Meant to Be
35 Chapter Thirty- Five
Notas iniciais
Rachel estava em seu quarto, trocando de roupa pela milésima vez. Ela sabia que estava atrasada, mas não conseguia decidir o que usar para o encontro com Quinn. Todas as suas roupas estavam jogadas em cima da cama. Naquele momento, nada parecia bom. O soar da campainha parou-a quando se encaminhava para mais uma troca.
– Como se eu já não estivesse muito atrasada, ainda vem alguém encher o saco... – a morena resmungou, pisando forte até a porta de entrada do apartamento. Abriu-a pronta para mandar quem quer que fosse embora, mas seus olhos pousaram em suas duas loiras preferidas – Quinn? Eu estava me arrumando para ir te encontrar. E eu pensei que seríamos só nós... Tudo bem, princesa? – disse abraçando Beth e notando a expressão séria na face da Fabray mais velha.
– Filha, se despeça da sua mãe rápido – Quinn falou direta.
– O que? Se despedir? Do que você está falando? – Rachel perguntou em alerta, apertando o abraço na filha.
– Nós vamos voltar pra Londres, mammy. Vamos voltar agora... – choramingou Beth e Rachel sentiu as lágrimas da filha molharem sua camisa.
– Como?! Mas por quê? – disse nervosa, já sentindo o choro começar a sair – Quinn, o que houve? Eu... Eu pensei que tudo estava bem. Pensei que nós iríamos recomeçar...
– Você não pode ser idiota assim, Berry – disse a loira com desdém, assumindo a face de antiga capitã das cheerios que Rachel não via há algum tempo – Nós não temos mais volta. Você me traiu e eu nunca vou esquecer isso! Eu nunca te daria outra chance.
– Q... Eu não te traí. Acredita em mim, por favor, meu amor – a morena já em prantos viu Quinn puxar Beth de seus braços e se encaminhar em direção ao elevador – Por favor, Quinn... De novo não, por favor...
– Mammy, mammy – a voz cortada de sua filha aumentava o desespero de Rachel.
– Por favor, Q! Não me deixa de novo... – disse em um sussurro sofrido, sem perceber que o corredor, e sua vida, estavam vazios novamente...
O corpo de Rachel impulsionou-se para frente, fazendo com que a morena sentasse em sua cama, sentindo sua cabeça girar. Seu corpo estava suado e seu coração acelerado, parecendo querer sair da sua caixa torácica. Um pesadelo. Quinn a deixando novamente. Tentou se mexer, mas todo o seu corpo doeu e o quarto girou. Que diabos?! Levou a mão à testa e sentiu-a queimando. Uma vertigem tomou conta de si e, mesmo com a dor, correu até seu banheiro a tempo de colocar tudo para fora no vaso. Enxaguou a boca e a passos lentos, e sentindo tudo ao seu redor girar, saiu do quarto em busca de seus pais. Eles saberiam o que fazer. Estranhou o silêncio no apartamento e ao chegar na cozinha, notou uma nota pregada na geladeira.
“Estrelinha, eu e seu pai precisamos voltar para Lima hoje cedo. Aconteceram uns problemas no trabalho e precisávamos resolver antes do início da semana. Espero que você fique bem. Qualquer coisa nos ligue. Beijo, Papai.”
Só podia ser brincadeira. Rachel suspirou. Seus pais não tinham culpa afinal... Foi até o armário e de lá tirou alguns comprimidos. Não sabia realmente o que tinha, mas aquilo deveria funcionar. Não é?!
Tomou-os com um copo de água e voltou para o quarto. Buscou seu celular e viu que era mais tarde do que imaginava. Era quase hora do almoço. Droga! Precisava ligar para Quinn e avisar que não poderiam almoçar. Em três toques a voz suave da loira soou e, por mais clichê que possa parecer, o corpo de Rachel esqueceu o que sentia no momento.
– Hey Rach, já ia te ligar para saber que horas posso te buscar – disse animada.
– Hey Quinn – tossiu, tentando deixar a voz menos rouca – Sobre isso... Poderíamos remarcar?
– Oh... Claro, claro. Aconteceu algo? Seus pais estão bem? – perguntou preocupada, arrancando um leve sorriso da morena.
– Meus pais devem estar bem, não saberia dizer já que estão em Lima. Eu que acordei meio doente hoje...
– Rach, isso não é bom. Você sabe que não fica “meio doente”. O que você está sentindo?
– Nada demais, Quinn. Só umas dorezinhas, mas já tomei alguns remédios e logo vai passar – tentou.
– Eu estou indo pra ai – sentenciou.
– O que? Quinn, não precisa...
– Chego em 15 minutos, Rach.
Silêncio. Quinn havia desligado a ligação na sua cara. Quinn estava vindo para o seu apartamento. Rachel deveria estar enlouquecendo, mas seu corpo não lhe obedecia. Enterrou-se ainda mais na cama, cobrindo-se até o queixo. Deus... Como ela iria encarar Quinn após aquele pesadelo? O medo que tinha da loira deixa-la novamente havia sido acordado e ela sentia o pavor de perder Quinn e Beth mais uma vez apoderar-se de seu corpo, causando ainda mais dor. Não percebeu o tempo passar até ser tirada de seus pensamentos pelo toque do seu celular. O visor brilhava, mostrando-lhe o nome de Quinn.
– Eu disse que não precisava vir, Fabray. Está tudo bem – disse ao atender, meio que feliz por não ter que encara-la.
– Onde fica a sua chave reserva? – perguntou.
– O que? – estranhou.
– A chave reserva, Rachel. Da porta do apartamento. Onde fica?
– Com Santana – respondeu – Mas por quê?
– Ótimo, o porteiro já resolveu.
E mais uma vez o silêncio. Sério que Quinn havia desligado em sua cara novamente? Ela bufou de raiva, estava pronta para xingar a loira.
– Como você está? – aquela voz. Ali. Tão perto. Rachel virou e deu de cara com Quinn aproximando-se de sua cama.
– Mas que diabos?! Como você entrou aqui? – perguntou assustada.
– Ora, como! O porteiro abriu pra mim – disse com um sorriso.
– E quem ele pensa que é pra abrir a porta do meu apartamento assim?!
– Ele hesitou um pouco também, mas eu disse que se você o processasse, eu o defenderia – deu de ombros.
– Mas... Mas... Isso é uma audácia, Fabray!
– Deixa de drama, Rachel. Eu disse que estava vindo e não quis te fazer levantar... Agora vamos ver como você está – se aproximou mais e pôs a mão na testa da morena – Você está queimando!
– Eu estou bem, Quinn...
– Não me vem com essa, okay? Você nunca fica doente, mas quando fica... – disse – O que você tomou?
– Não sei... Algo pra dor, eu acho – respondeu, sabendo que não adiantaria discutir com a loira.
– Você não pode se auto medicar e além de tudo não saber o que está tomando. Isso é perigoso, Rachel – disse com o olhar preocupado – Vai tomar um banho gelado pra baixar essa febre. Eu vou preparar algo pra você comer e um chá, okay?
Rachel apenas assentiu e viu Quinn sair do quarto deixando-a sozinha.
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Logo que saiu do banheiro, Rachel deu de cara com Quinn a esperando, sentada em sua cama, com uma bandeja onde havia uma xícara de chá e alguns biscoitos. Ela voltou para debaixo das cobertas e agradeceu, comendo em silêncio, sob o olhar atento da loira. As duas agora estavam em um silêncio ensurdecedor.
– Desculpa ter estragado o almoço... – Rachel disse atraindo a atenção da outra.
– Não, a culpa não foi sua. Nunca sabemos quando vamos ficar doentes, afinal... – deu de ombros.
– Obrigada – disse.
– Pelo quê, exatamente?
– Por estar aqui. Você não precisava ter vindo...
– Eu não te deixaria sozinha, Rachel – o coração da morena se apertou – Seus pais voltaram para Lima hoje?
– Sim. Acordei e encontrei um recado. Algo no trabalho que não podia esperar... – disse e viu a loira assentir – Onde está Beth?
– Ela ficou com mamãe e Annie. Elas sairiam para encontrar com Puck.
– Você deveria ir...
– Não. Meu lugar é aqui – e lá estava o coração se apertando novamente – Eu tinha um compromisso contigo, estou cumprindo-o.
– Bancar a enfermeira não era bem o plano – riu fraco.
– Não era, mas por mim está tudo bem – sorriu.
As duas voltaram a ficar em silêncio. Rachel estava sentada contra a cabeceira da cama, o corpo coberto, devido aos calafrios causados pela febre. Quinn a observava da ponta da cama, onde estava sentada quase imóvel.
– Você quer que eu pegue mais cobertores? – perguntou a loira, vendo o pequeno corpo moreno tremer. Rachel assentiu e apontou onde ela poderia encontra-los. Quinn trouxe mais dois e cobriu a morena, antes de colocar a mão em seu pescoço – Essa febre já deveria ter diminuído – constatou preocupada.
– Logo, logo passa, Q... – disse fraco.
Alguns minutos se passaram e o corpo de Rachel ainda tremia. Quinn andava preocupada de um lado para o outro, pensando no que fazer. Em um movimento surpreendente para Rachel, Quinn se aproximou e subiu na cama, mais precisamente, sentando-se atrás dela.
– O que você está fazendo, Quinn? – perguntou, sentindo seu corpo ser puxado de encontro ao da outra. Deus, Quinn estava lhe abraçando.
– Eu estou tentando fazer você não ter uma convulsão, Berry – tentou brincar.
Quinn aconchegou-a contra si. Naquele momento Rachel não saberia dizer se tremia devido aos calafrios causados pela febre ou pelo nervosismo. Quinn estava lhe abraçando. Rachel se remexeu e deitou sua cabeça contra o peito da loira. Quinn fazia cafuné nos cabelos negros, sentindo o cheiro que emanava dali, o cheiro de Rachel. Ela não sabia de onde seus impulsos estavam vindo, mas ela era incapaz de controla-los. Rachel estava deitada em seu peito, abraçando sua cintura. A respiração da morena foi ficando leve com o tempo e quando Quinn se deu conta, ela estava dormindo. Suspirou e sorriu, se rendendo aquele momento também.
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Ao acordar pela segunda vez naquele dia, Rachel não estava assustada por nenhum pesadelo, nem sentia alguma parte do seu corpo doendo. Quinn havia cuidado dela, afinal. Tateou a cama em busca do corpo que havia lhe segurado, lhe posto pra dormir e nada encontrou. Abriu os olhos rapidamente e viu o quarto vazio.
– Não, não pode ter sido sonho. Ela estava aqui, eu sei que estava... – dizia para si mesma, sentindo um início de pânico lhe tomar até que ouviu.
– Hey dorminhoca – Quinn saudou, entrando no quarto com um sorriso – Está melhor? – perguntou se aproximando e sentando na cama.
– Acho que sim – respondeu Rachel – Onde você estava? Pensei que tivesse ido embora...
– Nah, você não vai se livrar de mim tão fácil – brincou – Eu estava na cozinha, preparando um lanche.
– Oh meu deus! Quinn você não almoçou né? – perguntou, mesmo sabendo a resposta.
– Está tudo bem. Nós podemos comer agora – sorriu de lado.
– Desculpa, desculpa. Eu estraguei o almoço e ainda te deixei com fome...
– Está tudo bem, Rachel. Nós podemos comer agora. Quer dizer... Se você estiver melhor mesmo.
– Eu me sinto melhor. Obrigada por cuidar de mim – sorriu sincera.
– Fico feliz que esteja melhor, mas não vamos arriscar, okay? Trarei o lanche pra cá, assim você fica quietinha – a loira já se levantava quando sentiu uma mão em seu pulso.
– Você vai ficar não é?
– Claro que vou. Até você estar realmente bem – sorriu.
Quinn saiu do quarto e voltou minutos depois com uma bandeja, encontrando Rachel zapeando os canais da televisão. Sentou-se ao lado da morena e lhe sorriu.
– Que tal um filme? – Rachel propôs.
– Uma ótima ideia, exceto se for um musical... – riu.
– Você fala desse jeito, mas eu sei que você ama musicais! – devolveu a brincadeira.
– Eu não amo – fez-se de ofendida – Mas tive que me acostumar já que você e Beth são viciadas...
– Então escolha o filme, Srta. Eu Não Gosto de Musicais – ironizou – Mas nem pense em terror, Fabray! Se não terá que dormir aqui comigo! – riu sem graça ao perceber o que havia dito.
– Okay, okay, sem terror, sem musicais... Só nos resta uma comédia – disse por fim.
Quinn colocou em um filme qualquer de comédia e sentou novamente ao lado de Rachel. As duas não estavam nem tão próximas e nem tão distantes. Na verdade, era possível dizer que elas estavam onde deveriam estar...
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– Nós deveríamos ligar para Beth – disse Quinn, ganhando a atenção de Rachel ao final do filme – Ela gostaria de cuidar de você também...
– Acho uma ótima ideia – a morena sorriu – Ligue e peça para alguém vir deixa-la...
Quinn assentiu e buscou seu celular. Discou o número de Annie, que atendeu segundos depois.
– Hey Q! Onde você está? E o encontro? Deu certo? – bombardeou, fazendo Quinn rir.
– Hey An. Eu estou na casa da Rachel, ela está doente... – explicou.
– Oh... Então vocês estão brincando de médico, huh? – riu.
– Muito engraçada, Annie – ironizou a outra – Eu queria te pedir pra trazer a Beth aqui, pode ser?
– Claro, claro. Mas tem certeza que quer a sua filha atrapalhando esse momento? – brincou.
– Só... Só a traga logo, idiota! – riu e desligou.
– Tudo bem? – perguntou Rachel.
– Sim, a Annie vai trazê-la – respondeu Quinn.
Pouco tempo depois a campainha do apartamento tocava. Quinn foi abrir a porta, deixando Rachel sentada no sofá da sala. Beth passou como um furacão por ela, correndo em direção a morena.
– Mammy! Você está bem? O que você está sentindo? – disparou, arrancando uma risada de Rachel.
– Calma, meu amor. Eu estou bem. Não se preocupe – respondeu, recebendo a filha em seus braços – Hey Annie – saudou a outra morena, que encarava a cena ao lado de Quinn.
– Tudo bem, Rachel? Quinn cuidou bem de você? – sorriu.
– Até demais – devolveu o sorriso.
– Bom saber. Agora já que essa mocinha está entregue, eu vou indo...
– Não quer ficar? Nós vamos pedir algo pra comer, ver um filme... – questionou Rachel.
– Não, tudo bem. Preciso ligar pra Londres e assim vocês aproveitam o momento em família...
– Oh, claro. Fica pra próxima, então.
Annie se despediu e ao fechar a porta, Quinn voltou para a sala, sentando junto de Rachel e Beth no sofá.
– O que nós vamos comer? – perguntou Beth.
– O que você quer comer, princesa? – questionou Rachel.
– Hum... – pensou – Pizza. De bacon, claro.
– Então pediremos pizza – sentenciou.
– Vai lá na cozinha pegar os números da pizzarias, filha – pediu Quinn.
Beth saiu, deixando as duas sozinhas novamente. Um leve silêncio se instalou, sendo quebrado pela voz de Quinn.
– Eu e a Annie terminamos.
– Oh... – Rachel, como boa atriz, fez-se de surpresa, causando um riso interno na loira – Aconteceu algo?
– Só... Só não era pra ser, eu acho – deu de ombros.
– E você está bem? Vocês estão?
– Sim e sim. Acho que no fundo nós confundimos as coisas, sabe?
– Entendo... – pausou – Beth já sabe?
– Você é a primeira a saber, acho. Eu irei conversar com a Beth depois...
Rachel assentiu, mas não falou mais nada, já que Beth voltou. Por dentro, a morena dava pulos de felicidade. Afinal, Quinn contar-lhe aquilo era um ótimo sinal. Já a loira sorria internamente. Ela sabia que Rachel já sabia do fim do namoro, mas ela não sabia que ela sabia. Enfim, naquele momento, nenhuma das duas se importava com quem sabia ou deixava de saber. Pois, naquele momento, ambas começavam a ver uma luz no fim do extenso túnel que era suas vidas...
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Após a pizza ser entregue, as três se aconchegaram no sofá da sala, com Beth entre suas mães. A pequena Fabray escolheu um programa qualquer na televisão e sua atenção estava toda ali. Quinn e Rachel apenas permaneciam em silêncio, aproveitando aquele momento.
De seu lugar, Quinn percebeu Rachel se remexer inquieta por alguns minutos até se levantar, dizendo que precisava ir a cozinha. A loira a seguiu e encontrou-a próximo ao balcão, a cabeça baixa e os olhos fechados.
– Está tudo bem? – perguntou assustando a outra – Desculpa...
– Está tudo bem sim, só uma dor de cabeça...
Quinn entrou em estado de alerta e se aproximou rapidamente, colocando a mão contra o pescoço moreno.
– Você está quente de novo. A dor é só na cabeça? – Rachel assentiu – É melhor você tomar outro banho e se deitar. Eu vou preparar um chá e separar alguns comprimidos...
– Não, vai passar, Quinn. Eu quero aproveitar esse tempo com vocês... – choramingou.
– Você terá muito tempo, Rachel. E eu e Beth dormiremos aqui hoje... Vou coloca-la no quarto de hóspedes e depois vou te checar, okay?
Depois daquelas palavras, Rachel não poderia discutir. Caminhou para o seu quarto e viu Quinn voltar para a sala, falando algo com Beth.
Após tomar um banho frio e vestir um pijama qualquer, Rachel saiu do banheiro e deu de cara, agora, com Beth lhe esperando.
– Mamãe disse que você não está bem – disse a Fabray mais nova.
– É só uma dor de cabeça, meu amor. Logo, logo passa – sorriu.
– Ela me contou que terminou com a Tia An – disse – Isso é bom, não é? Quer dizer, não bom, bom... Ah, você entendeu!
– Eu não quero criar esperanças, mas sim, parece bom – disse sentando ao lado da filha e abraçando-a pelos ombros.
– Ela está preocupada contigo. Fazendo chá, procurando remédio... – sorriu.
– Ela cuidou de mim hoje a tarde. Me fez bem...
– Eu imagino. Talvez a hora que a Tia San tanto fala esteja chegando...
– Que hora? – a voz de Quinn adentrou o quarto, interrompendo o momento.
– A hora de dormir, mamãe – desconversou a menina, sorrindo e se levantando para sair do quarto – Boa noite, mammy. E melhore logo – beijou o rosto de Rachel, depois o de Quinn e saiu, deixando-as sozinhas.
– O banho fez bem? – perguntou Quinn a Rachel, enquanto colocava a bandeja em cima do criado-mudo.
– Um pouco, eu acho.
– Certo. Fiz chá e trouxe alguns comprimidos. Uma boa noite de sono e você acordará zerada amanhã – sorriu.
A loira sentou-se ao lado da outra e entregou-lhe a xícara e os comprimidos. O silêncio se fez presente durante aqueles minutos em que o líquido era tomado. Ao terminar, Rachel devolveu a xícara a Quinn.
– Bom, acho que é hora de dormir – brincou a loira – Boa noite, Rach.
Mas Rachel ainda não estava pronta para se afastar de Quinn e seu corpo pareceu perceber aquilo. Pequenos tremores devido a leve febre se apoderaram de si, o que não passou despercebido.
– Você está com frio de novo? – perguntou Quinn e Rachel assentiu – Okay, vamos te cobrir...
– Fi-fica... – pediu.
– Ér... Certo. Certo, eu fico até a febre passar...
Quinn esqueceu a bandeja e subiu na cama, deitando ao de Rachel. Quase que instantaneamente a morena se aconchegou contra o corpo pálido e sentiu os braços de Quinn lhe rodearem. A loira aspirou o cheiro de Rachel e fechou os olhos.
– Obrigada – sussurrou Rachel, seu hálito quente tão próximo ao pescoço de Quinn causando arrepios na loira – Obrigada por cuidar de mim...
Quinn não respondeu. Apenas deu um leve beijo nos cabelos negros e apertou a morena contra si. Ambas entregando-se aquele momento.
É, aquele encontro foi surpreendente, mas sem dúvidas, bem melhor do que o planejado...
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