Meant to Be

43 Chapter Forty-Three


Notas iniciais
O fim está cada vez mais próximo... Enjoy!

Alguns dias depois...

— Mammy! – exclamou Beth jogando-se contra o corpo de Rachel tão logo a morena abriu a porta do apartamento.

— Hey meu amor, como você está? – perguntou Berry devolvendo o abraço e logo em seguida sorrindo para Quinn, que estava logo atrás da filha – Hey Q.

— Hey Rach, tudo bem mesmo ela ficar aqui? – perguntou a loira.

— Claro que sim. Teremos uma noite das meninas – brincou, arrancando uma risada de Beth.

— Eu vou guardar o sorvete – anunciou a Fabray mais nova, saindo e deixando as mães sozinhas.

Rachel encostou-se na soleira da porta, sorrindo para Quinn que se aproximou, misturando assim ambas as respirações.

— Você não pode mesmo ficar? Nem um pouquinho? – sussurrou a morena.

— Infelizmente não, baby – respondeu a loira triste – Esse processo está tirando todo o meu juízo. Eu e Annie precisamos revisá-lo para amanhã darmos entrada com o juiz e blá blá blá...

— Tudo bem. Eu entendo. E prometo que quando ele acabar, eu vou te ajudar a relaxar – sorriu maliciosa.

— Argh, você é má, Rach... – riu e se aproximou, dando um leve selinho na morena.

— Mammy! – gritou Beth da cozinha – Posso pedir a pizza?

— Pode sim, meu amor – gritou Rachel de volta.

— Eu vou indo, então. Qualquer coisa, é só me ligar, okay? – avisou a loira.

— Nós vamos ficar bem – sorriu.

— Okay. Até amanhã, então.

— Até.

As duas se abraçaram e deram um último beijo, antes de Quinn sair em direção ao elevador e Rachel voltar para dentro do apartamento, de encontro a Beth.

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Após jantarem, Rachel e Beth se encaminharam com o pote de sorvete em mãos, para o quarto da morena onde assistiriam um filme qualquer na tv à cabo antes de dormirem.

Berry já havia notado que a filha estava estranhamente silenciosa durante o jantar e sabia que algo sairia dali tão logo a confusão na cabeça da Fabray mais nova cessasse. E parece que não demoraria muito...

— Mammy... – chamou Beth – Você e a mama Q estão bem?

— Sim, baby girl. Nós estamos – respondeu Rachel.

— Mas... Bem, bem? – indagou.

— O que você quer realmente saber, meu amor?

— Você e a mama voltaram? Vocês andam muito coladas e como ela terminou com a Tia An...

Rachel silenciou por alguns segundos. Os dias haviam se passado tão rápidos, que ela e Quinn acabaram apenas aproveitando o tempo que tinham entre si, e não se preocuparam em contar para ninguém a que pé andava a relação das duas. Mas se havia alguém que merecia saber algo, esse alguém era Beth e agora a hora havia chegado.

— Bom... – começou – Eu e a Quinn não voltamos. Pelo menos não oficialmente...

— Dá pra explicar?!

— Nós estamos juntas – sorriu ao ver o sorriso da filha – Mas não nomeamos nossa situação ainda. Estamos voltando a nos entender e queremos apenas aproveitar esses momentos, sabe? Sem precisar transformar a coisa em algo antes da hora...

— Mas vocês estão juntas? Juntas, juntas? Tipo, no amor...

— Sim, eu acho que estamos – Rachel riu – Sinto muito por não termos contado antes, mas...

E antes que Berry pudesse dizer mais alguma coisa, o corpo de Beth chocou-se contra o seu, derrubando-a na cama.

— Eu estou tão feliz agora! – exclamou a Fabray mais nova – Todos os meus desejos de aniversário finalmente se realizaram...

Então não havia mais nada que Rachel pudesse falar ou fazer, a não ser abraçar sua filha...

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Às 9h do sábado, Rachel despertou. Beth dormia pesadamente ao seu lado, afinal, ficaram acordadas até tarde entre filmes, sorvete e conversas de “mãe e filha”. A morena se espreguiçou e quando se preparava pra se encaminhar para o banheiro, estranhou o cheiro de comida que invadia todo o cômodo. Saiu do quarto a passos silenciosos e caminhou por entre o apartamento em direção a cozinha. Lá chegando, foi incapaz de segurar o sorriso que invadiu seu rosto.

— Eu pensei que você deveria estar trabalhando – disse baixo, mas ainda chamando a atenção da visitante.

— Sim, assim como você deveria estar dormindo! – exclamou Quinn parecendo indignada – Fica difícil te surpreender desse jeito – riu.

— Não posso fazer nada se o cheiro da sua comida me acordou – devolveu Rachel, começando a se aproximar da loira.

— Cheira bem, né?! – perguntou enlaçando a cintura da outra e beijando-lhe o pescoço – Assim como você...

— Não que eu esteja reclamando, até porque foi uma ótima surpresa... – sussurrou, enquanto recebia os beijos da loira – Mas você, realmente, não precisava estar no escritório?

— Eu e a An viramos a noite – disse e recebeu um olhar reprovador – E acabamos terminando toda a análise. Segunda-feira bem cedo entraremos com o pedido diante o tribunal. Então eu tive a brilhante ideia de surpreender as duas mulheres da minha vida com um café da manhã...

— Não aprovo a ideia de você virar a noite enfiada em processos, mas... – sorriu – Dessa vez eu vou perdoar!

— Vai é?! – brincou.

— Acho que sim, mas talvez você me convença mais facilmente com um...

Antes que a morena completasse sua fala, seus lábios já eram esmagados pelos de Quinn. A loira brincava com sua língua, enquanto as mãos apertavam seguramente sua cintura. Rachel não podia fazer nada além de gemer baixo com o prazer que era sentir a boca de Quinn. As duas só se separaram pela falta de ar.

— Eu conversei com a Beth ontem – disse Rachel após alguns segundos em silêncio.

— Mesmo? Está tudo bem?

— Perfeitamente bem. Ela... Ela disse que os desejos de aniversário se realizaram, Q... – Rachel olhou para a loira com os olhos cristalinos.

— Hey, sem choro, baby. O importante é que ela está tão feliz quanto a gente...

— Na verdade, provavelmente eu estou mais feliz que vocês – a voz de Beth se fez presente e as duas viraram para ver a filha parada na soleira da porta com um sorriso e uma cara amassada de sono – Não há nada melhor que ter minhas mães de volta.

— Vem cá, meu amor – chamou Quinn, abrindo espaço no abraço para a filha – Eu sei que não devia ter te afastado da Rach e que o tempo que você e ela perderam não vai ser devolvido nunca...

— Quinn, não. Está tudo bem... – interrompeu Berry.

— Não, não está. Vocês perderam muito e eu sinto por isso, mas eu prometo que nós vamos, juntas, criar novos momentos, novas lembranças. Como eu disse, o tempo perdido não vai voltar, porém nós vamos fazer dar certo.

— Mama, eu te amo. E amo a Mammy. Isso é o que importa – disse Beth, antes de puxar suas mães para um abraço.

— Isso é o que importa... – sussurrou Quinn para si mesma.

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Após tomarem café, Rachel, Quinn e Beth se acomodaram no sofá da sala. Berry e a Fabray mais nova ainda estavam de pijamas, mas nenhuma das duas parecia se importar, e muito menos a Fabray mais velha.

— Vocês já contaram a mais alguém ou eu não era a única no escuro? – perguntou Beth de repente, referindo-se ao “relacionamento” das mães perante a família.

— Só a An sabe – respondeu Quinn.

— Sério, mama?! – riu – A única pessoa que sabe é a sua ex?

— Por incrível que pareça, a An foi uma apoiadora direta e ponto importante na resolução das coisas – disse a loira.

— E quando vocês vão falar pra todos? Sabem que a Tia Sant e a Tia Britt vão matar vocês por esconderem isso né?

Quinn e Rachel se olharam.

— Santana vai me matar! – exclamou a morena.

— Hey, ela não é louca. Ou talvez seja... – pausou Quinn – Mas relaxa, vai ficar tudo bem. Que tal falarmos amanhã, no almoço?

— Sério? – questionou Rachel em duvida.

— Yep! Não precisamos definir nada, mas se a Beth já sabe, elas saberem faz todo o sentido também... – deu de ombros.

— Bom... Se você diz, por mim tudo bem! – sorriu.

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— Eu vou ser trocada pelo Noah? – choramingou Rachel.

Era noite e Puck havia decidido levar Beth para o cinema, ficando de pegar a menina no apartamento da morena.

— Mammy, eu já passei a noite de ontem e o dia inteiro com você e a mama! – riu Beth – Papai também precisa de um pouco de amor...

— Tudo bem, tudo bem. Só vou deixar porque sou muito legal! – brincou, recebendo um abraço da filha.

— E porque assim você e a mama tem um tempo sozinhas – sussurrou e se afastou com um sorriso brincalhão.

Rachel riu. Definitivamente não existia uma filha melhor do que Beth...

Puck chegou minutos depois para buscar a pequena Fabray. E assim que se viu sozinha com Rachel, Quinn agarrou a morena e beijou-lhe com toda a vontade possível.

— Wow – suspirou Rachel assim que o fôlego se fez necessário e as duas se separaram.

— O que você quer fazer agora? – perguntou Q uinn, acariciando o rosto da morena.

— Não sei... O que você quer fazer? – devolveu sorrindo.

— Te abraçar, te beijar... Apenas ficar com você – sorriu apaixonada.

— Então faremos isso – decidiu – Mas que tal um banho antes? Então eu peço comida e ficamos juntinhas na cama...

— Uma ideia perfeita.

— Ótimo. Toma banho no meu banheiro, que eu tomo no do quarto de hóspedes.

Quinn assentiu e depois de um beijo roubado, saiu em direção ao quarto da morena entre risadas.

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Depois do banho e da chegada do delivery com a comida chinesa que Rachel havia pedido, a morena e Quinn agora se encontravam abraçadas na cama, assistindo um filme qualquer que nem saberiam dizer o nome.

Rachel estava entre as pernas de Quinn, as costas contra a frente da loira, que abraçava-lhe a cintura, e a cabeça contra o ombro dela. Quinn aspirava o perfume dos cabelos morenos e se entorpecia com aquele cheiro que tanto sentira falta.

Rachel não sabe quanto tempo havia passado, até que começou a sentir leves beijos em sua nuca, causando-lhe um arrepio gostoso por todo o corpo. As mãos de Quinn passeavam pelas laterais do seu corpo, apertando seguramente em alguns trechos do percurso. Cedendo a tentação que eram os lábios de Quinn, Rachel virou a cabeça, fazendo com que os lábios da loira agora fossem para os seus. O beijo se iniciou lentamente, as bocas apenas brincavam uma com a outra. Rachel virou, sentando-se sobre as pernas de Quinn, enlaçando-a pelo pescoço. Quinn passeava as mãos por sua cintura, adentrando lentamente o tecido fino do pijama. Respirar, naquele momento, havia se tornado desnecessário...

— Eu quero você – Rachel sussurrou sem fôlego, a testa colada a da loira.

— Tem certeza? – perguntou Quinn, encarando-a de forma intensa.

— Totalmente – respondeu decidida.

Quinn sorriu e então voltou a beijar a morena. A saudade de momentos como aquele se refletia na pressa de cada beijo. Pressa que já não era tanta, afinal, ambas sabiam que havia tempo de sobra.

Quinn distribuía beijos pelo pescoço de Rachel, enquanto subia lentamente a blusa do pijama, até tira-la por completo. Fabray encarou os seios morenos com uma vontade que há muito tempo a morena não via, então colocou um em sua boca. Quinn se dividia entre os dois com maestria. Lambia, sugava, beijava, acariciava... Rachel gemia extasiada com o prazer que a loira lhe dava. Mas ela não permitiria Quinn ser a ativa naquela noite, não depois de esperar anos por aquele momento.

Em um movimento rápido, Rachel retirou a camiseta regata que a loira vestia e então deitou-a completamente na cama. Uma das coxas da morena pressionava contra o centro molhado de Quinn, fazendo-a gemer. Berry deu aos seios da loira a mesma atenção que havia recebido pouco tempo antes. Em seguida começou a descer beijos molhados pelo abdômen definido, causando arrepios em Quinn. Ao chegar na barra do short que a loira vestia, Rachel sorriu sacana e então beijou o sexo molhado por cima do pano, fazendo Quinn tremer.

— Sem provocações, Rache... – pediu Quinn, de forma quase sôfrega.

Rachel riu, mas acatou o pedido. Teria muito tempo para provocar a loira... Puxou short e calcinha para baixo, deixando a loira completamente nua. O cheiro inebriante da loira invadiu o quarto e seu olfato, fazendo com que imediatamente sua boca fosse de encontro ao local mais desejado por ela e por Quinn. Inicialmente os movimentos dos lábios e língua de Rachel eram quase experimentais, mas aquilo não durou muito. Logo a morena desenvolvia seus movimentos, dividindo-se entre todas as regiões do sexo da loira. Quinn não fazia nada além de gemer e apertar os cachos escuros entre seus dedos, dando mais movimentação a cabeça de Rachel entre suas pernas.

Sentindo que Quinn estava próxima do seu primeiro orgasmo naquela noite, Rachel invadiu a loira com dois dedos, movimentando-os rapidamente até que Quinn se desfez em sua mão e boca. O corpo tremendo em espasmos, gemidos roucos saindo dos lábios vermelhos de tanto que haviam sido mordidos.

Minutos depois, Rachel subiu seu corpo, ficando cara a cara com Quinn que tinha os olhos fechados e um sorriso idiota no rosto. Tirou-lhe os cabelos loiros da testa e deu um beijo leve, fazendo-a abrir os olhos que estavam ainda mais brilhantes.

— Só agora eu percebi como sentia saudades da sua boca – sorriu ainda extasiada, arrancando uma risada da morena.

— Fico feliz em matar essa saudade sempre que quiser – brincou.

— Ah, é mesmo?! – perguntou e viu a morena assentir – Então acho que podemos continuar matando essa saudade agora. Que tal?

— Uma ótima ideia, definitivamente – sorriu.

E elas sabiam que aquela noite seria curta para tanta saudade...

Notas finais
Sabem o que fazer, não é?! :3