Meant to Be

2 Chapter Two


Notas iniciais
No primeiro capítulo vimos o ponto de vista da Quinn, nada mais justo que ter o da Rachel também... Leiam as notas finais! Enjoy!

POV Rachel on

With the taste of your lips, I'm on a ride. You're toxic, I'm slippin' under…

Argh! Quem diabos está me ligando uma hora dessas em pleno sábado?! Tateei o criado-mudo em busca do meu celular e atendi-o sem nem mesmo olhar o visor.

– O que? – falei com raiva.

– Hobbs – Santana, como eu não pensei nisso? – Espero que você não tenha esquecido o almoço aqui em casa hoje...

Almoço? Que almoço?

– Claro que eu não esqueci... – pausei – Que horas são agora mesmo?

– Pelo amor de deus, Rachel! São quase 11h. O que você fez ontem a noite?

– Não lembro bem... Mas lembro vagamente de uma loira.

– Okay, okay. Não quero saber das suas conquistas sexuais, só esteja aqui pro almoço. Combinamos isso há dias, Britt-Britt ficaria chateada se você não viesse...

Ela desligou sem nem ao menos me deixar falar. Típico da Santana. Joguei o celular pro lado e me espreguicei, então percebi que estava só de calcinha e minhas roupas estavam jogadas pelo quarto. Wow! A noite ontem foi louca...

Me levantei e fui para o banheiro. Não ia me atrasar e ter que ouvir lição de moral daquela latina folgada. Ao chegar no banheiro do meu quarto, vi que havia um recado escrito de batom no espelho:

Se as histórias são verdadeiras, sei que Rachel Berry odeia acordar com a sua transa de uma noite ainda na cama. Mas espero que ainda possamos nos esbarrar por ai. Beijinhos, Alison.

Por deus, quem diabos é Alison? Eu devo ter bebido muito mais que o normal ontem, porque não lembro de nada, a não ser que essa tal de Alison é loira. Mas isso não é muito difícil, já que a maioria é.

Enfim... Não vou pensar nisso agora. Apaguei o recadinho, escovei os dentes, tirei minha calcinha e entrei no box do banheiro. A água estava gelada. Odeio isso, mas seria melhor pra curar minha ressaca. Após o banho, vesti um shortinho com uma blusinha regata simples e calcei sapatilhas. Passei pela cozinha e tomei um iogurte. Então peguei meus óculos escuros, as chaves do carro e saí de casa rumo à residência Pierce-Lopez.

Não. San e Britt ainda não se casaram. A latina vem enrolando-a há anos, mas Britt a ameaçou e disse que se o casamento não sair esse ano, Santana ficaria solteira. Então a única alternativa foi aceitar e começar a planejar o casamento.

Santana não tem medo de compromisso. Pelo contrário, tudo que ela quer é se casar com Brittany. O medo da latina está relacionado mesmo é com família. Desde o réveillon há cinco anos atrás na minha casa em Lima, quando Britt falou sobre filhos, que Santana apenas evitou o assunto sempre que possível, mesmo que isso significasse adiar o casamento.

Por um lado, eu entendo a minha amiga. Uma criança é muita responsabilidade. Eu tenho Beth, quer dizer, eu tinha Beth e sei como era difícil cuidar dela. E olhe que ela tinha 7 anos, imagina um recém-nascido? Mas apesar de tudo, sinto falta da minha princesinha. Mesmo falando com ela sempre que posso, não é a mesma coisa. Nesses quatro anos devo ter perdido tanto da vida dela. Ontem mesmo... Ela me contou que teria um concerto de balé. Foi por isso que saí pra beber mais uma vez. Estava triste por não poder vê-la. Sei que usar Beth como desculpa não é certo, mas fazer o quê se eu sinto falta dela?

Pensei que após quatro anos, ficaria mais fácil. Doce engano. Claro que os primeiros meses, foram bem mais complicados. Quinn foi embora, levando minha filha junto e eu nem tive chance de me despedir. Perde-las foi uma das maiores dores que senti na vida, principalmente porque Quinn nem me deu chance de me explicar.

Após o primeiro mês, acabei entrando em depressão. Foi difícil. Passava o dia inteiro trancada dentro de casa, não via e nem falava com ninguém. Foi graças a Santana que eu não fiz uma besteira. Ela me tirou da fossa. Me arrumou um teste para uma nova produção da Broadway e com o novo emprego, concentrei toda a minha atenção para o trabalho. Mas não foi suficiente pra me fazer parar de pensar em Quinn. Então comecei a sair quase todas as noites. No início eu saia, bebia até não lembrar meu nome e voltava para casa de táxi. Então uma noite, uma loira se aproximou de mim no bar. Conversa vai, conversa vem, e quando percebi já estávamos na minha casa, no meu quarto, nuas e na minha cama. De lá pra cá, quase todas as noites há uma mulher diferente na minha cama. Mas nenhuma delas nunca passou de uma transa de uma noite só.

Dizer que isso foi suficiente, seria mentira. Quinn ainda habita meus pensamentos, mas chega de sofrer por ela. Ela foi embora, ela quem não me deu a chance de explicar o que havia acontecido, ela que me evitou, ela que fugiu. Tudo isso é culpa de Quinn. Interrompi meus pensamentos ao estacionar o carro em frente a casa de Santana. Nem sei como cheguei ali. Antes de descer, levei minha mão até o cordão em meu pescoço e o tirei de dentro da blusa, apertando-o em minha mão, antes de coloca-lo de volta para dentro da blusa. Saí do carro, travei-o e me encaminhei em direção a casa. Toquei a campainha e minutos depois era recebida por Hanna.

– Hey! Só faltava você... – disse ela me abraçando e dando passagem para que eu entrasse.

Caminhamos juntas para a cozinha onde todos estavam reunidos: Santana, Brittany e Emily. Kurt e Luca continuavam morando em LA e vinha em NY raramente.

– Finalmente! O que foi, Willy Wonka teve problemas na fábrica de chocolate e você precisou ajudar? – Óbvio que isso saiu da boca da Santana.

– Muito engraçada, Santana. Muito engraçada – respondi séria.

– Rach – Brittany veio me abraçar, buscando encerrar o assunto – Só faltava você.

– Desculpe a demora, acabei dormindo demais.

– Tudo bem – Britt sorriu – Vamos almoçar então?

A mesa já estava posta no terraço na parte de trás da casa. Sentamos todas e nos servimos.

– Você vai tirar esses óculos ou quer que eu os arranque da sua cara, anã? – perguntou Santana.

Para evitar discussão, tirei os óculos e o coloquei de lado na mesa.

– Que diabos?! Você levou um soco ou o quê?

Sabia que Santana se referia as minhas olheiras. Preferi ficar calada e continuar comendo.

– Você precisa parar com isso, Rachel. Essas suas farras estão ficando insustentáveis.

– Você é minha mãe ou o quê? – perguntei com raiva.

– Deus me livre! Mas talvez se seus pais resolvessem colocar juízo nessa sua cabeça oca, você tomasse jeito e parasse de encher a cara quase todas as noites e levar uma mulher diferente pra casa cada vez que sai.

– Você não tem o direito de se meter na minha vida, Santana. Nenhuma de vocês tem. O que eu faço ou deixo de fazer, é problema meu.

– Errado! É problema nosso, porque somos nós que ainda estamos aqui! Quinn foi a única a ir embora, você não pode estragar a sua vida como se nada mais tivesse sentido...

– Eu não estou estragando minha vida. O que eu faço até agora não afetou em nada o meu trabalho, pelo contrário! Eu sou Rachel Berry, uma das mais famosas atrizes da Broadway, vencedora de três Tony’s de melhor atriz, além dos prêmios secundários por peças, canções e derivados.

– E é também Rachel Berry, a atriz da Broadway que é conhecida por já ter levado quase todas as mulheres de NY pra cama!

– Quer saber? Vai se foder, Santana! Eu não sei porque ainda venho nesses almoços. Sempre é a mesma coisa. Sempre é você se metendo na minha vida. MINHA VIDA, LOPEZ! Eu faço o que quiser dela! Você está certa: Quinn foi a única a ir embora. Quinn foi quem fodeu com tudo. Quinn foi a única a me transformar em uma vadia sem coração que transa com qualquer uma. Então o que eu faço ou deixo de fazer não é problema seu e de ninguém!

Antes que Santana falasse mais alguma coisa, me levantei, peguei minhas coisas e saí. Entrei no carro e dirigi de volta para casa.

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Passei a tarde inteira dormindo. Quando acordei, eram quase 20h da noite. Como era sábado, poderia sair. Tomei banho, vesti uma calça skinny, uma blusa de mangas e bota, então saí. Antes de ir para uma das boates que mais gostava, parei numa lanchonete que adorava para comer alguma coisa.

Ao chegar na boate, nem precisei me preocupar com fila, afinal já era cliente vip do lugar. Entrei e fui direto para o bar. Pedi uma vodca pura. O lugar estava lotado. Fiquei observando a pista de dança. Após a minha terceira vodca, uma morena se aproximou de onde eu estava no bar.

– Você é Rachel Berry, não é? – ela perguntou no meu ouvido.

– Sim, eu sou.

– Você tem uma ótima fama por aqui.

– Se você conhecesse minha fama, então deve saber também que eu não fico com morenas – cortei.

– Sem exceções? – ela tentou.

– Sem exceções – respondi e logo em seguida estava sozinha novamente.

A noite foi passando. Eu quase nunca dançava. Apenas ficava no bar, bebia e observava. Após mais algumas doses, vi uma loira de cabelos curtos se aproximando. Ela parou ao meu lado e pediu uma bebida ao barman.

– Na minha conta, Tom – disse ao barman que acenou e atraindo a atenção da loira.

– Não lembro de você ter perguntando se podia me pagar uma bebida – disse a loira.

– Eu não preciso de autorização – respondi e me apresentei em seguida – Rachel Berry.

– “A” Rachel Berry? – ela perguntou apertando minha mão.

– Ela mesma – respondi sorrindo – E você?

– Julie Stevens.

– Muito prazer, Julie. Agora que as apresentações foram feitas, aquela bebida pode rolar?

– Sim – ela respondeu sorrindo na mesma hora em que Tom chegava com a bebida.

Após algumas doses, eu e Julie já estávamos em um táxi rumo a minha casa. Descobri que ela tinha apenas 22 anos e estava no último período de direito na NYU. Quando o táxi parou, paguei-o e puxei Julie em direção a casa. Quando passamos pela porta da sala, puxei-a para um beijo. Ambas estávamos bêbadas, então subir as escadas foi uma tarefa complicada. Aos trancos e barrancos chegamos ao meu quarto. Tirei o vestido que Julie vestia, enquanto ela tirou minha camisa e abriu o botão e zíper da minha calça. Joguei-a na cama, tirei minha calça e me deitei por cima dela. Beijava-a de forma voraz, tirei seu sutiã e calcinha e a penetrei. Raramente existiam preliminares, já que elas são algo muito pessoal. Após faze-la gozar, demorou poucos minutos até que ela se recuperasse e ficasse por cima de mim. Ela tirou minha lingerie e se colocou entre minhas pernas. Ela me chupava, enquanto penetrava um dos seus dedos em meu sexo, senti que já me aproximava do meu ápice. Uma forte chupada em meu clitóris, somada a uma estocada, foi o necessário para que eu gozasse.

– Ah, Quiiiiiinn! – gritei enquanto sentia meu corpo tremer.

É, mais uma vez eu falhei em esquecê-la. Mas haverá tempo para tentar de novo, pensei.

Notas finais
Primeiramente, desculpem pela demora pra postar. Fiquei muito feliz com a quantidade de comentários que recebi no primeiro capítulo de Meant to Be, muito mesmo! Mas a frequência de postagens dessa segunda fase, não será tão regular quanto a da primeira, já que tenho tido bloqueios criativos constantemente e não quero postar todos os capítulos que tenho e acabar ficando muito tempo sem postar outro. Então só peço que sejam paciente comigo. Comentem, conversem, me cobrem. Eu adoro tudo isso! Reviews para o pov da Rach? :)))