Medusa, A Origem
5 Capitulo 4
Nas remotas e profundas águas do oceano cintilava pacificamente um palácio dourado, ornamentado com turrículas brancas e grandes arcarias incrustada com corais e conchas, mas a paz estava só por fora porque por dentro a maré estava brava, Turbulenta.
Na grande sala de reuniões onde as lindas paredes pintadas com diversas espécies de monstros marinhos encontrava-se o formoso trono dourado de Poseidon onde ele poderosamente repousava ouvidos os protestos da sua belíssima esposa a nereida Anfitrite.
“Meu Rei, eu não sou uma boa esposa? Não satisfaço todos seus pedidos sem sequer perguntar o porquê deles. Mas isto meu Rei é inaceitável! Eu não posso─”
“Chega!” Ordenou Poseidon a Anfitrite, esta se calando imediatamente, “Eu o grande senhor dos oceanos posso fazer o que desejar.”
“Mas meu Rei. Nunca impedi que satisfizesse suas vontades, mas isto, isto simplesmente é perdi-me demais.”
“Minha querida Anfitrite acho que você esta se esquecendo do lugar que ocupa aqui. Você é e somente é minha esposa. Rainha para os outros, mas mais uma simples ninfa para mim, que neste momento não seria tão glorificada se eu não tivesse tornando-a o que és hoje. Serias mais uma ninfa bonita no oceano sem especial atenção. Não se esqueça disto.”
Derrotada Anfitrite baixou a cabeça olhando para baixo fez uma reverencia e disse, “Eu sei Meu Rei, peço desculpas pelo incomodo e me de licença para que possa me retirar.” Poseidon satisfeito com sua vitória mais uma vez e pelo facto de mais uma vez ter humilhado sua esposa sorriu triunfante e dispensou-a aumentado seu ego insaciável.
Anfitrite sabia muito bem que era perda de tempo discutir ou tentar entrar em acordo com seu esposo quando ele encontrava-se naquele estado. As vezes ela perguntava-se se valia a pena tanta idolatria em troca do Amor. Poseidon esqueceu-se que foi ela a única mulher que estendeu a mão e casou-se com ele quando nenhuma outra se atrevia e ela fê-lo mesmo com a desaprovação da sua família. Acreditando tolamente nas promessas dourados do senhor dos mares.
Um tritão, uns dos guardas mais confiados de Poseidon se dirigiu a ele, curvando-se perante o senhor dos mares e só depois do consentimento de Poseidon ele falou.
“Meu Senhor trago noticias. A família descobriu que o senhor mantém cativa a filha de Cetos e Phorcys assim desejam que o senhor lhes receba.”
Poseidon suspirou pesadamente pensado consigo mesmo ‘eles nunca aprendem,’ mas como Cetos e Phorcys eram grandes divindades marinhas ele não podia deixar de atende-los, de todas ninfas ele foi escolher exactamente esta, a famosa filha desaparecida das divindades. Irónico pensou ele, ele soube que não se tratava de uma simples humana no primeiro contacto que ele teve com ela não soube como, mas a noticia que o grande senhor dos mares havia trazido uma mulher no seu palácio espalhou-se por oceano todo ate chegarem aos ouvidos deles assim, concluírem que se tratava da filha deles.
Retrucando ele concebeu sua autorização ao guarda para que este fizesse entrar os pais da sua mais nova conquista, porque era assim que ele olhava-a como um premeio bem merecido.
As duas divindades marinhas logo fizeram notar sua poderosa presença na sala de Poseidon. Eles pareciam aflitos e preocupados. Poseidon esboçou um sorriso sínico, isto seria divertido ver as grandes antigas divindades pedindo um favor a ele, porque ele tinha certeza que eles estavam ai para pedir algo.
“Meu grande Senhor.” Disse respeitosamente Cetos curvando-se ao Poseidon. “Como o senhor já deve saber viemos ver nossa filha que como tudo indica encontrasse sobre sua guarda assim humildemente pedimos que concedas algum momento com ela.”
Poseidon não disse nada, simplesmente analisava a situação se concebia ou não o pedido, mas aí Phorcys manifestou-se. O esforço que este fazia para curvar-se diante de Poseidon era notável. Via-se claramente o orgulho ferido do Titã a submeter-se a ele, “Meu Senhor─ dava para sentir o ódio disfarçado ou acalmando nas suas palavras─ eu peço encarecidamente que se se digne a conceber o pedido da minha esposa. Há tempos que não vemos a nossa filha que fomos obrigados a abandonar assim que ela nasceu por motivos maiores a nossa vontade. Por isto eu Phorcys ajoelhou-me diante do senhor pedindo este favor. Acho que ate Hades concederia nosso pedido e soubemos que o senhor não possui o coração tão escuro como do seu irmão.” Poseidon soltou uma gargalhada maléfica nem nos seus melhores dias imaginou que este Titã curvaria a ele. Saiu nadando do seu trono ao encontro das duas divindades.
“Hum,” disse pensativo Poseidon, nadando em redor dos dois formando um pequeno moinho de água. “Vejo, esta bem vou deixar a sua mulher ver a vossa filha, mas só Cetos.”
Phorcys já ia reclamar, mas sua esposa firmemente agarrou-lhe o braço fazendo-o parar. Cetos olhou-o nos olhos intensamente e este baixou a cabeça vencida compreendendo exactamente à mensagem que ela lhe passava. ‘Poseidon só estava brincando com eles lhes torturando e se eles não aceitassem sua oferta talvez nunca mais viesse sua filha.’
Sarcástico Poseidon disse, “Vejo que foi tudo resolvido.” Então ele chamou o guarda que anunciou a visita deles mais cedo pedindo que este escoltasse a ‘Deusa Cetos’ para sua querida filha.
***
Uma voz chamava por mim, mas não era meu nome que eu ouvia, mas sim um nome estranho que ao mesmo tempo não era estranho.
“Medusa, Medusa…” solenemente a voz doce chamava-me, estranhamente meus sentidos respondiam pelo nome atribuído a mim, porque sem explicação eu sabia que o nome era meu. Aos poucos fui recobrando minha existência. Meus olhos abriram-se para encontrar uma bela mulher de cabelos aurora olhando-me tão carinhosamente, o calor do seu olhar era inexplicável para uma pessoa que eu nem sabia quem era mas a urgência de abraça-la era inexplicável também.
Os meus sentidos voltaram ao normal e olhei fixamente a mulher que se encontrava ao um lado, ‘quem é ela? O quê ela faz aqui?’ foram as perguntam que conseguiram formular-se diante da confusão que minha mente se encontrava. Por instinto peguei minha cabeça que doía muito e tudo que se passou em horas atrás veio à mente. Desde a despedida do Draco ate, ate ao tritão que nadava no mar. Imediatamente saltei da cama supervisionando meu corpo. Encontrava-me vestida! Como? Se a ultima coisa que fiz foi entrar no mar… a ultima lembrança veio a mente. Assim que ele me tocou meu corpo começou a liquidificar-se virando espuma do mar. Assustada abracei-me sozinha e apavorada para só depois notar que a misteriosa bela mulher me abraçava acalmando-me porque eu gritei.
Assim que consegui acalmar, ela soltou-me e olhou-me nos olhos penetrando minha alma. “Medusa minha filha, não tenha medo. Sou sua mãe Cetos e─”
“O QUÊ!” Gritei mesmo não querendo. Minha filha?! Minha Mãe?! Do quê ela estava falando. Comecei a mi distanciar dela. Ou eu estava sonhando ou esta mulher era louco, porque certamente minha mãe não era ela e eu não era sua filha mas então porque este sentimento urgente de abraça-la e confia-la?
“Calma Medusa.” Disse ela tentado manter a calma.
“Para de me chamar de Medusa!” Ataquei. “Meu nome é Métis! Não Medusa.”
Ela suspirou pesadamente, “Compressível, os humanos devem ter te dado outro nome.”
Humanos? Outro nome? Mas do que ela falava exactamente cada minuto que eu passava perto dela só me enlouquecia mais e mais.
Ela olhou-me e disse, “Por favor, Med-Metis acalma-se esta bem. Deve estar a ser difícil agora, mas tente se acalmar e ouça. Você é sabia o suficiente para já ter notado que és de algum jeito especial e diferente em relação ao outros. Eu sou Cetos sua verdadeira mãe e você pertence a uma família de divindades marítimas. Os antigos poderosos Titãs” disse ela viajando no tempo, talvez lembrados os gloriosos dias dos Titãs, “Você Métis minha filha é uma deusa marítima Titã.”
“Como assim?” perguntei mais confusa ainda.
Ela esticou os ombros, “Por favor, sente-se Métis, não tenha medo eu não te farei mal nunca, aliás, foi para seu bem que me separei de ti.”
Isto me deixou curiosa. Sem me aperceber sentei-me na margem mais afastada da cama não querendo me aproximar muito dela ao mesmo tempo em que meu lado racional dizia para manter distância dela, meu lado emocional morria de vontade de abraça-la, mas oprimi este desejo sem sentido eu ainda nem sabia se ela falava verdade.
Ela esboçou um sorriso assim que me viu sentada na cama. “Vou começar do princípio Métis. Você é a terceira filha de Phorcys e Cetos. Duas divindades marinhas antigos deuses Titãs. Isto faz de você uma deusa. Tens duas irmãs Euriale e Esterno, tão belas quanto você mais infelizmente… vamos deixar este assunto para depois por agora vamos focar em você. ”
Eu tenho irmãs ─ sempre quis ter irmãs, e pais titãs! Por mais que meu lado lógico não aceitasse no fundo tudo fazia sentido esta vontade louca que tinha pelo mar, a proibição da minha mãe… humana em relação ao mar. Todas as peças encaixavam–se menos uma.
“Porque vocês me abandonaram!” Foi mais uma inquisição que pergunta.
Ela olhou para baixo antes de responder, mesmo assim eu vi que ela tentava esconder uma lágrima. Deu-me vontade de correr até ela e abraçar-lhe pedir que parasse de chorar, mas mais uma vez oprimi essa vontade. Não tardou muito para que ela se estabilizasse.
“Métis, eu não tive escolha, você morreria nos meus braços aqui no fundo do mar com tantos perigos a solta, nasceste um bebe perfeito saudável, mas com um, podemos chamar de defeito. Não me olhe com essa cara, por favor. Não sabes o quão foi difícil para mim deixar-te ir mas tive que fazer para que pudesses ter uma chance de sobreviver, você é mortal diferente de toda nossa família e um ser mortal não consegue viver no oceano profundo mesmo especial como você, então com o coração partido tomei uma decisão que mudou o rumo da sua história. Entreguei-te a um pescador que parecia honesto suficiente para criar-te com amor e carinho.”
“Pai…” suspirei.
“Sim seu pai humano, e não errei no meu julgamento, você se tornou uma bela e sabia mulher igualzinha a deusa Métis.”
Agora mais relaxada curiosidade tomou conta de mim, varias perguntas surgiram e não hesitei a pergunta-las e fiquei satisfeita que todas elas estavam ser respondidas sem excepção. Finalmente os pontos ocos da minha historia se preenchiam, fiquei, a saber, mais sobre minhas irmãs, mas não gostei do que ouvi,
“… infelizmente Métis é difícil, mas é verdade. Suas irmãs cansadas da opressão e abuso de poder da nova era dos deuses olímpicos revoltaram-se, elas não aceitavam a ideia de submeterem-se ao poder dos deuses do Olimpo assim como muitos Titãs que foram parar no tártaro por desafiarem aos novos deuses e o resto se acovardou como nós por medo de apodrecer no tártaro eternamente. Euriale, minha belíssima filha, mas que possui dentes de javali virou símbolo de instinto sexual pervertido devido ao facto dela seduzir homens devorá-los no meio do acto. O mesmo aconteceu com Esteno sua irmã de lindas asas douradas que virou símbolo de perversão social, desviando almas virtuosas de puras acções a maléficas iludindo-as com riquezas fáceis baseado no ouro. Mas não se preocupe com elas, estão seguramente escondidas no submundo de Hades onde nem os guerreiros dos deuses se atrevem a ir. Por enquanto estão seguras.”
Isto me pôs triste. Mas ela alcançou meu queixo que agora estava baixo e subiu com sua mão. Como ela tinha se aproximado tanto sem que eu notasse. Fiquei desconfortável com o toque da sua mão no meu queixo, mas não fiz nenhum movimento para tira-la ali porque alguma força inexplicável me compelia a ela.
“Mas você… você é especial Métis. Você tem o dom da vida e da morte filha. Por baixo você carrega a fonte da vida e rio da morte,” disse ela pegando minhas mãos pondo seus delicados dedos nas minhas veias da mão direita e esquerda. Eu a simples Métis, filha de simples pescador agora era uma deusa, que possuía poder e ainda tinha uma família de divindades.
“Esta é a sua história Métis, a história deusa mortal que vive entre os humanos. Eu achava que nunca mais teria a chance de te ver mais aqui está você comigo.”
Aqui? Onde era aqui? Pela primeira vez me dei conta que não estava na minha casa nem na minha cama, subitamente levantei-me bruscamente quebrando o contacto com a minha suposta mãe. Analisando onde me encontrava, lentamente fui girado no mesmo eixo registado cada imagem que passava por minhas vistas e ao mesmo tempo entrando em pânico dando-me conta que me encontrava no fundo do mar dentro de uma grande bolha de ar, não havia outra descrição.
Meio desorientada andei ate onde terminava a bolha de ar e pus minha mão fora ela levemente sem impedimento passou pela bolha sentindo a agua azul escura densa e fria que circundava o meio, quando retirei minha mão da agua puxando-a para dentro da bolha de ar ela estava visivelmente molhada. Por Zeus estava mesmo no fundo do mar! A única luz que cintilava era das paredes douradas que estavam imersas na água, toda mobília estava dentro da bolha menos a majestosa porta dourada que se encontrava cintilando na água também, desesperadamente virei-me a ela procurando explicação para isto.
Ela logo se levantou da cama e me abraçou acalmando-me e não a afastei de mim em vez disto aconcheguei-me mais no seu consolo pensando em tudo que estava acontecendo e nas descobertas da minha vida. “Infelizmente filha você se encontra nos domínios do grande senhor supremo dos mares. Poseidon. Este é seu palácio.”
Então era ele, o tritão. O próprio Poseidon em pessoa quer dizer o grande deus do mar.
Subitamente a porta abriu-se e na penumbra do choque entre a densidade escura do mar e as paredes douradas surgiu ele. Poseidon escoltando por outros dois tritões. Congelei enlaçando-me mais a ela tremendo de medo. Como sempre seu sufocante brilho dourado cegava tudo em redor. Eles se encontravam nadando relaxadamente em posição vertical como se fosse a coisa mais natural do mundo enquanto eu tremia nós braços da minha… mãe.
Ela sussurrava no meu ouvido que tudo daria certo, mas bastou um olhar nos olhos dele para saber que estava condenada. Tão natural como mudar de roupa Poseidon trocou de forma assim como os dois tritões que lhe escoltavam quando passaram para bolha de ar, uma simples luz azul-marinho espiral envolveu-os todo corpo começado de baixo na cauda para cima e descendo revelando um homem completamente vestido enquanto ela desvanecia.
Pelos deuses do Olimpo que surpresas mais vos guardavam para mim, num piscar de olhos os três tritões viraram homens preenchendo agora o pequeno espaço da bolha de ar. Poseidon deu um sinal afirmativo com a cabeça para seus guardas executarem uma ordem e foi o que eles fizeram.
Sem, aviso prévio arrancaram-me dos braços de Cetos e começaram a empurrar-lhe para fora da bolha, por mais esforços e gritos que déssemos era impossível parar os fortes guardas de Poseidon que assistia tudo parado com um sorriso satisfeito no rosto.
“Que tipo de monstro insensível é você!” gritei desesperada soluçando.
Isto o abateu. Logo ordenou que seus guardas parassem de puxar Cetos e esta prontamente ajoelhou-se nos seus pés pedindo de forma humilhante e chorando desesperadamente que ele me deixasse ir com ela. Ele olhou-a com desdém e negou-a seu pedido alegado que tinha feito muito por ter deixado ela me ver e não me deixaria ir sem que se cansasse de mim e que culpa não era dele se eles haviam deixado sua filha desprotegida, ainda teve a audácia de falar para ela que deveria estar agradecida por ele ter me trazido aqui assim revendo-me. Tive vontade de vomitar, afinal este era o grande deus do mar. O Poseidon. Não era para menos que minhas irmãs odiavam eles.
Sem mais argumento Cetos chorou ajoelhada, ajoelhei-me e ajudei a levantar-se. Abracei-a e disse no seu ouvido fechando os olhos, “Mãe” essa palavra foi um suspiro, mas ela ouviu, o importante é que foi sincera carregada de sentimento. “Por favor, não se humilhe mais, vai eu ficarei bem. Foi bom ter te conhecido e descoberto minha historia. Não importa o que acontecera daqui para frente. O mais importante já foi dito. Diga a minha família que estou ansiosa para lhes conhecer e que isto não é o fim…”
Com isto despedimos. Não tinha notado que chorava até que Cetos enxugou uma lágrima do meu rosto e assim ela foi levando consigo minha lágrima e os guardas de Poseidon a escoltaram para fora. Como antes assim que eles passaram a bolha de ar viraram tritões mais uma vez, mas Cetos não. Ela permaneceu com forma humana, mas mais densa como se seu corpo pertencesse água. Olhamo-nos pela última vez, suspirei algo dentro de mim dizia que aquele seria a última vez que veria minha… Mãe.
“Em fim só.” Disse alegremente Poseidon, fazendo-me desviar toda minha atenção nele agora. Deu-me uma raiva dele, seja lá o que este hom-Deus queria de mim nunca iria conseguir.
“O QUE VOCÊ QUER?” cuspi a pergunta como se minha boca tivesse acido.
“Você,” respondeu ele agora mais perto de mim ao ponto de sua mão poder alcançar minha bochecha, mas logo virei à cara para que seu toque imundo não tocasse minha pele. Isto o enraivou porque ele agora já não falava mais com a voz dócil sedutora.
Agarro-me brutamente pelos braços jogando-me na cama e gritando comigo. “Quando você vai ser minha!” exigiu ele.
“Nunca!” mesmo tremendo de medo disse-lhe. Ele gargalhou cinicamente.
“Eu acho que você ainda não entendeu minha querida,” disse ele sarcasticamente. “Eu não estou pedindo, mas ordenado! quase me esquecia, preferes ser chamada de Medusa ou Métis?”
“Então pode esquecer sua ordem Poseidon, porque em mim senhor dos mares não tocas eu sou da terra não do mar.” Não respondi sua pergunta sobre nomes.
Ele arqueou as sobrancelhas esboçando um sorriso cínico, aí me lembrei de quem eu era de verdade e pertencia ao mar por causas dos meus verdadeiros pais assim fazia parte do seu domínio. Tremi só de pensar nisso e ele notou porque soltou mais umas das suas gargalhadas.
“Você. Me. Pertence. Querida.” Disse ele soletrado cada palavra para que eu entendesse bem. “Quanto ao nome já que não queres dar a opinião fica com Métis. Combina mais contigo deusa.”
Falei a primeira coisa que me veio à cabeça, “Eu não posso… eu sou casada e amo meu marido.”
Ele parou por um momento considerando minha resposta, uma gota de esperança surgia pelo simples facto dele ter parado para pensar, mas gota se desvaneceu assim que ele abriu a boca.
“Pode tratar de esquecer seu querido maridinho, porque você agora me pertence ate segunda ordem e vai ficar trancada aqui nesta bolha de ar ate que aprenda a ser mansa comigo e ceder meus desejos. Você até pode sair da bolha porque não é nenhuma prisão, mas não sobreviveras por muito tempo nestas águas densas e frias visto que foi por isto que sua família livrou-se de ti. Isto é se conseguires sequer sair do meu palácio.”
Com isto ele virou-se e foi-se, transformando-se mais uma vez no tritão dourado e saiu nadando para a imensidão do mar enquanto eu estava presa numa bolha de ar sem puder sair dela porque tinha certeza que Poseidon dizia a verdade sobre não sobreviver. Do que valia possuir beleza extrema se só chamava problemas, ser filha de divindades se nem eles poderiam me ajudar e possuir poderes se eles não me serviam para nada.
Só pude presumir este dia como o primeiro dia da minha desgraça. O pior é que eu estava certa.
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