Medo de amar
17 Capítulo 16
Notas iniciais
– Ah. – suspira a garota se jogando na cama após sair do banho. – Como é bom tomar um banho. – o garoto que agora digita uma tese ignora os comentários da garota e continua sua digitação. – En. – choraminga a menina. E ele novamente ignora. – En, olhe para mim. – o mesmo bufa fechando brutalmente seu notebook com raiva e vira-se para a garota que está deitada de bruços apoiada as suas mãos que se jutam em seu queixo e suas pernas balançam como se ela fosse uma criança.
– O que diabos você está fazendo? – pergunta ele realmente se indagando pensando no que dera naquela garota que normalmente é tão séria para agora estar agindo como uma menininha iludidamete sonhadora de 13 anos de idade.
– Eu estou te seduzindo. – falou fazendo um movimento rápido e bobo com a boca. O garoto riu.
– Vai se lascar Diana. – os dois riem e ele novamente abre o computador enquanto ela rola na cama e levanta-se começando a arrumar a mesma.
– En, será que o Dante vai implicar com o meu TOC quando estivermos juntos? – ela pergunta ainda arrumando a cama e não percebe o garoto apertar a tecla enter com mais força que o normal.
– Como sabe que um dia ficarão juntos? – perguntou sem tirar os olhos do computador, mas agora não presta mais atenção a sua tese, mas sim a garota ao seu lado que agora parece responder mensagens no celular. – E já falei para parar de me chamar assim.
– Eu te chamo como eu quiser enzito – falou a mais nova colocando o celular sobre a cômoda. – E você me falou que me ajudaria não se lembra?
– E não falei que te ajudaria – falou ele virando-se e encontrando a garota na mesma posição que quando supostamente o estava “seduzindo” – Eu te ajudei.
– E o quê custa ajudar de novo? – “mais do que você imagina, Diana” pensou, mas não falou, ainda não era hora.
– O que houve com você? Você é sempre tão séria e focada e hoje está agindo como uma criança abestada. – a garota riu do novo adjetivo que recebera e se sentou sobre ‘perninhas de índio’ na cama.
– Eu vou me declarar pro Dante.
– Como é? – perguntou extremamente surpreso com a novidade.
– Hoje eu acordei tão feliz e tomei essa decisão quando estava no banho, você me encorajou.
– Muito bom. – falou ele agora com o celular em mãos e mandando uma mensagem para o melhor amigo pedindo para que o encontre em seu quarto o mais urgente possível. – E quando você vai fazer isso, pequena corajosa? – sua voz continha um certo tom de deboche o qual a garota não notou.
– Hoje.
– Que horas?
– Primeiro eu vou me encontrar com a Seri e o Thom e depois vou diretamente falar com ele.
– Ah, legal. – falou concentrado no celular ao qual Dante avisava já estar indo correndo.
– Por falar nisso já estou atrasada.
– Que conveniente. – falou para si o mais velho.
– O que? – perguntou a menina que agora já vestia sua jaqueta de couro por cima da regata azul bebê.
– Ah nada. Estava falando sozinho.
– Ta então, doido. – falou sorrindo enquanto ajeitava a calça cinza moletom.
– Você está linda!
– Como? – perguntou levantando abruptamente a cabeça e olhando para o rapaz que a encarava.
– Eu falei que você está linda.
– Ah, — o mais velho pode perceber que a garota estava envergonhada – obrigada. – e sorrio sinceramente, o sorriso que ele mais ama não.
– Não. – falou ele quando a viu se dirigindo a cômoda para pegar os óculos. – Vá sem óculos. Você fica mais bonita sem eles.
– Quer saber, vou te ouvir pelo menos uma vez na vida – e sorriu pegando o celular e a carteira – Vou sem óculos. Tchau Enzo.
Antes que mais velho pudesse responder ela já havia aberto a porta, mas dera de cara com Dante que arregalara os olhos e depois riu e a garota fez o mesmo, mas antes de sair disse ao rapaz:
– Depois quero falar com você. – o garoto sem entender apenas assentiu com a cabeça e entrou para o quarto e sentou na cama que antes estava à garota.
– É impressão minha ou acabou de sair uma tremenda gata do seu quarto? Pensei que estivesse gostando da Diana, garanhão. – falou se jogando na cama da garota enquanto o outro colocava o computador aos pés da cama e se deita logo após.
– Aquela é a Diana, seu otário.
– Mentira! Não cara, tu ta zoando.
– Pior que não. – bufou.
– Caracas! Cara me desculpe, mas estou reconsiderando o fato de dar um fora nela.
– Você não está reconsiderando nada, imbecil! – falo com sua carranca de sempre – Alias, é sobre isso que quero falar com você.
– Não venha me dizer que ela desistiu do seu grande amor por mim. – debochou o moreno.
– Muito pelo contrário, essa chama está mais viva do que você imagina.
– Então... – insinuou o moreno.
– Sim, ela vai se declarar pra você. E vai ser hoje. Você já sabe o que fazer.
– Relaxa, eu não vou furar o seu olho. Mesmo que ela seja uma tremenda gata sem óculos e com aquela regata azul, mas ela já é sua, mano. – falou mexendo numa bolinha que Diana usava de decoração sobre seu criado-mudo.
– Bom saber irmão.
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