Medusa, A Origem
4 Capitulo 3
Seis meses passaram. Seis meses de prazer, seis meses de alegria, seis meses de felicidade. Seis meses de paixão…
Como prometido Draco fez-me umas das mulheres mais felizes da Grécia. Tornei-me esposa, aquilo que mais temia, mas a vida de casada não era o que eu havia imaginado. Draco meu querido abençoado marido era o sonho de toda mulher.
Nossa união espiritual já havia sido abençoada pela Afrodite e nossa vida matrimonial havia sido abençoada pelos humanos.
Mas como o velho ditado diz: ‘Nenhuma felicidade dura para sempre’. E foi isto que aconteceu, o Rei mais uma vez chamou seus homens para servi-lo e honrar Grécia em mais uma batalha. Infelizmente Draco era uns dos seus homens e ele tinha que servi-lo.
Quando a convocatória chegou, simplesmente eu não aceitava nem a ideia de tê-lo longe de mim, mas tive que aceitar afinal de contas tinha me casado com um guerrilheiro, um soldado, um protector da nossa amada pátria.
Na nossa última noite, na noite mais memorável da minha vida, fizemos amor, mas não foi o simples acto sexual, foi fazer amor de verdade como nunca tínhamos feito, nunca havíamos nos conectado tão intimamente e profundamente como naquela noite. A química que circulava era mágica, irreal. Nossas almas já estavam conectadas desde dia que unimo-las na praia, mas naquela noite nossos corpos superaram…
Eles realmente eram um só no sentido completo da palavra, mas algo me assustava nessa toda magia, parecia que eles despediam-se como se nunca mais haveriam de se tocar.
Ao amanhecer Draco foi-se, a caravana militar passou a leva-lo. No último minuto da nossa despedida ele virou-se e beijou-me na testa sussurrando no meu ouvido.
“Voltarei…”
Abraçou-me e foi-se antes que eu tivesse a oportunidade de responder-lhe, com coração partido o vi indo. Minha vontade era correr, agarrá-lo e implora-lo para que não fosse, mas eu sabia que se eu fizesse isto provavelmente ele concederia meu desejo, mas tornara-se num homem sem honra por dar as costas a sua pátria e isto faria Draco infeliz, e não queria ver-lhe infeliz por isso suportei firmemente vendo-lhe partir mesmo com o coração pesado. Fiquei ali parada até que nem sombra de Draco ou a caravana militar visse-se.
Mesmo despedaçada por dentro precisava fazer o certo. Mas naquele momento precisava mesmo de acalmar meu coração e clarear minha mente por isto decide ir a praia, a água sempre me acalmou e era meu consolo predilecto. Meu segundo mundo…
Entreguei-me por completo ao imenso oceano, exactamente como a natureza me enviou ao mundo. Sem nenhum atalho a terra. Nas primeiras colisões que a água fazia com meu corpo já me sentia relaxada. Mergulhei profundamente no mar afastando-me mais e mais da costa onde a água era escura, densa e perigosa, mas isto não me assustava porque este era meu segundo lar e sua gloria beleza só aumentava cada vez que você aprofundava-se nele.
Algo brilhou no meio daquela escuridão, velozmente o brilho dourado passou por mim clareando a água. Primeiramente pensei que estava delirando, mas de novo a água brilhou, mas dessa vez mais intenso, ali eu vi o que era na verdade o brilho dourado era uma cauda! Uma cauda de peixe com escamas douradas?! Mas não era uma cada normal era muito grande para ser de um peixe normal. O brilho foi aumentado à intensidade clareando tudo em volta, a água uma vez escura tornou-se dourada.
A fonte do brilho se fez notável. Era um elemento da natureza, do mar especificamente. Um, um, T-tritão… por Zeus; um verdadeiro Tritão.
Vários sentimentos e pensamentos se apoderaram de mim, mas lutei para manter a calma, teria maior possibilidade de sair dessa situação se estivesse calma. Respirei fundo não me atrevendo a fechar os olhos ou mover por medo de perdê-lo de vista.
O Tritão se aproximava mais e mais movimentado sua cauda gloriosamente ao meu encontro. Meu pobre coração já não aguentava com tantos batimentos fortes, o pior de tudo é que meus sentidos estavam paralisados. Só conseguia focar nele. Meu corpo só boiava naquela profundeza, por mais esforço que eu fizesse para nadar a superfície ele não me obedecia. Graças aos deuses que nadava muito bem e segurar respiração na água era minha especialidade.
O Tritão já se encontrava a palmos de distância, ele encontrava-se em posição vertical me dando uma vista completa do seu corpo, se duvidei agora tinha certeza ele era um peixe-dourado da cintura para baixo e era uma cauda majestosa, e abanava-a lentamente espalhado seu brilho sufocante na água e da cintura para cima completamente normal, um homem. Um homem bonito até de corpo escultural, olhos azuis. Tão azuis… mais azuis que de Draco; parecia que eles absorviam o azul da água e tinha cabelos negros curtos, uma coroa feita de algas marinhas douradas descasava na sua cabeça e na sua mão direita trazia um tridente dourado. Ele carregava a postura de um deus, poderia ser confundido pelo próprio Poseidon  por causa da sua gloria e postura.
Ele me olhava fixamente, vi algo nos seus olhos; algo que nunca tinha visto antes. Eles estavam carregados por luxúria, desejo. Puro desejo carnal. Isto me assustou. Calmamente e tão naturalmente ele levantou o braço e posou sua palma na minha bochecha, aquele foi o primeiro toque da minha desgraça…
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