Meant to Be

3 Chapter Three


Notas iniciais
Leiam as notas finais! Enjoy!

POV Quinn on

Já havia se passado uma semana desde que falei com minha mãe e resolvi que voltaria para NY. Esse foi o tempo necessário para organizar tudo em Londres: fechar o escritório, pegar a transferência de Beth, empacotar coisas, arrumar malas. Decidi que não venderia o apartamento, afinal logo que o tratamento acabasse, voltaria para cá.

Judy já estava sabendo que viajaríamos hoje e desembarcaríamos primeiro em LA e de lá pegaríamos um voo para Lima. Estávamos no aeroporto, esperando nosso voo. Beth estava ansiosa para voltar. Annie estava animada por conhecer NY, mas sabia que eu estava com medo de voltar depois de tudo que aconteceu, então procurava sempre me dar apoio.

– Mamãe, onde vamos morar? – Beth interrompeu meus pensamentos.

– Eu ainda tenho um apartamento lá. Há espaço suficiente para nós três e sua avó.

– Eu poderei ficar com papai, mammy e minhas tias?

– Vamos ver, okay? Primeiro vamos nos preocupar em arrumar uma escola, uma aula de balé e com sua avó, claro.

– Posso voltar a fazer balé com a tia Britt?

– Você sabe que sua tia Britt anda ocupada com as coreografias para os artistas e com os preparativos do casamento... Mas vamos falar com ela, tudo bem?

Beth sorriu amplo e assentiu.

– E eu? – agora foi a vez de Annie.

– Você o que? – perguntei sem entender.

– O que vou fazer?

– Que raio de pergunta é essa? Você vai trabalhar comigo, óbvio. Já avisei a Ryan que estou voltando, mandei-o preparar minha sala e arrumar uma pra você ao lado da minha. Você é meu braço direito, esqueceu?

– Sim, senhora – ela sorriu.

Primeira chamada para o voo 358 com destino a Los Angeles, EUA”.

– Esse é o nosso voo – disse – Vamos?

Beth e Annie assentiram. Pegamos nossas coisas e fomos para o portão de embarque. Estava na hora de voltar pra casa...

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A viagem foi mais rápida do que pensava, provavelmente por termos dormido o caminho inteiro. Desembarcamos em LA, comemos e logo já estávamos em um voo rumo a Lima. Minha mãe já sabia que estávamos indo. Ficaríamos na casa dela e viajaríamos para NY dois dias depois.

Após mais algumas horas de viagem, desembarcamos em Lima. Pegamos um táxi para a minha casa. No caminho, lembrei-me de uma das últimas vezes que estive ali...

Flashback on

Eu e Rachel estávamos deitadas em uma das espreguiçadeiras na área de lazer dos Berry, quando Beth se aproximou correndo.

– Mamãe, mammy! Olhem o que eu fiz – dizia ela enquanto se aproximava de nós duas com um papel nas mãos.

Beth sentou-se no colo de Rachel, enquanto analisávamos o papel: um desenho que ela logo tratou de explicar.

– Essa sou eu – apontou para uma garotinha de cabelos amarelos – E essas aqui são vocês – mostrou agora as duas mulheres que estavam ao lado.

– E quem é esse aqui? – perguntei apontando para um garotinho de cabelos escuros ao lado dela.

– Esse é o Charlie – ela respondeu como se fosse óbvio.

– E quem é Charlie? – perguntou Rachel.

– O irmãozinho que você e a mamãe vão me dar – ela sorriu amplamente e voltou correndo para dentro de casa.

Flashback off

Minhas lembranças foram interrompidas quando o táxi parou em frente a minha antiga casa. Descemos e logo Beth já estava na porta. Após um toque na campainha, minha mãe apareceu para nos receber.

– Meus amores! – exclamou ela – Só uma doença pra fazer vocês virem me visitar!

Judy abraçou Beth e depois me abraçou. Então percebeu Annie parada logo atrás de nós.

– Annie! Quanto tempo, querida!

– Judy! Fazem alguns meses, não é?

As duas se abraçaram e sorriram. Então entramos na casa. Minha mãe já havia preparado comida e os quartos onde nós ficaríamos.

– Suponho que vocês estejam cansadas, preferem dormir ou comer algo primeiro?

Optamos por comer primeiro. Enquanto estávamos na mesa, Beth falou:

– Mamãe, quero visitar vô Hiram e vovô Leroy.

– Amanhã, filha. Hoje já está muito tarde...

Ela assentiu e após terminar de comer, pediu licença e foi para seu quarto.

– Você quer que eu a leve amanhã para vê-los? – perguntou minha mãe.

– Acho que é melhor. Enquanto vocês vão, eu e Annie podemos descansar antes de voltarmos pra NY.

– Tudo bem. Acho melhor vocês irem dormir, então...

Eu assenti e me despedi, assim como Annie. Fomos para o meu antigo quarto. Após tomarmos banho, nos deitamos abraçadas.

– Pronta para voltar? – perguntou ela.

– Não sei. Talvez...

– Você sabe que não pode fugir, não é? Beth vai querer ver Rachel...

– Eu sei, eu sei. Estou me preparando pra isso.

– Relaxe. Eu vou estar ao seu lado – ela sorriu.

– Acho bom mesmo que sim – brinquei.

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No dia seguinte, acordei sozinha na cama. O relógio já marcava 9h30. Levantei-me e fui até o banheiro fazer minha higiene matinal. Ao terminar, desci as escadas rumo à cozinha. Lá encontrei Annie.

– Hey, bom dia – disse ao me aproximar e beijar sua bochecha.

– Você estragou a surpresa – disse ela devolvendo o beijo – E bom dia.

– Que surpresa? – questionei me sentando em uma das cadeiras.

– Eu ia te levar café na cama – ela sorriu.

– Posso voltar lá pra cima, então – sorri já me levantando.

– Não, fica – ela puxou meu braço juntando nossos corpos e beijando meu pescoço.

– Onde estão minha mãe e Beth? – perguntei ainda abraçada a ela.

– Foram na casa dos Berry. Beth não parava de dizer o quanto estava com saudade dos avôs.

– Eu imagino. Ela falou com eles poucas vezes, sempre em datas comemorativas... Elas disseram quando voltariam?

– Não. Por que?

– Porque eu posso fazer isso... – disse surpreendendo Annie e a suspendendo no balcão, iniciando um beijo...

POV Quinn off

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Judy e Beth paravam em frente a casa dos Berry após uma caminhada rápida, já que as casas não eram tão distantes. Elas tocaram a campainha e esperaram uma resposta. Leroy abriu a porta segundos depois.

– Judy, querida. A que devo a honra? – perguntou o homem simpático.

– Leroy. Eu trouxe alguém para matar as saudades – disse ela dando espaço para o homem finalmente ver Beth logo atrás.

– Oh meu deus! Princesinha! Como você está enorme! – disse o homem abraçando Beth.

– Vovô, você continua o mesmo! – disse ela sorrindo.

– Mas que barulheira é essa, Roy? Alguém morreu por acaso? – dizia Hiram ao se aproximar da porta.

– Olha só quem está aqui, querido! – Leroy mostrou Beth.

– Minha netinha linda! – Hiram agora abraçava Beth.

– Vô! Que saudades.

– Vamos entrar, vamos entrar.

Os quatro passaram praticamente a manhã inteira juntos. Leroy e Hiram encheram Beth de perguntas e a garotinha fez questão de contar tudo, cada detalhe. Quando já estava próximo a hora do almoço, Judy avisou que ela e Beth teriam de voltar para casa. Após se despedirem e Beth prometer que os visitaria novamente, os homens Berry ficaram sozinhos em casa mais uma vez e resolveram ligar para Rachel. Após alguns toques a morena atendeu com uma voz sonolenta.

Oi pai.

– Não acredito que você ainda estava dormindo, Rachel! – disse Hiram – Não me diga que você passou a noite bebendo de novo...

Okay, eu não digo...

– Rachel Barbra Berry! Não sei mais o que fazer com você. É assim que você quer ver sua filha?

Pai, sempre que falo com a Beth eu estou bem...

– É, mas agora que ela está aqui você vai precisar parar de beber todas as noites.

Mas agora que ela está aqui... Espera ai. Do que você ta falando?

– Beth está aqui. Ela veio nos visitar essa manhã com Judy.

Você está falando sério?

– E eu sou homem de brincadeiras, Rachel?

Mas... Mas ela não me disse nada.

– Elas chegaram ontem em Lima e viajam para NY amanhã. Judy vai precisar fazer uma cirurgia...

Pai, eu preciso desligar. Nos falamos depois. Tchau e beijo.

– Essa menina está ficando uma mal educada, sabia? – disse Hiram em direção a Leroy.

A quilômetros de distância de Lima, Rachel já estava dentro de seu carro, dirigindo pelas ruas de NY. Após a notícia que recebeu de Hiram, ela sabia muito bem quem devia procurar.

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Santana e Brittany estavam na cozinha de sua casa conversando quando ouviram a porta ser aberta, antes que ela percebessem, uma Rachel Berry ofegante já estava na frente delas.

– Hobbs, você não sabe o significado de “chave de emergência”? – perguntou Santana.

– Quando vocês iam me contar?

– Que a chave de emergência é pra emergência? Não sabia que seu cérebro era do tamanho do seu corpo, anã...

– Não! Quando vocês iam me contar que ela tinha voltado?

– Do que diabos você está falando, Rachel? – Santana e Brittany não estavam entendendo nada.

– Quinn! Droga, vocês iam esconder que ela tinha voltado até quando? Até eu encontrar com ela por ai? Ou até eu tentar falar com a minha filha e descobrir que ela está há poucos quilômetros de distância?

– Rach, senta – Brittany foi quem falou – Explica isso direito. Como assim a Quinn voltou?

– Ela é sua melhor amiga! Vai dizer que não sabia? – a morena esbravejava.

– Não, eu não sabia. De onde você tirou isso?

– Meu pai me ligou, disse que a Beth foi visita-los hoje com a Judy. Elas vem pra NY amanhã...

– Okay, eu vou ligar pra Q. Não é possível que ela tenha escondido isso de mim...

Brittany saiu da cozinha deixando Rachel e Santana sozinhas.

– Rach, se acalma – dizia a latina.

– Como, Sant? Como? Ela voltou! Eu não sei se estou pronta pra isso...

– Já fazem mais de quatro anos, Rachel!

– Sim! E mesmo assim ela não sai da minha cabeça.

– Olha, vamos esperar a Britt voltar. Se a Quinn e a Beth estiverem voltando, você vai ter que se preparar pra isso...

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Quinn estava no sofá de sua casa, com Annie ao seu lado enquanto assistiam a um filme, quando seu celular começou a tocar. A loira estranhou ao ver o nome de Brittany no visor, então atendeu rapidamente.

– Hey Britt – saudou.

Hey Q, como você está?

– Bem, bem. E você? Aconteceu alguma coisa?

Bem também. É... Aconteceu sim. Me responde uma coisa, você voltou? Pra casa, para os EUA...

– Como você sabe disso?

Você voltou?

– Sim, eu voltei. Estou em Lima e chego em NY amanhã. Mas como?

Não importa. Me liga quando chegar em NY?

Claro, eu vou para aquele apartamento do centro, tudo bem?

Tudo bem. qualquer coisa me avisa. Beijo, Q.

– Beijo, Britt.

Quinn desligou e percebeu que Annie lhe encarava.

– O que houve? – perguntou ela.

– Britt já sabe que eu voltei e eu desconfio que ela não seja a única...

Notas finais
Uma explicação: todo mundo vem perguntando sobre a frequência das postagens, então repito que não haverá uma frequência exata. Vou postando de acordo com a quantidade de capítulos que tenho. Mas não se preocupem, não postarei mais que 15 ou 20 dias para postar, a não ser que haja algum problema grave que me impeça. Agora me digam: o que vocês esperam agora que a Quinn está de volta?! Comentem, babies!