Me odeia, que eu te amo
4 Festa no hospital
Notas iniciais
POV' ANGIE
Acordei com uma mensagem no meu celular, peguei e vi.
MENSAGEM ON.
PAULO: Amor, pode vim aqui em casa?
ANGIE: Pra que?
PAULO: Pra me fazer companhia, meus pais tão trabalhando, e ta maior chatice aqui em casa, vem aqui pra gente assistir um filme.
ANGIE: Ah Paulo, eu não quero, tô com preguiça.
PAULO: E se não tivesse com preguiça?
ANGIE: Inventaria outra desculpa.
PAULO: Então não quer passar um tempo comigo. Tá bom, vou chamar a Lívia.
ANGIE: A vontade, também já tenho uma companhia muito agradável.
PAULO: Quem? Ah, o André.
ANGIE: Não, não é ele, agora me de licença, que ele está me esperando.
MENSAGEM OFF.
Devem estar me achando uma grande mentirosa, mas eu não menti coisa nenhuma, estou na companhia de um bom livro, que eu tô achando muito legal, abri ele e continuei lendo, poucos minutos depois, ouço a campainha tocar, vi André passar por frente do meu quarto e ir atender, logo depois ouço alguém subir as escadas rapidamente:
– Cedê ele? — perguntou Paulo entrando.
– Ei, cadê a privacidade! — falei.
– Com quem você tava? — ele perguntou vindo até mim.
– Eu tava com meu livro! — falei, ai que ele foi entender — Besta.
– Amor. — ele disse, mas o ignorei, eu quero ler esse livro, sera que ele não entende isso! — Amor. — o ignorei de novo, então ele pega o meu livro.
–Ei! — falei me levantando — Me devolve o livro!
– Eu quero conversar! — ele disse erguendo o livro pra mim não pegar.
– Mas eu não, me devolve! — falei tentando pular pra pegar, mas sem sucesso, eu e ele somos quase da mesma altura, mas eu tô com um pouco de preguiça e não tô pulando muito — Paulo me devolve! — choramiguei.
– Amor, conversa comigo, você não quer assistir comigo, nem conversar, poxa, o que você quer então? — ele perguntou me devolvendo o livro, peguei e fiquei o olhando — Eu quero fazer alguma coisa com você!
– Tá, vamos assistir alguma coisa então seu chato! — falei pegando meu travesseiro e indo para sala.
– Por que não na minha? — ele perguntou.
– E qual a diferença? — perguntei o olhando.
– Lá não tem ninguém. — ele disse sorrindo.
– Mas nem que as vacas voem! — uma pausa — Vamos assistir aqui, até por que, daqui a algumas horas vou começar a me aprontar.
– Leva a sua roupa e toma banho lá, meus pais vão demorar pra chegar.
– Paulo....
– Por favor amor!
– Nada de amor, não é não! — nossa, eu tô parecendo a minha vó.
– Não posso te fazer mudar de ideia?
– Me promete que não vai tentar nada.
– Tá. — ele disse, então subi, peguei a roupa que ia usar, desci e fomos para a casa dele, deixei minhas roupas no quarto dele, voltei para sala e me sentei no sofá — Quer assistir que tipo de filme?
– Escolhe ai. — falei pegando a almofada e colocando no meu colo, e adivinha que filme ele escolheu! O Primeiro Amor! Tinha que ser! Não eu gosto de filmes de romance, mas esse foi o primeiro filme que assistimos juntos, quando demos o nosso primeiro beijo! Ele só pode estar de brincadeira comigo. — Paulo, eu assisti esse filme ontem, pode arrumar outro?
– E por que você assistiu? — ele perguntou pausando o filme e me olhando, ah Paulo, tá passando dos limites!
– Ah, por que me deu vontade. — falei, ele deu um sorriso e trocou de filme, dessa vez ele arrumou O Boneco do Mal, me ajeitei no sofá e começamos a assistir, mas o único problema, é que eu não quero assistir, me deitei no sofá e fechei os olhos, não vou dormir, até por que acabei de acordar. Se passaram alguns minutos, sinto que ele está me observando, não vou abrir os olhos, só vou ver o que ele vai fazer.
– Ah Angie, se você soubesse o que eu sinto por você.
– "Ah Paulo, se você soubesse que eu não estou dormindo" — penso.
– Meu primeiro amor, como eu pude ser tão idiota de trocar você pela Livia. Seus olhos, tão brilhantes, me perco neles, seu cabelo, tão sedoso, e sua boca, cada vez que você sorri, alguma coisa me diz para sempre fazer você rir, gosto tanto da sua rizada, tão contagiante. Eu te amo Angie. — essas palavras me atingiram de um jeito tão, ai Paulo, por que tá fazendo isso comigo! Por que! Sinto ele passar sua mão pelo meu rosto, ouso meu celular despertar ele se levanta rapidamente e eu me sento no sofá.
– O que estava fazendo? — pergunto para parecer um pouco normal.
– Nada, só te observando. — ele disse com um pequeno sorriso.
– Hum. — falo pegando meu celular e parando o alarme que eu havia colocado para despertar as 5 — Vou tomar banho.
– Angie, eu posso tomar banho primeiro? — ele perguntou me olhando.
– Tá vai, vou te esperar....
– No meu quarto. — ele me interrompeu, o olhei com a sobrancelha erguida.
– Eu ia falar na cozinha. — falei.
– Não, é melhor ficar no quarto.
– Por?
– Por que sim.
– Olha, eu vou ficar aqui na sala.
– Tudo bem então. — ele foi tomar banho, ah, ele acha que eu vou ficar esperando no quarto dele ele está muito enganado, já não gostei da ideia de tomar banho e me vestir aqui, ai Paulo, você não tem jeito, me sentei no sofá e fiquei assistindo o documentário sobre os golfinhos. Alguns minutos depois ouço alguém descer as escadas.
– Até que em fim! — falei me levantando e o olhando, ele só estava de toalha e seu peito todo musculoso estava meio molhado, seu cabelo estava jogado pra trás, por um tempo eu o encarei, mas depois foi cair a ficha — Arruma uma blusa Paulo.
– Se não gostou então por que ficou olhando? — ele perguntou abrindo a geladeira, apenas revirei os olhos, subi e entrei no banheiro, tomei um banho e passei xampu e condicionador, foi um banho rápido, assim que terminei, me enrolei na toalha e sai, fechei a porta e quando me virei bati em algo molhado, torci para não ser o que ou quem eu estava pensando, mas não tinha jeito, era ele.
– Paulo, ainda não vestiu roupa. — falei tentando não olhar para deu peito.
– Só a calça, tô decidindo que blusa vou vestir. — ele disse.
– Beleza, agora eu vou me vestir. — falei entrando no quarto dele e fechando, me vesti rapidamente, eu vou com um vestido azul royal que ia até os joelhos, de alças finas e aberto nas costas, penteei meu cabelo deixando ele solto.
– Posso entrar? — Paulo perguntou batendo na porta.
– Pode. — falei arrumando meus brincos de diamantes, então escutei ele abrindo a porta.
– Uou. — ele exclamou me fazendo olhar para ele, que ainda estava sem camisa — Você está linda. — fechei minha cara rapidamente.
– Quer dizer que antes eu tava feia? — fiz uma brincadeira.
– O que? Não. Não. Você é linda. Não maravilhosa, deslumbrante. — ele disse sorrindo.
– Tá tá. — falei rindo e voltando a arrumar os brincos — E veste a camisa.
– Tá. — ele disse indo até o guarda roupa e vestindo, ele estava de calça jeans, uma blusa branca e tênis — Amor, pode pentear meu cabelo? — ele perguntou vindo até mim.
– AI CARALHO! — falo o empurrando pois pisou no meu pé.
– O que? — ele perguntou vindo até mim.
– Você pisou no meu pé! — falei me apoiando na parede com o pé levantado — Caralho!
– Aqui. — ele disse me trazendo uma cadeira, peguei e me sentei — Desculpa.
– Tá tá. — falei massageando meu pé, ele me observava, me lembrei do que ele falou no sofá, é, talvez ele não tenha visto — Paulo, por favor pode pegar meu sapato?
– Claro. — ele disse, então pegou e me deu, eu vou com um salto preto de 6 cm, calcei e me levantei.
– Vem cá. — falei pegando na mão dele e indo até o banheiro e ficando de frente ao espelho — Como você quer?
– Você decide. — ele disse, então comecei a pentear, puxei uma parte para um lado e uma pequena parte para outro.
– O que achou? — falei o virando para o espelho.
– Ficou demais. — ele disse então se virou pra mim — Obrigado amor.
– De nada. — falei então voltei para o quarto para terminar de me ajeitar, passei batom, lápis e uma sombra básica, quando eu fui passar o perfume, percebi que tinha esquecido — Merda.
– O que foi? — ele perguntou vindo até mim.
– Esqueci o perfume, vou precisar voltar lá em casa. — falei indo em direção a porta.
– Eu te empresto o meu. — ele disse, me virei para ele.
– Não precisa. — falei.
– Eu insisto.
– Tudo bem então. — falei, então peguei e passei. Acho estranho a ideia de estar passando o perfume dele, não pelo caso de eu ser mulher e estar passando perfume de homem, sei lá, só acho estranho.
– Angie. — ele disse me fazendo virar para ele — Eu quero lhe dar isso. — me mostrou um cordão.
– Que lindo, não precisava. — falei, o cordão é muito lindo, e brilha mais que tudo.
– Não é esse o presente, é só uma parte dele. — vi ele pegar uma caixinha — Esse é o verdadeiro presente.
Eu abri a caixinha delicadamente e dentro tem um pingente de coração e dentro estava escrito.
"Enquanto o sol brilhar, eu irei te amar."
– Paulo isso é....Lindo. — falei tirando o pingente da caixa.
– Isso, é uma prova do tanto que eu te amo. — ele disse então pegou o pingente, arrumou no cordão, eu segurei meu cabelo e ele arrumou em mim — E sempre vou te amar.
– Paulo, me desculpa, mas, ainda não estou pronta pra falar eu te amo. — falei me virando para ele, ele deu um sorriso e me olhou nos olhos.
– Tudo bem, também demorei um pouco pra falar isso. — ele disse.
– Demorar, tempo, hora! — falei vendo as horas no celular, já são 18:38 — Paulo precisamos ir.
– Você consegue acabar com o meu barato né. — ele disse com um sorriso.
– Você não quer ir na festa? Tudo bem. — falei o olhando.
– Não, não, vamos. — ele disse pegando a chave.
– Engraçadinho. — falei saindo do quarto dele e descendo as escadas.
– Mas você ama esse engraçadinho. — ele disse me fazendo parar de andar, não sei se amo ele, eu gosto, mas não sei se amo — Angie?
– Oi. — falei o olhando.
– Vamos? — ele perguntou abrindo a porta.
– Vamos. — falei saindo, vi meu irmão saindo também, ia chama lo mas percebi que ele ia pegar carona com alguém, vi direito, e quem estava dirigindo era Mia, ele entrou no carro e deu um selinho nela — Desgraçado!
– O que? — Paulo perguntou ficando do meu lado.
– Shh. — falei tampando sua boca, então eles deram partida no carro e saíram
– Hum, hum. — percebi que Paulo queria falar algo, tirei minha mão da boca dele — Aquele era seu irmão com a tal da Mel?
– Mia, Paulo, Mia. — uma pausa — E eles não me falaram nada! Olha, vamos, lá na festa eles vão ter que me explicar muita coisa.
– Pera, esqueci minha jaqueta. — ele disse entrando de volta.
– Beleza, tô entrando no carro. — falei indo em direção ao carro, peguei e entrei, poucos segundos depois ele voltou.
– Amor, você prefere a jaqueta preta ou a jaqueta jeans? — ele perguntou abrindo a porta.
– A preta fica mais legal. — falei.
– Beleza. — ele disse entrando no carro com a jaqueta na mão.
– Se você já tinha escolhido por que me perguntou? — perguntei o encarando.
– Pra ter certeza. — ele disse ligando o carro, cara, não acredito que meu irmão não falou nada! Mas que canalha! Ah, mas eu também já escondi cada coisa dele — Tá brava com seu irmão?
– Brava não, só....só....
– Confusa? É, também já fiquei confuso varias vezes. — ele disse de olho na estrada.
– Sabe, quando a gente era pequeno, contava tudo um pro outro, mas desde que o papai....sumiu, vamos dizer assim, a gente meio que se, distanciou, nossas conversas se encurtaram, não falamos mais sobre a nossa vida pessoal, acho que ele nem sabe que eu arrumei isso. — falei mostrando os dentes para Paulo, que deu um sorriso na hora — O que foi?
– Você ficou ainda mais linda com esses dentes. — ele disse me olhando.
– Valeu, agora volte a prestar atenção na rua. — falei virando seu rosto para a estrada.
– Pra que? Já chegamos. — ele disse estacionando.
– Nossa, rápido. — falei abrindo a porta e descendo.
– É, o tempo passa rápido quando nos divertimos. — ele disse descendo também.
– Não me lembro de ter me divertido. — falei o olhado.
– Ah, então não gostou de passar esse tempo comigo no carro?
– Não sei. — falei batendo na porta, poucos segundos depois a Mel atendeu.
– Mia! — Paulo disse.
– Mel. — eu e ela falamos juntas.
– Sério, nunca vai acertar o nome de nenhum dos meus amigos? — perguntei entrando.
– Não vi você acertar nenhum dos meus. — ele disse.
– Não vi você me apresentar nenhum. — ele ia falar alguma coisa, mas desistiu.
– Gente, agora que está todo mundo aqui, eu e a Mia queremos falar uma coisa. — André disse, cruzei os braços e o encarei.
– Eu e o André estamos saindo! — a Mia disse animada.
– Ha! Eu sabia! Prima por que não me disse nada? — Mel disse.
– A gente só não falou nada antes, por medo do que alguns de vocês iam achar. — ela disse, nessa hora todos me olharam.
– O que foi? — perguntei.
– Pensamos que ia achar estranho eu saindo com uma amiga sua, como eu achei estranho, e ainda acho, você ficar com meu amigo. — André disse vindo até mim.
– André, nós somos gêmeos, mas não somos iguais em quase nada. — falei com um sorriso e todos riram.
– Falo corintiana. — ele disse me abraçando.
– De boa são-paulino. — falei retribuindo o abraço.
– Agora vamos começar essa festa! — Noah disse ligando o som e todos começamos a dançar.
– Sabe, pra ficar mais legal, vamos desligar as luzes. — Mel disse apagando as luzes — E ligando isso. — então ela ligou uma esfera de luz.
– Agora tá parecendo balada. — Noah falou.
– E dá pra dançar agarradinho. — Paulo disse me puxando pra perto dele.
– Opa, calma ai cowboy, essa cowgirl é difícil de se convenser! — falei me separando dele.
– Mentira, que não é. — ele disse me puxando para ele de novo.
– Quer apostar? — falei o olhando.
– O que eu tenho que fazer pra você dançar comigo? — ele perguntou me puxando mais pra perto dele.
– Fala a senha, talvez eu deixe.
– Talvez?
– É, se falar a senha certa. — ele olhou pra mim, e logo depois olhou para o pingente que me deu, chegou perto do meu ouvido e disse "Enquanto o sol brilhar, eu irei te amar", pouco depois recuou — Vem logo. — falei o puxando para dançar.
– Ei, qual era a senha? — Mel perguntou.
– É, também tô curiosa. — disse Mia.
– É segredo. — falei começando a dançar com o Paulo.
– Nosso segredo. — Paulo completou.
– Humm. — elas disseram juntas.
– Mas com certeza não vai manter segredo com o irmão né. — André disse me olhando.
– André se eu já escondo vários segredos de você não vai ser difícil esconder mais um. — falei sorrindo, quando a música acabou, começou a passar uma música lenta, e, vou me arriscar dizer, romântica, Paulo me olhou — Ah não, eu não vou dançar essa música!
– Ah vai sim senhora! — ele disse me puxando para ele.
– Senhorita! Não sou casada ainda!
– Angie!
– Paulo eu não quero!
– Só uma dança! — o olhei — Só uma.
– Tá. — falei me separando dele.
– Onde vai? — perguntou segurando minha mão.
– Beber suco. — falei indo até a mesa, coloquei um copo de suco e quando ia pegar pra beber escuto a campainha tocar, vou até a porta e atendo.
– Oi querida, pode falar ao Paulo que eu vou precisar do carro e se não for muito incomodo que vocês fossem a pé. — falou a mãe dele.
– Tudo bem tia. — falei então fui até a jaqueta do Paulo peguei a chave, voltei e a entreguei.
– Obrigada linda. — ela disse então foi em direção ao carro. Assim que eu fecho a porta, sinto alguém me puxar e me abraçar por trás.
– Quem era? — perguntou Paulo.
– Sua mãe, disse que precisava do carro. — falei.
– E agora vamos precisar ir a pé. — ele disse me virando para ele.
– Algum problema pra você? — perguntei ele deu um sorriso e se aproximou mais.
– Nenhum. — ele disse baixinho, então me beijou.
– Estou atrapalhando? — alguém perguntou, o que fez a gente parar o beijo.
– Imagina. — disse me virando para ver que é.... — Lívia?! O que você está fazendo aqui?
– Surpresa, vim ver vocês.
– Sério?! Que surpresa boa. Agora que viu, vaza!
– Hum, tá com ciuminho é! — ela disse cruzando os braços.
– Eu não tenho ciúme! — falei curta e grossa.
– Prova que não o ama!
– Prova que eu confio nele!
– Você está mesmo disposta a brigar por ele?
– Eu não corro atrás de homem. — falei então me virei e fui em direção ao André.
– Ah mas eu corro. — ela disse e antes que eu pudesse me virar sou empurrada e caio no chão, me viro e ela me dá um soco.
– Vadia! — falei dando uma rasteira nela a derrubando, subi em cima dela e comecei a lhe dar socos e a puxar seu cabelo.
– Puta! — ela gritou e começou a puxar meus cabelos.
– Calma! Gente, me ajudem a separar essas duas! — disse Noah. O Paulo e o André me seguraram e o Noah e a Mia seguraram a Lívia.
– Me soltem, eu vou acabar com essa desgraçada. — disse Lívia.
– Vem que eu quebro sua cara, vem que eu vou te mostrar o que essa desgrsçada aqui vai fazer! — falei, ela se soltou pegou uma faca e veio pra cima de mim, o Paulo empurrou eu e o André e levou a facada na barriga e começou a sangrar muito.
– Nããoo......Me larga André! — me soltei e segurei Paulo — Calma, respira. Alguém me trás um pano e liga pra ambulância! — gritei — Paulo, olha pra mim, fica comigo, por favor, não me abandona. Eu te amo. — falei chorando.
– Nunca! Nunca irei te abandonar, eu te amo! E você não disse que não está pronta pra dizer isso, agora disse — ele disse, então desmaiou. Segurei o pano em cima do ferimento pra parar de sangrar.
– Paulo! Acorda, pelo amor de Deus. Não morre. Abre os olhos, seu tonto, porque ficou na minha frente, era pra mim estar assim! Não você, seu idiota, acorda. Eu te amo.
Passou uns 15 minutos e a ambulância chegou.
– Se afastem, vamos leva — lo. — falou um dos paramédicos.
– Olha eu sou a namora....
– Mentirosa! — a interrompi ficando na frente dela — Você que fez isso com ele! A culpa é sua! Você devia estar na maca, não ele! Não ele....
– Quem fez o que com quem? — um policial perguntou entrando.
– Ela esfaqueou ele! Ele pode morrer e é tudo culpa dela. — falei.
– Olha, desvulpa interromper, mais quem aqui é o parente mais próximo da vítima? — perguntou um dos paramédicos que levava o Paulo para a ambulância.
– Vai lá, a gente vai cuidar de explicar ao policial o que aconteceu. — André disse.
–Tá. — dei um abraço nele e me virei para um dos paramédicos — Sou namorada dele, e seu vou com vocês...
– Vamos. — ele disse, então subi na ambulância e fomos, eu não consigo parar de chorar, ver o Paulo sangrando.
– Calma Paulo. Vai dar tudo certo. Você vai ver.
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