui de olho em Bella, acredito que tempo é suficiente para deixar a poeira abaixar e depois eu volto.

—Tudo bem, vamos fazer do seu jeito – ele bateu em meu ombro sorrindo para mim – e então, eu posso ver a Bella?

—Ela está cansada, cara, eu acabei de colocá-la na cama.

—Você disse que ela estava melhor...

—E está, mas não se recuperou de todo, então que tal amanhã à noite? Você pode vê-la, aproveita para trazer meu carro e, principalmente, me conta como foi tirar Aro de seu posto.

—Posso tirar uma foto se quiser – eu ri.

—Eu gostaria de ver isso.

—Talvez eu providencie então – Charlie disse se levantando, mas me olhou antes de chegar a porta – teve alguma notícia de Jacob?

—Ainda não. Estive no hospital, mas não o vi. Acredito que ainda seja um pouco cedo para os resultados de exames e ainda não há nada que possamos fazer.

—Isso me preocupa muito. Não acha que você deveria ser desintoxicado ou coisa do tipo, tirar essas sustâncias do seu corpo o mais depressa possível?

—Para ser sincero eu ainda nem sei o que pensar a esse respeito, Charlie. Estou atordoado demais para pensar nisso.

—É muita coisa para pensar. Vai te fazer bem tirar uma folga do mundo por um tempo, ficar com a Bella e descansar disso tudo – assenti sorrindo e meu amigo sorriu ainda mais – e eu vou dirigir seu carro por mais um tempo – eu ri também balançando a cabeça enquanto o acompanhava até a porta.

Assim que ele se foi, eu voltei para o quarto e para a minha senhorita adormecida, me despi e deitei ao lado dela só querendo um pouco de paz. Abracei minha namorada e logo adormeci também.

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—Sinto que eu deveria estar fazendo isso por você – Bella resmungou quando eu cheguei com o nosso café da manhã – não ao contrário.

—Mas é você quem está precisando de cuidados.

—Edward, já tem uma semana e eu já estou pronta para outra. Não precisa mais fazer nada disso por mim, aliás, deveria até voltar ao trabalho.

—Mas e você?

—Eu posso ir ficar com Rosalie, como sempre fiquei.

—Não, não vamos a lugar algum – ela fez um biquinho contrariado que eu tive que beijar – não faz assim, eu estou amando ficar aqui com você, por que não aproveita?

—É que você é um homem tão importante, com tantos compromissos, não quero te atrapalhar.

—Não está me atrapalhando, tenho estudado alguns processos enquanto estou aqui, você tem dormido demais.

—Mas precisam de sua presença lá, não precisam? E os julgamentos?

—Nada no mundo é mais importante para mim do que você é, Bella – falei baixinho acariciando seu rosto – Além do mais eu estou adorando ficar aqui com você todos esses dias. Você não?

Eu me perdi no sorriso de minha senhorita, tendo a certeza de que assim como eu, ela estava pensando na semana em que esteve doente. Por mais que ela precisasse de alguns cuidados e descanso foi um tempo muito gostoso que passamos juntos enquanto eu a mimava bastante a enchendo de carinho.

Apesar de toda a preocupação com a sua saúde, esse momento juntos era algo que nós dois estávamos precisando para nos conhecer. Por mais que eu soubesse bastante de Bella, cada nova informação era importante para mim, uma vez que eu a conhecia mais a fundo e ao mesmo tempo, me conhecia ficando cada vez mais certo dos sentimentos por essa mulher tão maravilhosa.

Não ficamos o tempo todo sozinhos já que quando não aparecemos depois de dois dias, meus pais, Jasper, John e Alice apareceram em casa para saber o que tinha acontecido. Eu levei uma bronca de minha mãe por não ter avisado ou pedido ajuda, mas fui perdoado ao aceitar as deliciosas refeições que ela preparava e mandava por meus sobrinhos que iam todos os dias ver a tia.

Como se não bastasse aquelas crianças todas, ainda tinha Charlie que vira e mexe aparecia por lá com o pretexto de ver Bella, mas eu sabia que ele estava era desfilando com o meu carro para cima e para baixo, aproveitando-se da situação.

Mesmo com tudo isso, Bella e eu tivemos bastante tempo para nós e eu pude demonstrar ao menos um pouco o meu amor, dizer a ela sem palavras o quanto era especial para mim, enquanto eu lhe dava toda a minha atenção e a enchia de mimos com muito carinho.

—Nunca vivi dias tão perfeitos – respondeu por fim com um grande sorriso – mesmo que me fizesse tomar remédios tão ruins – ela fez uma careta como se fosse uma criança de cinco anos o que me fez me aproximar para lhe dar um leve beijo. Já ia me afastar quando ela me puxou de volta, não deixando que eu me afastasse suspirando com a boca na minha – só faltou uma coisa para ficar perfeito – eu ri acariciando seu rosto com carinho entendendo muito bem o que ela quis dizer.

Nós dormimos juntos todos esses dias, em todas elas fizemos amor, mas em nenhuma houve sexo. Não queria que esse tempo juntos se resumisse apenas a isso e sinceramente, quando começamos eu não consigo me controlar, Bella me viciava como um tubarão que não pode experimentar sangue, tanto que só um pouco dela me causava um frenesi impossível de parar. Por isso eu evitei o máximo para que ela entendesse que meu carinho não provinha apenas de nossos bons momentos na cama.

—O que foi que faltou? – perguntei ainda perto dela, olhando para seus olhos ardentes e Bella não me respondeu, apenas segurou minha mão e, olhando em meus olhos, a levou para dentro de sua calcinha me fazendo encontrar sua boceta gostosa que estava completamente encharcada me fazendo gemer bem alto.

—Porra, Bella! Como foi que você ficou assim? – sem me conter metia e tirava meus dedos de dentro dela devagar – em que estava pensando?

—No quanto eu sinto a sua falta, no quanto eu te quero dentro de mim, o mais rápido possível – ela me beijou rebolando deliciosamente em minha mão – quero tanto você, Edward.

—Ah é? – perguntei subindo minha outra mão por dentro de sua camiseta, gemendo com ela quando meus dedos beliscaram seus mamilos sensíveis – eu também senti a sua falta, Bella.

Ela veio para cima de mim afoita, puxando minha camisa. Quando eu estava sem ela, minha namorada me empurrou para a cama e montou meu corpo antes de me beijar. Sua língua chupava a minha com a mesma volúpia com que seu corpo se esfregava no meu e em pouco tempo, eu estava tão excitado quanto minha senhorita louco para matar nossa saudade.

Então eu tirei sua camiseta e no instante seguinte já chupava seus peitos gostosos adorando ter sua boceta se esfregando em mim, doidinha para me ter dentro dela. Parecendo desesperada, Bella me despiu rapidamente jogando minha cueca longe e gemendo ao olhar para meu pau pronto para ela, o agarrou e o massageou com maestria, me olhando nos olhos.

—Não precisamos disso, pelo menos agora não – gemi a segurando pelo braço e deitei sobre a cama metendo nela sem perder tempo.

Bella rebolou contra mim elevando seus quadris em direção aos meus, desesperada pelo contato, gemendo a cada metida funda do meu pau em sua bocetinha encharcada. Nós dois gemíamos descontrolados e eu apalpava cada pedacinho de seu corpo e nosso tesão era tanto que mal gozamos e estávamos unidos novamente e de novo e de novo, nos perdendo de prazer nos braços um do outro, sem hora para parar.

—Como você está se sentindo? – perguntei olhando para seu rosto sorridente quando finalmente conseguimos nos separar.

—Muito, muito melhor, obrigada – respondeu gemendo de olhos fechados se esparramando na cama – agora sim tudo está perfeito.

—Se queria sexo era só ter me dito.

—Achei que não precisasse te dizer esse tipo de coisa, você sempre soube me ler muito bem – eu ri me lembrando das vezes que ela praticamente implorava com o olhar nesses dias todos – por que evitou tanto?

—Você estava doente – dei de ombros – e por mais que eu tenha sentido tanta falta quanto você, eu sinto que precisávamos de um tempo como o que tivemos.

—Sim, eu também. Obrigada por isso – beijei seu sorriso e logo ela tinha seu corpo muito próximo ao meu me fazendo respirar bem fundo, me concentrando em seus olhos.

—Adoro estar com você de qualquer maneira, Bella. E então – perguntei antes que me perdesse nela novamente – está com fome?

—Um pouco. Acho que vou ver o que temos para comer e...

—Não vai não. Eu vou ligar para algum lugar e pedir comida para a gente, não quero que se preocupe com isso, eu vou cuidar de você.

—Não precisa, Edward, já estou melhor.

—Eu quero mimar a minha namorada mais um pouquinho enquanto estou aqui, isso é proibido? – perguntei brincalhão e ela estreitou os olhos para mim.

—E se eu quiser mimar meu namorado também?

—Terá que esperar uma oportunidade. Não adianta me olhar assim, por que vai ser como eu quero. Ou vai me desobedecer, senhorita Swan?

—Não senhor, nem pensei nisso – eu ri beijando seus lábios me divertindo com seu espanto repentino.

—Boa menina! E então, o que que quer comer? E não diga qualquer coisa ou escolha você. Quero que diga o que comeremos hoje.

—Mas...

—Isso é uma ordem – ela estreitou os olhos para mim.

—Você está abusando de seu poder sobre mim – dei de ombros sorrindo.

—Então me processe, não tenho medo – Bella ainda me olhava esperando que eu mudasse de ideia, mas eu estava firme – Amanhã eu preciso voltar para o fórum e quero fazer isso por você, encerrarmos esse tempo juntos bem.

—Se eu cozinhar para você e depois voltarmos para cama, também será um bom jeito de terminarmos bem esse tempo – estreitei meus olhos para ela e deixei bem claro que não mudaria de ideia, sem outra saída, Bella disse que queria uma pizza e foi o que eu pedi.

Tomamos um banho antes que ela chegasse e a comemos com uma garrafa de vinho enquanto eu conversava com Bella sobre suas expectativas acerca da faculdade e foi só então que me dei conta do quanto ela estava ansiosa para isso e o quanto vê-la realizar esse sonho me faria feliz.

—Eu não queria ir trabalhar amanhã – resmunguei puxando Bella para junto de meu corpo, mais tarde, depois de termos feito amor. Ela estava bastante sonolenta e me abraçou de volta falando baixinho.

—Não se preocupe comigo, sabe que estou completamente recuperada, como se nunca estivesse doente.

—Essa não é a minha única razão. Por mim eu passaria o resto da minha vida aqui com você, do jeito que estivemos essa semana. Sinto que nenhum mal pode me acontecer e nem a você enquanto te tenho aqui em meus braços.

—Sempre vou estar aqui quando você voltar, Edward – afirmou me olhando nos olhos – sempre – eu assenti beijando seus lábios com carinho e a abracei com mais força me sentindo reconfortado com sua companhia e suas palavras.

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Como imaginei, os dias que se passaram não foram nada fáceis.

Há quase um mês, Jacob me chamou em seu consultório para dizer que as doses que ingeri do medicamento de Alistair não poderiam me afetar de outro jeito que não fosse neurologicamente. Lembrando da questão levantada por Charlie, eu perguntei se haveria algum tipo de desintoxicação que poderia me ajudar nesse sentido, mas, palavras dele, esse tipo de coisa era mais eficaz em substâncias que afetam outro órgãos, mais conhecidos e menos complexos do que o cérebro.

Por isso, duas ou três vezes por semana eu tenho ido ao encontro de meu médico para que por meio de testes, racionais e físicos, ele possa buscar mais respostas para o meu problema e, mesmo de depois de tantos testes e encontros, havia cada vez mais dúvidas e nenhuma resposta.

Ao que parece, as substancias estavam mesmo impedindo que eu acessasse as memórias do passado, mas não que eu retese informações novas nem que meu cérebro funcionasse como deveria e isso era o que mais intrigava Jacob na busca por respostas sobre a minha cura. Virou rotina que eu fosse furado e colocado em máquinas de todos os tipos em cada vez que ele consultava algum colega ou que novas teorias surgissem e eles desejassem testa-las.

O tempo ia passando rápido, tanto que na próxima semana completaria dois anos de meu acidente. Como ainda não havia resposta a respeito de quando eu teria minha memória de volta, eu estava começando a perder minhas esperanças. Não que eu estivesse desistindo, mas todo esse processo era desgastante demais, isso sem falar sobre a quadrilha que me queria morto.

Desde que Charlie destituiu Aro de seu cargo estávamos esperando por um ataque. Antes sabíamos que ele viria, mas tivemos a certeza ao ouvirmos o velho juiz gritar aos quatro cantos que eu pagaria pelo que estava acontecendo a ele.

No fórum a situação estava cada vez mais insuportável. As visitas de Tanya eram cada vez mais constantes e o que mais me perturbava era o fato de ela não falar comigo. Minha ex ia até lá para reunir-se com Quill quase todos os dias e ficava ali como se fizesse questão que eu a visse, me encarando cheia de ódio, mas sem dizer uma palavra e saber que estavam planejando algo, sem que eu tivesse nem uma ideia do que aconteceria era o que estava me deixando cada vez mais intrigado.

Se eu tivesse alguma pista do que aconteceria, ao menos uma luz para que eu pudesse me defender ou bolar uma estratégia, eu poderia estar mais tranquilo, mas essa expectativa acabava comigo e só havia um lugar que eu poderia esquecer disso tudo.

—Eu juro, Bella – falei entre beijos antes mesmo de fechar a porta de nossa casa – se eu não tivesse você aqui, eu enlouqueceria.

—Edward... – ela gemeu se esfregando em mim e eu enganchei sua perna em minha cintura enquanto abria a minha braguilha.

—Eu vou comer você aqui mesmo, Bella – empurrei sua calcinha para o lado esfregando meu pau em sua boceta – vai ser bem rápido, mas muito gostoso também.

Eu investia contra ela com força, empurrando seu corpo contra a parede. Minha senhorita gemia alto agarrada ao meu ombro, suas coxas bem apertadas em volta de minha cintura me fazendo ir mais fundo nela. Minha boca buscava a dela com a mesma ferocidade com que meus quadris se moviam ao seu encontro e eu ia me perdendo nela e a cada entra e sai de meu pau dentro dela. Isso ia me fazendo esquecer desse dia ruim em seus braços, principalmente enquanto gozávamos.

Sem pensar em mais nada, com Bella ainda gozando em meus braços, fui com ela para nosso quarto e a joguei sobre a cama. Nossos olhares estavam conectados durante o tempo em que respirávamos nos acalmando, mas o desejo ainda estava presente em nós. Eu continuei parado em frente a cama, sem ação apenas observando Bella tirar a roupa lentamente.

—Teve um dia ruim? – perguntou se aproximando e ajoelhando aos meus pés – eu posso dar um jeito nisso e te fazer esquecer de tudo – quando tirou minha calça da frente Bella agarrou meu pau e o levou para dentro de sua boca deliciosa.

—Boa menina – sussurrei movendo meus quadris em sua direção deixando meu tesão falar mais alto, deixando que sua língua, que a sua boca quente e molhada fizesse a mágica.

Ah... e ela fez.

Em pouco tempo não me lembrava de qualquer coisa que possa ter me chateado, nenhum problema ou preocupação, tudo o que eu conseguia pensar era na senhorita gostosa pra caralho que me chupava com vontade me deixando prontinho para gozar.

Sem querer que tudo acabasse daquela forma, eu joguei Bella na cama e fui para cima dela apalpando todo o seu corpo delicioso fazendo-a gemer junto comigo antes de penetrar sua boceta até o talo, de uma só vez.

Minha senhorita mordeu meu lábio quando eu a beijei enquanto se movia em baixo de mim. Suas mãos agarravam minha bunda com força a puxando para baixo me incentivando a foder com força, tanto quanto seus gritos faziam e eu a obedeci, fodendo sem parar até que ela finalmente se derramou para mim.

Eu gozei com força caindo languido e deitando minha cabeça entre seus peitos. Era o melhor lugar do mundo, a melhor sensação do mundo.

—Porra, você é muito gostosa! – falei entre ofegos lambendo seus mamilos deliciosos – não consigo tirar minhas mãos de você.

—Então não tire, Edward – ela segurou meus cabelos enfiando os dedos entre as mechas, prendendo meu rosto onde estava. Fui beijando seu colo em direção a sua boca e a beijei cheio do desejo que transbordava em mim.

—Quando você vai menstruar? – perguntei entre um beijo e outro enquanto minha mão descia pelo seu corpo em direção a boceta quando eu a sentir se retesar.

—O que? – ri de seu espanto.

—Eu só não quero passar mais nenhum dia sem tocar seu corpo delicioso, sem estar dentro de você – respirei bundo balançando a cabeça – mas se eu tenho que passar por isso, preciso me preparar antes, então quando?

—Na... semana que vem... eu acho.

—Seus ciclos não são muito longos não, né? Por que se forem eu não tenho certeza se poderei esperar até que eles terminem.

—Não – falou baixinho outra vez – eles duram três dias.

—Graças a Deus. Eu estou a cada dia mais tarado por você, tanto que nem mesmo assim eu tenho certeza se vou conseguir me manter longe – estava falando em tom de brincadeira, mas o meu intuito era mesmo de provocar a minha mulher e quem sabe assim ganhar algum carinho a mais antes de dormir, mas ela parecia não estar percebendo o meu jogo.

—Você não está constrangida com o assunto, está? – perguntei depois de mais um minuto inteiro em silencio. Bella me olhou sem responder, parecendo imersa em pensamentos e eu ri beijando seus lábios – não precisa ficar assim. Achei que seu corpo fosse meu e que não tivéssemos esse tipo de restrição ao falar.

—E você tem razão, eu só estava pensando um pouco.

—Tudo bem, mas eu quero que se concentre aqui. Em que eu tenho razão, sobre as nossas restrições ou sobe o fato de seu corpo ser meu?

—Sobre tudo. E eu digo que não é só o meu corpo é seu. Eu sou sua, por inteiro. Sempre fui.

—Isso é muito bom, por que eu sou seu também – Nós nos olhamos por um longo tempo, entre um beijo e outro e Bella sorria acariciando meu cabelo. Estávamos deitados de frente um para o outro, nossos corpos colados respirações conectadas, tanto que em pouco tempo a leve tensão desapareceu e ao que parece foi juntamente com meus planos de provoca-la para conseguir mais sexo.

Eu ainda estava deitado em seu peito, perto demais para poder fazer outra tentativa, mas a maneira como estávamos era tão deliciosa que tudo o que eu mais queria era permanecer daquele jeito.

—Eu adoro seu cabelo – ela interrompeu o nosso silencio falando baixinho com os dedos enterrados em minhas mechas e eu sorri olhando para ela.

—Acho que está muito comprido e é quase impossível de pentear – reclamei e Bella beijou-me rapidamente sorrindo.

—Não está muito comprido não. Você sempre o manteve desse tamanho e o fato de estar despenteado, para mim, era o seu principal charme – eu ri ao ver suas bochechas vermelhinhas.

—Ah é? – assentiu ainda mais envergonhada.

—Não sei bem o que é, se é por causa dessa cor tão diferente ou pelo jeito que está sempre tão bagunçado ou por fazer de você, um juiz tão sério, tão importante, um pouco mais sociável.

—Parecia um pouco humano? – ela sorriu tocando meu rosto.

—Isso você sempre foi. A forma como sempre defendeu as pessoas que foram até você na vara de família, como faz questão de fazer justiça em seu trabalho atual, como você estuda, luta para isso, o tornam humano.

—Mesmo?

—Você é muito humano, Edward – ela sorriu bagunçando meu cabelo como se eu fosse um garoto – e isso aqui o torna o homem mais lindo do mundo.

—Eu não tinha ideia de que gostava tanto assim.

—Pois eu gosto, gosto muito – sorrindo, Bella me puxou pelos cabelos para mais perto dela antes de me beijar. Seu beijo era ávido, quente, não só por sua língua exigente pedindo por mim, mas principalmente pela força com que ela puxava meus cabelos, me levando cada vez mais para perto de si, serpenteando seu corpo no meu.

—E eu sempre tive vontade de acaricia-los assim – arfando e quase sem folego, Bella sussurrou me fazendo abrir os olhos e enxergar como estava acesa, parecendo uma leoa, mesmo que há um minuto quase ronronava como uma gatinha – morro de vontade de enterrar meus dedos nele enquanto fazemos amor, de puxa-los enquanto estiver gozando para você, com você.

—Acho que posso fazer alguma coisa a respeito disso – eu lhe dei um meio sorriso enquanto ia para cima dela com uma perna de cada lado de seu corpo.

Passei a beijar seu pescoço, descendo para seu colo enquanto minhas mãos a apalpavam com firmeza, adorando sentir sua pele macia, sua nudez em baixo de mim. Minha mão alcançou um de seus seios ao mesmo tempo em que a minha boca alcançou o outro. Rodeei seu mamilo com a língua o provocando, da mesma maneira que meus dedos faziam com o outro, puxando, acariciando.

Bella segurou meus cabelos com mais força rebolando seus quadris em torno do meu, provocando meu pau com a sua boceta gostosa. Cada vez mais faminto, minhas mãos a apalpavam enquanto minha boca a explorava, minha língua dançando em seus lugares mais sensíveis, beijando, tocando, chupando e me deliciando com seus doces gemidos.

Seus punhos cerraram em meus cabelos cada vez com mais força enquanto eu me aproximava de onde mais necessitava. Eu me coloquei entre suas pernas e a segurei pela bunda posicionando a parte de trás de seu joelho em meus ombros antes de minha boca finalmente encontrar sua doce boceta. Bella se contorcia em baixo de mim enquanto minha língua atacava seu clitóris sem piedade ora com lambidas precisas e provocadoras, ora com fortes chupões fazendo com que ela puxasse meus cabelos com força quase a ponto de arranca-los.

Aquilo me estimulava ainda mais e minha língua era implacável ao circular seu clitóris de novo e de novo, me deliciando com seus gemidos, com seu prazer que inundava a minha boca e eu não parei até que Bella gozou gritando meu nome descontroladamente.

Eu me afastei o suficiente para observar com orgulho seu corpo tremer pelo prazer que proporcionei a ela e como não poderia deixar de ser, enquanto eu a observava, além da onda de desejo que tomou conta de mim, eu fui arrebatado pelo peso de tudo o que ela representava para mim.

Amo demais essa moça que ainda gemia meu nome baixinho, ainda queimando por mim e me chamando para continuarmos. Sem querer deixa-la esperando, cobri seu corpo com o meu e lhe beijei os lábios devagar, querendo ditar nosso novo ritmo.

Por mais quente que estivesse, Bella acompanhou me abraçando ao seu corpo. Eu me posicionei entre suas pernas e esperei que olhasse para mim antes de toma-la mais uma vez aquela noite.

Nossos olhos estavam tão conectados quanto nossos corpos, nossos corações, tenho certeza, se movimentavam com tanta sincronia quanto nossos quadris. Mesmo cheios de volúpia, nossos movimentos eram calmos e construíam nosso prazer pouco a pouco com cada beijo, cada olhar e foi assim que ele nos alcançou, não muito tempo depois.

Éramos incapazes de nos separarmos nem por um milímetro que fosse e mais uma vez senti uma necessidade muito grande de falar o que meu coração gritava. Desde que descobri que a amava, foram muitas as vezes em que estive perto de abrir meu coração, mas agora, com aqueles olhos tão intensos me encarando, meu corpo enroscado no dela, meu coração transbordando desse sentimento, era impossível me calar.

—Quer saber de uma coisa, Bella? – olhei bem para dentro de seus olhos antes de sussurrar – eu amo você.

O corpo dela se retesou por completo e eu fechei meus olhos com medo de sua reação. Ela já estava em silencio há muito tempo, tensa em meus braços quando decidi abrir os olhos. Bella me olhava sem expressão nenhuma me fazendo respirar fundo e beijar seus lábios mais uma vez, criando forças para continuar.

—Eu acho que te amo desde que te abri meus olhos e te vi dormindo do meu lado, lá no hospital – seus olhos estavam fixos nos meus e eu me sentia desestruturado, como sempre me senti a sua frente, mais despido do que já tinha me sentido expondo a ela tudo o que se passava em meu coração.

—Eu nunca vou esquecer a primeira vez em que te vi – não parei ainda cheio de coragem sem desviar meu olhar – não me lembrar de nada, sem saber onde estava ou quem era e a dor terrível em minha cabeça não eram o motivo da minha confusão mental, mas sim meu coração batendo com força, já perdidamente apaixonado por você, mesmo sem saber quem você era – sorri tocando seu rosto – não tinha entendido o que aquilo tudo significava até bem pouco tempo e estou mais certo disso a cada segundo. Eu te amo Bella e não consigo nem ao menos me imaginar sem você.

—Edward... eu não sei o que dizer – Bella sussurrou com os olhos marejados e eu dei de ombros puxando ela em um abraço.

—Não precisa dizer nada, meu amor. Só prometa que vai estar sempre comigo e com o resto eu posso lidar – meu coração batia com força, apavorado por suas próximas palavras, principalmente por elas terem demorado muito a serem ditas.

—Jamais conseguiria ficar longe de você, Edward, jamais.

Respirei um pouco mais aliviado diante dessa resposta, apesar de não estar feliz com ela, mas isso, de maneira nenhuma, tira minhas esperanças de poder ser amado por ela um dia, muito pelo contrário, só me deu mais forças para lutar por isso cada vez mais, na esperança de que em breve, nós dois estivéssemos amando.

Notas finais
E então, o que acharam? contem para mim, por favor, por favor? O que pensar de Bella e seus sentimentos? O que pensar da quadrilha? Dos motivos de Aro? Do que eles vão aprontar? Desse clima de: "algo vai acontecer" que está no ar? Sou só eu, ou estão sentindo também? Contem para mim, por favor, por favor, por favor! Bem vinda novas leitoras! Conto com o entusiasmo de vocês! Vejo vocês logo, logo, logo! Mil beijos!