Meet Me At The Coffee Shop
11 I could die for You
Notas iniciais
Ficamos nos beijando durante um certo tempo. Se eu pudesse, ficava beijando ele pro resto da minha vida… Mas de repente a Jess, que já havia parado de dançar, chamou a minha atenção.
– *cof*cof*!
– Ah, Jess. O que foi? – perguntei.
– Eu acho que está na hora de ir. Já está escuro e eu tô ficando com sono… — disse ela.
– Já? Ainda está na segunda música… — disse.
– Eu acho que não, Liz. Eu acho que já está na décima segunda. – disse ela.
– O QUE? NA DÉCIMA SEGUNDA? Não pode ser! Beijei esse tempo todo? – disse.
– Bom, Liz, você beija muito bem, mas não ficamos todo esse tempo nos beijando. Você fechou os olhos e dormiu sem perceber. Mas um pouco antes de você acordar, lhe beijei novamente. – disse Ant.
Eu corei e comecei a falar.
– Obrigada (risos). Não sabia que beijo bem, nunca tinha beijado antes e aquele momento de nós dois foi como usar uma droga e ficar bem doidão, sabe?
– Nunca tive essa coisa de beijar e ficar desse jeito, mas já senti essa sensação. – disse ele.
Naquela hora, eu não sabia o que ele quis dizer com isso, mas ignorei essa dúvida. Fomos embora e o Anthony foi comigo e com a Jess de ônibus pra casa. Chegando lá, o Ant tinha ido ao banheiro, quando eu senti um cheirinho de maconha. Quando fui ver, havia maconha lá no alto da minha estante. Chamei a Jess e ela se espantou. Assim que o Ant destrancou a porta do banheiro, saímos correndo na direção dele.
–ANTHONY, FOI VOCÊ QUEM DEIXOU ISSO LÁ NA ESTANTE? – perguntou Jess.
– Bom meninas, eu bem que consegui ficar um tempinho sem fumar maconha por causa de vocês. É um esforço muito grande. Eu acho que até consegui disfarçar junto com o Flea e os outros conseguiram um pouco. Mas agora que vocês descobriram… — disse ele.
– Mas Ant, por que você não me contou isso logo? – perguntei.
– Para você não se assustar. Não queria parecer uma má pessoa… — disse ele.
– Sério, cara? Você fez isso por mim? – disse.
– Sim,eu poderia até morrer por você, mas agora que você descobriu que a droga que me fez aproximar de você e que me fez tirar a sua virgindade, você não vai querer mais olhar pra minha cara… — disse ele cabisbaixo.
– Não é verdade, Ant. Drogado ou não, eu gosto de você. Qualquer um acharia que é uma loucura se apaixonar por um drogado. Eu também achei. Mas o que seria a vida sem loucuras? – disse.
– Eu sei, Liz. As loucuras são legais, mas não esse tipo de loucura. Drogas matam. – disse ele.
– Então por que você não para de usar, Ant? – perguntei.
– Eu bem que queria largar esse vício. Mas não é tão simples assim, Liz. Meu pai era um traficante de drogas, nem sei se ele é mais, nunca mais recebi notícias dele. Enfim, ele me deu um cigarro com droga quando eu era pequeno e eu experimentei e até hoje sou um viciado. Não sei como consegui ficar sem me drogar durante esse tempo em que você estava comigo… — disse ele.
– Sendo o que for, eu não ligo pra isso. Você é gente boa, e não foi culpa sua se viciar… — disse.
– Liz, eu acho que seria melhor você se afastar de mim. Qualquer vacilo como beber e se drogar, é como um caminho quase sem volta… — disse ele.
– Eu prometo que não vou mais beber e muito menos vou me drogar. – disse.
– Não, Liz. Falar é fácil. Mas na hora H, é difícil resistir a tentação da droga. Vamos fazer o seguinte: Primeiro, eu vou embora; e para esconder o bebê de sua mãe, você fica sem ir a São Francisco durante toda a sua gravidez. Quando você ter o bebê, me liga que eu venho e pego ele. Se você tiver alguma dúvida sobre o aleitamento, eu vou num hospital e pego lá. Se tiver alguém querendo nos contratar, você dá o telefone lá da casa. – disse ele.
– Mas Anthony, eu não quero que você vá. – disse.
– Você só tem 13 anos e eu, 21. Já tirei a sua virgindade, seu BV e ainda fiz um filho com você. Não quero acabar com a sua vida… Você deve fazer como as outras meninas, focar nos seus estudos e namorar meninos da sua idade. – disse ele.
– Mas eu sempre tirei notas boas e não gosto dessas meninas comuns que se apaixonam por viadinhos que são artistas que usam calça coladinha e ainda fazem danças bizarras e sem graça. – disse.
Assim que disse isso, alguém bateu na porta. Quando atendi, era o flea. Antes que o flea pudesse falar algo, o Ant correu até ele e falou:
– Elas descobriram sobre a coisa das drogas.
– Mas como? Estávamos escondendo tão bem… Enfim, qual foi a reação delas? – perguntou flea.
– BOM PRA NÓS FOI UMA SURPRESA, MIKE, MAS NÃO ACHAMOS QUE ISSO FAZ DIFERENÇA NA NOSSA RELAÇÃO… — disse a própria Jess.
– Não, Jess, droga muda muito a vida da gente. Ela que me fez perder a noção de que estava me envolvendo com uma menina de apenas 13 anos… — disse ele.
– Bom flea, foi isso que falei para a Liz e a Jess escutou também. – disse Anthony.
– Hummmm… É melhor irmos embora… Temos um show pra fazer de última hora… — disse flea.
– ESPEREM! E NÓS? COMO FICAMOS? – perguntou Jess.
– Ahh, vocês podem nos ligar… — disse Ant.
– Tchau,meninas! – disseram Ant e Flea.
– Tchau… — disse desanimada.
Assim que eles bateram a porta, eu e a Jess começamos a chorar e nos abraçar. Depois de um tempinho, decidimos ir na casa do John. Ele atendeu e logo estranhou a nossa cara de choro.
– Aconteceu alguma coisa, meninas? – perguntou ele.
– Os caras nos abandonaram… — disse.
John nos abraçou e começamos a contar pra ele tudo o que aconteceu nesses dias.
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