Meant to Be

36 Chapter Thirty-Six


Notas iniciais
Hey girls! Como foi dito pela Mari no capítulo anterior, minha universidade resolveu sair da greve após meses e, em consequência, a coisa lá está uma loucura! Ando sem tempo pra tudo, até pra respirar... Mas eu tentarei encerrar MtB antes do final do ano. Voltar a escrever, com tanta coisa na mente, está meio complicado. E a falta de comentários, até mesmo o abandono da fic por parte de alguns leitores que eu já não vejo mais por aqui, também estão sendo desestimulantes. Porém, promessa é dívida e mesmo que vocês desistam, eu não vou. Muita coisa aconteceu esse ano e sinto se, em algum momento, eu decepcionei vocês como autora. Não largarei MtB, mesmo que tenha de encerra-la sozinha e se for da vontade de vocês, novas histórias virão. Enjoy!

– Mas mãe, eu quero ficar mais! – choramingou Beth.

– Não, filha. Você sabe que precisa ir pra escola e a Rachel já está melhor, ela até vai ao teatro hoje – repetia Quinn.

– Mas... – tentou novamente a Fabray mais nova.

– Filha – interviu Rachel que, até aquele momento, estava imersa em pensamentos – Você pode vir outro dia. Mas você sabe que precisa ir pra escola e a tarde tem aula de canto...

– Posso vir a noite? – perguntou animada.

– Hoje não, princesa – respondeu Quinn – Hoje a noite eu e a sua Tia An precisamos falar com você. Outro dia, okay?

– Que tal o fim de semana? – tentou Rachel.

– No final de semana irei pra casa de uma amiga, mammy – disse cabisbaixa.

– Então veremos outro dia, querida. Não se preocupe com isso... – Beth assentiu e abraçou Rachel.

– Então vamos, eu preciso te deixar e passar no apartamento pra trocar de roupa – disse Quinn a filha.

Rachel acompanhou as duas loiras até a porta do seu apartamento. Beth beijou-a no rosto e foi chamar o elevador, deixando as mães para trás.

– Então... – começou Quinn – Você está realmente bem, não é?

– Estou, Q. Não se preocupe, okay? – sorriu Rachel – Você poderia ter feito medicina – brincou.

– Nah, a sua sorte é que não teve sangue – riu – Ou teríamos as duas precisado de cuidados...

– Obrigada, de novo. Foi bom ter vocês por perto.

– Não precisa agradecer, já disse.

– Vamos, mãe! Você não estava toda apressada? – brincou Beth, gritando por Quinn.

– Já vou, já vou! – devolveu Quinn rindo e virou para Rachel novamente – Se sentir alguma coisa ou precisar de algo, é só me ligar, tudo bem?

– Sim, senhora! – a morena bateu continência, rindo – Obrigada mais uma vez.

– Até mais, Rach. E fica bem.

– Até, Q.

As duas se aproximaram e meio sem jeito se despediram com um abraço que, mesmo tendo durado poucos segundos, foram como a eternidade para as duas. Soltaram-se sorrindo. Rachel ainda deu um “tchauzinho” antes de ver o elevador ir embora e fechar a porta de seu apartamento com um sorriso no rosto.

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Quinn chegou ao escritório com um sorriso capaz de iluminar toda a Times Square. O andar leve e a melodia que era assoviada causavam certa estranheza nos funcionários, que eram tão acostumados a uma Quinn Fabray séria e focada. A loira seguiu assim até sua sala, sentou em sua cadeira e começou a batucar os dedos na mesa, mantendo o ritmo da música.

– Oh, alguém viu um passarinho verde hoje – uma também sorridente Annie soltou logo ao entrar na sala.

– E pelo visto não fui a única – devolveu Quinn – Você e a Emma fizeram sexo pelo Skype ontem, foi?

– E você e a Rachel, fizeram sexo ontem, foi? – as duas riram.

– Nós... Nós dormirmos juntas – disse sorrindo e ganhou um olhar safado da outra – Mas não transamos! Ela estava doente, com frio por causa da febre e... Eu a abracei e acabamos dormindo juntas. Mas eu acordei primeiro e sai de lá, pra não ficar estranho.

– Estranho? Sério, Q? – ironizou – Você passou o dia cuidando dela, mesmo não tendo a obrigação de fazer isso, e só se preocupou se ficaria estranho quando vocês acordassem juntas?

– Não é hora para apressar as coisas, An – disse – Mas e você, por que esse sorrisinho idiota?

– Falei com a Emma ontem e... Chamei-a para vir pro casamento das meninas – sorriu misteriosa – Ela aceitou!

– Sério? Quer dizer que vamos conhecer sua namoradinha?

– Sim e sim. Mas não vão me fazer passar vergonha, okay? – apontou o dedo para a outra – Santana e Brittany não se importam, né?

– Claro que não, An. Se conheço aquelas duas, elas ficaram felizes de saber que nós terminamos, já que sempre me quiseram junto da Rachel...

– Realmente, vendo por esse lado...

– Por falar nisso, queria conversar com a Beth hoje. Tudo bem por você?

– Claro, Q. Falaremos com ela. É bom que ela saiba por nós e não por terceiros...

– Sim, é verdade. Ah... Eu contei a Rachel ontem.

– Oh... Bom, bom. Então falaremos com Beth, Judy e o pessoal. É bom que todos saibam.

– Vai falar da Emma? – perguntou.

– Ainda não. Vamos guardar a surpresa – disse e as duas riram.

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Rachel estava saindo do teatro após a última reunião com o diretor, os ensaios para seu novo espetáculo começariam naquela semana, e resolveu ligar para Santana. Precisava falar com alguém sobre o dia anterior e nada mais indicado que sua melhor amiga.

Hey Frodo – saudou a latina logo ao atender.

– Hey San, atrapalho? – perguntou a morena, já que era possível ouvir um barulho ao fundo.

Não. Estou no estúdio ouvindo a mixagem do disco novo – disse e mesmo do outro lado da linha Rachel podia sentir o sorriso que estampava o rosto da amiga – Mas pode falar. Aconteceu algo?

– Não, não. Eu ia te chamar pra almoçar. Queria conversar um pouco...

Claro, claro. Me manda o endereço e te encontro lá.

– Okay. Até já – disse encerrando a chamada.

Rachel enviou uma mensagem para Santana com o endereço do restaurante e dirigiu até ele. Minutos após sentar-se em uma das mesas, a latina chegou, chamando ainda mais a atenção dos paparazzis que lhe seguiam desde o teatro. As duas se cumprimentaram e fizeram os pedidos, antes de iniciarem uma conversa.

– Então, transou com quem ontem? – perguntou Santana direta, fazendo Rachel quase cuspir a água que bebia.

– O que? Do que você está falando?

– Você está com um sorriso idiota na cara, o que, normalmente, significa que você transou...

– Ah, o que aconteceu foi bem melhor que isso...

– Uma orgia?! – perguntou sarcástica.

– Não seja idiota. Só pensa em sexo, Lopez? – bufou.

– Ah! Diz logo o que foi, Hobbs.

– Quinn – sorriu.

– Você transou com a Quinn?! – exclamou, atraindo um pouco de atenção.

– Pelo amor de deus, Sant! – exclamou irritada – Esqueça o sexo, okay? – a outra assentiu e permaneceu em silêncio, dando a oportunidade da outra falar – Eu e Quinn deveríamos sair pra almoçar ontem, mas eu fiquei doente e liguei pra desmarcar. Então ela foi para o apartamento e passou o dia todo comigo. Ela cuidou de mim. E nós acabamos dormindo juntas. Ela acordou cedo e saiu da cama, mas eu sei que dormimos abraçadas a noite inteira – suspirou sorrindo.

– E desde quando isso é melhor que sexo? – perguntou a latina e ganhou um olhar matador da outra – Brincadeira! – riu – Agora... Wow. Eu fico feliz por você, Rache. Isso significa que as coisas estão melhorando, apesar de tudo.

– E você não sabe o melhor: ela e Annie terminaram!

– Fala sério! A Fabray agora é sua, Anã!

– Calma, não é pra tanto...

– Como não?! Ela está solteira, toda chegada em você... Agora as coisas vão pra frente!

– Eu prefiro não criar esperanças, sabe? Não quero quebrar a cara e sofrer de novo. Se as coisas aconteceram, estarei feliz. Mas... Não sei. Ela nem mesmo me deixa explicar o que aconteceu naquela maldita noite – bufou.

– Cada coisa no seu tempo, okay? Ela está se abrindo, só aproveite isso. Vai chegar uma hora em que ela terá que te ouvir, por bem ou por mal.

– Tomara, San. Tomara – sorriu a morena.

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A noite, Quinn e Annie voltaram para o apartamento juntas, após saírem do escritório. Não precisaram se preocupar com Beth, já que Judy havia ficado responsável pela menina, com a desculpa de aproveitar os últimos momentos com a neta, já que iria embora no dia seguinte. As quatro jantaram juntos e após o término, um olhar de Annie indicou que aquele era o momento de conversarem com Beth.

– Filha, podemos conversar? – perguntou Quinn, chamando a atenção da filha que assentiu.

As três caminharam juntas até a sala, onde se acomodaram no sofá. Beth estava apreensiva. Não imaginava o que as duas adultas poderiam querer com ela.

– Eu fiz alguma coisa? – perguntou preocupada, recebendo um olhar curioso de Quinn.

– Não, claro que não. Nós só queremos conversar...

– Okay, certo – suspirou aliviada – Então...?

– Bom... – começou Quinn – Eu e Annie não queremos que você saiba por outras pessoas e sim pela gente...

– Ai meu deus, vocês vão casar?! – exclamou Beth com os olhos arregalados, interrompendo a mãe.

– O que? Não! Pelo contrário, filha... Eu e Annie não estamos mais namorando – explicou – Mas queremos que você saiba que isso não influencia na sua relação com ela. A An continua sendo sua tia, minha amiga e aquela que esteve conosco pelos últimos anos...

– Ah, entendi. Claro que isso não vai influenciar, mãe. Eu amo a Tia An! – disse Beth, sentando no colo de Annie e abraçando-a pelo pescoço.

– Que bom, porque eu também te amo, baby girl. Você não vai se livrar de mim tão fácil. Vocês não vão – disse Annie rindo e sendo abraçada pelas duas loiras.