Meant to Be

41 Chapter Forty-One


Notas iniciais
Hello! Olha só quem resolveu voltar do recesso de fim de ano?! AHAHAHAHA' O capítulo tem um pequeno draminha de volta, afinal se não tivesse não seria eu... Leiam as notas finais, preciso conversar com vocês :3 Enjoy!

Julho se iniciava e com ele a contagem regressiva para o casamento de Santana e Brittany. Praticamente tudo já estava acertado, mas a proximidade começava a trazer a ansiedade do casal, da família e dos amigos.

Já se completava um mês desde o aniversário de Beth, ou no caso, um mês que as coisas entre Quinn e Rachel começaram a melhorar. Quer dizer, nem tudo estava realmente bem. Ao mesmo tempo em que os beijos, amassos e encontros escondidos aconteciam, elas ainda não havia conversado. Sempre que Rachel tentava, Quinn desconversava e isso estava começando a se tornar negativo para o avanço que elas haviam conseguido.

Mas, como Santana sempre dizia, o momento de colocar todas as cartas na mesa chegaria e nenhuma delas seria capaz de fugir daquilo...

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– Vamos lá, a gente vai se atrasar! – insistia Quinn, gritando da sala.

Era sábado e ela e Rachel haviam combinado de ir ao cinema, aproveitando que Beth passaria o final de semana com Emily e Hanna. Quinn havia chegado para buscar a morena, mas ela ainda não estava pronta e isso havia sido há quase meia hora.

– Come on, Rach! Você quem chamou, então não se atrasa...

– Calma, calma! Eu já estou pronta! – exclamou a morena, entrando no campo de visão da loira – Vamos?

– Finalmente!

Logo as duas já estavam no shopping, com suas entradas e pipoca nas mãos. Elas haviam decidido assistir uma das comédias em cartaz, assim agradava as duas. Durante as quase duas horas de filme, elas trocaram carinhos e alguns beijos, que intercalavam com as risadas. Quem as visse, nunca imaginaria todo o drama que as rodeava, e pensaria que ali estava apenas mais um casal feliz. Mas ao que parece, até o universo conspira quando sabe que certas coisas precisam de resolução.

Após saírem do filme e comerem algo na praça de alimentação do shopping, Rachel e Quinn resolveram dar uma volta. Foram até a loja de discos pegar algumas encomendas que a loira havia feito a Stuart há alguns dias e depois passaram em uma loja de doces para comprar alguns que Beth adorava. Mas bem, não foram só doces que elas encontraram...

– Rach? – uma voz chamou pela morena, fazendo-a virar a procura – Nós definitivamente precisamos parar de nos encontrar por acaso!

– Ali! – exclamou Rachel ao dar de cara com a loira de olhos azuis – Nossa, quanto tempo! – as duas se abraçaram sobre o olhar atento de outra loira.

– Você sumiu de novo, Rach. Eu fiquei te esperando ligar para saírmos e você nada. Assim eu penso que não sou importante – Alison disse fazendo um biquinho que arrancou uma risada da morena.

– Eu não caio mais no seu charminho, Ali! – brincou – As coisas só andam... Atribuladas, eu creio.

– Eu entendo. Os ensaios da nova peça já começaram né? E teve o aniversário da sua pequena há... O que? Um mês?

– Isso mesmo. E de lá pra cá algumas coisas começaram a acontecer e bom, eu acabei sem tempo.

– Mas você precisa me ligar, Rach! Eu tenho saudades dos nossos momentos e...

Antes que Alison pudesse terminar, um bufo foi ouvido e então passos pesados contra o chão. Rachel não pôde fazer nada, só ver as costas de Quinn se afastando dali apressadamente. Ela olhava estupefata para a cena.

– Eu acho que alguém ficou com raiva?!

– Mas que... – sussurrou sem acreditar – Merda! Eu acabei esquecendo totalmente que a Q estava aqui. Merda! Merda! Merda! Eu preciso ir atrás delas, Ali... Me desculpa, ta? Nós conversamos depois.

– Tudo bem. Vai atrás da sua garota, Berry...

E então Rachel estava correndo pelo shopping inteiro atrás de Quinn. Ela conseguiu alcançar a loira já no estacionamento, quando a mesma entrava no seu carro.

– Quinn! Hey Q, o que aconteceu? – perguntou sem fôlego pela corrida, mas recebeu silêncio como resposta – Quinn, fala comigo. O que houve lá?

– Nada, Rachel! Nada! Pode voltar para a sua amiga, que eu estou indo embora...

– Hey! Eu vim com você, então eu vou voltar com você. Eu não quero ficar aqui... – disse já entrando no carro.

Quinn apenas bufou irritada e deu a partida, saindo do estacionamento. Durante todo o caminho até o apartamento de Rachel, o silêncio dominou o carro. Nenhuma das duas falou nada até que Quinn estacionou o carro na frente do prédio da morena.

– Você quer subir? – perguntou.

– Não.

– Por favor, Quinn. Nós estávamos bem até alguns minutos atrás, não faz isso...

– Eu não estou fazendo porra nenhuma! Você que nem sabe disfarçar quando encontra um dos seus casinhos de uma noite por ai – disse irritada.

– Quer saber? Foda-se você e essa sua maldita superioridade, Quinn! Você não quer conversa, não me escuta quando eu quero falar e ainda quer vir cheia de razão falar sobre o que não sabe?! Eu não vou aguentar isso! Quer ficar estressadinha, então fica, porra! Eu que não vou ficar aqui pra ouvir.

Rachel saiu do carro e bateu a porta, pisando forte em direção ao prédio. Deixando, dessa vez, Quinn para trás...

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Ao entrar em seu apartamento, batendo a porta e andando extremamente irritada em direção ao seu quarto, Quinn não ouviu (ou preferiu fingir que não) os chamados de Annie, que estava na sala, assistindo algum programa idiota na televisão. Quando já estava em seu quarto, andando de um lado para o outro, a porta se abriu revelando sua ex e, agora, amiga.

– O que diabos aconteceu, Quinn? – perguntou Annie, já com a certeza de que algo havia acontecido, afinal, a loira deveria passar o dia com Rachel. Ela não obteve nada em resposta, mas quando viu a loira se aproximar do espelho, com os punhos cerrados, ela correu em sua direção, segurando-a – Nada disso, Fabray! Nós já falamos dessa história de quebrar as coisas e se quebrar quando está com raiva – disse Annie irritada e ainda mais preocupada, sabendo que o fato de Quinn querer quebrar algo, não significava nada bom.

Ela puxou Quinn pelos braços em direção a cama, onde elas sentaram uma de frente para a outra. Annie massageava os punhos fechados de Quinn, tentando acalma-la para que, então, elas pudessem tentar conversar.

Alguns minutos se passaram até que as mãos de Quinn começaram a relaxar, assim como a loira. Ela suspirou algumas vezes e quando seus olhos se encontraram com os de Annie, a morena sabia que algo ruim havia mesmo acontecido. Os olhos avelã estavam cheios de lágrimas não derramadas e a expressão que Quinn tinha em seu rosto... Annie só havia visto aquela expressão poucas vezes. Anos atrás. Em Londres, logo quando elas se conheceram.

– Você quer me falar o que aconteceu? – perguntou Annie, tentando transmitir segurança por sua voz.

– Rachel aconteceu – disse e então as primeiras lágrimas começaram a cair.

– Você pode ser um pouquinho mais específica, meu bem? Vocês duas estavam tão bem nas últimas semanas...

– Nós... – pausou e suspirou – Nós fomos para o cinema. Estava tudo perfeito até que... Até que encontramos aquela loira, a da boate, lembra? – Annie assentiu, confirmando – Nós a encontramos e ela e Rachel entraram em uma conversa amigável até demais e... A Rachel apenas me esqueceu. Elas só falavam como deviam se encontrar e blá blá blá – explicou com raiva.

– Então... Ciúmes aconteceu?

– Eu não estou com ciúmes! – exclamou – Eu estou? – choramingou.

– Quinn... Não há problemas em ter ciúmes. Mas não era comigo que você devia estar conversando agora. Era com a Rachel.

– Eu estou com medo – sussurrou.

– De que, especificamente?

– De conversar. Fazem semanas que ela tenta conversar e eu apenas... Ignoro. Porque eu tenho medo que se conversarmos, toda essa felicidade vai acabar e eu não aguentaria sofrer tanto novamente, An...

– Existe algum motivo pelo qual você acha que conversar não seja uma boa ideia? – questionou e viu a loira abaixar a cabeça. Ela estava... Envergonhada?

– Bom... – começou – Se o fato de ter passado anos culpando a Rachel por uma traição que não aconteceu for um motivo, então sim, eu acho que existe um... – disse e viu Annie abrir os olhos comicamente em surpresa – Não faça essa cara. Você, melhor do que eu, sabe que ela não me traiu, Annie. Eu ouvi a conversa de vocês no aniversário da Beth... – admitiu.

– Você não está falando sério!

– Sim, eu estou.

– Então você sabe a verdade desde aquele dia? Ah, isso com certeza explica a sua mudança de comportamento... – disse mais para si mesma do que para a outra – Quinn, isso é mais um motivo pra vocês conversarem!

– Mas e se... Droga, An! Eu passei anos culpando-a por algo que ela não fez, eu afastei da nossa filha, eu a odiei. Eu fui uma idiota e...

– E você não quer ter que admitir isso – completou – Você sabe que errou, mas seu orgulho não quer ter que admitir isso para a Rachel depois de todo o sofrimento que essa história causou. Mas Quinn – chamou, fazendo a loira olha-la – Você precisa dizer ao seu orgulho que o amor daquela mulher por você, o amor de vocês uma pela outra, foi e é maior do que qualquer coisa que possa aparecer. Vocês precisam conversar.

Quinn sabia que Annie estava certa. Seu orgulho ou qualquer outra coisa não poderia ser maior do que aquilo. O momento de colocar as cartas na mesa havia chegado.

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Dizer que Rachel estava com raiva era pouco, muito pouco! Ela estava irada! Como Quinn pode ter a tratado daquela forma por nada? Ela não havia feito nada, a não ser falar com Alison que, nada mais era, do que sua amiga. E por isso Quinn sentiu-se no direito de agir feito idiota? Ela não podia aguentar aquilo. Mas algo que ela também não podia aguentar mais era a ausência da loira. Algumas semanas com Quinn e ela já não podia aguentar a loira distante por apenas algumas horas. E por isso lá estava ela, jogada em sua cama, chorando como uma criança tirada dos braços de sua mãe. Como Quinn podia ter tanto poder assim sobre sua vida?

Rachel foi tirada de seus pensamentos ao som da campainha do seu apartamento tocando. Ela decidiu que iria ignorar quem quer que fosse, mas a pessoa era extremamente insistente. Então a morena se levantou e caminhou até a porta, enxugando suas lágrimas durante o caminho. Ao abrir, ela ficou surpresa, por encontrar Quinn parada em sua porta, os olhos tão inchados quanto os seus, indicando que ela também havia chorado muito.

– Eu... Eu posso entrar, por favor? – pediu a loira, sua voz não passando de um sussurro baixo e rouco, quase inaudível.

Rachel nada disse, apenas voltou para dentro do apartamento, deixando a porta aberta, em um sinal que Quinn entendeu que fosse a permissão que ela havia pedido antes. A loira entrou, fechou a porta e seguiu o mesmo caminho que a morena, encontrando-a sentada no sofá da sala. Quinn permaneceu em pé e um silêncio ensurdecedor se instalou no cômodo.

– Então...? – perguntou Rachel, quebrando o silêncio e fazendo Quinn lhe olhar.

– E-eu – pigarreou, buscando melhorar sua voz – Eu queria te pedir desculpas.

– Pelo quê, exatamente?

– Por hoje, sabe? Eu não devia ter agido daquela maneira e... Eu apenas sinto muito, Rach. Eu fui idiota e me deixei levar.

– Você realmente foi idiota, Quinn. E eu nem mesmo sei o que aconteceu pra você agir daquela maneira...

– Eu estava com ciúmes – admitiu – Quando eu te vi com aquela garota... Eu me senti ameaçada. Eu sei que vocês tiveram algo e o modo como se trataram... – tentava explicar.

– Nós tivemos algo, sim. Mas eu e a Alison somos amigas, nem sei como, já que sou uma péssima amiga que não a contata há tempos, mas nós somos. Você não tinha o direito de agir daquela maneira. Até teria a algum tempo e eu tentaria entender, mas não mais. Não quando eu nem sei o que somos, o que temos... E, principalmente, quando ainda há tanta coisa mal resolvida no nosso passado.

– Você lembra do que eu falei quando nós conhecemos a Ella, a Babi e a história delas? – perguntou Quinn.

– Merda, Quinn! Você está desconversando de novo e eu já estou cansada disso – disse Rachel irritada.

– Só me responde, Rach. Você lembra? – questionou novamente.

– Eu lembro – respondeu, por fim.

– Pois então. Eu já cansei, Rachel. Cansei de perder tantas oportunidades ao longo de todos esses anos. Eu cansei de ver a nossa vida, tanto juntas quanto ao lado da nossa filha e dos nossos amigos, escapando por entre os meus dedos. E eu cansei, principalmente, de deixar meu orgulho falar mais alto do que o meu amor por você.

– Do que... – tentou.

– Shii, me deixa falar, okay? – pediu e a morena assentiu – Eu... Eu ouvi a sua conversa com a Annie no aniversário da Beth. Eu ouvi o que aconteceu naquela noite. Eu ouvi como aquele desgraçado te agarrou e te beijou a força. E eu ouvi como, por todos esses anos, eu estive sendo uma idiota. Eu nunca serei capaz de me perdoar por nos ter feito perder tanto! Nós... Nós poderíamos estar casadas agora, com outros filhos, com tantas histórias para contar – suspirou, as lágrimas caindo por seus olhos, assim como pelos de Rachel – Eu fui uma idiota. Mas eu não quero mais ser. Eu não quero mais perder tempo, perder oportunidades. Eu quero apenas ficar com você... Eu preciso ficar com você. Eu não quero mais ter medo. Eu nunca me perdoarei, mas eu quero que você me perdoe, que me dê outra chance. Chance de fazer o certo, de fazer as coisas funcionarem dessa vez.

Rachel, que ainda estava sentada, levantou-se mesmo com as pernas bambas e caminhou em direção a Quinn, que ainda permanecia em pé. Ela se aproximou ao ponto de as respirações se misturarem e levou suas mãos ao rosto da loira, tentando enxugar as lágrimas que escorriam livre por ali. Então ela juntou seus lábios aos da loira, em um beijo languido e apaixonado. Era como se fosse a primeira vez e, talvez, até fosse. Ali, com aquele beijo, elas colocavam tudo para fora. Elas expunham seus sentimentos, seus medos, mas, principalmente, seu amor. Ali, enquanto suas línguas brigavam por dominância, toda a raiva pelo tempo perdido era posta para fora. Ali, quando Quinn se sobrepôs a Rachel, ela gritava para o universo o quanto amava aquela mulher e o quanto se arrependia. Ali, enquanto aceitava o beijo de Quinn, Rachel aceitava a mulher da sua vida de volta.

– Você não entende, não é mesmo? – perguntou a morena com a voz cortada pela respiração falha, após se separarem pela falta de ar, as testas coladas.

– O-o que? – devolveu a loira, do mesmo modo.

– Eu já te perdoei há muito tempo, meu amor...

Notas finais
Hello again! É o seguinte, pessoal... Até agora eu tenho escrito até metade do capítulo 45. Ando tendo um pouco de dificuldades para escrever o casamento Brittana... Sim, já estou no casamento e isso indica, ainda mais, que a história se aproxima do seu final. Porém, a média de comentários andou baixando um pouco e talvez isso esteja refletindo na minha falta de criatividade, não sei... Por isso quero saber de vocês: vocês estão insatisfeitas com os rumos da história? O que vocês acham que está ou não faltando? O que vocês querem ver? Enfim... Eu preciso saber o que as leitoras pensam, para assim estarmos em sintonia e MtB chegar ao seu fim da maneira correta. Conto com os comentários de vocês! ;)