Me Mate, Me Ame
13 Nina
"...Amuri neol tteudeobwado
Bogo tto bogo tto bwado
Niga malhaneun an yeppeun bubuni eodinji
Geuge eodinji chajeul suga eopseo nan..."
Enquanto estava em baixo do chuveiro cantarolando as músicas do meu amado Got7 não pude deixar de pensar na mulher que estava esperando por mim no quarto, quando eu ouvi os sussurros de Anthony falando que não deixaria o Oto chegar perto eu imaginava uma garota completamente diferente, quando ele soltou por alto as características da garota do aeroporto e da boate eu não imaginei nem de longe encontrar com ela logo de cara. Claro que meu objetivo era conhecer a famosa garota quente e linda do Anthony, mas a surpresa de ser a mesma pessoa que vai tratar o Otávio realmente é surpreendente. É claro que eu não a achei linda nem muito menos quente, eca! Mas posso acrescentar determinada, audaciosa e muito inteligente pelo que percebi. E por incrível que pareça eu gostei dela a primeira pessoa que realmente me trata por quem sou, mas isso não significa que facilitarei para ela não mesmo. Logo eu que sempre fui a rainha entre os rapazes não perderei meu trono assim tão fácil não de jeito maneira vamos ver até onde ela aguenta. Terminei meu banho e saí do banheiro com uma pequena toalha enrolada em meu busto deixando minhas lindas coxas de fora, mas não me importo menos afinal aqui só tem mulher mesmo. Saio do banheiro para o quarto encontrando as duas vadias conversando sentadas no sofá e quando me vêm esbugalham os olhos e abrem as bocas.
— O que foi? Nunca viram uma mulher seminua? — Falei começando a soltar a toalha e recebendo como resposta dois gritos extremamente alto e irritantes.
— NÃO!
— PARA!
As olhei não entendendo nada, provavelmente é inveja por não terem um belo par de coxas como os meus, também são tão magrelas. Dou de ombros e viro— me para cama onde tem um par de scrub azul não gostei nada da cor mais fazer o que!?
— Ei bitchs estou com fome.— Falei olhando as duas que agora respiravam aliviadas por alguma coisa.
— E o que você quer comer? — Perguntou a coisinha Aline.
—Bom posso comer um Mc?
— Por que não?— Perguntou a doutora com o cenho franzido.— Você pode comer o que quiser.
— Bom, então eu quero um mac com batata frita e milk—shake de morango.
— Ok vou comprar e aproveito e pego pra gente também afinal já está no nosso horário de almoço né doutora!?
— Verdade Ali traga para mim também. — A doutora falou e a coisinha saiu então resolvi puxar assunto.
—Acho que sua colega ficou com medo de mim.— Falei sentando ao seu lado no sofá.
— Você a assustou o que você queria!?— Falou rindo um pouco.
— Bom em minha defesa eu não consigo me controlar sou uma vadia sem coração.
— E porque você diz não ter coração? — Perguntou a doutora virando de frente para mim e encarando meus olhos.
— Nenhum de nós temos.
— Quem falou isso?
— O Otávio e o Anthony eles vivem falando que o coração deles morreu então como eu faço parte você já sabe.— Falei encolhendo os ombros.
— Eu acho totalmente o contrário eu tenho certeza que existe um coração bem guardadinho por aí. E iremos encontrar. — Ela falou com convicção, mas eu não posso me enganar ninguém nunca conseguiu nos ajudar duvido que ela consiga — Nina eu posso te fazer algumas perguntas?
—Pode.
— Você sabe porque você foi criada qual a sua função entre todas as personas?
— Bom olhe pra mim, eu sou uma adolescente de 17 anos que só pensa em sexo, compras e música. Podemos dizer que eu sou a parte divertida do Otávio, sou fútil ao ponto de fazê—lo esquecer os problemas.
— Entendi, e como é sua relação com os outros?
— É boa, claro que me dou melhor com o Sam.
— Por?
— Por que o Sam? Ele é ótimo uma criança incrível. Ele nem fala. — Falei
— Entendi — Ela falou segurando um sorriso. — E como é o lugar que vocês ficam?
— Escuro e frio.
— Péssimo, não é?
— Você nem imagina dou...— Ela me interrompe rapidamente — Me chame de Ester! — Certo Ester você não tem ideia do quão ruim é você não ter o seu tempo a sua vida. Veja eu sempre quis ser médica, mas os outros não e eu sou a minoria aí já viu né!?Nossa tô com fome cadê a coisinha?
— Aline, Nina o nome dela é Aline.
— Tá tanto faz. — Falei rolando os olhos. Mudei de assunto pois definitivamente eu não darei vantagens a ela mesmo ela sendo a queridinha do Anthony.
Depois disso ficamos em silêncio e eu dei uma boa olhada na Ester ela até que é bonita o cabelo dela é incrível bem comprimido liso e de uma cor linda será que ela me dá um pouco? Vou pedir, aliás vou pegar...
— Voltei! – Droga, a Aline chegou e acabou com a minha alegria. — Vamos comer, daqui a pouco tenho uma cirurgia para entrar.
—Ei Nina você gosta do Enzo? — Perguntou Ester enquanto eu tomava um belo gole do meu shake eu apenas acenei que sim, é claro que me dou muito bem com aquele pão só não dou mais por que ele não quer. — Bom então irei ligar para ele vir ficar com você pois eu terei que trabalhar daqui a três horas, mas até lá faremos o que você quiser. — Falou enquanto devorávamos nosso lanche.
— Isso inclui mexer nos cabelos? — Perguntei com uma ideia maravilhosa na cabeça.
— Sim, cabelo maquiagem e unhas que tal?
— Eu já acabei podemos começar? — Falei já de pé.
— Aline você achou as coisas que combinamos?
— Sim, maquiagem das internas, acessórios de cabelo, esmaltes e tesoura. Tudinho aqui junto com os filmes que peguei do Tyler e a pipoca e os chocolates que comprei.
—Legal, legal! Vamos começar com a Ester fazendo o cabelo.
— Não vamos começar com Aline que tem que sair daqui a pouco.— Ester cortou meu barato.
Logo peguei a cadeira que tinha perto da cama e coloquei de frente para o sofá e começamos a arrumar Aline alguns minutos depois eu que estava recebendo os cuidados, pedi que fizessem minha sobrancelha Aline prontamente fez e depois me maquiou enquanto Ester cuidava das minhas unhas. Algum tempo depois Aline foi para sua cirurgia e Ester decidiu que iriamos assistir filmes e comer o que não achei ruim pois também estava com fome colocamos o filme diário de uma paixão e nos esbaldamos comendo chocolate e falando dos atores do filme, cheguei à conclusão de Ester é uma pessoa legal, mas eu ainda quero seu cabelo, quando o filme terminou ela ligou para o pãozinho pedindo que ele viesse ficar comigo.
E enquanto isso consegui que ela me deixasse mexer em seu maravilhoso cabelo. Tudo estava indo muito bem até ela ouvir o barulhinho da tesoura.
— Nina o que você vai fazer com essa tesoura? — Perguntou virando para trás.
— Ah...Eu só iria fazer um corte moderno no seu cabelo. — Respondi tranquila.
— Mas eu não deixei!
— Só pedacinho! Por favor! Prometo que você ficará linda! — Falei enquanto andava em sua direção.
— Não se aproxime Nina eu não quero cortar meu cabelo. — Ela falou amarrando o cabelo e dando a volta na cama.
— Venha Ester não seja uma vadia má e sem coração, me dê um pedacinho do seu cabelo agora! — Falei indo para cima dela.
— Não Nina, pare agora.
— Você vai me dá um pedaço desse cabelo por bem ou por mal sua vadia!
Então eu corri atrás dela e ela correu de mim e se trancou no banheiro. ——Vadia dos infernos! Uma hora ou outra você vai sair daí.
— Prefiro outra hora!— Ela gritou debochada lá de dentro.
Não sei quanto tempo fiquei naquele quarto esperando Ester sair do banheiro logo ouvi alguém mexer na porta e Enzo entrar com um olhar assustado.
— Nina como vai!— Perguntou com a voz trêmula se aproximando devagar e deixando uma bolsa no sofá.
— Bem!
— E cadê a doutora Shalton?
— Escondida no banheiro.— Falo encarando a maldita porta.
— O que você fez agora?— Perguntou com os olhos esbugalhados.
— Eu? Nada, eu só queria um pedaço do cabelo dela.
— Ela nem me pediu Enzo. — Ester falou saindo correndo do banheiro e se escondendo atrás do mesmo.
—Se tivesse pedido você iria me dar?
— Agora você nunca vai saber! — Falou me dando língua e ainda escondida. — E agora eu vou trabalhar Enzo fica aqui mais tarde eu volto. — Falou saindo do quarto e deixando eu e Enzo nos encarando.
— Passa a tesoura! — Ele falou autoritário.
— Não.
— Agora Nina, eu não estou de brincadeira mocinha. — Vencida momentânea mente por seu tom de voz entreguei a tesoura só pra ele começar a rir de mim. — Sério uma tesoura de cortar papel?
— Pra você ver como essa Doutora é frouxa ela não vai aguentar um dia com o Marcos e nem falo do Anthony.
— Mas também cortar cabelo é golpe baixo.
— Nem é! — Sentei emburrada na cama.
— Qual é Nina se fosse o seu cabelo você iria dar um pedaço a ela?
— Lógico que não! – Então ele me encarou com uma sobrancelha arqueada. — Não estamos falando de mim pãozinho! E chega desse assunto.
— É bom te ter aqui Nina, fiquei com medo de perder vocês! — Ele falou com um grande sorriso nos lábios.
— É, é bom estar aqui.
Depois de Enzo me atualizar sobre o mundo e me entregar meu iphone fomos assistir filme, eu ainda não tinha desistido do meu cabelo e bem não queria dormir. Olhei Enzo e ele cochilava no sofá dando—me a oportunidade perfeita calcei os sapatos ridículos de Enzo e saí andando rapidamente pelo corredor em busca de informações da doutora. Encontrei um pessoal dançando no corredor acho que eram loucos perguntei a eles pela doutora Shalton e eles falaram que provavelmente ela estava no consultório dela. E foi bom descobri que não eram loucos, eram alguma coisa da alegria. Peguei o elevador e fui em busca do consultório de Ester e no caminho tive que aturar um monte de vadias babando por minha maldita genética boa.
Ainda bem que estava dando para disfarçar que era médico ou enfermeiro.
Antes de sair do elevador eu a vi indo em direção a uma porta ela entrou rápido e antes que eu pudesse ir até lá, ela saiu carregando uma bolsa no ombro. Segui seus passos e vi que ela estava indo para a garagem provavelmente estava indo embora. No estacionamento ela desativou o alarme do carro e o destrancou indo em direção a ele, mas antes de chegar perto foi chamada por uma enfermeira, eu claro me aproveitei desse vacilo e corri disfarçadamente até seu carro e logo já estava dentro escondida atrás do banco do passageiro. Ela em seguida veio e entrou, dirigiu como uma lesma até seu apartamento enquanto eu estava quase desfalecendo de calor ali atrás. Enfim chegamos ao prédio dela eu disfarçadamente saí do carro assim que pude claro que sem fazer barulho. Felizmente ou não o elevador demorou de chegar o que a fez ir pelas escadas o que foi muito bom pra mim pois pude a seguir de perto. No andar dela desacelerei um pouco os passos e esperei ela destrancar a porta e entrar como uma ninja corri até a porta e não a deixei bater. Aguardei poucos minutos e coloquei minha cabeça para dentro do apartamento com a área limpa entrei de fininho olhando tudo ao redor. Até que a Shalton mora bem o ap era legal, andei de um lado a outro conhecendo o apartamento e logo segui em direção ao corredor, nele tinham três portas provavelmente um é da amiga, o outro dela e o que minha mão se encontrava na fechadura simplesmente está trancado já o dela a porta está aberta. Vou em direção ao quarto que está com a luz acesa, ele é bem grande com uma enorme cama no meio e é todo decorado de roxo e preto tem duas portas e uma delas é o banheiro. Entrei silenciosamente e notei que ela estava deitada na banheira com os olhos fechados e fone nos ouvidos. Fui até seu closet e comecei a mexer em suas roupas. — Nossa aqui tem tanta roupa formal que parece que ela tem 60 anos ao invés de 31. — Sussurrei para mim mesma. Mexendo em suas gavetas encontrei suas calcinhas, bom pelo menos nisso ela investe. E na terceira e última gaveta encontrei meu novo objeto de desejo e adoração.
— Um pijama de coelhinho com orelhas e tudo, totalmente macio e cheiroso, eu vi um desses pelo site mais não tive tempo de comprar. Esse vai ser meu.— Falei comigo mesma encantada com aquela fofura. Corri para o espelho e logo o vesti por cima da calça do scrub. Eu fiquei linda, linda, linda, fofa, fofa!!!
Fiquei tão entretida em mim que até me assustei com a Shalton atrás de mim.
— Sabe Nina você não é tão silenciosa como imagina! — Falou ela vestida em um roupão preto e com um sorriso no rosto.
— Você sabia que eu estava te seguindo?
—Descobri no momento em que você gemeu ao passarmos por um buraco.
Mas diga o que você quer? Ainda é pelo meu cabelo?
— Era, agora não é mais.
— E o que é agora? — Perguntou pegando uma roupa pra vestir.
— Agora é sobre esse pijama. — Falei apontando o mesmo no meu corpinho.
— Pode ficar. Falou colocando a calça por baixo do roupão.
— Oi? É sério? — Perguntei empolgada.
— Sério esse pijama meu irmão trouxe pra mim da Coreia e eu nunca tive coragem de usar, mas ficou bom em você o que significa que ele comprou o tamanho errado.
— Bom sendo assim eu desisto do seu cabelo por hora. Obrigada!
— De nada. Eu...posso tirar uma foto sua vestida assim?
— Pra quê?
— Para mostrar ao meu irmão.
— Está bem pode mais só vai mostrar se eu aprovar.
— Fechado! — Depois dela devidamente vestida fizemos uma pequena sessão de fotos. Depois ela pediu uma pizza e comemos enquanto conversávamos. Depois mexendo no celular dela encontrei a foto de um Deus grego e me apaixonei perdidamente.
—PARA TUDO! — Gritei.— Quem é essa delícia?
— Quem ?Deixa eu ver! Ah, é meu irmão. — Falou ne entregando o celular de novo.
— Ele é tão lindo! Ele tem namorada?
— Não que eu saiba! — Ela falou sorrindo.— Se bem que quando ele foi na Coreia todas meninas lá o chamavam de Oppa!
Aí se ele ficou com alguma eu não sei.
—Oppa!? Gostei quando eu ver ele vai chamá-lo assim também. Você vai me apresentar ele não vai!?
— Vou sim. Agora Nina foi muito errado você ter fugido do Enzo no hospital viu!
— Eu sei.
— Não faça mais!
— Não prometo nada. — falei sendo totalmente sincera e bocejei junto .— Que horas já são? — Olhei as horas no celular e me espantei ao constatar que era bem tarde.
— Você já está com sono Nina?— Ester perguntou.
— Com sono eu estou mais não quero dormir.
—Entendo. Você quer dançar um pouco?
— Aqui, agora?
— Sim porque não? — Falou sorrindo.
Então nós afastamos o sofá e começamos a dançar, mas quatro pés esquerdos juntos resultaram em muitas quedas e risadas, e pela primeira vez em muito tempo eu fui realmente feliz. Ao fim da última música caímos no tapete fofinho que havia ali e então eu dormir sabendo que meu tempo tinha chegado ao fim.
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