Memórias
25 Acertando
Notas iniciais
Bella e eu permanecemos no chão por muitos minutos sem nos mexer, apenas sentindo um ao outro. Estávamos em um abraço que praticamente nos transformava em um só, tanto que era difícil saber o que pertencia a quem: a respiração descompassada, o coração acelerado ou os tremores que ainda percorriam um dos corpos ou a ambos. Por mais que tudo o que eu quisesse fosse permanecer daquele jeito para sempre, nós tínhamos muita coisa para dizer um ao outro, então eu a abracei com mais força, deixando que ela soubesse que era o meu coração que batia em desespero enquanto beijava cada parte que minha boca alcançava tentando me acalmar.
—Bella – chamei baixinho entre um beijo e outro – você me perdoa? Eu fui um perfeito idiota, mas o que eu sinto por você é verdadeiro, quero que acredite em mim.
—Eu te perdoo, Edward, se me perdoar também...
—A culpa não é sua. Você mesma me disse que não soube como lidar com o ciúme e aquele foi o único modo que encontrou para poder encarar o que estava sentindo. Eu deveria ter entendido o que se passava, se te conhecia tão bem, eu deveria ter conversado com você ao invés de te batido.
—Você me conhece mesmo, Edward. Nosso momento no quarto de jogos era o que eu precisava para tirar tudo aquilo de minha cabeça, era o que eu precisava para me acalmar.
—Se tivéssemos conversado você também teria se acalmado, você poderia ter colocado seu ponto, eu o meu e poderíamos ter resolvido nossos problemas todos.
—Eu sei disso, mas não teria sido a mesma coisa. Talvez isso funcione para outros casais, mas para nós, que temos nossa base no BDSM é normal que diante de alguma diversidade nós a resolvamos no quarto de jogos.
—Eu já disse que não quero você apenas como minha submissa, quero que sejamos mais um para o outro...
—E eu sou, sou sua namorada, sou sua por inteiro, mas eu também sou sua submissa. Você... você disse que eu nunca vou deixar de ser... não é? – Bella parecia muito preocupada quando me perguntou e eu sorri para deixa-a tranquila.
—Não, é claro que não, nunca.
—Então não se sinta mal – ela sorriu com minha resposta acariciando meu rosto – É natural que deseje me levar para o quarto de jogos quando achar necessário. Sei que mereci pela forma com que falei com você...
—Você estava magoada, não era isso o que merecia. Eu deveria ter me arrastado aos seus pés e implorado por seu perdão antes de levar você para a cama e amar você com todo o carinho do mundo.
—Não tenho dúvidas de que também teria funcionado, mas para ser sincera, eu prefiro muito mais o método que você usou.
—Acho que é o que eu prefiro também, mas diante de tudo, aquela não foi a melhor maneira de tirar essa insegurança de você, de atenuar o seu ciúme.
—Não foi insegurança, até por que eu sei muito bem o tipo de relação que temos e que nossa ligação é muito forte, eu confio nisso, mas eu... eu só me senti estranha em ouvir uma conversa tão intima. De verdade, eu não precisava ter escutado tudo aquilo – Bella suspirou baixinho desviando o olhar.
—O que foi que te incomodou tanto?
—É que por mais que eu soubesse que teve outras submissas, eu não gostei de escutar que você dava muito prazer a elas, tanto quanto dá a mim – Bella parou de falar me olhando e eu pedi em silencio que ela continuasse, eu sabia que tinha mais, percebi que não em enganei quando ela continuou – e... principalmente, não gostei de ouvir sobre sua relação com Kate.
—Bella, eu não me lembro de nada disso – segurei seu queixo para que ela pudesse olhar em meus olhos – tudo aquilo pode até ser invenção dela e saber disso não muda nada em relação ao que eu sinto por você.
—Eu sei, mas... – ela hesitou e eu pude ver que ela ainda não tinha dito o que realmente a incomodava.
—O que? Tem mais, não tem?
—Eu estava me perguntando – ela finalmente disse baixinho, depois de um longo minuto em silencio, sem olhar para mim – se... se você realmente me emprestaria a ela... se teria mesmo coragem de me dividir com alguém.
—Se eu realmente sentisse o que sinto por você naquela época, então não. Eu não consigo nem pensar em dividir você com ninguém.
—Eu também não, jamais suportaria isso, ver você com outra mulher.... – ela estremeceu novamente e eu beijei seu rosto.
—Na verdade, ao que parece, ela queria você não a mim – brinquei na esperança que ela risse, mas Bella me olhou seriamente e eu perguntei – mas... se eu te pedisse isso, você recusaria?
—Provavelmente não, por que teria muito medo de perder você, mas seria a pior coisa que eu faria.
—Mais do que se eu te pedisse um filho? – Bella assentiu.
—Mesmo com todas as mudanças que uma criança pode trazer para minha vida, esse não seria um pedido ruim, ao contrário do fardo de dividir nossa cama com outra pessoa. Isso sim seria muito difícil para mim. Eu fiquei pensando que mesmo se você não tocasse nela durante a cena, eu não sei se suportaria outra pessoa tocando no meu corpo, o corpo que foi e é todo seu... Isso me faria muito mal.
—A mim também – ela deu um leve sorriso.
—Imagino que sim, sempre foi tão possessivo em relação a mim – fiz uma careta pensando sobre isso e ela tocou meu rosto – não de uma forma ruim, muito pelo contrário, sempre desejou que eu vencesse meus medos e crescesse. Como por exemplo quando eu tinha medo de sair de casa e me incentivava ou agora que está me ajudando a realizar meu grande sonho...
—Mas eu sempre te tratei como um objeto – falei me lembrando do que Kate e Tanya tinham dito a respeito de minhas relações com as submissas e Bella negou antes de me dar um beijo.
—Você sempre me tratou com muito respeito, me ouvindo, entendendo meus limites e jamais me forçando a fazer o que eu não quisesse. Por isso eu me empenhava e me empenho para te agradar, em retribuição a isso tudo o que você me deu, ao valor que você dá a mim.
—Mas ainda assim eu sou possessivo.
—Sim. Sempre deixando claro que eu pertencia a você e isso não é mentira. Eu sinto que pertenço a você em todos os sentidos da palavra – minha senhorita olhou para baixo respirando fundo e disse – quando estava no hospital e eu olhava para você, naquela cama, em coma, eu pensava no que faria se... se você morresse...
-Você me disse que estava otimista – eu a abracei tentando acalma-la já que de uma hora para a outra seu corpo tremia como se estivesse outra vez diante dessa situação.
—Eu estava, sempre estive, mas o tempo foi passando e você não melhorava, não respondia ao tratamento e isso começou a me assustar. Por isso, mesmo que eu não quisesse eu pensava no que faria sem você.
-E o que pensava?
—Que teria de aprender a viver sozinha. Sabe que eu não tenho família e para ter, eu precisaria construir uma, mas a ideia era insuportável para mim.
—Por que?
—Eu jamais conseguiria estar com outra pessoa, a ideia era dolorosa para mim e por isso, algumas vezes eu tive um pouco de medo de Jacob.
—Medo? – ela assentiu me deixando em estado de alerta – o que ele fez para você?
—Nada, ele sempre foi muito bom para mim, sempre me tratou com muito carinho e era a única pessoa que eu tinha. Por mais que eu sempre acreditasse que o que ele sentia por mim era amizade e compaixão, se algum dia ele quisesse algo a mais e eu não pudesse corresponder eu ficaria sozinha por que nenhum outro homem tocaria ou tocará em mim que não seja o senhor – mesmo tendo minha senhorita tão abalada em meus braços, não pude deixar de sorrir com o que ela disse.
—Então ele nunca teve chance?
—É claro que não, eu lhe disse. Não há outro homem para mim, nem haverá – não pude deixar de traze-la para mais perto de mim e de tomar seus doces lábios.
—Eu me sinto assim também, Bella – sussurrei com a minha boca ainda encostada a dela – Por mais que você tenha se sentido desconfortável em ter escutado sobre o meu passado hoje, ele não significa nada para mim. Minha vida começou quando acordei e desde aquele dia, mesmo longe eu vivia pensando em você, o tempo todo e... eu quero que saiba que da mesma maneira que você me pertence, eu pertenço a você.
—Edward...
—Meu corpo também é seu, Bella, cada pedacinho dele – coloquei sua mão sobre meu coração que a essa altura batia loucamente por causa dela. Bella olhou para mim, seus incríveis olhos cor de chocolate expressando sua emoção, fazendo meu coração bater ainda mais rápido sob seus dedos. Ela me beijou delicadamente e nos abraçamos longamente antes de ela sussurrar em meu ouvido.
—Por mim, eu ficaria aqui com você para sempre.
—Eu quero ficar com você para sempre, mas não nesse chão frio e duro, vamos levantar daqui e ficar juntinhos na cama, que tal? – Bella riu em meus braços e fomos para a cama sem nos afastarmos mais do que o suficiente para nos ajeitarmos. Quando eu tinha minha senhorita em meus braços novamente, eu vi seu sorriso lindo, os olhos brilhantes e me peguei desejando que ela estivesse sempre assim, feliz, radiante.
Ao pensar nisso, eu me lembrei do que aconteceu essa noite, da minha atitude imbecil e de como eu tinha agido com ela depois, me sentindo muito culpado com o que aconteceu, então eu a abracei e sussurrei para ela.
—Então... você ainda não disse se me perdoa.
—Não tenho por que perdoar você, já esclarecemos isso.
—Ainda estou me sentindo culpado com a forma com que tratei você quando voltamos para cá...
—Edward, você está pensando demais, e não precisa disso. Eu estou me sentindo muito melhor depois do castigo e sei que você está também, por mais que não pareça, isso faz parte de nós, de quem somos e não vai mudar – olhei nos olhos dela por longos minutos e imaginei como seria se eu tivesse minha memória e soubesse do que ela estava falando. Será que eu não sentiria essa culpa que estou sentindo?
Eu a abracei com força pensando no que ela disse.
Era terrível não ter memória e não saber o que eu faria normalmente, como eu agiria. Deve ser como Kate disse, eu ainda estava confuso com tudo o que tenho vivido, é claro, era a minha nova introdução a esse mundo e estava me sentindo tão confuso e perdido quanto deveria estar naquela época. Não sei o que pensar, será que estou julgando apenas com o que todo mundo acha certo e negando o que é certo para nós dois?
Não poderia negar, de forma alguma que por mais perturbado que tenha ficado era realmente o que eu precisava e Bella também. Era obvio que eu tinha agido sem pensar, na verdade é assim que tem sido a maioria das vezes que eu entro naquele quarto. Sou levado muito facilmente pelos meus instintos e quando o furor do momento passa, eu me sinto extremamente culpado e triste pelo que fiz, desejando mudar e esquecer de tudo o que aconteceu.
Olhei para Bella, sua expressão tão serena e o sorriso escondido em seus olhos. Ela gostava daquilo, a fazia feliz, a realizava intensamente e então por que devo me sentir culpado?
—Acho que você tem razão – falei baixinho depois de pensar a respeito – Eu estou pensando demais, encontrando problemas onde não tem.
—Realmente. Essa é a nossa vida, Edward, é o que é certo para nós dois e o resto não importa.
—Por mais que Kate tenha tumultuado nossa noite, ela ajudou bastante a gente. Eu quero ter um relacionamento baunilha com você, mas sem esquecer nossas origens e para isso eu prometo que manterei minha cabeça mais aberta para me entregar mais ao nosso relacionamento.
—Obrigada, isso é muito importante para mim.
—Para mim também, tanto quanto poder te dar mais do que temos em nosso quarto de jogos...
—Não precisa me dar mais, você é tudo o que eu preciso – sem conseguir resistir, eu a beijei me deliciando com seus lábios e seu corpo junto ao meu, sem conseguir deixar de pensar no quanto eu queria isso para sempre. Eu não conseguia parar de beijá-la enquanto pensava no quanto eu estava apaixonado e no que poderia fazer para que ela visse isso, que se apaixonasse por mim também.
—Bella – sussurrei entre um beijo e outro – Seja sincera comigo, está bem?
—Sempre sou.
—Então o que eu posso fazer para provar a você o que eu sinto? – ela franziu o cenho e acariciou meu rosto.
—Não precisa fazer isso...
—Então você acredita que eu estou apaixonado por você, que cada vez que digo isso não é da boca para fora?
—Eu acredito, Edward – ela sorriu – por mais que pareça um sonho que você esteja tão apaixonado por mim quanto... quanto eu estou por você, eu...
—O que? – perguntei cheio de esperanças, mas contive meu sorriso e franzi o cenho tentando entender, torcendo para não ser apenas um mal entendido, um delírio de minha cabeça – você está apaixonada por mim? – ela assentiu antes de abaixar os olhos.
—Eu já lhe disse isso...
—Não com todas as letras... não assim. Você disse que estava encantada por mim quando nos conhecemos, mas isso poderia ter passado muito depressa, principalmente com tudo o que eu te fiz.
—Tudo o que fez só me deixou mais apaixonada do que sempre estive.
—Então não acha que sou apenas o seu senhor?
—Você disse que não era só isso para mim. Não mais. E eu pude perceber que isso era mesmo de verdade por meio de suas atitudes e eu realmente acredito que nosso... nosso namoro pode dar certo – fiquei sem ar e sem reação por alguns instantes apenas olhando para minha senhorita de bochechas vermelhas.
—Eu estou disposto a fazer o que for preciso, tudo o que estiver ao meu alcance e o que não estiver para que isso aconteça – sussurrei para ela olhando em seus olhos – mas preciso que me diga, o que eu tenho que fazer para chegar ao seu coração de uma vez por todas?
—Edward, você já chegou nele, há muito tempo, desde que eu o conheci para ser exata.
—Não duvido de seu carinho por mim, por eu ter te acolhido e cuidado de você, não duvido de seu desejo por tudo o que proporcionamos um ao outro no quarto de jogos, mas o que eu quero, o que preciso é muito maior, é muito mais. Entende isso?
—Mais do que entender, agora eu posso sentir. Sei que muitas vezes parece que eu gosto mais do quarto de jogos do que de qualquer outra coisa, mas a verdade é que eu gosto de você e de tudo o que me proporciona. Também farei de tudo para que isso funcione, Edward, tudo o que estiver ao meu alcance.
Sem resistir eu a puxei para os meus braços e tomando seus lábios, selando aquele compromisso. Sem que pudéssemos evitar, logo eu estava sobre ela, minhas mãos percorrendo seu corpo, suas mãos me puxando para junto dela, mas antes que pudéssemos continuar, meu estomago roncou fazendo Bella rir.
—Eu acho melhor a gente comer alguma coisa.
—Tudo o que eu quero comer é você – brinquei com minha língua em seu mamilo provocando e fazendo-a gemer.
—Mas você está com fome – insistiu segurando meu cabelo e o puxando para que eu olhasse para ela – e para ser sincera eu também estou.
—Está negando fogo?
—Eu estou penas garantindo que você não pare depois que começar e para isso você precisa de muita energia – sorri para ela e dei um tapa em sua bunda.
—Vamos então, gostosa! – eu a ajudei a levantar e rapidamente peguei um pijama vestindo a calça e entregando a camiseta para e seguimos para a cozinha ainda de mãos dadas.
—E então? Está com vontade de algo especifico?
—Só que seja rápido para podermos voltar para a cama – ela me olhou de cima a baixo, reparando em meu corpo.
—Concordo. Que tal sanduiches? Eu posso fazer o seu favorito.
—Tudo bem – concordei enquanto a observava colocar os ingredientes sobre a bancada – como você sabe tanto sobre mim?
—O que? – Bella perguntou de cenho franzido sem entender de onde minha pergunta veio.
—É que você sabe meus gostos, como eu gosto da minha bebida, meu prato preferido, meu sanduiche preferido e pelo que me lembro a gente não se falava muito – minha senhorita sorriu enquanto eu roubava o sanduiche que ela tinha acabado de montar, realmente morrendo de fome.
—É que eu gosto de te observar quando come algo que goste.
—Por que? – perguntei distraído mordendo meu lanche.
—É que você franze a testa e mastiga com o cantinho de sua boca para cima, desse jeito – ela riu me fazendo rir com ela ao perceber que eu estava fazendo exatamente como ela disse – e sabe de uma coisa? Esse foi um dos principais motivos pelo qual eu quis aprender a cozinhar e fazer as coisas de que gosta só para ver essa sua expressão. Eu lembro que a primeira vez que eu te vi assim meu coração bateu tão forte que até me assustou.
—Sei bem o que quer dizer – eu me aproximei segurando sua mão – meu coração fez a mesma coisa quando eu acordei do coma e te vi do meu lado, até hoje eu não sei como você não acordou com o barulho daqueles bips – eu ri baixinho, tão afetado como estava naquele dia em que acordei, reparando naquela linda senhorita como se fosse outra vez a primeira.
—Eu fiquei encantado com sua beleza e só consegui imaginar que você era um anjo, o anjo mais bonito que foi enviado para me receber no céu. E eu ainda me sinto assim, cada vez que eu olho para seus olhos, cada vez que eu escuto sua doce voz.
—Desde o primeiro dia – Bella falou baixinho quando eu fiz uma pausa – cada vez que você sorria para mim, ou melhor, cada vez que sorri, esse sorriso torto que me faz derreter todinha eu tenho a impressão de que meu coração tem vontade de sair do peito e ir bater junto com o seu.
—Ele já bate, Bella. Nossos corações já estão juntos e sempre estarão – sussurrei beijando seus lábios delicadamente querendo mostrar isso por meio do beijo, esquecendo de todo o resto por algum tempo.
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Bella e eu voltamos ao nosso lanche comendo entre sorrisos e conversas, trocando confidencias e promessas. Naquele momento eu só pedia que que tudo desse certo e pudéssemos estar assim por muito tempo ou para sempre.
—Você disse que tinha descoberto muitas coisas hoje – Bella pediu quebrando o longo silencio com a voz macia – algo muito importante.
—Sim, muito importante, inclusive para você.
—Para mim? O que é?
—Não sei se quero falar sobre isso agora – relutei sem ter ideia de como ela reagiria, vendo como só a menção do assunto deixou seus olhos preocupados – não quero que nossa noite termine em um clima ruim.
—Não tem a menor possibilidade de isso acontecer. Pode me falar o que quiser.
—Certo – concordei depois de olhar para ela por um tempo e perceber que não poderia fugir desse assunto para sempre – Descobri sobre Charlie Swan – como imaginei, minha senhorita não esperava pelo assunto e com o susto, ela ficou em pé se afastando de mim.
—Meu tio? Meu tio Charlie? O que está na guerra? – eu me levantei também e segurei sua mão antes de puxá-la para meu colo.
—Sim, ele mesmo. Você o conhece? – ela negou.
—Sinto se não lhe falei dele... – ela gaguejou nervosa – mas não tenho muito o que dizer... na verdade nunca tive.
—Não se preocupe com isso... – falei de mansinho enquanto acariciava seu cabelo em contato com meu peito. Isso foi funcionando, tanto que logo que estava mais calma Bella falou.
—Não me lembro muito bem dele... eu era muito pequena quando saiu de casa, mas minha avó sempre falava muito dele, me contava histórias e mostrava fotos – ela deu um pequeno sorriso – pelo que ela me contava, ele parecia ser uma boa pessoa.
—Você gostaria de conhece-lo?
—Eu não sei...
—Por que não?
—Deve ser difícil encontra-lo e ele pode nem estar vivo – ela suspirou antes de continuar – Quando minha avó morreu mandamos uma carta para avisar, mas nunca houve resposta, ele nunca mais deu notícia. Não sei nem o que pensar.
—E se eu dissesse que ele está aqui perto, em Forks, trabalhando na delegacia?
—Ele está? – perguntou com o cenho franzido – tem certeza?
—Sim. Eu o conheci hoje...
—Você o conheceu? Como?
—Fui até a delegacia para saber mais sobre o meu acidente e ao pedir para falar com o delegado me surpreendo com um Swan que é a sua cara.
—Ele se parece comigo? – Bella perguntou sorrindo.
—Sim, se parece demais.
—É uma coisa que não se pode evitar – ela riu balançando a cabeça – minha avó sempre disse que um Swan se reconhece de longe, não tem como fugir – eu ri junto com ela.
—Foi o que ele me disse também. Eu logo vi o quanto se pareciam e minhas suspeitas se confirmaram quando ele me disse quem é.
—Há quanto tempo ele está de volta?
—Parece que um tempo antes de meu acidente – ela deixou de sorrir parecendo preocupada.
—E ele nunca quis me conhecer?
—É claro que sim e parece que voltou justamente por sua causa...
—Ele voltou? – Bella perguntou tremendo – mas ele nunca se aproximou de mim...
—Por que eu não deixei. Parece que eu não queria ele perto de você – suspirei tocando o seu rosto esperando pela decepção que sei que viria – vê? Quando eu digo que não faz bem essa história de eu me achar seu dono...
—Está tudo bem, Edward – ela beijou meus lábios levemente – não tem problema.
—Não está chateada comigo?
—Claro que não. Se fez o que fez deveria ter seus motivos e eu confio em você de olhos fechados – nós ficamos algum tempo nos encarando enquanto eu procurava algum sinal de que ela não estava sendo totalmente sincera comigo, mas não encontrei e me senti estranho mais uma vez não me sentindo merecedor daquela confiança que ela depositava em mim.
—Não quero que isso continue, Bella – pedi me sentindo angustiado – quero que decida o que é melhor para a sua própria vida e que tenha voz em nosso relacionamento, diferentemente do que tem sido esses anos todos, não quero mais suprimir você...
—Nunca me suprimiu, Edward, você só cuidou de mim...
—É assim que você vê....
—É assim que aconteceu. Você tomou as rédeas quando eu não era capaz.
—Então, agora que você é, que tal se começarmos com isso? Você quer conhecer seu tio? – ela sorriu enormemente.
—Eu quero, Edward, quero muito! Estou muito feliz em ter a sua família por perto e ficaria ainda mais feliz em ter alguém de minha própria família perto de mim, ainda mais alguém que eu não conheço.
—Sabia que se sentiria assim, eu tinha a certeza disso. Charlie vai ficar tão feliz quanto você ficou.
—Você acha? – assenti beijando seu sorriso e Bella me beijou até que ficamos sem folego e antes mesmo que o recuperássemos ela me pergunta sorrindo – então, como ele é?
Contei a ela as impressões que tive de Charlie e sobre tudo o que conversamos, tomando o cuidado de guardar as ressalvas de meu amigo para que ele mesmo tivesse a chance de dizer a ela e esclarecer tudo. Minha Bella ouvia tudo com muito entusiasmo e quando eu não tinha nada mais a dizer suspirei beijando seus doces lábios.
—Se não tem mais perguntas, devemos ir para a cama – ela riu tocando meu peito e deslizando a mão por ele todo até tocar na calça de meu pijama antes de sussurrar para mim.
—É uma excelente ideia...
—Não era sobre isso que eu estava falando – sussurrei em seu ouvido a escutando gemer depois que mordi sua orelha – mas parece que é o que você quer.
—Olha só como eu quero – ela segurou minha mão a levando para a sua boceta molhadinha – vê? – perguntou gemendo enquanto eu a tocava. A rapidez com que ela se excitou me deixou morrendo de tesão e eu tomei sua boca com desejo.
—Vai ter o que deseja, afinal você é uma boa menina e merece tudo o que eu posso te dar – em meio a um gemido eu a coloquei sobre a mesa e me aproximei dela, me inebriando com seu cheio doce.
Sem resistir eu segurei suas coxas e lentamente eu beijei sua boceta e a saboreei devagar, observando seu prazer crescer e crescer até que ele transbordasse e ela gozasse para mim, bem ali na mesa da cozinha. Não me dei por satisfeito e fui para cima dela sem esperar mais nada eu penetrei seu corpo aproveitando o frenesi de seu orgasmo, sua boceta pulsando, quente, deliciosamente molhada, me deixando morrendo de tesão.
Meti nela com força e sem parar tirando o resto de sua roupa, me deliciando com seu corpo, tanto como me deliciava com a sua boceta, a apertando contra mim, sem conseguir parar de beija-la, de toca-la, de meter nela até que gozamos juntos, com força.
Ainda ofegante, eu a peguei no colo a levando para a cama, sem ter hora para parar.
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Acordar de manhã e ver Bella ao meu lado sempre me deixou feliz desde a primeira vez que acordamos juntos, mas hoje, me deixou radiante por ter aquela linda moça ao meu lado especialmente depois de tudo o que aconteceu entre nós dois no dia anterior.
Eu contive a vontade de aperta-la em meus braços para não perturbar seu sono enquanto eu pensava no medo que tive de perde-la.
Olhando para tudo o que aconteceu, só consigo pensar em como fui um idiota com ela no restaurante e estou arrependido por isso. Percebi que devo escutá-la mais, dar a ela a autonomia que quero que ela tenha e não é por meio de ordens que isso acontecerá. Espero que depois de tudo o que conversamos, Bella e eu possamos encontrar um meio de nosso relacionamento funcionar, que ela possa perceber seu lugar em minha vida, da mesma maneira que eu preciso perceber meu lugar na vida dela.
Eu pude entender o ponto dela na noite anterior, mas agora, depois de algumas horas de sono tranquilos minha cabeça estava mais limpa e eu conseguia pensar melhor em minhas atitudes, vi que Bella tinha razão. Eu me senti muito mal pelo que aconteceu no quarto de jogos, mas não havia motivos para isso, no fundo era o que nós dois queríamos e eu estava pensando demais, imaginando o que os outros achariam correto me esquecendo que as únicas pessoas a quem isso importava era a Bella e a mim.
Tudo o que eu não queria nesse momento era me afastar de minha Bella. Meu lugar era aqui, do lado dela, tentando acertar os ponteiros que faltavam para que tudo ficasse certo entre nós, mas o que Charlie disse a respeito de Quill Atera rondava a minha mente e eu precisava ver de perto se as suspeitas do delegado tinham fundamento, por isso me decidi por ir para o fórum e tentar descobrir o que eu pudesse.
Dei um beijo leve em Bella e fui tomar um banho me preparando para o novo dia e antes de sair do banheiro, meus olhos pousaram sobre a pia onde estava o frasco sem rotulo do remédio que o Dr. Alistair me deu. Eu o segurei por um instante, mais uma vez pensando se deveria ou não continuar tomando.
Era uma dúvida que ainda rondava a minha mente por que eu tinha esperança que esse remédio poderia me ajudar a recuperar minha memória já que meu médico nunca fez nada para que isso acontecesse. Por outro lado a conversa com Charlie também mexeu um pouco com as minhas convicções, uma vez que o delegado de Port Angeles não era boa pessoa, que poderia ser facilmente comprado, seu irmão poderia ser da mesma laia e convenhamos que não seria difícil encontrar alguém que pagaria para que eu continuasse sem memória.
Como isso tudo não passava de suposições, eu precisava ter certeza, descobrir algo concreto contra ele e para isso eu precisava de tempo. E tempo é o que eu menos tenho no momento.
—Edward? – escutei Bella me chamando do quarto e logo ela estava ali. O corpo nu, o rosto ainda sonolento, mas sorrindo parecendo feliz em me ver. Estendi minha mão para ela que logo aceitou meu convite e se juntou a mim.
—Bom dia, baby – eu a cumprimentei beijando seus lábios com carinho antes de abraça-la sentindo seu cheiro bom – não precisava ter acordado ainda. Está cedo demais...
—É que você não estava na cama e eu... – ela parou de falar ficando vermelhinha me fazendo beijar suas bochechas.
—Você sentiu minha falta? – Bella assentiu e antes que eu pudesse dizer algo, ela me beijou me fazendo esquecer o que diria. Passamos alguns momentos nos olhando até que ela desviou o olhar sorrindo timidamente.
—Realmente está cedo para você estar de pé, de banho tomado...
—Eu preciso ir para o trabalho.
—Eu pensei que você ficaria aqui comigo o dia inteiro – ela beijou meu pescoço e falou baixinho no meu ouvido – a gente tem tanto para fazer aqui – seu corpo nu se enroscou ao meu me deixando em estado de alerta.
—Não fala assim, tudo o que eu queria era ficar aqui com você, mas eu tenho muita coisa para resolver. Depois da conversa com seu tio eu preciso ver de perto algumas suspeitas, tentar ver o que ainda não vi.
—Tudo bem... eu vou preparar alguma coisa para a gente comer e depois eu me arrumo rapidinho – Bella me beijou acariciando meu peito nu antes de se afastar sorrindo.
Aquele clima leve, aquele sorriso lindo me fizeram decidir e assim que ela se afastou, eu abri o frasco e peguei um comprimido. Por mais incerto que poderia ser, essa era a única chance que eu via de poder recuperar minha memória, de estar bem para a minha Bella. Olhei para o espelho assentindo para mim mesmo assim que engoli a capsula.
Estava fazendo isso por ela.
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Cheguei no fórum atraindo olhares como sempre. Toda vez que eu chegava, era como se algo extraordinário estivesse acontecendo. Eu ignorei todos os olhares e fui para a minha sala a fim de realmente me concentrar em meu trabalho, mas como sempre isso não durou muito já que fui interrompido por alguém batendo a porta.
—Cullen, como vai? – Quill Atera entrou quando eu permiti e se aproximou cauteloso – eu preciso falar com você por um instante, pode ser?
—Claro que sim – deixei de lado os papéis que estava olhando e fiz um gesto para que ele se sentasse não acreditando na sorte que tive de falar justamente com quem eu mais precisava sem ter que procurar por ele – o que você quer?
—Vim devolver seus casos a você.
—Achei que já tivesse feito isso – apontei para a pilha de processos que ele mesmo me tinha devolvido dias antes.
—Eu fiquei com mais alguns que já estavam em andamento, mas ao que parece sua presença aqui está cada vez mais constante, você realmente voltou e por isso eu preciso voltar para o meu posto também.
—Tudo bem – dei de ombros enquanto meu colega ficou me encarando por algum tempo, me fazendo cruzar os braços e me encostar a cadeira – quando você quiser, não tenha pressa – Quill foi tirando algumas pastas de sua maleta e as colocando em cima de minha mesa bem devagar. Era visível o quanto ele estava incomodado de fazer isso. Ao colocar a última, ele sorriu para mim.
—Este vai a julgamento amanhã, está em cima da hora para você se inteirar do caso e se quiser eu posso...
—Julgá-lo? – ele deu de ombros.
—Não sei se você lembra, mas para sermos justos é preciso dias para estudar e entender o caso. Algumas horas talvez não sejam o suficiente.
—Mas você poderia me colocar a par do que aconteceu, ou não?
—Infelizmente não. Eu também preciso voltar ao meu posto, como lhe disse, e tenho meus próprios processos para estudar.
—Tudo bem. Basta você me entregar suas anotações e o que decidiu sobre ele que eu me viro – disse confiante depois de todo o tempo em que passei estudando e de tudo o que observei desde que voltei para cá. Eu realmente me sentia pronto para voltar à ativa.
—Eu não posso fazer isso – Quill me olhava com verdadeiro espanto enquanto gaguejava, ele claramente não esperava por isso – Não sou do tipo que faz anotações, tudo que estudei sobre o caso está em minha cabeça – eu ri me divertindo como se estivesse falando com um dos meus sobrinhos, sem saber qual deles é mais infantil.
—Tudo bem então – me rendi – pode ficar com caso, já que você trabalhou tanto nele – Quill sorriu e esticou a mão para pegar a pasta com os dados do processo e eu o impedi – mas quero estuda-lo por que estarei lá para ver como você vai resolver isso.
—O que? – meu colega estava todo vermelho morrendo de raiva.
—Quero ver se meu lugar estava sendo bem ocupado durante esse tempo todo. Vai ser bom também para que eu entenda o que é e o que não é justo não é mesmo? Até por que, ao que parece – falei mexendo na pilha de processos que ele me entregou – na semana que vem eu tenho outro para julgar.
—O que quer dizer com isso?
—Como assim? – perguntei vendo-o se alterar ansioso para ver sua faixada educada cair para entender o que Charlie viu nele que eu ainda não vi.
—Está querendo inspecionar meu trabalho por que se acha melhor que eu?
—Eu não disse isso e não poderia, uma vez que não conheço seu trabalho e para ser sincero não conheço nem o meu – ele balançou a cabeça indignado fechando os punhos cerrados diante do meu sorriso.
—Tem gente que depois de um acidente que o coloca cara a cara com a morte renasce e se torna outra pessoa. Pelo visto, você não é uma delas, continua o mesmo prepotente de sempre, não é Cullen?
—Prepotente, eu? Por que diz isso?
—Você fica ai, com essa pose de dono do mundo mas você não é e nem será mais do que ninguém aqui.
—Então por que está tão incomodado?
—Você é talentoso, tem uma carreira brilhante, uma esposa linda e... e...
—E o que? – coloquei meus cotovelos sobre a mesa e me aproximei olhando em seus olhos quando ele gaguejou – Qual é o seu problema comigo?
—Você não dá valor ao que tem, não se contenta em estar onde chegou e por isso se acha o centro do mundo, mas saiba que qualquer um pode chegar onde você chegou.
—E então, por que ao invés de ficar se lamentando pelas coisas que eu consegui, você não batalha como eu batalhei e alcança seus próprios objetivos?
—E o que você acha que eu estou tentando fazer desde que me formei? O problema não são os meus esforços para conseguir e sim os obstáculos que eu tenho no caminho – antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Quill se levantou e saiu de minha sala o mais rápido que pôde.
Eu o observei sair e fiquei olhando para porta durante algum tempo. Então o que Charlie disse realmente tinha fundamento, Quill Atera não parecia muito feliz em me ter de volta e é claro que ele queria o meu trabalho para si, mas eu ainda não era capaz de dizer que estava envolvido em alguma coisa.
Determinado em continuar observando, eu peguei a pasta com o processo que tinha deixado para Quill julgar curioso para ver como se comportaria comigo quando eu fosse observa-lo no dia seguinte.
Passei a manhã toda estudando o caso e pensando em soluções para ele e estava voltando para a minha sala quando cruzo com Aro Volturi.
—É muito bom ver você aqui de novo, meu jovem – ele entrou em minha sala antes mesmo de mim e se sentou antes que eu o convidasse – vejo que resolveu voltar ao trabalho.
—Resolvi voltar há algum tempo, tive alguns problemas que me afastaram, mas estou de volta e para ficar.
—Que tipo de problemas? Posso ajudar em alguma coisa?
—Não é necessário, eu já tenho tudo sobre controle.
—Que bom. E como está a sua saúde? Conseguiu recuperar sua memória?
—Infelizmente ainda não, mas eu estou cuidando disso. Tenho esperanças de que em breve poderei me lembrar de tudo e assim esclarecer algumas coisas que ainda não estão claras.
—É claro que vai – ele sorriu me encorajando – A essa altura deve ter tido muitos progressos em seu tratamento.
—Não sei dizer, meu médico ainda não tem nenhum parecer sobre isso.
—Jacob Black é muito competente, sei que vai ajudar você a se recuperar em breve.
—Na verdade, eu não estou mais em tratamento com ele. Sou paciente de Sam Alistair agora.
—É mesmo? – Aro parecia extremamente surpreso – Não posso acreditar que deixou de ser atendido por um médico tão bom e renomado para ficar com Alistair.
—Por que diz isso?
—Deve conhecer o delegado de Port Angeles, não? É ele quem cuidou de seu caso.
—E o que isso tem a ver?
—Eles são irmãos. Imagino que se o conhece, sabe da fama leviana que tem e que, pelo que dizem por ai, ela se estende ao seu irmão.
—Por que está me dizendo isso?
—Não é óbvio, meu caro? Eu quero muito bem a você e devo dizer que foi um erro abandoar o tratamento com um médico tão sério e bem qualificado quanto Jacob para se tratar com Alistair.
—Então acha que eu fiz mal? Que deveria voltar a procura-lo?
—Só acho que seus progressos estão mais certos com quem tem muita experiência no assunto e tem seu caso nas mãos desde o acidente – Aro sorriu para mim e se levantou com dificuldade – eu vejo que está tentando trabalhar e eu também tenho muita coisa para fazer então, vou deixa-lo em paz. Até mais tarde, meu jovem.
Resmunguei uma resposta enquanto ele se afastava. Se antes eu já estava certo de minha decisão de mudar de médico, aquela conversa com Aro só deixou tudo ainda mais claro para mim. Por mais que a honestidade de Alistair fosse uma incógnita, eu já não tinha dúvidas sobre a de Jacob.
Antes eu tinha alguma desconfiança em Aro, mas depois de ver seu nome nos meus papeis de divórcio sem que ele não tenha me dito uma palavra sequer me deixaram ainda mais descrente de sua amizade, ainda mais agora que ele defende aquele médico fajuto.
Estava cada dia mais claro que eles estavam juntos contra mim.
Guardei todas essas desconfianças para falar com Charlie quando chegasse a hora e voltei para o processo que eu estava analisando e, mais uma vez, quando eu estava começando a me concentrar alguém bate à porta.
—Então ai está você, Cullen – Jacob Black entra quando dei permissão – estava fugindo de mim?
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