Medo de amar
10 Capítulo 9
Notas iniciais
– E então meninas – fala Dante passando seu braço direito pela cintura de sua acompanhante. – O que vocês acharam do filme?
– Ai eu amei! Foi um filme tão lindo, mesmo que a gente não tenha assistido de verdade. – sussurrou a garota, a última parte no ouvido de Dante fazendo com que Enzo revirasse os olhos.
– E você En – fala Melissa se pendurando em seu braço com uma força que o assustou – o que achou do filme?
– Nós nem mesmo assistimos o filme, porque eu teria uma opinião sobre ele? – falou virando seu rosto para o outro lado demonstrando seu sinal de irritação, não só pela pergunta idiota feita pela garota, mas pelo apelido ridículo que o acabara de chamar e que ele odeia, e que pior, o fez lembrar a garota morena de óculos grandes e atitude hostil que á essa hora devia estar arrancando os cabelos em seu quarto pela bagunça que ele deixara. Sem que percebesse ele deixou que um sorrisinho escapasse de seus lábios com esse pensamento, o quê a garota ao seu lado interpretou diferente.
– Eu também gostei muito do que fizemos lá dentro! – sussurrou tentando fracassada mente, percebeu o garoto, ser sexy.
– Quantos anos você tem mesmo? – ele perguntou fazendo com que a garota desse um sorrisinho acanhado e se calasse. Perfeito! Pensou o rapaz Acabei de transar com uma garota menor de idade em um cinema. Bufou por frustração.
– Por que não fazemos um lanche antes de irmos embora? – sugeriu Dante vendo a cara insatisfeita de seu amigo.
– Ai, — deu um gritinho de felicidade o que fez Enzo respirar fundo de raiva – Eu adorei a ideia. Né Enzo? – falou novamente puxando seu braço.
Ele, que já estava excessivamente estressado se virou bruscamente para a garota novamente com um olhar severo e rabugento.
– Você pode, por favor, parar de puxar meu braço?- pediu fazendo com que a garota o soltasse imediatamente e ele limpasse com as mãos o local onde foi tocado.
– Desculpe. – falou cabisbaixa, mas ele pode ver um sorrisinho em seus lábios. Mulher gosta é de ser maltratada mesmo! Constatou.
Os quatro chegaram ao refeitório e as meninas foram se sentar enquanto eles faziam os pedidos.
– Cara, o que está havendo com você? Você é maluco? Tratar a menina daquele jeito. – O garoto parecia realmente indignado, o que Enzo ignorou obviamente e continuou olhando o cardápio.
– Eu estando louco ou não, ela gostou de qualquer forma. – revirou os olhos se estressando por não achar a sessão de hambúrguer.
– De qualquer forma você está estranho de uns tempos pra cá Enzo. – se recostou a bancada já que não havia ninguém atrás deles e encarou as meninas que estavam sentadas e trocando risadinhas cumplices, o que o fez soltar um sorriso inapropriado para menores de 18 anos. – O que está havendo contigo?
Enzo retirou seu olhar do cardápio e o direcionou a seu melhor amigo, o analisou por segundos e percebeu que nenhum por um milésimo o garoto percebeu seu olhar, o que o fez pensar o porquê de estar ali mesmo, então lembrou que devia um favor a Dan e que o pagaria saindo com a prima de sua peguete que pelo que percebeu a pouco, era menor de idade, e tinha um fogo de uma mulher de 30 anos, essas crianças de hoje são tão... Não concluiu seu pensamento, mas direcionou seu olhar a direção que seu melhor amigo tanto olhava e viu as garotas os olharem de forma maliciosa e oferecida. Revirou os olhos e voltou ao seu cardápio, mas antes de fazer o pedido disse:
– Percebo seu interesse em mim. – chamou a atenção do amigo que o olhou confuso – e antes que eu esqueça – o encarou – não invente de passar meu número para aquela pirralha. – alertou e começou a fazer o pedido a atendente.
~*~
– Cheguei. – anunciou abrindo a porta do quarto e encontrando Diana sentada no chão mexendo com fotos em o que parecia ser um mural.
– Ah, oi. – levantou a cabeça e mostrou-lhe um rápido sorriso — Encontro?
– Isso. – foi tudo o que disse e sentou na cama para tirar seu tênis.
– En? – chamou a garota que parecia um pouco tensa percebeu o rapaz.
–Não me chame por esse apelido ridículo! – Avisou pela decima vez, já cansado de ela sempre o chamar assim. Ele queria que seu nome fosse mais normal, assim teria um apelido decente, mas nem nisso seus pais lhe agraciaram.
– Posso te fazer uma pergunta? – perguntou a garota ignorando o comentário anterior de Enzo. Sua voz é de medo e incerteza. Notou.
– O que é? – encarou-a entediado preparado para alguma pergunta idiota.
– O Dan algum dia já comentou algo sobre mim? – A boca do garoto instantaneamente se abriu em choque, seu cérebro não conseguia processar o que ouvira e seu coração, principalmente, aceitar aquela conclusão.
ELA GOSTA DO MEU MELHOR AMIGO?!
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