Me odeia, que eu te amo
1 Beijo?!?
Notas iniciais
POV'S ANGIE
Oi sou Angie Kyle, tenho 17 anos, cabelo castanho escuro meio cacheado meio liso, olhos azuis, e uso óculos. Moro com minha mãe, meu padrasto e meu irmão gêmeo, moro do lado do garoto que eu mais detesto, o garoto mais popular, cafajeste ridículo e idiota do planeta, o Paulo Teixeira. Agora vocês devem estar se perguntando o porque eu detesto ele, bom, pelo simples motivo que ele é muito convencido, acha que eu tenho uma queda por ele e tals. Bom, eu admito que quando eu era pequena eu tinha uma queda sim por ele, mas naquela época ele não era essa pessoa arrogante que ele é hoje. Acordei com o barulho do alarme do meu celular, me levantei, fiz minha higiene, tomei banho, vesti um vestido azul solto e bota cano curto e fiz rabo de cavalo. Coloquei meu óculos preto, peguei minha mochila e desci para tomar café, cheguei lá, o André estava comendo, minha mãe fazendo panqueca e meu padrasto tomando café enquanto lia o jornal:
— Bom dia família. — falei em um tom fofo deixando minha mochila na mesa.
— Não sabia que o Paulo era da família. — disse André quando percebi que ele estava sentado no sofá, ele deu um sorriso e eu revirei os olhos.
— E não é, e nunca vai ser. — falei arrumando um copo de café.
— Mesmo assim bom dia Angie. — ele disse.
— O Paulo vai pegar carona com a gente, a moto dele foi para o concerto. — meu pai disse.
— O que eu fiz pra merecer isso? — perguntei.
— Filha! — minha mãe disse.
— Tudo bem Dona Angela, eu sei que ela me ama. — disse Paulo.
— Vamos logo, quanto mais rápido chegarmos na escola mais rápido vou poder ficar longe dele. — então peguei minha mochila e fui em direção a porta.
— Eu vou na frente. — disse André.
— Tudo bem, assim aumentam as minhas possibilidades de empurrar o Paulo do carro. — falei abrindo a porta e saindo, peguei e entrei no carro e logo depois Paulo que se sentou junto a mim e depois fechou a porta — Mesmo depois do que eu falei ainda tem coragem de se sentar aqui.
— Angie, para de fingir, sei que me adora. — ele disse dando um sorriso, não falei nada, apenas fiquei observando a janela, logo depois o André com meu pai entram e fomos. Assim que chegamos, Paulo desceu e me deu a mão para eu descer, abri a porta e desci pelo outro lado, e fui encontrar o pessoal, encontrei eles na quadra.
— Hi friends. — falei deixando minha mochila na arquibancada.
— Oi. — eles falaram.
— Eai, alguma novidade? — perguntou Noah.
— Só que o idiota do Paulo veio comigo hoje. — falei.
— Não brinca. — falou Mel.
— Brinco. — falei.
— Eai? — perguntou Mía.
— Eai que eu fiquei quieta o caminho todo sem olhar para a cara dele! — falei — Ah, Noah, meu irmão tá te procurando para te devolver o boné que você emprestou pra ele.
— Que boné? — ele perguntou. — O boné que você emprestou pra ele semana passada, ele lembrou ontem. — falei.
— Ata. — ele disse então se levantou, pegou a mochila e foi procurar ele.
— Porque demorou tanto para ele lembrar de devolver? — perguntou Mía.
— Ele estava no guarda roupa dele, e como ele é ajeitado, deixou junto com os bonés dele, e ontem quando foi pegar um para a gente sair achou. — expliquei, então o sino bateu e fomos para sala. As aulas passaram como em um passe de mágica, quando eu percebi, já estava na hora da saída, eu e as meninas passamos pelo corredor e percebemos que o grupo dos populares, incluindo Paulo, estava ocupando quase toda a passagem:
— Licença. — falei, Paulo se virou para mim e deu um sorriso.
— Me dá um beijo que eu deixo vocês passarem. — ele disse, revirei os olhos.
— Ah, faça me o favor! Você nunca vai ganhar um beijo meu. — falei.
— A é, porque? — ele perguntou ainda sorrindo e eu percebi que o quase todo mundo do corredor estava olhando.
— Porque você é um cafajeste, ridículo, idiota....- antes que eu pudesse continuar ele me puxou pela nuca e me beijou, em poucos minutos nossas línguas estavam dançando em nossa bocas, cara o que eu tô fazendo! Ficamos ali nos beijando, quando percebi o que eu tava fazendo, me separei dele, e sai correndo para fora.
— Angie. — ele me chamou, mas eu não ouvi, continuei correndo, fui correndo até em casa, já fiz atletismo então foi fácil. Entrei e fui correndo para o quarto.
— Filha, o que foi? — minha mãe perguntou, mas não liguei, apenas entrei no quarto e me tranquei lá. Encostei na porta e fui me sentando no chão, o que eu acabei de fazer?! Beijar o garoto que eu mais detesto. Que idéia foi essa? Ouvi a campainha tocar, olhei pela janela e vi que era André, Noah, Mía, Mel e ai não acredito, Paulo, o vontade de sumir! Porque ele veio até aqui? E porque meus amigos deixaram? Ouvi minha mãe abrir a porta e logo depois subirem as escadas, de repente estavam tentando abrir a porta.
— Angie, abre. — falou André, não sei o porque, mas ele é amigo do Paulo, fiquei em silêncio.
—Angie, abre, eu quero conversar. — falou Paulo. — Já conversamos o bastante lá na escola. — falei.
—Olha, eu pensei que você ia gostar. — ele disse, não parei pra pensar nisso, até que eu gostei....Que é isso! Angie, ele é um idiota! — Angie?
— Olha, você sabe muito bem o porque eu não gosto de você, não sei porque insiste! — falei, quando percebi uma lágrima escorrer por minha bochecha.
— Eu sei, e eu também sei que errei na época, mas me da uma chance. — ele disse.
— Não, você não errou, você achou que podia dar conta de dois relacionamentos, ah, e por falar nisso, como está a Vivia? — falei.
— Angie você está complicando as coisas. — ele disse.
— Eu complicando?! Eu sinceramente, sinto falta do garoto que eu namorei aos 10 anos, pelo menos aquele reconhecia os erros. — falei.
— E ele ainda está aqui, mas é que, como eu via os garotos conquistando as garotas assim....
— Perai, você está dizendo que eu sou qualquer uma? — falei.
— Você é um idiota Paulo. — disse Mel.
— Não, Angie, não arruma palavras em minha boca. — ele falou.
— Agora sou mentirosa?! — falei.
— Isso não vai acabar bem. — falou Noah.
— Olha, vão embora, quero ficar sozinha. — falei
— Não, eu não vou. — disse Paulo. Não me aguentei abri a porta juntei todas minhas forças e lancei — lhe um tapa na cara.
— UOU! — exclamou Noah, ia lançar outro mas André me segurou.
— Não precisa espancar o guri! — ele falou.
— Por que não segurou o primeiro? — perguntou Paulo com a mão a onde eu tinha batido.
— Porque a primeira você mereceu! — ele falou.
— E merece mais uma! — exclamei novamente indo para cima dele, mas sou segurada por André e Noah.
— Olha, se acalma, não vai adiantar matar o guri! — falou Noah.
— Tá do lado de quem em? — perguntei — E André pode por favor me colocar no chão!
— Não vai bater nele? — ele perguntou.
— Não prometo nada! — falei, então ele me arrumou no chão. — Paulo, não tem nada pra dizer a minha irmã? — perguntou André o olhando.
— Por que eu começo? — ele perguntou — Ela aceitou eu.....
— Eles viram Paulo, eles viram! — falei olhando com a cara de se você contar eu te mato.
— Beleza, então estamos de bem? — perguntou André.
— Tirando o fato de que eu ainda estou com o gosto da bala que essa criatura estava chupando na minha boca, esta tudo ótimo! — dei uma pausa — E com a senhora tá tudo bem mãe?
— Tudo perfeito! — ela disse então todos olharam para trás.
— Beleza, agora vamos deixar eles conversando sozinhos. — falou Mía puxando eles para baixo.
— Que, quando, como?! — exclamei.
— É, vocês precisam conversar um pouco sozinhos. — falou Mel.
— Qual quer coisa grita. — falou André descendo as escadas.
— Ah, você tá de brincadeira comigo né! — falei. — Eu falei com o Paulo. — ele respondeu, dei uma risada, esperei eles descerem e encarei Paulo.
— Eu vou entrar no meu quarto, espera alguns minutos, desce e fala que tivemos uma linda conversa, por que nem eu e nem você queremos ter essa conversa. — falei entrando no meu quarto.
— Não teria certeza disso. — ele falou entrando no meu quarto.
— Como assim? Eu não tenho mais nada para falar pra você! — eu disse empurrei ele para trás e tentei fechar a porta e ele colocou o braço na frete- O que você pensa que está fazendo?
— Eu ja disse! Eu quero falar com você.
— Mas eu não! Como você é chato. Ele forçou contra a porta e puxou meu braço para ele. Lá estavamos nos colados de novo. E eu já estava ficando vermelha de raiva e de vergonha.
— Sabia que você fica linda quando ta brava?! — Parece que quanto mais ele falava mais eu corava. — Será que consegui domar a fera indomável. — ele disse com um sorriso fofo... perai oque eu to fazendo. Empurrei ele e o mesmo me segurou e me beijou de novo. Foi um beijo tão quente e tão sincero, tão real, parecia que eu estava nos braços de um anjo. Foi a sensação mais estranha que já tive. E ele estava cada vez mais quente, mas me afastei dele e ele me olhou com um olhar estranho.
— Tá olhando oque? Sou espelho por acaso?! — falei com raiva — E oque você estava pensando quando me beijou?
— Será que você poderia ficar quieta e me ouvir. — ele disse — Eu só queria dizer que eu sempre gostei de você, do seu olhar calmo, do seu sorriso radiante, de tudo e quando namorei você eu não sabia isso, mas agora eu sei. E quero que voce me dê mais uma chance. Por favor? Deixa eu concertar as coisas. Fiquei o olhando confusa, será que ele realmente mudou?! Aquele garoto meigo e sincero, será que ainda existe dentro dessa casca de arrogância e idiotice? Não, Angie, foca no agora.
— Eu....Eu vou pensar. — Ele me olhou com um pouco de decepção e com ternura. Depois que ele saiu eu tranquei a porta e me joguei na cama, pensando sobre oque ele disse.
CONTINUA...
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