Meant to Be

31 Chapter Thirty-One


Notas iniciais
Um dia de diferença e poucos comentários no último capítulo?! Sim, existe um motivo para eu já estar de volta por aqui apesar desses pequenos detalhes. O capítulo 31 de Meant to Be chega a vocês por dois motivos. O primeiro é que, após uma consulta com um ortopedista, eu descobri que estou com um cisto no meu punho direito. Ele tem me causado muita dor e, às vezes, fico até com a mão impossibilitada de realizar alguns movimentos. Não é nada grave, que vá precisar de cirurgia ou algo do tipo, mas hoje iniciei a fisioterapia e uma das principais indicações foi: afaste-se o máximo possível de computadores. Pois é, pois é... Então, pelo menos até o final da minha fisioterapia e o que venha depois disso, eu ficarei afastada "daqui". O meu afastamento significa a não postagem de capítulos, já que não terei como escrevê-los. Eu espero, com toda a minha força de vontade, que isso não dure. Mas não há nada mais que eu possa fazer. Eu sinto muito se estiver decepcionando vocês, mas isso não é um adeus. MtB não será abandonada, okay? Só tenham um pouquinho de paciência. Eu conto com vocês e saibam que, mesmo que não vá estar aqui com a mesma frequência, o meu inbox sempre estará a disposição de todas! O segundo motivo está nas notas finais, então leiam-as! Enjoy!

POV Rachel on

Okay, dizer que eu estou ansiosa seria um enorme eufemismo. Tudo bem que eu já estava pensando em seguir o conselho dos meus pais e procura-la para conversar, mas não achei que ela fosse tomar a iniciativa de me chamar pra almoçar. No apartamento. Depois daquele quase “rala e rola”.

Okay, agora não estou mais ansiosa, estou em pânico! Será que a Quinn vai dizer que não quer mais olhar na minha cara e que eu tenho que ficar longe da Beth? Ou pior, será que ela vai voltar pra Londres? Ai meu deus, ai meu deus, ai meu deus!

– Rach? – pulei ao ouvir a voz de papai na porta. Estava tão absorta em pensamentos que não o vi chegando – Está tudo bem, filha?

– Sim, sim. Está tudo bem, papai – dou um sorriso de lado.

– Tem certeza? – ele pergunta, vindo em minha direção.

– Será que a Quinn vai embora de novo? – me desespero e jogo-me contra os braços do meu pai em prantos.

– Querida, de onde você tirou isso? – questionou me aconchegando em seus braços.

– E-ela me c-chamou pra a-almoçar – dizia entre soluços – E e-eu s-só consigo imaginar q-que é pra d-dizer que v-vai embora...

– A Quinn não vai embora, Rachel. Ela não fará isso novamente...

– Como você pode saber?

– Eu apenas sei, querida. Agora, por favor, pare de chorar – pediu, secando as lágrimas que caiam pelo meu rosto – Você tem um almoço pra ir. Eu e seu pai vamos almoçar com Judy e Beth.

– Tudo bem – ele beijou minha testa e virou-se, indo em direção a porta – Obrigada, papai – falei, recebendo um sorriso em troca.

POV Rachel off

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– Quinn, querida, eu já estou indo – avisou Judy, entrando no quarto em busca da filha.

– Tudo bem, mãe. Se divirta – respondeu a loira saindo do banheiro.

– Você vai ficar bem? – questionou.

– Acho que sim. Mas não precisa se preocupar... – Judy assentiu e viu a filha suspirar – Annie ligou...

– E aconteceu alguma coisa?

– Não, nada. Ela só queria avisar que vai chegar amanhã depois do almoço. Eu vou busca-la no aeroporto e... – pausou – Será que você e Beth poderiam dormir na Britt ou talvez na Rachel?

– Claro, não se preocupe conosco, meu amor – sorriu amigável.

– Certo. Então... Mande lembranças a Hiram e Leroy, e dê um beijo na minha princesa – sorriu Quinn.

– Nos vemos mais tarde – Judy se aproximou e beijou o rosto da filha – Tchau.

Quinn viu a mãe sair e sentou-se em sua cama. O almoço já estava pronto e agora só faltava Rachel chegar. Ela havia decidido que almoçariam primeiro e, então, conversariam. Quinn tentava se manter calma, mas era quase impossível. Afinal, depois de anos, ela e Rachel teriam uma conversa franca.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo som estridente da campainha. Quinn pulou da cama com o susto e então se encaminhou até a porta da frente. Respirou fundo e abriu-a, dando de cara com Rachel, que tinha um sorriso acanhado no rosto.

– Hey, entra – sorriu Quinn, dando passagem para a morena. Rachel entrou e acompanhou Quinn até a sala.

– Cheguei muito cedo? – perguntou.

– Não, não. Está com fome?

– Um pouco – sorriu sem jeito.

– Então vamos comer primeiro.

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Quinn e Rachel comiam em um silêncio confortável. Rachel comia para disfarçar o nervosismo, mas precisava admitir que Quinn ainda possui os dotes culinários herdados de Judy.

– A comida está boa? – perguntou Quinn, quebrando o silêncio.

– Maravilhosa. Mas imagino que há muito tempo você não fazia comida vegan...

– Na verdade, eu e Beth acabamos nos acostumando e muitas vezes eu fiz algo vegan para comermos. Por isso está tão bom, eu acho...

– Então deixou o bacon de lado, Fabray? – a morena riu.

– Não vamos exagerar, Berry! – devolveu a risada – Bacon é a minha fonte de vida, você sabe...

– Nem tudo pode ser perfeito, não é mesmo?! – brincou.

Terminaram o almoço em meio a um novo silêncio, que perdurou enquanto limpavam a cozinha. Quinn lavou a louça e Rachel fez questão de seca-la.

– Quer a sobremesa agora? – perguntou Quinn – Tenho sorvete de chocolate com menta e tenho pudim, você escolhe!

– Eu comi demais, Quinn! – riu – Podemos deixar a sobremesa pra depois?

– Claro que podemos – sorriu – Vem, vamos lá pra sala.

Quinn segurou na mão de Rachel e caminhou até a sala. Sentaram-se no sofá e a loira buscou o controle da televisão, ligando-a e buscando um canal.

– Quer assistir algum filme? – a loira perguntou, encarando a televisão.

– Quinn – Rachel chamou e a loira virou o rosto lhe encarando – Eu sei que você não me chamou aqui para assistirmos filme...

– Mas nós podíamos fazer isso, não é mesmo?! – tentou.

– Adiar, o que quer que seja, não vai fazer com que desapareça...

– Eu só... – suspirou – Acho que não sei como começar.

– Talvez pelo começo?

– O começo parece tão complicado...

– Olha, Quinn...

– Posso perguntar algo? – interrompeu.

– Claro, o que quiser...

– Por que... – a loira se aproximou de Rachel e levou a mão até o pescoço dela – Você guardou isso? – terminou a pergunta puxando o cordão, revelando a aliança.

Os olhos de Rachel se abriram em surpresa e, instantaneamente, ela levou a mão até a aliança, apertando-a contra seu peito. Sua mente começou a trabalhar silenciosamente, tentando descobrir como Quinn poderia saber daquilo.

– Como você sabia disso? Ninguém sabe! – disse a morena.

– Isso não importa. Você não deveria ter isso, Rachel. Por que você a guardou? Ela não é sua...

– Engano seu. Ela é minha, você iria me dar, eu sei...

– Mas não dei! E você sabe bem o porquê...

– Se ao invés de fugir, você tivesse me deixado explicar o que aconteceu, talvez os últimos anos tivessem sido diferentes!

– Explicar? Sério? Eu sei o que eu vi! – exclamou Quinn, levantando-se, já se deixando levar pela tensão da conversa.

– Pelo amor de deus, Quinn! Você acha mesmo que se eu tivesse te traído eu guardaria essa aliança por anos, usaria ela pendurada no meu pescoço?

– Você estava beijando outro! Se isso não é traição, eu não sei o que é! – bufou.

– Ele me beijou! Eu estava tentando afasta-lo na hora que você chegou!

– Tudo que eu vi foi sua boca na dele, Rachel! E quer saber? Tudo que eu quero saber é por que você guardou essa aliança! Só isso. Não me importa o que aconteceu naquela noite. Não mais...

– Você quer mesmo saber? Então eu vou te dizer! Essa aliança sempre foi a minha esperança de que você voltaria. Eu me agarrei a ela, como alguém se agarra a uma corda quando está prestes a cair de um penhasco. Você iria me pedir em casamento, Quinn! Eu preferi acreditar que você não se deixaria levar pelo que viu depois de tudo que vivemos. Eu preferi acreditar que você teria seu tempo e então voltaria. Nós iríamos nos casar, cuidar da Beth juntas, quem sabe até ter outros filhos. Eu me agarrei a essa aliança com a esperança de que o nosso amor prevaleceria e você voltaria pra mim...

Rachel terminou e as lágrimas escorriam livremente por seu rosto. Quinn lhe observava em silêncio, segurando-se para que as suas próprias lágrimas não ficassem livres. Ela queria responder, queria culpar Rachel por tudo que aconteceu, mas além de não confiar em sua própria voz, ela também já não acreditava em toda essa culpa.

– Eu nunca deixei de te amar, Quinn. De te querer de volta. Você precisa acreditar em mim: eu não te traí! Tudo naquela noite foi um terrível engano. Um que eu quis te explicar tantas e tantas vezes...

– Eu não quero ouvir! Eu não posso ouvir – Quinn repetia mais para si mesma do que para Rachel.

– Mas você precisa! Eu te amo e sei que você me ama também. Nós ainda temos chance, mas primeiro precisamos esquecer o passado.

– Eu não posso esquecer. Durante anos eu não consegui. Eu tentei e não consegui. Eu sofri, eu me afastei de todos que eram importantes pra mim, minha própria filha me viu no fundo do poço... E tudo isso porque o grande amor da minha vida estava aos beijos com outro no dia que eu a pediria para ser minha esposa – a loira deu as costas para Rachel e sentiu algumas lágrimas descendo por seu rosto.

– Tudo que eu sempre quis foi ser sua esposa! Eu quero ser sua esposa... – disse em um sussurro quase desesperado.

– Rachel... Eu, eu acho que é melhor você ir embora. Eu preciso ficar sozinha.

– Por que você prefere fugir ao invés de encarar tudo isso, Quinn? – pedia em prantos, se aproximando da loira.

– Por favor... – Quinn se encolheu ao sentir o toque de Rachel em seu braço, virando-a para ela. Ambas choravam, o coração da loira apertado em seu peito.

– Eu te amo, Quinn. Eu sempre amei e não vou desistir de você, nem da Beth, nem da vida que podemos ter juntas.

Dizendo isso, Rachel se aproximou ainda mais de Quinn, colocando uma mão na nuca da loira e a puxou para si. Os lábios se encontraram, o gosto das lágrimas se misturando.

Aquele beijo dizia muito, mas ao mesmo tempo resolvia pouco. Pelo contrário, só deixava tudo mais confuso. A briga das línguas, refletia a briga interna que cada uma estava travando.

– Eu te amo... – sussurrou Rachel ofegante, sua testa colada a de Quinn.

– Por favor, Rachel... – pediu.

– O que? – perguntou.

– Vai embora – disse decidida, sem se separar da morena – Eu preciso ficar sozinha.

– Quinn... – o tom de voz de Rachel refletia sua agonia. Ela não queria ter de se separar da loira. Não agora.

– Por favor. Eu só... Eu preciso pensar, okay? Foi muita informação pra pouco tempo – disse segurando as mãos de Rachel.

– Eu... – a morena encarou os olhos avelãs e assentiu, ela sentia que Quinn precisava mesmo daquilo – Eu te amo, okay? Não esquece disso.

Dito isso, Rachel beijou os lábios de Quinn mais uma vez e se dirigiu até a porta do apartamento. Olhou para a loira mais uma vez e saiu. Quinn jogou-se no sofá e seu choro voltou a rolar livremente. Ela não fugiu. E talvez, pela primeira vez, ela não sabia o que fazer...

Notas finais
O segundo motivo tem nome: Never Is Too Late. Essa é a minha nova empreitada e quero "me despedir" dando esse presentinho à vocês. Espero que vocês leiam e gostem. O feedback é importante para decidir se o segundo capítulo sai ou não sai. Então conto com vocês! https://fanfiction.com.br/historia/647432/NeverIsTooLate/