Me odeia, que eu te amo
3 Relação?!
Notas iniciais
POV'S ANGIE
No começo, meio que me perguntei o que estava fazendo, mais me deixei levar, eu esperava isso deste os dez anos quando ele era aquele menino sincero. Mais eu não confessava pra ele mas até que eu gostava dessa atenção, era fofo.
— Estou atrapalhando? — disse Mel, o que fez a gente parar o beijo.
— Claro — disse Paulo.
— Que não! — eu disse — Tchau Paulo!
— Mas eu vou esperar!
— Não! Não vai.
— Vou sim!
— Querem que eu saia? — disse Mel.
— Não! Quem vai sair é o Paulo.
— Tá, eu vou esperar na sala, linda. — disse Paulo.
Senti que dava para fritar um ovo nas minhas bochechas.
— E fica ainda mais linda vermelhinha assim.
— Vai logo seu chato.
— Quem ofende ama.
Ele saiu, e eu e a Mel começamos a conversar.
— Eu não vou falar nada, eu não vou falar nada. — falou Mel erguendo as mãos para cima.
— É melhor não falar mesmo, por que além de eu me dar um tapa ia dar um tapa em você também. — falei me sentando novamente na cama e ela ao meu lado.
— Vocês se amam! Amam e amam! — ela disse toda sorridente.
— Eu queria ter uma conversa privada com você sobre o você sabe o que e o você sabe quem. Mas com o Paulo aqui não dá. — falei.
— Hum, chamou ele pelo nome ao invés de insulta-lo, já é um progresso. — uma pausa.- Como amanhã é sexta, vamos fazer uma festa, chamar o pessoal, para discontrair, o que acha?
— Tá. Olha, preciso ir, vou dar a notícia para o André. — falei me levantando e indo em direção a porta.
— E para o Paulo. — ela disse.
—Vai depender da conversa que vamos ter no caminho de casa. — falei então fui até a sala e vi ele assistindo TV — Vamos Paulo.
— Claro amor. — por que? Porque ele gosta de me fazer passar vergonha? — Espera, tenho que ir no banheiro.
— Vai ue, ninguém tá te segurando. — falei, então ele foi, peguei e sai rapidamente e comecei a andar em passos rápidos, parei quando cheguei em uma rua escura, não que eu tenha medo do escuro, mas é que é muito perigoso, comecei a andar devagar.
— Passa a bolsa. — ouvi alguém falar.
— AAAAHHHH! — gritei.
— Angie calma, sou eu. — falou Paulo ficando na minha frente.
— Paulo, mas que......porra! — falei o encarando.
— Queria te dar um susto por não me esperar. — ele disse rindo, e eu ainda o encarando, nessa hora eu perdi a cabeça, passei por ele e dei um leve empurrão para sair do meu caminho e comecei a andar rápido, senti alguém segurar meu braço — Ei, foi uma brincadeira.
— Que se dane. — falei então voltei a andar, ele não tentou me impedir, o que foi bom, por que não tô com cabeça, de repente alguém me empurra para um beco escuro o que fez eu cair no chão — Mas que droga Paulo! — quando eu vi que não era o Paulo.
— Não, não é o Paulo. — ele disse se aproximando devagar, e eu me afastado, não conseguia me levantar, quando eu encostei na parede fiz a única coisa que eu consegui pensar.
— SOCORRO! — gritei quase chorrando, então quando ele finalmente chegou perto de mim começou a passar a mão pelo meu rosto e tampou minha boca, nessa hora eu fechei os olhos, senti ele tirar rapidamente a mão da minha boca, quando abri os olhos, vi Paulo empurrando o homem fazendo ele cair no chão. Me levantei rapidamente e o abraçei, e ele também me abraçou:
— Você está bem? — ele perguntou me fazendo olhar para ele.
— Sim, ai Paulo, obrigada, muito obrigada, eu.....eu.... — eu queria falar eu te amo, mas não consegui, mesmo o Paulo me olhando nos olhos, me encorajando com aquele olhar dele, "Diga Angie, você não vai morrer se falar", não consegui -.... Eu te agradeço.
— Você é uma pessoa muito importante pra mim amor, não podia deixar ele fazer isso com você. — ele disse, dei uma pequena rizada, dessa vez não estava envergonhada por ele me chamar de "amor" dessa vez, eu até que gostei.
— Falou amor, vamos sair daqui antes que ele acorde. — falei pondo ironia no "amor", ele deu um sorriso e saimos daquele beco o mais rápido possível, e por incrível que pareça, fomos para casa em silêncio (sério, pra nós é até um milagre):
— Bom, é isso. — ele disse ficando de frente pra mim — Você pensa em falar pra sua mãe sobre.....você sabe. — ele disse gesticulando com as mãos, o que me fez rir.
— Não, não vou falar, vai ser o nosso segredinho. — falei, ele deu um sorriso.
— Bom, então eu te vejo amanhã na escola. — ele disse saindo da varanda.
— Ah, Paulo. — falei indo até ele — Você quer ir a uma festa que vai ter amanhã na casa da Mel?
— Claro, e eu posso levar a minha namorada? — ele perguntou se aproximando.
— Claro que pode. — perai, o que?! Por fora eu estava sorridente, mas por dentro eu não estava entendendo nada — Só fala pra ela não levar nenhum amigo.
— É você sua bobinha. — ele disse rindo, eu tirei aquele sorriso do meu rosto e fiquei com uma expressão confusa, eu e ele estamos namorando?! — O que foi?
— Não, é que eu estava fazendo a regra de três aqui na minha cabeça e eu não fiquei feliz com o resultado. — por quais razões eu menti mesmo?
— Sempre tão inteligente. — ele disse, então do nada, começou a me beijar! E eu correspondi ao beijo! O que ta acontecendo comigo?
É o amor! Que mexe com a minha cabeça e me deixa assim.
É, já vi que esta delirando por causa do amor.
Engraçadinha.
Voltando ao que interessa....
Ah, então adimiti que o beijo é interessante.
Você entendeu o que eu quis dizer! Parecia que a gente estava se beijando ah séculos:
— Amor, até que em fim....chegou. — minha mãe disse, o que fez a gente se separar.
— Então, tchau Paulo. — falei.
— Tchau am....Angie, tchau Angie. — ele disse indo em direção a casa dele, e eu entrei na minha.
— Eu ia perguntar o por que você estava demorando, mas já vi que nem vou precisar. — minha mãe falou.
— Não é o que você está pensando. — falei subindo as escadas.
— Oh, e o que eu devo pensar da minha filha e o nosso vizinho se pegando na frente de casa. — ela disse meio alto, mamãe não briga por causa disso, a messes que ela quer que meu irmão arranjemos um par.
— Vocês estavam o que?! — exclamaram meu pai e André juntos.
— Tô com sono, boa noite! — falei então entrei no quarto e tranquei, deu pra ouvir eles fazendo várias perguntas para mamãe tomei banho, vesti o pijama, coloquei o fone de ouvido e rapidamente peguei no sono. Acordei, tomei banho, vesti uma calça jeans azul clara, uma blusa braca caida nos ombros com mangas compridas e soltas e calçei uma bota cano curto bege, penteei meu cabelo deixando ele solto, passei perfume, batom, lápis e coloquei meu óculos branco. Peguei minha mochila e desci para tomar café:
— Bom dia! — eles falaram juntos.
— Bom dia. — falei então peguei uma maçã e fui em direção a porta.
— A onde você vai? — perguntou meu padrasto.
— Hã, para a escola. — falei abrindo a porta e saindo.
— Opa, não vai esperar por mim? — falou André impedindo-me de fechar a porta, tá isso tá começando a me irritar.
— Sabe André, as vezes é difícil ser sua irmã gemea. — falei começando a andar.
— Eu só quero passar um tempo com a minha maninha....
— EU QUERO IR PARA A ESCOLA SOZINHA! QUE COISA! EU NÃO VOU FALAR! — falei, então comecei a correr em direção a escola, quando cheguei, eu fui direto para a biblioteca e me sentei na mesa mais afastada de todas. Por que o Paulo tinha que me beijar logo na frente de casa!
Isso, bota a culpa no guri!
E a culpa não é dele!
Você aceitou o beijo, então, tecnicamente a culpa é dos dois.
Não enche. Me debrucei na mesa. Não acho que ficar debruçada na mesa da biblioteca vai me ajudar, bom e não vai, só me ajuda a pensar, me levantei, peguei um livro, falei com a senhora da biblioteca e sai de lá, peguei e fui para a sala, no caminho, parei no meu armário para pegar alguns livros, quando um grupo de meninas populares passa por mim:
— Menina, você ficou sabendo que o Paulo tá namorando? — falou uma.
— Pois é, fiquei sabendo que é da nossa sala. — falou outra, então elas sairam andando, cara, eu simplesmente detesto os populares, eles ficam fofocando da vida dos outros, aposto que sabem mais da vida dos outros do que das próprias vidas, fechei meu armário e fui para a sala, cheguei lá e não tinha ninguém, peguei e me sentei no meu lugar.
— Ai Angie, você tá aqui. — Mia disse entrando e vindo até mim — Seu irmão tá te procurando.
— Por que? — perguntei enquanto ajeitava minhas coisas.
— Pra te pedir desculpa. — ela disse.
— Pelo que? Ele não me fez nada, eu só falei que queria vir para a escola sozinha. — falei.
— Oh, então eu vou falar pra ele. — ela disse, quando ia sair o sino tocou, então ela voltou e se sentou no lugar, aos poucos o resto da sala foi entrando, inclusive meus amigos, assim que meu irmão entrou a Mia falou com ele e ele olhou pra mim e sorrio, e eu fiz o mesmo, então o professor entrou e a aula começou. Quando o intervalo chegou, peguei meu livro e fui para a biblioteca, me sentei na mesma mesa que tinha sentado antes e comecei a ler:
— Oi amor. — e antes mesmo de começar a ler sou interrompida por Paulo.
— Oi. — falei fechando o livro, então ele pegou e se sentou do meu lado.
— O livro fala sobre o que? — ele perguntou.
— Não sei, ia começar a ler agora. — falei.
— Oh, então pode ler que eu não vou mais atrapalhar. — ele disse.
— Obrigada. — falei então eu começei a ler, mas eu não consegui passar do primeiro paragrafo, porque? Por que o senhor esquisito estava me encarando — O que tá fazendo?
— Observando a minha namorada. — ele disse sorrindo.
— Pois é, temos que conversar sobre isso. — dei uma pausa — Desde quando estamos namorando?
— Não estamos namorando, ainda. Estamos tendo uma relação, mas não uma relação concreta. — ele disse, ele pensa que eu sou nova nisso? Ah mas ele vai ver.
— Então enquanto eu tenho essa "relação" com você, eu posso ter uma outra "relação" com outra pessoa? — perguntei para ver o que ele ia falar.
— Isso.....NÃO! — ele gritou a última parte.
— Ei, fassam silêncio na biblioteca. — falou a senhora da biblioteca, soltei uma pequena rizada.
— Você só pode ter essa relação comigo. — ele disse.
— Isso se chama possessividade. — uma pausa — E se eu não quiser ter essa relaçao com você?
— E você quer ter essa relação? — ele perguntou sorrindo.
— Não tenho certeza. — falei.
— E, quer ter certeza agora? — ele perguntou se aproximando.
— Não obrigada. — falei me levantando e pegando o livro.
— Onde você vai? — ele perguntou se levantando.
— Pra sala, daqui a pouco vai bater o sino. — falei, então peguei e sai, dei de cara com as meninas.
— Eai! — elas perguntaram animadas.
— Eai o que? — perguntei andando.
— Ele não perguntou? — perguntou Mia.
— Sobre a "relação"? Nossa! Perguntou. E eu falei que não tinha certeza. — falei entrando na sala.
— Angie, vocês se amam! Se não por que se beijaram tanto? — falou Mel.
— Só porque a gente se beija não significa que a gente se ama. — falei me sentando no meu lugar.
— Mas ele te ama. — falou Mia — Dá uma chance.
— É, dá uma chance. — falou Mel — A gente sabe que você gosta dele.
— Não podem ter certeza. — falei.
— Ah Angie, somos suas amigas! Sabemos quando você está gostando de alguém. — falou Mia.
— Eu não gosto dele. — falei votando minha atenção para o livro — Tá eu gosto, mas só um pouquinho.
— AHHH! Viu! Então vai aceitar? — elas falaram juntas, sério, pra mim elas são quase gemeas.
— Vou. — falei, então o sino tocou, o povo foi entrando e aula começou. E quem está me encarando? Se falaram o senhor esquisito....erraram, dessa vez era a Livia (Sim, A Livia), não estava aguentando aquilo, detesto ser vigiada de longe, e meus amigos e parentes sabem disso, e sabem o que acontece quando alguém fica me encarando — Licença professor. — falei me levantando — Livia tem algum problema comigo? Eu virei espelho ou tem alguma coisa anormal no meu rosto?
— O que aconteceu senhorita Angie? — falou o professor.
— Desculpa professor, mas acho que eu virei o quadro negro por que ela não para de me encarar. — falei.
— Não, eu só estava procurando o que certa pessoa viu em você. Você é tão...
— Bonita. Corrigindo, mais bonita que você. — Paulo a interrompeu.
— Bonita, ela é gata. — falou Fernando.
— Vocês estão falando da minha irmã. — falou André, obrigada! Pelo menos alguém lembrou que eu estava ali.
— Vocês são gemeos, vale pra você também. — opa, a Sofia acabou de elogiar meu irmão, tudo bem, somos gemeos, mas mesmo assim.
— Além de gata é gos.....
— Se você terminar essa frase vai acabar em um caixão. — interrompi o Carlos que ficou quieto na hora.
— Gente, talvez ela já tenha namorado. — o Paulo parece que só piora as coisas, isso pra mim foi a gota d'água. Guardei minhas coisas, pedi licença ao professor e sai da sala, vou até a sala do diretor e fingir uma dor de cabeça ou sei lá, mas aqui na escola eu não quero mais ficar.
— Angie, ei. — por que o Paulo não poderia simplesmente ficar na sala — Angie.
— O que você quer? — perguntei me virando para ele.
— Tô preocupado com você. — falou me olhando nos olhos.
— Agora você quer saber como eu me sinto! Olha Paulo, eu não te entendo. — falei voltando a andar.
— Eu pensei que você estava gostando dos elogios. — ele disse parando na minha frente.
— Gosto, mas eu não quero saber o que todos os meninos da sala acham de mim. — falei desviando dele.
— Qual é amor, não fica brava comigo. — ele sussurrou no meu ouvido, o que fez eu me arrepiar toda, e agora eu percebi que eu parei de andar, voltei a andar, dessa vez mais rápido, sinto ele me puxar e me abraçar por trás.
— Paulo...
— Shh, sabia que você fica uma graça quando se arrepia. — ele sussurrou mais uma vez, o que fez eu me arrepiar, de novo.
— Paulo, sério, me solta. — falei tentando fazer ele me soltar.
— Me dá um beijo que eu te solto. — ele disse me virando para ele.
— Paulo por que.... — ideia, ideia, ideia — ....não me pediu antes. — me aproximei dele e lhe dei um beijo na bochecha — Pronto, me solta.
— Eu queria um beijo na boca. — ele disse.
— Não especificou. Agora me solta. — falei.
— Só me fala aonde você vai.
— No dentista, meu dente tá doendo. — ah, eu ia no dentista, mas não porque meu dente estava doendo- Estou indo falar com o diretor.
— Quer que eu vá com você?
— Não, volta pra sala. — falei indo em direção a porta.
— Não posso. — parei e me virei para ele.
— Por que?
— Por que o professor não deixou eu sair, ai eu sai contra a força dele, e logo depois ele gritou que eu só poderia entrar na próxima aula. — ele saiu da aula, só para ver o por que eu sai, mais que coisa.....idiota!
— Tá, então fica esperando na porta.
— Você arruma uma solução pra tudo. — ele disse dando passos pra trás, revirei os olhos e entrei na sala, conversei com o diretor e ele me liberou. Sai da escola e fui ao consultório do meu tio. Cheguei lá e não tinha ninguém:
— Oi Marlene, meu tio tá ocupado? — perguntei.
— Não querida, pode entrar. — ela disse sorrindo.
— Obrigada. — falei então peguei e entrei na sala — Eai tio.
— Eai, o que você tá fazendo aqui, não devia estar na escola? — ele perguntou virando a cadeira pra mim e se sentando.
— Ai tio, teve uma discussão lá na sala, e eu tava envolvida, não tava aguentando. Olha, não conta pra mamãe, se ela me perguntar, eu vou falar que eu vim aqui porque meu dente tava doendo. — falei me sentando
— E, qual o motivo real de você ter vindo aqui?
— Sabe o último halloween, pois é, eu quria usar aqueles dentes de novo, mas dessa vez por mais tempo. — falei, ele me olhou desconfiado.
— Não vai morder ninguém? — ele perguntou se levantando.
— Não.
— Beleza, então senta aqui que eu vou colocar.
— Ai tio valeu, o senhor é o melhor! — me levantei e me sentei para ele poder colocar. Deve estar se perguntando que dentes são esses, são caninos de vampiro, eu adorei usar eles no halloween.
— Terminei. — ele então pegou o espelho.
— Voltei a ser aquela vampirinha. — falei exibindo um sorriso.
— Uma vampira que não chupa sangue. — ele disse, então me levantei, agradeci, e voltei para a escola, todos já estavam saindo, passei rapidamente por frente dela, e peguei o caminho de casa. Assim que cheguei em casa, só mamãe estava lá:
— Oi filha. — ela disse.
— Oi. Mãe, eu tive dor de dente então fui no tio Angelo, e aproveitei e arrumei isso. — falei mostrando os dentes
— Não é permanente né. — ela perguntou com a sobrancelha erguida.
— Não.
— Beleza, tá linda.
— Valeu mãe. — então peguei e subi para o meu quarto, troquei de roupa, arrumei um short jeans não muito curto, uma blusa vermelha de alça e prendi meu cabelo em rabo de cavalo, peguei meu celular e um livro " O mistério do trem azul " e comecei a ler, queria saber o final mais adormeci antes de terminar.
Continua...
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