Me odeia, que eu te amo
2 Surpresa
Notas iniciais
POV'S ANGIE
Passei a tarde fazendo tarefa e estudando, quando vi era 17:46, peguei meu celular e vi que tinha uma mensagem.
MENSAGEM
PAULO: Eai anjo, tudo bem com você?
ANGIE: Que que você quer?
PAULO: Eh mau humor! Esqueceu do beijo?
ANGIE: Não, mas queria, não sabe o quanto eu queria.
PAULO: Oh, maguo.
ANGIE: Ótimo, alcancei a meta do dia!
PAULO: Oh, morzinho fala isso não.
ANGIE: Morzinho você sabe muito bem quem você vai chamar.
PAULO: Sabe que eu só tenho olhos pra você.
ANGIE: E já já namorou todas as populares, líderes de torcida e etc.
PAULO: Quando eu estava triste sem você.
ANGIE: Me engana que gosto.
PAULO: Quando eu quero ficar com você, faço cada besteira, bebo, pego....
ANGIE: Tá bom! Tá bom! Já entendi! Se você faz besteira a culpa é minha! Entendi!
PAULO: Não é nada disso
ANGIE: Ta tchau. Não te vejo por ai.
Joguei meu celular na cama me levantei e passei pela janela, vi o Paulo acenando, fui até a janela e abri.
– Temos que conversar! — ele falou, fiquei em silêncio — Aquele pego é pego o carro e saio andando!
– Quer saber o que eu acho disso? — perguntei, então mostrei o dedo do meio pra ele, fechei a janela.
– KYLE! — ouvi ele gritar, nem liguei, peguei minha bolsa para ir na casa da Mel e desci.
– Mãe, vou na casa da Mel. — falei indo em direção a porta.
– Tá filha. — ela disse então abri a porta e me assustei com Paulo.
– Que susto cacete. — falei com a mão no peito.
– Filha! — minha mãe disse.
– Essa coisa aparece do nada aqui! — falei apontando para o Paulo.
– Pede pra ele te levar! — minha mãe disse, olhei para ela com o olhar de cala boca mãe!
– Não, posso muito bem ir andando. — falei.
– Não, eu levo sem problema algum. — ele falou sorrindo.
– Não! Eu... eu quero ir andando, pra sabe.. humm entrar em forma (e me livrar de você)
Passei por ele e ele seguro levemente meu braço.
– Pode falar oque quiser, você não vai se livrar de mim.
Ele soltou meu braço, e sai andando. Vi ele atrás de mim.
– Tá, vou andando com você, não posso deixar uma moça INDEFESA sozinha.
– Você é chato.
Cheguei na casa da Mel acompanhada da criatura, então toquei a campainha:
– Oi Dona Ju, a Mel está? — perguntei.
– Está sim, eh Angie, dessa vez veio com o namorado. — ela disse.
– Essa coisa não é meu namorado. — falei entrando, e ele ainda atrás de mim.
– Ainda. — ele falou.
– Ai Paulo cala a boca! — falei.
– Eai Angie......e Paulo?! — ela disse quando viu ele.
– Longa história. — falei.
– Tá. — ela disse, então fomos para o quarto dela, e a besta ainda estava me seguindo, quando chegamos no quarto dela, me sentei na cama ela na cadeira e o Paulo na outra cadeira.
– Quero saber por que ainda está me seguindo! — falei esticando as pernas na cama e apoiando as costas na cabeceira da cama.
– Por que eu ainda quero terminar a nossa conversa! — ele falou.
– Ah, então vai esperar, vamos "conversar" no caminho de casa. — falei, então coloquei os fones e arrumei uma música.
– Ai droga. — falou Mel.
– O que? — perguntamos juntos.
– A Tala sumiu. — ela disse se levantando.
– Quem? — perguntei.
– Lembra que eu falei que comprei uma tarântula, pois é. — ela disse.
– Beleza, contando que ela não chegue a 10 cm de mim tudo bem. — falei, eles me olharam espantados — O que?
– Por que você não quer que ela chegue perto de você? — perguntou Paulo chegando perto de mim.
– Tenho pavor! — falei quando sentí algo no meu ombro olhei e lá estava a aranha.
– Angie se acalma. — falou Mel.
– TIRA TIRA! — gritei me levantando e começando a pular.
– Calma! — falou Mel tentando me acalmar.
– Ei, shhh! — falou Paulo me abraçando por trás, então rápidamente Mel tirou a aranha, mas ele não me soltou, seus braços estavam em volta da minha cintura.
– Paulo, pode me soltar! — falei.
– Tenho mesmo? — ele perguntou.
– Se não quiser levar um soco na barriga, sim! — falei, então ele me soltou — Obrigada!
– Tava fofo! — falou Mel.
– Até tu. — falei a olhando com a mão na cintura.
– Se você visse, ia achar o mesmo. — ela disse levando a gaiola e colocando na cabeceira.
– Como consegue dormir com esse aracnídeo ai? — perguntei.
– Eu gosto desse aracnídeo! — ela falou, então pegou o celular — Vai, fiquem desse jeito de novo!
– Como?! — exclamei com a sobrancelha erguida.
– Isso mesmo que ouviu, vou tirar uma foto para você ver o quanto estava bonito. — ela falou, ainda a olhava.
– Não sei porque vou fazer isso. Vem logo Paulo! — falei, então ficamos na mesma pose que estávamos antes, dei um sorriso e ela tirou a foto. Quando a vi, sinceramente, achei que ficou legal, dei um sorriso quando a vi:
– Isso é um sorriso? — perguntou Paulo.
– O que?! Não. — falei.
– Então porque sorrio? — ele perguntou com aquele sorriso convencido dele.
– Porque eu quis! O que? Virou juiz de sorrisos agora? — perguntei.
– E se eu virasse, entraria no concurso? — ele perguntou se aproximando, sabia que isso não ia acabar bem.
– Mas nem morta! — falei me afastando.
– Por que esta andando pra trás? — ele perguntou ainda vindo até mim.
– Por que você está se aproximando? — perguntei, quando finalmente encostei na parede, ele colocou os braços nos dois lados para mim não sair, e foi se aproximando de vagar.
– Olha eu vou deixar vocês sozinhos...
– Isso vai. — falou Paulo se aproximando mais ainda.
– Não, fica Mel, aqui não está e nem vai acontecer nada. — falei com o dedo indicador no peito do Paulo.
– Será? — ele perguntou.
– Paulo por favor para! — falei o implorando.
– Eu só quero te beijar! — ele falou.
– Mas eu não!
– Duvido!
– Fica duvidando ue.
– Sabe porque eu duvido, das últimas vezes você aceitou, e ficamos um bom tempo nos beijando, duvido também.... — eu não estava mais aguentando aquilo, eu mesma o puxei e o beijei.
POV'S PAULO
No começo eu assustei com ela me puxar e me beijar, mas alguns segundos depois entrei no clima, um pouco depois ela quis se separar, mas eu não a deixei, continuamos os beijos, suas mãos estavam para baixo, então eu mesmo as coloquei no meu pescoço, e os meus braços estavam em volta da sua cintura.
CONTINUA....
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