Meant to Be

40 Chapter Forty


Notas iniciais
Capítulo de ano novo com dois dias de antecedência, porque não sei se terei tempo pra postar depois... Feliz ano novo, girls! Obrigada pelo 2015 massa e que em 2016 seja melhor ainda!

– Alô? – atendeu Quinn.

Hey Q, sou eu, Hanna. Estou te ligando pra avisar que a prova dos vestidos será hoje a tarde. Tudo bem por você?

– Claro. Será no seu ateliê?

Isso. Às 14h.

– Estarei ai, H. Não se preocupe.

Quinn, será que você conseguiria falar com a Rach? Eu ligo e só cai na caixa postal, ela deve estar ensaiando...

– Claro. Ela estará ai comigo.

Okay. Até mais tarde.

– Até, beijo – se despediu.

Era quarta-feira e Quinn estava em seu escritório quando a secretaria anunciou uma ligação. Achou estranho quando a voz de Hanna soou, até perceber que seu celular havia descarregado e perceber porque a outra havia ligado para o escritório.

Tão logo a amiga desligou, Quinn discou o número que já sabia decorado. Vários toques e então a caixa postal. Isso se repetiu por três vezes, até a loira desistir. Rachel deveria estar no palco e, sabendo como o diretor estava pegando pesado nos ensaios, era compreensível o fato dela não atender o telefone.

Olhou o relógio em cima da mesa e viu que já estava quase na hora do almoço. Pensou por alguns segundos e decidiu que iria até o teatro a procura de Rachel. De lá elas poderiam sair para almoçar e depois irem para o ateliê de Hanna. Afinal, Quinn já sentia saudades da morena. Desde o almoço na casa Pierce-Lopez no domingo as duas mal haviam se visto, já que os ensaios tomavam todo o tempo de Rachel, e acabavam se falando apenas pelo telefone ou às vezes por FaceTime.

Levantou-se, recolheu suas coisas e saiu da sala. Passou por sua secretária e avisou que não voltaria mais naquele dia, que qualquer coisa urgente fosse encaminhada para Annie e em último caso a ligassem, visto que o celular estava descarregado. Na porta de entrada do elevador encontrou justamente com a amiga.

– Indo encontrar a Rachel? – sorriu a morena.

– Vou tentar. Estou ligando, mas ela deve estar no palco – deu de ombros – A prova dos vestidos das madrinhas é hoje.

– Ah, entendi. Por falar nisso, a Hanna me ligou. Disse que havia desenhado um vestido pra mim, que eu precisava ir lá depois tirar as medidas... – sorriu.

– Sem dúvidas vai ficar lindo – então o elevador chegou – Preciso ir. Nos vemos mais tarde em casa – Annie assentiu e as duas se despediram.

Logo Quinn estava estacionando próximo ao teatro. Entrou e após se identificar para o segurança, foi liberada para entrar. Como imaginado, Rachel estava no palco. A morena repassava uma cena e para não atrapalhar, ela só sentou em uma das poltronas e aproveitou o espetáculo.

Quando a diretora anunciou o intervalo para o almoço, a loira se levantou e caminhou em direção ao palco, ao mesmo tempo em que todos começavam a sair. Rachel estava de costas para si, com a mão na testa.

– Estressada? – sussurrou Quinn, agora extremamente próxima da morena.

– Cansada, na verdade – Rachel respondeu, se virando para encontrar o rosto da outra – A que devo essa surpresa?

– Eu queria te ver – se aproximou, dando de ombros e abraçando a outra peça cintura.

– Hum, isso é bom – sorriu e deu um leve selinho na loira – Agora o real motivo...

– Hey, eu não posso querer te ver?! – disse fazendo-se de ofendida e viu Rachel rir – Eu te liguei e você não atendeu. A prova dos vestidos é agora a tarde, então pensei em te pegar pra almoçar e depois irmos pro ateliê.

– Claro, claro. Eu só preciso avisar e então podemos ir.

Após falar com a equipe e a diretora, Rachel foi liberada pelo resto do dia. Como a morena havia ido de táxi para o teatro, ficou tudo mais fácil. Juntas no carro de Quinn, após despistarem os paparazzi, as duas foram para um restaurante simples e calmo, onde não chamariam tanta atenção. Almoçaram entre conversas, risadas e olhares.

– Para onde vamos? – perguntou Rachel, ao perceber que Quinn fazia um caminho contrário ao do ateliê de Hanna.

– Ainda está cedo, então não adianta irmos pro ateliê agora – respondeu.

– Certo, então para onde vamos?

– Meu apartamento – sorriu.

Assim que passaram pela porta do apartamento, Quinn e Rachel já estavam aos beijos. Desde o beijo na roda gigante, sempre que as duas se encontravam sozinhas, era assim. O desejo falava mais alto e elas tentavam recuperar todo o tempo perdido naqueles anos.

Rachel sabia que ainda havia muito a ser conversado e resolvido, afinal, Quinn nunca lhe deu a chance de falar, de se explicar. Mas como a loira havia sido aquela a vir atrás, ela não estava reclamando. Como Santana sempre lhe dizia: o momento de colocar as cartas na mesa chegaria.

Aos tropeços caminharam até o sofá, onde Quinn sentou com Rachel em seu colo. Os beijos eram urgentes e os lábios se devoravam. Rachel apertava o cabelo da loira e forçava sua pélvis contra o abdômen definido, enquanto sentia as mãos de Quinn acariciarem suas coxas e subirem por sua cintura, adentrando a blusa e entrando em contato com sua pele. Quando o ar se fez necessário, Quinn passou a beijar o pescoço moreno, fazendo Rachel jogar a cabeça para trás. Quando as mãos pálidas começaram a subir ainda mais por dentro da blusa da morena, encaminhando-se em direção aos seios fartos, o celular de Rachel começou a tocar.

– Ignora que para – disse Quinn entre beijos.

Mas isso não aconteceu. O celular tocava insistentemente pela quarta vez e o clima começava a ser quebrado. Ainda no colo de Quinn, Rachel buscou o aparelho para ver quem estava tão desesperado. O nome de Santana piscava na tela.

– É a Santana, pode ser algo importante pra ela ligar tanto... – disse.

– Argh, Lopez desgraçada! – gemeu frustrada, antes de retirar as mãos de dentro da blusa da morena, que saiu de seu colo e sentou ao seu lado no sofá.

– Hey Sant – saudou Rachel ao atender.

Finalmente, Hobbs. Estava transando é?!

– Não me estressa, Santana. O que aconteceu?

Nós estamos no ateliê só esperando você e a Quinn.

– Mas não era só às 14h?

Em que mundo você está, Frodo? Já são 14h30, vocês estão atrasadas.

– O que?! Mas como a hora voou assim? Nós chegamos já.

Hum, vocês estão juntas? Então já sei que atrapalhei o sexo – riu.

– Tchau, Lopez! – e desligou – Como nós não vimos a hora passar?

– Bom, nosso tempo estava sendo melhor gasto – Quinn sorriu sacana e se aproximou, arrastando-se no sofá até ficar por cima da morena.

– Q... – gemeu, sentindo os lábios da loira em sua orelha – Nós precisamos ir. Estamos atrasadas.

– Maldita seja Santana Lopez! – exclamou, afastando-se. Rachel riu e se aproximou da loira.

– Eu ficarei te devendo e você vai poder cobrar com juros – sussurrou e mordeu o lóbulo da loira, saindo com um sorriso em direção a porta.

– Aaargh, maldita prova de vestidos...

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Já fazia uma semana desde a prova dos vestidos que, por sinal, ficaram perfeitos. Quinn e Rachel continuavam aproveitando todos os momentos que tinham à sós para se pegarem em qualquer lugar. Mas ainda não havia passado disso: pegação. Quando não eram interrompidas, Quinn acabava mostrando tamanha força de vontade e parando antes das coisas avançarem cada vez mais.

Porém, ao mesmo tempo em que aproveitavam para correr atrás do tempo perdido, Quinn e Rachel acabavam deixando Beth um pouco de lado. Por quererem sempre ficarem sozinhas, tinham bem menos momentos com a filha e, ao perceberem isso, decidiram que algo precisava ser feito.

Era sexta-feira. O último dia de ensaio da semana para Rachel. Na noite anterior, enquanto falava com Quinn por FaceTime, as duas haviam combinado que na parte da tarde a loira levaria Beth para o ensaio. Afinal, se tinha algo que aquela garota gostava era da Broadway... E assim ela fez.

Quinn buscou Beth na escola e após leva-la para almoçar, seguiram em direção ao teatro. Assim que chegaram, Rachel logo as notou e andou feliz até elas.

– Pessoal – anunciou para os colegas – Essa princesa aqui, é a minha filha, Beth.

– Então você é a famosa Beth? Rachel só fala de você – disse a diretora – Tanto que sei que desde pequena você é tão fascinada pela Broadway como ela. Acertei?

– Sim, acerto – Beth respondeu sorrindo – Mammy me ensinou sobre a Broadway desde que fui morar com ela e a mama.

– Oh, hey Quinn – cumprimentou a mulher – Como você está, querida?

– Estou ótima, Alice. E você?

– Ótima – sorriu – Rachel avisou que vocês viriam, então fiquem a vontade.

Quinn assentiu e após dar um leve beijo na bochecha da morena, ela e Beth sentaram-se para assistir o ensaio. A peça só estrearia no final do ano, mas já era possível perceberem que seria um sucesso! As duas ficaram encantadas durante toda a tarde.

Quando o ensaio chegou ao fim, todos da equipe começaram a se dispersar. Alice se despediu de Quinn e Beth, e por fim, apenas as três permaneciam ali.

– Pra onde vamos agora, mammy?

– Pra lugar nenhum – respondeu sorrindo.

– Como assim? – questionou Beth curiosa.

– Eu falei com Alice e, bem, nós podemos ficar aqui um pouco. Você sabe... Podemos cantar, dançar, ter um momento nosso como antigamente, só que dessa vez em um palco de verdade.

– Isso é sério?! – exclamou.

– Seríssimo, baby girl!

Ver os olhos de Beth brilhando em realização fez com que Rachel e Quinn sorrissem instantaneamente. As duas loiras subiram no palco, onde havia diversos instrumentos, desde piano até bateria.

– O que você quer fazer primeiro, princesa? – perguntou Quinn.

– Cantar, óbvio!

Quinn e Rachel riram da animação da filha. A morena buscou os microfones e Quinn pegou um violão. As três sentaram-se no chão, no centro do palco.

– O que você quer cantar, meu amor? – perguntou Rachel.

– Hum – pausou por alguns segundos – Adele?

– É uma ótima escolha, querida – disse Rachel.

– Nós estamos treinando ela nas aulas de canto – explicou.

– Então já imagino que já tenha uma música em mente? – questionou Quinn.

– Sim, sim. Rolling In The Deep parece boa? – as outras duas assentiram.

Quinn começou os primeiros acordes em uma versão acústica da música. Adele tinha uma voz forte e a loira estava louca para saber como a filha se sairia. Rachel também estava ansiosa. Mas, no fundo, nenhuma das duas estava preparada para o que saiu quando a Fabray mais nova abriu a boca.

[Beth]

There's a fire starting in my heart

Reaching a fever pitch and it's bringing me out the dark

Finally, I can see you crystal clear

Go ahead and sell me out and I'll lay your shit bare

See how I'll leave with every piece of you

Don't underestimate the things that I will do

There's a fire starting in my heart

Reaching a fever pitch and its bringing me out the dark

The scars of your love remind me of us

They keep me thinking that we almost had it all

The scars of your love, they leave me breathless

I can't help feeling

We could've had it all

[Quinn e Rachel] (You're gonna wish you never had met me)

Rolling in the deep

[Quinn e Rachel] (Tears are gonna fall, rolling in the deep)

You had my heart inside of your hand

[Quinn e Rachel] (You're gonna wish you never had met me)

And you played it to the beat

[Quinn e Rachel] (Tears are gonna fall, rolling in the deep)

You had my heart inside of your hand

But you played it

You played it

You played it

You played it to the beat

– OH MEU DEUS! – exclamou Rachel ao final – VOCÊ É REALMENTE MINHA FILHA! QUE VOZ É ESSA?!

Beth sorriu sem jeito e Quinn riu, não só da loucura de Rachel, mas também do rosto corado da filha.

– Não é pra tanto, mammy... – disse Beth.

– Como não?! Você concorda comigo não é, Q? – perguntou olhando para a loira.

– Sim, claro – respondeu concordando – Sua voz está cada dia melhor, filha.

– Obrigada, as duas. Mas vamos tirar o foco de mim – pediu envergonhada.

– Nada disso. Você é o foco aqui – disse Rachel – E agora você vai cantar comigo!

Beth e Quinn riram da animação da morena. O final da tarde e início da noite passou assim. Beth cantou com Rachel, inclusive músicas de Funny Girl e Wicked, cantou com Quinn, as três cantaram juntas... Apenas quando a noite começou a cair e a fome começou a bater que elas decidiram que, por hora, aquele dia havia sido suficiente. Saíram do teatro e foram jantar em uma lanchonete no centro, onde, segundo Beth, vendiam o melhor milk shake de New York. E bem, ela estava certa. Ainda tiveram que lidar com alguns paparazzi que apareceram tirando fotos e fazendo perguntas sobre a “volta” do casal, mas no final, a certeza de que haviam tido um dia perfeito prevalecia dentro de todas três. Principalmente dentro de certa garotinha que, mais do que nunca, acreditava que teria sua família de volta.

Notas finais
Já sabem :3