Me odeia, que eu te amo

5 Um tempo no hospital


Notas iniciais
Gente!!! desculpa pela demora, mais ou menos uma eternidade. esse é o capitulo

POV'S PAULO

Eu não sei ao certo se estou acordado ou dormindo só sei que estou com uma dor do caralho.

— Graças ao transplante da senhorita Nunes, seu filho vai viver, mas ela ainda não acordou. — ouvi o médico falar — E...

— Angie! — falei acordando.

— Deite, você vai soltar os pontos. — minha mãe disse me fazendo deitar novamente.

— Mãe a Angie, eu preciso ver ela! — falei.

— Ela está na sala ao lado. — o médico disse apontando, me virei e a vi deitada dormindo — Graças ao transplante dela, que é tipo O negativo você pôde viver.

— Mas e ela?

— Bom, não sabemos o motivo, mas ela ainda não acordou, fizemos exames e não deu em nada, achamos que deram sonífero demais pra ela.

— E, desde quando ela está dormindo? — perguntei a olhando.

— Desde, ontem de madrugada, quando acabamos o transplante. — logo depois disso o médico e minha mãe saíram do quarto e foram conversar lá fora. Ai Angie por favor acorda, se você não acordar eu não sei o que eu vou fazer.

"- Angie eu te amo! — falei pegando suas mãos.

— Você, me ama? — ela perguntou.

— Amo, acho que nunca amei tanto uma pessoa. — falei, ela deu um sorriso, e quando ia falar deu um espirro que fez seus óculos caírem — Deixa que eu pego. — falei então peguei e arrumei afastando sua franja.

— Paulo eu não sei, eu nunca tive nada com ninguém. — ela disse meio tímida, que fofa.

— Nem eu, então vamos fazer isso dar certo. — falei ela me olhou e deu um sorriso."

Sempre gostei do fato da Angie usar óculos, ela fica ainda mais linda com eles, tem um ainda que eu dei pra ela de aniversário, mas ela prioriza os lugares que precisam ou não usar óculos, por exemplo na escola, quando vai assistir algum filme no cinema ou até mesmo em casa, etc. Na festa ela não estava usando, ainda bem, poderia ter quebrado e a machucado. Percebo que a Angie está se mexendo, me sento para ver direito, André que está em seu quarto levanta e vai até ela, ela se senta rapidamente na cama e faz uma cara que doeu alguma coisa e coloca a mão na onde parecia estar doendo, logo depois André a faz deitar, poucos segundos depis ela olha pra mim, dou um sorriso e ela também.

— Filho. — sou tirado dos meus pensamentos por meu pai, ele percebe que estou observando a Angie e me dá um sorriso — Já a agradeceu?

— Não pude ainda. — falei meio pra baixo.

— Calma campeão, você não vai ficar nesse hospital pra sempre. — ele disse colocando sua mão em meu ombro.

— Mas eu quero beij......abraçar ela agora! — ele olha desconfiado pra mim, nem meu pai nem minha mãe sabem que eu gosto da Angie, só falo o que eles me perguntam, eles sabem que eu já bebi e fiquei com muitas garotas, mas não sabem que eu amo a Angie, a nossa vizinha, a minha Angie, eles sempre gostaram muito dela.

— Filho, você e ela por acaso....... — antes de ele terminar afirmei com a cabeça — Paulo Teixeira Júnior! Ela é uma menina descente!

— Eu sei. — falei, ele me olhou espantado -Desde criança eu gosto dela, a gente até namorou, mas ai, eu fiz uma burrada, e desde então ela me odeia, mas ai, essa semana quando o sino pra ir pra casa bateu, eu a puxei e a beijei, desde então estamos nisso, não estamos namorando, não sei nem o nome disso.

— Então, você está nas beijocas com a nossa vizinha! — ele disse cruzando os braços.

— Pai eu não sei se ainda usam esse termo. — falei.

— Sua mãe que vai gostar de saber disso, ela shipa vocês muito. — ele disse sorrindo e se sentando no banco.

— O senhor sabe o que é shipar? — perguntei o olhando.

— Olha lá menino, eu não sou nenhum ancião, ainda estou com 48 anos!

— Mas ainda usa o termo beijocas.

— E como você falaria?

— Amaços, relação, se pegando...

— Opa, com certeza vocês não estão se pegando, se você tentasse ia levar uma coça dela. — o olhei — É verdade.

— É, pior que é. — falei.

— Pior que é o que? — minha mãe perguntou entrando.

— Nosso filho está nos amaços com a vizinha! — meu pai disse, minha mãe o olhou, logo depois me olhou.

— Sinceramente eu ia preferir a Angie, mas já que você prefere a Katlin. — Ela disse com as mãos pra cima — Mas também desde criança ela não gosta de você.

— Mas é ela, nosso filho está nas beijocas com a Angie Kyle Nunes. — meu pai disse, minha mãe me olhou sorrindo.

— Ai meu filhinho lindo! — ela disse apertando minhas bochechas.

— Mãe! — exclamei passando as mãos nas minhas bochechas.

— O que, vocês são perfeitos juntos. — ela disse se sentando ao lado de papai.

— Mas apertar as bochechas dele querida, isso é demais. — meu pai disse.

— E aperto a sua também! — minha mãe disse apertando as bochechas dele.

— Querida! — meu pai exclamou, comerei a rir e minha mãe também, logo depois meu pai.

— Que família mais animada. — ouvi alguém na porta, me viro e é o padrasto da Angie.

— E louca. — acrescento.

— Toda família tem um pouco de loucura. — ele disse.

— Mas a nossa é um pouco a mais. — meu pai disse.

— A minha é excessivamente a mais, a única quase normal é a Angie. Sabe, sei que não sou o pai biológico dela, mas a trato como se fosse minha. E como todo pai, tenho aquela parte que quer saber com quem sua filha anda, e fico feliz que a Angie tenha escolhido você, você é um menino educado, gentil, e eu acho que ainda não bebeu certo? — opa, falo a verdade ou não, bom, é melhor falar.

— Bom, pra falar a verdade já bebi sim, mas só bebo as vezes. — ele me olhou.

— Então,só lhe peço uma coisa, que acho que seus pais vão concordar. — ele disse, olhei para meus pais, que afirmaram com a cabeça — Não chegue com ela bêbada lá em casa, nem gravida e nem nada do tipo!

— Tudo bem. — falei tremendo.

— Beleza! — ele disse estendo a mão, apertei, e logo depois ele saiu, olhei para meus pais.

— Nem olhe pra gente campeão, ele está certo, fiz a mesma coisa com o namorado da sua irmã. — ele disse se levantando.

— É, logo depois eu tive que acalma-lo. — minha mãe disse também se levantando.

— Por que? — perguntei curioso.

— Ameacei cortar as bolas dele. — meu pai disse saindo junto com minha mãe, nossa, não vejo meu pai estilo ciumento, então é por isso que a Carla não leva o Will lá em casa, resolvo me deitar, não tô com sono, só, sei lá, preguiça, resolvo fechar os olhos.

— SENHOR TEIXEIRA!

— QUE PORRA! — falei me sentando, foi ai que eu vi que era o médico.

— Desculpa, não deveria ter gritado. — ele disse vindo até mim.

— Concordo. — falei.

— Bom, o senhor ainda vai ficar aqui no máximo uma semana. — ele disse vendo na prancheta.

— E no mínimo?

— Quatro dias.

— E a Angie?

— Bom, ela se colaborar, vai na segunda.

— Eu posso ir ver ela?

— Infelizmente, não, os pontos precisam cicatrizar melhor. — ele disse.

— Mas e ela não pode vim aqui? — perguntei.

— Senhor Teixeira devo lhe lembrar que não vai ficar aqui para sempre.

— Eu sei.

— Então por que fica insistindo em ir vê-la, vocês são amigos! — essa palavra ecoou pela minha cabeça, ele tem razão, somos só amigos, mas, nós ainda vamos namorar, de novo.

— Mas eu quero ver ela, eu preciso falar com ela! — falei.

— Me passa o recado que eu falo com ela.

— Não, o recado que eu quero dar você não pode entregar. — falei me deitando de novo, então ele pegou e saiu da sala.

POV'S ANGIE

Acordei com dor e vi que minha mãe e meu pai estavam aqui.

— Filha você está bem? — disse minha mãe.

— Que ideia foi essa? — perguntou meu pai.

Não respondi olhei para o lado e vi Paulo na sala ao lado. Sorri com um sorriso meigo e ele sorriu de volta, mas não com aquele sorriso, vamos dizer, marca do Paulo, de sempre, havia algo diferente naquele sorriso. Virei para meus pais e disse meio que sussurrando mas com toda força que havia dentro de mim.

— Foi culpa minha! Tudo culpa minha! — falei segurando as lágrimas.

Meu pai e minha mãe olharam para mim com um ar surpreso.

— O que você disse? — perguntou minha mãe.

— Eu o ajudei porque o amo, e porque o acidente foi por minha causa! — sem poder impedir lágrimas caíram. — Se eu o tivesse deixado ela não apareceria e ele não teria levado a facada. Como posso não ajudar alguém que quase morreu por minha causa?

— O que você está falando? — disse meu pai me segurando pelos braços mas sem apertar.

— Amor, calma! Filha, como assim sua culpa tudo o que aconteceu? Eu ouvi que foi uma garota se não me engano, Lívia!

Expliquei o que aconteceu em poucas palavras, e continuei a chorar.

— Como poderia não ajudar, quem salvou minha vida. E além disso eu aprendi a ama-lo, ainda não gosto um pouco dele mas, o amo do meu jeito.

Minha mãe e meu pai ficaram em silêncio, então continuei.

— Mãe, pai...Me desculpem... — disse colocando a mão no rosto. — Mãe, eu sei que eu tinha que ter falado com a senhora primeiro antes de fazer o transplante, mas fiquei com medo de que não deixasse.

— Filha eu não tô zangada, bom, um pouco, mas tinha que ter consultado a gente primeiro. E, você e o Paulo, eu já tinha notado, até porque, peguei vocês se beijando.

— Filha eu não acredito, olha, nunca mais faça isso! — ele veio me abraçando.

— Eu estava com tanto medo, tanto medo...E essa dor que não para! — olhei para onde o Paulo estava, ele me olhava, parecia que queria saber o por que eu estava chorando.

Sequei a as lágrimas do rosto

— Quando que eu posso levantar? — perguntei a meus pais.

— A enfermeira disse que amanhã mesmo se vocês melhorarem receberam alta.

— Que bom! — falei.

NO DIA SEGUINTE...

Acordei e logo vi as enfermeiras falando com meus pais.

— Eaí já posso levantar?

— Já, mas é melhor ir devagar.

Levantei devagar e fui até o banheiro, fiz minha limpeza matinal e arrumei meu cabelo em uma trança. E fui para fora:

— Já posso me trocar? — eu disse

— Pode sim o médico já te deu alta! — disse uma das enfermeiras alta e loira.

— Beleza. — falei, então peguei umas roupas que minha mãe trouxe e voltei para o banheiro, ela trouxe um short jeans, uma blusa roxa de alça e sapatilha. Assim que sai do banheiro, dei de cara com o André — Oi.

— Oi, o Paulo quer falar com você.

— Beleza. — sinto uma dor tremenda — Ai.

— O que foi? — ele perguntou vindo até mim.

— Nada não. — falei me endireitando.

— Angie.

— Não é nada, sério. — falei desviando dele.

— Ei. — ele disse segurando meu braço, fazendo eu olhar para ele — Sabe que pode falar qualquer coisa pra mim, né.

— Sei, mas você também tem que acreditar em mim quando digo que não é nada. — falei.

— Tudo bem, aqui te trouxe uma coisa.

— O que? — perguntei curiosa, então ele me mostrou — Meus óculos.

— E você sabe quem te deu esse? — ele disse os colocando em mim.

— O.....Paulo. — dei uma pausa — Mas acho que ele não vai lembrar.

— É, também acho, mas, eles ficam lindos em você. — ele disse.

— Valeu.

— Agora, vai lá falar com ele. — então peguei e fui, quando cheguei na porta, vi ele dormindo, sério, pede pra mim vim aqui, mas ele dorme! Peguei e entrei, fui até perto da sua cama e fiquei o encarando.

— Eu com certeza vou parecer uma idiota fazendo isso, mas mesmo assim vou fazer. — suspirei — Paulo eu agradeço pelo que você fez, na hora, eu quase queria te matar por ter feito aquilo, que ideia foi aquela de se meter na frente da faca! Olha, só não faça mais isso, por que se não eu....

— Cala a boca e me beija logo. — ele disse meio sonolento.

— Paulo! — exclamei me afastando dele.

— Eu sei que você quer. — ele disse se sentando na cama.

— Convencido. — falei me aproximando dele.

— Ei.

— O que?

— Esses óculos. — ele disse arrumando a mão em meu rosto — Eu que te dei.

— Você.....se lembra? — pergunto surpresa.

— Claro. Te dei quando você estava realmente puta da vida comigo, por que eu havia quebrado seus óculos lá na escola, e estávamos no meio da aula, você passou o resto das aulas na primeira cadeira, ai assim que eu sai da escola, passei em uma loja e comprei.

—........

— Achou mesmo que eu ia esquecer?

— Sinceramente, achei, faz quase dois anos.

— E você, esqueceu?

— Não, até por que, naquele dia, foi o dia em que eu passei quase a tarde toda corrigindo os erros de inglês do meu caderno.

— Kkkkkkkkkk. — uma pausa — Ai.

— Paulo!

— Eu tô bem.

— Não, não tá, você está assim por minha causa, e eu não aguento isso, era pra mim ter levado a facada! — comecei a chorar.

— Ei, ei, ta tudo bem.- ele disse passando a mão pelo meu rosto.

— Não, para! — falei me afastando dele, mas ele me segurou pelo pulso.

— O que? — ele perguntou.

—Todo mundo fica falando que tá tudo bem, mas a verdade é que não tá! Tá tudo errado! — falei começando a chorar mais ainda.

— Por que que tá errado? — ele perguntou me puxando para ele.

— Paulo, era pra mim ter levado a facada, não você....não você.

— Ei, nunca mais repita isso. Eu levei a facada por que não ia aguentar ver você sangrando e eu sem poder fazer nada! Não sei nem cuidar quando eu faço um pequeno corte no meu dedo! Imagina quando a pessoa que eu mais amo está sangrando em meus braços e eu.....eu.....sem poder.....fazer nada. — ele ficou me olhando — Me desculpa! Amor, me desculpa. — me puxou e me braçou, ele ficava repetindo isso no meu ouvido enquanto passava a mão pelo meu cabelo — Angie.

— Oi. — falei me separando dele para poder olhar em seus olhos.

— Sério, me desculpa, eu não pensei que ia te abalar tanto. — ele disse passando sua mão pelo meu rosto.

— Calma, também não sou uma coelhinha indefesa. — falei limpando minhas lágrimas.

— Claro que não. — ele disse sorrindo — Você é uma joia.

Corei, essa é a primeira vez que o Paulo me diz isso, ele dá uma rizada.

— Tão fofa.

Ficou me olhando por alguns segundos.

— Angie, você......você.....

— Shh, cala a boca e me beija. — ele deu um sorriso e me beijou, um beijo calmo e sereno, passei minhas mãos por sua nuca e ele passou as dele pela minha cintura.

— Que é isso hein. — paramos o beijo e me virei, e lá estavam Mel e Mia na porta.

— Mal recebeu alta e já estão se beijando. — Mia disse.

— Oi gente. — falei indo até elas e as abraçando.

— Como você tá? — perguntou Mel.

— As vezes sinto umas dores, mas tô bem! — falei com um sorriso de lado.

— E o garanhão ai como que tá? — Mel perguntou socando de leve o braço do Paulo.

— Garanhão?! — ele exclamou confuso.

— É, se você soubesse a quantidade de garotas que estão na portaria só pra te ver. — Mel disse, Mia deu uma cotovelada no braço dela — Angie, desculpa....

— Tudo bem.

— Sério?! — Paulo exclamou.

— É, por que não estaria? — perguntei de braços cruzados.

— Bom, eu imaginava que você sentia ciúme. — ele disse.

— Bom, por que? Eu deveria ter? — perguntei me virando para ele, percebi que ele não olhava pra mim direito — Mel, Mia, podem deixar-nos a sós?

— Claro. — elas disseram juntas, estão sairam.

— Então Paulo, eu deveria ter ciúme?

— Bom, não sei, depende de você....

— Não, você disse que eu deveria ter ciúme, que me imaginava com ciúme!

— Angie, não, não vamos começar uma briga agora. — ele disse pegando minha mão.

— Mas isso não é uma briga, isso é apenas uma conversa entre......entre....amigos. — nem sei se devo chamar isso de amizade — Olha, eu preciso ir.

— Não Angie, olha, eu preciso.....

— Paulo! Paulinho lindo! — Vânia disse entrando e vindo até ele.

— Senhorita, por favor saia! — o médico disse entrando junto.

— Mas eu preciso falar com o meu gatão, o meu garanhão. — ela disse me dando um empurrão e ficando do lado do Paulo.

— Senhorita saia! — o medico ordenou novamente, ela o olhou e logo depois saiu.

— Paulinho, gatão, garanhão?! — exclamei o olhando.

— Deixa isso pra lá, você tá bem? — ele disse ameaçando levantar da cama.

— Você pode ficar ai mesmo! — falei quase gritando — O médico já me liberou, mas ainda não te liberou.

— Mas Angie...

— Mas nada! Vai ficar ai e ponto final! — falei ficando em pé direito, sinto uma dor que me fez estremecer as pernas e quase cair, me segurei na cadeira.

— Angie....

— Paulo eu tô bem! — falei ficando em pé direito, com dificuldade vou andando devagar até a porta.

— Angie por favor!

— Eu.....tô.......bem. — antes que eu pudesse chegar a porta fico inconsciente.

POV'S PAULO

— ANGIE?! Minha linda, meu amor, levanta por favor! — comecei a chorar — Alguém ajuda por favor! Alguém! Mas que caralho! — me levantei, com um pouco de dificuldade, peguei a Angie e arrumei na minha cama, puxei uma cadeira e me sentei — Por favor meu amor, acorda. — peguei sua mão — Por favor acorda, ou me dá um sinal de que está bem! — ela começou a se mexer, e logo depois abriu os olhos.

— Ai, minha cabeça. — ela disse colocando a mão na cabeça.

— Calma! — falei me levantando.

— Paulo, mas o que....como eu.....Paulo!

— Você desmaiou, e eu te peguei e arrumei na cama. — falei, ela ficou me olhando — O que foi?

— Você, você levantou, sendo que, o médico não te liberou. — ela disse.

— Amor você precisava de mim, não venha me dar sermão agora, Angie eu faria qualquer coisa por você e....

— Obrigada. — ela me interrompeu — Por tudo.

— Bom, de nada. — falei meio sem jeito, ela veio até mim e me deu um beijo na bochecha, logo depois se levantou da cama.

— Agora vem cá seu teimoso, você que precisa ficar deitado. — ela disse, dei um sorriso e voltei a me deitar na cama, ela ia sair, mas eu segurei seu braço.

— Angie, eu quero te falar uma coisa. — falei, ela me olhou — Eu.....

— Angie, chamada pra você. — André disse me interrompendo.

— Me fala depois tá. — ela disse indo atender.

— Mas.......deixa.

POV'S ANGIE

— Quem que é? — perguntei baixo para André.

— Não sei, só sei que quer falar com você. — ele disse, então peguei e atendi.

CELULAR ON.

ANGIE: Oi

***: Nossa, sua voz não mudou quase nada.

ANGIE: Quem tá falando?

***: Sério que não sabe?

ANGIE: Olha eu não tô pra brincadeiras!

***: Tá bom princesa Vulcânica.

ANGIE: Princesa Vulcânica?! Pai?

CARLOS: Eai princesa do papai! Como você tá?

ANGIE: Pai.....Você......Você......

CELULAR OFF.

Eu não consegui continuar, desliguei. Meu pai?

— Angie? — André me chamou, percebi que estou chorando — Quem que era?

— André......não atenda, bloqueia o número! — falei enxugando as lágrimas.

— O que? Por que? — ele perguntou confuso.

— André só não atenda! — falei quase gritando.

— Tá, não precisa surta. — ele disse.

— Desculpa. — dei uma pausa- Cadê mamãe?

— Na recepção. — ele disse, fui o mais rápido que pude até lá, assim que cheguei, vi ela conversando com meu pai padrasto.

— Oi, mãe, posso falar com a senhora? — perguntei.

— Claro filha, o que foi? — ela perguntou.

— Pai, é uma conversa meio de.....menina. — falei.

— Ah, tudo bem, vou deixar vocês sozinhas. — ele disse, então pegou e saiu.

— Mãe, o pai ligou. — falei, ela ficou confusa.

— Minha filha ele estava comigo como ele pode ter ligado pra você? — ela perguntou.

— Vou falar de um jeito mais compreensível. Mãe, o Carlos, ligou. — ela ficou séria na hora.

— No celular de quem? — ela perguntou cruzando os braços.

— No de André, mas disse que queria falar comigo. — ela ficou me olhando — Eu não quero falar com ele mãe.

— Tudo bem. — uma pausa — Mas e o André, desconfiou de alguma coisa?

— Não. Eu disse pra ele bloquear o número.

— Isso. — ela disse, me lembro do que ele fez, aquele canalha!

— Mãe.....a gente já pode ir pra casa? — mudo de assunto.

— Claro, só preciso terminar de ajeitar os papeis e já podemos ir.

— Ok. — me lembro que o Paulo queria me falar alguma coisa — Mãe qualquer coisa eu tô junto com o Paulo.

— Tá bom. — pego e vou, assim que eu chego na porta, vejo pelo vidro que ele está um pouco triste, abro a porta devagar.

— Oi...

— Oi, eai, quem era? — ele perguntou.

— Meu tio. — falei, ele me olhou — O que foi?

— Você estava chorando? — ele perguntou preocupado.

— Não foi nada. — falei com um pequeno sorriso.

— Não, o que foi? — ele perguntou se sentando direito na cama.

— Paulo......eu não quero falar sobre isso. — falei com os olhos meio marejados — É meio.....meio.....difícil.

— Oh, tudo bem, se não quiser falar não precisa. — ele disse, cara, o que ele tem, tá, diferente.

— Paulo tudo bem? — perguntei me aproximando dele, então ele pegou e me olhou.

— Por que você fez isso? — ele perguntou.

— Isso o que? — pergunto confusa.

— Me doou parte do figado. — ele perguntou, não sei o motivo mas senti minhas bochechas corarem, vi um pequeno sorriso brotar naquele rosto, aquilo me fez rir também.

— Bom, você é meu amigo, uma pessoa que eu amo, e também salvou minha vida, como eu poderia não fazer isso? — falei, ele ficou me observando.

— Amigo? — ele perguntou — Para os paramédicos você disse que eramos namorados. — me lembro do momento, pera, ele não estava inconsciente?

— Você não estava inconsciente? — pergunto torcendo para ele esquecer daquilo.

— Sim, mas assim que entrei na sala de cirurgia, meio que acordei, e o médico disse que a minha namorada estava lá fora, e depois disse seu nome e que era pra mim ficar calmo. — ele fica me olhando, logo depois pega na minha mão — Você diria que está pronta para, voltar a namorar?

— Como é?! — opa, isso foi alto — Paulo, não. Olha, eu não sei como eu vou falar isso, mas eu....eu....

— Você não me ama. — ele disse meio pra baixo.

— Não!

— Nossa!

— Não, eu te amo, como amiga, amor de amiga, amizade, ligação amigável. — sou péssima em falar essas coisas!

Horrível, tá acabando com o guri!

Ah cala a boca!

— Olha Paulo, eu te amo, mas, ainda não tô pronta pra isso, você também tem que entender isso! — falei.

— Então, você irá aceitar namorar comigo no futuro? — ele perguntou com um pequeno sorriso, dei um pequeno sorriso.

— Ai Paulo, bom, veremos. — falei.

— É melhor que um não. — ele disse me olhando.

— Olha, Paulo, desculpa, não fica triste comigo. — falei.

— Não, tudo bem, eu te entendo. — ele disse com um pequeno sorriso.

— Não, não tá, você tá triste. — falei, ele pegou na minha mão.

— Calma eu não tô triste.

— Prova.

Sem hesitar, ele me puxou e me beijou, fomos nos separando de vagar.

— Isso é prova o suficiente? — ele disse com um sorriso.

— É. — falei também sorrindo.

CONTINUA...

Notas finais
espero que tenham gostado! deixem seus comentários e criticas para que eu possa melhorar. E se gostaram favor favoritem para que mais pessoas possam ler.