Sinto que estou deitada em alguma cama macia, inspiro profundamente e o cheiro não me agrada droga estou em um hospital, mas o que importa é que eu consegui como diz o ditado quem espera sempre alcança ou a vingança é um prato que se come frio por mais que tenha demorado eu sabia que em algum momento eles caíram em minha armadilha. Eu definitivamente sou maravilhosa.

Levanto devagar olhando ao redor e constato está em um quarto de hospital que pertence a minha família símbolo ridículo do brasão da família estava pintado nos lençóis passo mão em meus cabelos só para descobrir os mais curtos aquele filho da mãe cortou de novo é por isso que quando eu venho apronto mesmo tiro ou intravenoso do meu braço cuidadosamente lembrando de tudo que minha avó materna me ensinou, ainda não entendo por que o encéfalo e do Otávio não cursou faculdade de medicina, idiota, levanto de uma vez e conserto a ridícula camisola hospitalar que visto. Ando devagar até a porta do quarto e olho de um lado pro outro no corredor e vejo que tudo está tranquilo de frente para onde estou existe um grande balcão de alumínio que é recepção a parte de baixo do balcão é contornada por vidro e por eles eu vejo o par de sapatos, mas lindos que já vi por isso decidi que iria tê-los, atrás do balcão existem duas mulheres uma morena e uma ruiva, bom teria que esperar então uma delas saírem para eu poder pegar meu sapato foda—me, fiquei vigiando as duas por algum tempo e quando já estava cansada a morena saiu e a ruiva estava concentrada em algo no telefone então aquela era minha deixa olhei mais uma vez o corredor e vi tudo tranquilo, então agachei—me e fui engatinhando até o outro lado do balcão onde o sapato estava solitário agarrei—o com uma mão e voltei rapidamente para o quarto, ai como é bom ter um sapato para mim e como já dizia minha vó, dado não é roubado. Sentei novamente na cama e comecei a puxar a minha perna para cima para ter a visão dos infernos pelo amor...há quanto tempo essa perna não é depilada? Mas esses marmanjos não perdem por esperar... Quando eu sair daqui irei diretamente no spa e farei tudo que uma mulher tem direito inclusive depilação completa. Poxa, esse sapato não quer entrar no meu pezinho, aposto que é feitiço daquela ruiva aguada. Como já se viu um sapato tão lindo, tão lindo desse não caber no meu pé, irritada jogo o primeiro no chão amaldiçoando até a quinta geração daquela ruiva infeliz e quando já estava jogando o outro na mesma direção vejo alguém aparecer na porta do quarto imaginando ser a ruiva aguada me delicio já preparada para minha vingança e quando ela coloca o primeiro pé no quarto eu lanço meu sapatinho vermelho na direção dela. E totalmente enfurecida grito.

— Saia daqui sua vaca!