Medusa, A Origem
2 Capitulo 1
ALGUNS DIZEM QUE nasci um monstro, filha de Phorcys e Ceto as antigas divindades marinhas.Alguns dizem que me tornei um monstro através da maldição de Atenas, porque desobedeci suas ordens e insultei sua beleza. Mas tudo não passa de uma mitologia. Pelo menos é o que todo mundo pensa e diz. Mas sabes o que dizem sobre mitologias, ‘Existem sempre um fundo de verdade nelas’.Tudo começou nas profundezas do oceano, minha mãe biológica — Cetos — concebeu-me nas profundezas do oceano, nasceu era um bebé especial, com poderes especiais — Meu sangue poderia curar e matar, dava vida e levava vida — Mas o bebé especial tinha um defeito, era ‘mortal’. Diferente de toda minha família de divindades, por isto decidiram que o melhor para mim seria viver na terra. Cetos decidiu se encarregar desta missão, ela conseguiu colocar-me sem ser notada dentro de um barco simples de um humilde pescador.
Primeiro o pescador estava assustado pelo repentino aparecimento de um bebé em alto mar, mas decidiu consultar sua mulher antes de tomar qualquer decisão. O pescador contou a sua mulher o que tinha acontecido, ela também estava indecisa mas logo que pegou o formoso bebé nos seus braços, não resistiu. Seu coração falou mais alto que raciocínio. Sem sombra de dúvida ela viu sua tão esperada filha, um presente do oceano e dos deuses. Poderia não ser sua filha por laços sanguíneos mais com certeza seriam por laços espirituais.“Vamos lhe chamar de Métis, em homenagem a Deusa da sabedoria. Com certeza ela será uma mulher de sabedoria e beleza extrema.”Assim é como minha história começa, se eu soubesse da minha proveniência, minha origem desde do princípio, talvez, mas talvez quem sabe não teria acabado tão mal. Mas é como dizem ‘Algumas coisas estão melhores guardadas que livres e você não pode mudar seu destino, não importa o quanto fujas e o que faças ele sempre volta para ti caçar’.20 Anos depoisCorria rápido sentindo o vento salgado na minha pele, passando pelas ovelhas que pastavam no imenso campo verde. Parei a precisamente centímetros do precipício. Fechei os olhos, respirei fundo. Sentido o ar salgado que provinha do oceano. Abri os olhos e sorri, Grécia — Mar azul, montanhas rochosas, imensos campos verdes — Beleza inigualável.Olhei fixamente para o imenso mar que escondia profundos segredos. Suspirei, adorava o mar de uma forma inexplicável, por isto me tornei óptima nadadora. O mar era minha segunda casa. Locomovia–me melhor no mar que na terra. Mais mesmo assim minha mãe fazia todos possíveis para que passasse menos tempo possível no mar, como se isso fosse possível. ‘Pensado em mãe, já estava na hora de ir, em segundos ela iria começar a gritar.’ Voltei correndo de para casa.Quando cheguei lá ela já estava histérica “Métis! onde estiveste filha? Você sabe que a festa da chegada da primavera vai começar no crepúsculo e já esta quase anoitecendo.” Ela falava alterada.“Mãe! Mãe, relaxa! Já cheguei, vou me arrumar rapidamente, num segundo estarei pronta.”“O QUE? Num segundo? Não! Hoje vai se vestir apropriadamente como uma boa mulher grega.”“Mãe?” tentei persuadi-la enfeitiçando-a com minha melhor voz doce.“Nada de ‘mãe’. Dirija-se aos seus aposentos em pouco tempo estarei lá.” A ordem silencio todos meus apelos, caso perdido.As vezes minha mãe era… mas eu sei que ela não fazia por mal. Só queria ver a sua filha feliz e ‘casada’. Zeus. Já estava na hora de me casar mas ainda queria viver minha liberdade, minha juventude um pouco mas antes que algum marido tipicamente grego me tirasse ela. Não via porque as mulheres voavam para o casamento! No dia que me casasse teria que ser com um homem que eu amasse e ele me amasse também, de verdade. Um homem digno, que merecesse meu amor e respeito e o mais importante para os maridos gregos, ‘virgindade’ em caso contrário nunca iria me casar, preferia morrer solteira. Que minha mãe não desconfiasse que pensamentos nefastos como ela diria nublavam minha mente se não ela própria arrastaria-me para o altar sem precisar de um marido tipicamente grego machista.Tomei um banho relaxante, quando sai minha mãe já se encontrava lá como prometido. Mas algo chamou minha atenção, um lindo chiton de seda branco, mas com bordados de flores vermelhas que nasciam no fundo do chiton. O chiton cegando tudo ao redor com seu brilho.Aproximei-me cautelosamente do chiton ano acreditando no que estava vendo, acaricie-o com os olhos fechados sentido sua textura macia.“É para mim?” Perguntei emocionada.Mãe só abanou a cabeça em sinal positivo claramente também emocionada pela minha alegria e deslumbre. Este tipo de roupa não era para as mulheres do povoado como eu. Mas sim para as belas mulheres da família real ou de famílias ricas. Mas hoje eu, Métis. Iria usa-la.Vesti o chiton que caiu como uma segunda pele no meu corpo. Mãe ajudou-me a prender os alfinetes.“Agora só falta o cabelo.”“Mãe?” apelei, “O cabelo não, você sabe que eu gosto de usa-lo assim.”“Métis eu sei que você adora ter o cabelo solto, e tens o cabelo mais cobiçado da Grécia, todas mulheres queriam ter num cabelo sedoso assim como seu para fazer todos aqueles penteados bonitos. Por favor faça algo diferente hoje, por mim. Até comprei uma nova fita para combinar com os bordados do seu chiton. É vermelho”
Desta vez ela venceu. Não consegui negar. Ela tinha pedido com tanta doçura. Suspirei. Balancei minha cabeça concedo-lhe seu pedido. Imediatamente ela fez-me sentar em frente ao espelho antes que eu mudasse de ideia e começou a sua obra-prima.Fechei os olhos não querendo ver o que me aguardava.“Pode abrir Métis. ”Devagar abri meus olhos preparando-me para o choque mas não, estava óptimo ate, esplêndido. Era um penteado complicado onde o laço vermelho dançava pela trança do meu negro sedoso brilhante cabelo fazendo um perfeito contraste.“ Vê! Eu disse que você ficarias linda. Agora apresse-se criança. Estarei fora a receber os convidados. ”Nisto minha mãe saiu do quarto. Me deixando no espelho admirando-me, eu sabia que era bonita, muito bonita até para meu gosto — As vezes esta beleza só trazia problemas — mas hoje tinha me superando estava… deslumbrante. Meu cabelo negro como a noite e brilhante como a lua ‘misteriosamente perfeito!’, comprido, caia ate a cintura e era muito sedoso. Meu cabelo era a parte que mais gostava no meu corpo, a que chamava mais atenção pela sua suavidade e beleza extrema só completava a beleza do chiton.Foi quando me dei conta, do porque disto tudo. Eles esperavam que eu arranjasse um marido hoje na festa. Por um momento tive vontade de rasgar o chiton mas pensei no trabalho duro que meu pai teve que fazer para conseguir comprar o chiton. Decidi ir por fim, afinal eles eram tão bons comigo, não eram severos como a maioria dos pais que obrigavam suas filhas a se casarem, pelos menos meus tinham me dando um tempo para escolher meu futuro marido e meu tempo estava se esgotando.Fui a festa, melhor dizendo submundo. Por no submundo Hades deus do inferno governava e esta festa seria um inferno.O ambiente estava como eu havia premeditado, gente dançado, comendo e bebendo. Em fim uma típica festa grega. Como sempre minha mãe me apresentou a uma camada de jovens solteiros, me fez dançar com alguns deles. Tive que cumprimentar grandes famílias.Como sempre os comentários eram os mesmos.“Esta cada vez mais bonita Métis ”“Sempre linda Métis”“Sua filha é digna de ser chamada deusa”…Quando minha mãe relaxou, deixando seu brinquedo predilecto descansar aconcheguei num canto isolado da festa bebendo um copo de vinho. Tinha feito tudo que ela me mandou sem uma queixa. Foi ai que eu lhe vi. Ele tinha um cabelo loiro e longo, corpo bem feito — Braços musculosos, peito largo e alto — Com certeza um soldado. Ele capturou meu olhar — Tinhas os olhos mais azuis que alguma vez tenha visto. Azuis marinhos, da cor do mar que eu tanto amava mas ate o mar sentiria inveja de seus hipnotizantes olhos azuis — seu olhar era hipnotizante, desviei o olhar mais rápido que pude. Mas já havia provocado, não se encarava um homem grego assim ainda por cima um soldado. Antes de desviar o olhar vi que ele caminhava em minha direcção. ‘Pelos deuses do Olimpo, o quê este homem vinha fazer aqui? Já não bastava o quanto eu estava envergonhada por ter sido pega olhando um homem, melhor dizendo cobiçado. Agora ele tinha que vir aqui! O que iria dizer-lhe? Porque fui olha-lo.’
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