Medo de amar
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Caminho calmamente até a cafeteria esfregando minhas mãos umas nas outras rapidamente tentando aquece-las, esse ano o frio veio foi pra matar mesmo não pra congelar. Assopro-as também tentando uma fonte mais forte de aquecimento mais nada parece funcionar, suspiro frustrada e as enfio em meu casaco.
Entro no estabelecimento e escuto aquele sininho irritantemente confortável anunciando minha chegada, olho a minha frente vejo que a cafeteria contem uma quantidade razoável de pessoas nessa tarde/noite de sexta feira.
Dirijo-me calmamente até a mesa ao fundo da loja encostada á parede direita e me sento de frente ao ser que parece não notar minha presença. Dou uma leve risada e tomo seu celular de suas mãos e os enfio em meus bolsos.
– Ei! Eu estava garantindo minha noite de amanhã! – falou indignado, mas ao mesmo tempo sorrindo o que tirou meu desconforto por ter tomado seu telefone.
– Como é que é aí? – falei arqueando uma sobrancelha com um sorriso brincalhão nos lábios.
– O Enzo não é o único garanhão da escola não querida. – Ri de sua frase boboca e ele me acompanhou. – Eu pedi um café forte pra você e um cappuccino pra mim ok?
– Ei! Eu gosto de cappuccinos!
– Mas você precisa de um café forte! – disse dando um peteleco em minha testa.
– Ai abestado! – rimos. – Mas enfim, se você me chamou aqui quer falar sobre algo, o que é?
– Ué, não posso te chamar apenas para passar um tempo de amigos?
– Você não é o tipo que faz essas coisas. – falei cruzando os braços por conta do frio.
– É verdade. – admitiu enquanto pegava seu cappuccino da mesa onde a garçonete havia acabado de colocar. – Estou preocupado com você com relação ao Enzo.
– Relaxa cara! Já me acostumei a essa situação.
– Mas eu não! Aquele cara é um babaca!
– Tá, mas o que você pode fazer em relação há isso? – o encaro, ele se joga emburrado sobre o banco – pois é, nada! Então para de ficar grilando com isso? Não perca seu tempo com isso cara, não vale a pena. – dei de ombros e tomei meu café logo depois fazendo uma careta por estar sem açúcar.
– Ok, eu não tenho nada a ver com isso, mas você vai ficar aguentando essa situação todo o resto da sua vida estudantil?
– Um dia ele para. – falei colocando uma tonelada de açúcar no café.
– Ata! E até lá você fica que nem um zumbi andando por aí à noite correndo risco de vida?
– Fazer o que? – dei de ombros – a vida é dura pra quem é mole!
– Eu não acredito que você vai aceitar isso. – falou balançando a cabeça negativamente.
– Você já falou isso. E outra, vamos mudar de assunto porque você já sabe minhas respostas e eu já sei suas perguntas, já está ficando chato. – falo realmente chateada por ele insistir tanto nesse assunto.
– Ok. Fazer o que, você que sabe – falou, mas percebi que ele ainda estava indignado com essa história.
– Então, me diga quem você estava tentando comer amanhã.
– Nossa! Bem direta você, não? — rimos. – Estava xavecando a Briana, mas ela não é tão fácil quanto eu pensava – bufa – só que quando consigo algum progresso me atrapalham sabe. – diz me encarando com uma cara ‘eu ainda te mato por isso’.
– Ah, me agradeça, você não iria querer dormir com ela. – gesticulei com a mão vagamente enquanto tomava meu café com a outra, obviamente.
– A é? E posso saber o por quê? – disse arqueando sua sobrancelha direita e logo depois á esquerda e as duas juntas.
– Ah para! Você sabe que eu não consigo fazer isso! – rimos – E respondendo sua pergunta, você não gostaria porque ela dormiu com o Enzo á uns – comecei a contar com os dedos – quatro, dois, três dias atrás.
– Eu não acredito! – ele bateu com força na mesa rindo. – Mais que vadia.
– Pois é. De nada.
– Idiota! – falou me tacando o guardanapo na cara. – Mas e você? – ele toma seu cappuccino me encarando com uma sobrancelha arqueada.
– Eu o que? – pergunto desconfiada. Ele não acha que eu já dormi com o Enzo, acha?
– Você não é santa ta bom senhorita Diana Juliez. Anda, me fala! Quem você já pegou aqui no campus?
– Eu não peguei ninguém querido, e sou santa sim, de onde tirou que não sou?
– Hu rum, ta bom! E eu sou o Jace Herondale dos Instrumentos Mortais.
– Cala a boca! – desta vez foi eu quem lhe taquei o guardanapo. – Eu não peguei ninguém ok? Quero me manter quieta pra que quando eu tomar uma atitude e me confessar eu não seja rejeitada por ter fama de puta.
– Pera ai, amiga! Para tudo! – disse imitando uma voz de gay o que me fez rir – Quem é o bofe? Conte-me tudo e não me esconda nada! – ri mais com sua palhaçada.
– Ai amigo, é melhor deixar em off. – disse entrando em sua brincadeira.
– Nada disso! Exijo que me conte. – falou movimentando a mão ligeiramente.
– Ok, vou te falar. – me levantei e me estendi sobre a mesa alcançando seu ouvido e sussurrando os dois nomes.
– Ele? Sério? – Perguntou agora com sua voz normal. Assenti sorrindo. – É, tenho que admitir que ele é bonitinho.
– Bonitinho? Bonitinho? Ele é lindo!
– Ok, ele é lindo! – falou levantando as mãos e fazendo uma careta. – Mas diz aí, você pelo menos já falou com ele? – neguei com a cabeça. – Como assim você nunca falou com ele?
– Nunca tive coragem. – fiz uma cara estilo ‘desculpe’.
– Ah, mas você vai falar com ele, e vai ser ainda essa semana.
– Como isso?
– Vamos usar uma pessoa.
– Como é? Quem?
– Vamos usar o Enzo! – falou terminando seu cappuccino me deixando completamente confusa.
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