Notas iniciais
OOIIEEEE!!! Desculpem pela demora, de verdade kkk Mas aqui estamos com um novo capítulo ;) Boa Leitura *-*

Diana fica olhando ao redor do banheiro para não ter que olhar para aquela coisa nojenta que Serena despeja em seu vaso sanitário, ela aperta mais a mão ao redor do cabelo da amiga e passa a outra mão sobre as costas da garota que está ajoelhada no chão botando tudo pra fora.

Serena termina de vomitar e vai lavar a boca na pia, enquanto isso Diana dá descarga fazendo de tudo para não olhar para o vaso. Tem nojo de vômito desde os seus 10 anos quando sua avó vomitou grande parte da sala e ela teve que limpar, e logo após sua avó vomitou novamente, mas dessa vez não foi no chão, e sim na pobre faxineira, na pobre Diana. A morena quase vomita ao se lembrar do ocorrido e sai logo do banheiro indo se sentar na cama com a amiga que deita em seu colo.

– Di. – choraminga – Por que você não me levou embora com você?

– Porque quando fui te procurar para ir embora você estava rebolando que nem uma lombriga – as duas riram – e ficava gritando: Não me tire daqui! Minha vida agora é aqui! Meu lugar é aqui! E começou a cantar uma música em português que se não me engano falava assim:

‘É aqui que eu amo

É aqui que eu quero ficar

Pois não há lugar melhor que BH!’

As duas deram boas gargalhadas com o “ótimo” português de Diana, e com sua tentativa falha de imitar Serena na festa.

– Mas que diabo é BH?

– E eu que sei? Você que estava cantando. – e mais risadas vieram.

– E no final fiz tudo isso pra nada. – agora a garota estava cabisbaixa. – Ele nem mesmo foi.

– Talvez esteja mal por vocês terem terminado.

– Será, Di?

Diana pode ver uma faísca de esperança saltar dos olhos da amiga que agora a encarava.

– É. Claro! Quem sabe né? – deu seu sorriso forçado por não ter certeza disso, ele nem mesmo veio atrás dela, ou quis saber o porquê de terem terminado. – Vou comprar um remédio pra você parar de vomitar, já volto.

– Ok.

Diana se levantou e foi em direção a porta, mas antes de abri-la Serena lhe informou com uma voz metade triste e metade divertida.

– Você é uma péssima mentirosa Di.

A mesma nem se deu ao trabalho de olhar para trás, só seguiu seu caminho rumo à farmácia.

~*~

Diana espera impacientemente em frente ao balcão da farmácia que aparentemente só tem um atendente que no momento está atendendo um cara que parece querer comprar toda a farmácia.

– Oh senhor, eu só quero um simples remédio, será que você pode me atender rapidamente e depois passa pra esse outro senhor que parece querer comprar toda a farmácia. – Olha desafiadora ao atendente que pareceu assustado com a atitude da garota. Ela que antes esperava apenas encarando o balcão agora possuía um olhar enfurecido e batia seus dedos freneticamente no balcão do estabelecimento.

– Será que você poderia falar mais baixo criatura?

Diana se vira espantada para o lado e ver que o suposto “comprador da farmácia” nada mais é que seu colega de quarto, que possuía um olhar mortal nos olhos que abalam um pouco a estrutura da garota, mas que logo se impôs como sempre.

– Só podia ser você mesmo. Será que dá pra andar logo aí querido, eu tenho pressa! – o mesmo olha pra ela e bufa.

– Vou querer só isso mesmo.

– Sim senhor, pague ali no caixa, por favor. – Indicou-lhe o caixa.

– Ok. Feliz agora esquentadinha? – pergunta debochado a garota que nem mesmo o encara e pede seu remédio.

Diana pede seu remédio e vai ao caixa para pagar. Quando sai da farmácia conferindo o troco percebe alguém se aproximando dela, ela vira assustada para o lado e dá de cara com o comprador da farmácia.

– Quer me assustar mesmo, imbecil? – perguntou indignada guardando seu dinheiro na sacola onde estava o medicamento, uma mania de criança.

– Você quer mesmo correr o risco de perder trinta e oito dólares para qualquer bandidinho que passe e tome essa sacola da sua mão? – Ela o olha e bufa pegando o dinheiro de dentro da sacola e colocando no bolso.

– Pêra! Como você sabe que tenho trinta e oito dólares?

– Vi você contando o dinheiro. – falou casualmente colocando a mão que não segurava a sua sacola no bolso.

– Tá então. – falou. Logo após acenou para Thomas que acenou para ela a distância. A garota só não viu que Enzo revirara seus olhos ao seu lado ao ver tal cena, o que piorou sua dor de cabeça.

– Droga!

– Algum problema?

– Nada. Só minha cabeça que parece que vai explodir.

– Do jeito que você estava ontem à noite, até imagino mesmo. Ai pêra! – o menino para assustado fazendo a garota rir. – Não é pra parar literalmente menino – o mesmo revira os olhos novamente se arrependendo amargamente de tal ato.

– Você tem problemas garota!

– Ah cala a boca! – soltou enquanto ria. – Eu só ia dizer que nosso quarto deve estar só o lixão de tanto vômito seu. – falou frustrada.

– Até que não. Sou forte pra bebida, só vomitei duas vezes depois que cheguei. Meu maior problema é só a dor de cabeça mesmo. Todos esses remédios na verdade são pro Dante.

– Ah ta. – diz a garota chateada, pois imaginou, involuntariamente, Dante com outras. — Deixa eu te fazer uma pergunta, o Gabriel foi naquela festa ontem? – era melhor mudar seu pensamento antes que ficasse deprê.

– Ah não. Ele está muito mal pela Serena. – falou massageando a cabeça que parecia doer muito percebeu Diana. – Ei pêra! – a mesma se assusta com a pronúncia repentina do garoto – Como você sabe que estava bêbado ontem? E em uma festa?

– Caracas vey você devia estar muito bêbado mesmo. – riu – Não se lembra nem de ter me visto lá. Quem dirá então da gracinha que fez. – a garota gargalhou da situação.

– Que gracinha? — pergunta assustado.

– Você beijou a garota que mais odeia no mundo meu camarada. – tocou-lhe o ombro sorrindo solidária. Prendendo profundamente uma gargalhada ao ver a cara assustada e confusa do garoto.

– Eu beijei a Karol do departamento de administração?

– Não idiota você me beijou! – gargalhou profundamente ao se lembrar da cena que a divertia, já que Enzo havia beijado a garota que mais odeia por conta da bebida.

– Eu te beijei? – perguntou exaltado. Ela apenas assentiu ainda rindo – Não, espera! O que você estava fazendo numa rave? – perguntou exaltado fazendo-a rir mais. Mas ele não estava nervoso por te-la beijado, estava nervoso por ela ter freqüentado tal lugar promiscuo. Mal sabe ela disso.

– Estava acompanhando uma amiga. – falou se acalmando e parando de rir gradativamente.

– Serena? — perguntou confuso.

– Não, outra amiga aí de infância.

– Ah ta. – pareceu aliviado enquanto falava.

– Bem, já vou indo.

Os dois seguem cada um para um lado, ela para a ala feminina e ele para a masculina da faculdade. Mas antes que se distanciassem muito Diana pôde ouvi-lo dizer:

– Eu a beijei?

O que a fez rir mais.

Notas finais
Eita! kkk E aí pessoinhas o que vai acontecer agora? kk Não se esqueçam de nos agraciar com seus comentários. Amamos vocês amores ;) Beijos da Tia Angel e da Tia Mary :3