Rapidamente fui para o banheiro onde vesti meu lingerie preta e fiquei feliz em saber que meus conjuntos de top e shortinhos agora seriam bastantes úteis. Já pronta volto ao quarto e encontro Sam usando apenas uma cueca preta, ele me encara vermelho e virar de costas rindo baixinho da sua "inocência" o puxo para o deque onde vestimos os coletes e saltamos para o mar ficamos um bom tempo brincado de saltar na água e depois de um tempo eu apenas me concentrei em boiar, o dia estava lindo o sol forte e o céu totalmente azul sem nenhuma nuvenzinha branca me faziam crer que eu estava no paraíso ou estava vivendo um bonito sonho mais a realidade é que eu sentia em meus ossos que estávamos vivendo a calmaria antes da tempestade.

— Eeeesssteeeerrr, Eessteerr, Ester?!!— Ouvi Sam me chamar ele já estava no barco de novo.

—Oi?

— Vamos fazer outra coisa cansei de ficar na água. — Ele resmunga tirando os cabelos dos olhos.

— Ok já estou saindo.

Fiquei mais alguns minutos na agua e logo em seguida voltei para o barco, vestida com um roupão olhei meu celular que estava fora da área de cobertura e vi que já era quase hora do almoço então fiz um almoço rápido com arroz, bife e batata frita o meu favorito de quando era criança.

— Sam vem almoçar!— Chamei o boy—man que estava no banheiro.

— To indo!—Ouvi e depois de algum tempo ele apareceu com o rosto cheio de espuma de barbear.

—O que você estava aprontando? — Pergunto o encarando

—Eu estava só vendo o que era as coisas que estavam no banheiro aí eu vi essa espuma...pra que serve? — Ele pergunta com uma expressão engraçada e eu tento segura o riso ao ver um homem lindo de 1,85 de altura agindo como um menino de oito anos de idade.

—Isso que você passou em seu rosto é espuma de barbear e serve justamente para barbear. — Explico

—E o que é barbear? — Pergunta coçando a cabeça.

—Barbear é raspar, cortar os pelos do rosto. — Tento explicar de forma fácil.

—Corta com a faca? E não saí sangue? — Pergunta de olhos arregalados.

—Não é com uma faca é com um barbeador e não saí sangue se quem fizer souber o que está fazendo. – Digo o encarando e me aproximando.

—Eu não sei fazer! —Ele resmunga baixinho.

—Você quer que eu faça pra você? – Ofereço ajuda

—Você sabe? Não vai tirar sangue de mim? — Pergunta dando um passo atrás.

—Eu sei e não irei te cortar você pode confiar em mim Sam! — Falo e estendo minha mão em sua direção.

—Tá... eu vou confiar mais não me corte viu!?— Ele responde e pega minha mão e me puxa correndo para o banheiro.

Dentro do banheiro coloco Sam sentado na tampa do vazo sanitário e procuro a máquina de barbear logo a encontrando em uma gaveta.

—O que é isso? — Ele pergunta pegando a máquina da minha mão.

—Isso é uma máquina de barbear eu vou usar em você agora é seguro está vendo? Aperte esse botão aqui e ela começará a funcionar. — Falo mostrando o botão e ele segue minhas instruções e logo a máquina está ligada.

—Legal! – Ele diz rindo

—Vem deixa eu barbear o seu rosto. — Falo me posicionando entre suas pernas e levantando sua cabeça para que seu rosto ficasse visível para mim.

—Por que eu tenho pelo no rosto? —Ele pergunta me encarando.

—Bom...você entende que Otávio tem um probleminha e acabou que a personalidade dele se dividiu em várias? — Pergunto sondando para tentar explicar as coisas corretamente.

—Sei, a Nina já me contou que somos o Ota só que mil vezes melhorados. — Ele diz estufando o peito e eu não posso evitar de rir do seu comentário.

—É...por aí mesmo, então você tem pelos no rosto porque você é uma personalidade infantil presa em um corpo de um homem de 28 anos, você consegue me entender?

—Sim, e eu tenho 8 anos.

—Isso e você é muito esperto. —Digo e volto a levantar o seu rosto para começar o meu serviço. Ligo a máquina e começo a cortar os pelos da pele macia do rosto de Otávio e ele obedientemente fica quieto, porém seus olhos claros estão fixos em mim, ele parecia concentrado e com certeza estava pensando alguma coisa muito séria pois entre suas sobrancelhas um pequeno vinco se formava.

—Ester...— Chamou falando em voz baixa, porém completamente séria, mas ainda assim em tom infantil.

—Humm?— Respondo mostrando que estou ouvindo.

—Ele vai ter muito medo, você não pode deixar o medo vencer. —Ele diz e eu para a máquina para prestar atenção em suas palavras.

—Quem vai ter medo?

— Otávio, o Anthony é forte sabe!?Mais o medo e a tristeza do Otávio são mais fortes, muito fortes e isso o faz perigoso por isso todo mundo existe. —Ele diz sério me encarando fixamente.

—Você acha que Otávio é mais perigoso que o Anthony? — Pergunto surpresa.

—Sim, principalmente para ele mesmo.

—Entendo eu vou ter cuidado com ele então. — Digo voltando a barbeá—lo

—Ele vai fugir.

—Eu irei atrás. — Digo firme.

—Ele vai se esconder.

—Eu o encontrarei. — Repito seriamente.

—Ele vai te beijar...— Ele diz rindo e me atrapalhando

—Bom...eu o beijarei. — Digo rindo um pouco também, mas logo paro ao vê—lo ficar sério. — O que foi Sam?

—Ele vai usar o Caio de novo. — Ele fala de forma triste e eu sinto minha espinha gelar entendo suas palavras.

—Não se preocupe Sam eu não vou deixar nada de ruim acontecer com vocês. — Falo mais para mim do que para ele.

—Mais Ester...você é só uma. — Diz

—Aí é que você se engana Sam, Otávio agora é cheio de amigos que querem muito o bem dele. Além de mim tem a Aline, a Rosa, o En, o Carlos, tem o meu irmão, a Julia, o seu avô Mason que está vivo a amiga do seu avô e outra pessoa muito especial também que eu não posso te contar agora.

—Eu achei muito foda meu vô estar vivo...ops desculpa, eu falei palavra feia! — Diz de olhos arregalados e eu não posso evitar de rir.

—Tudo bem, o Anthony dividiu a notícia com você foi?

—Foi e eu gostei muito de saber. — Ele diz contente.

—Sei por isso você apareceu e resolveu quebrar o seu silêncio?

—É, eu fiquei feliz. – Diz dando de ombros.

—Certo então. Eu já acabei aqui o senhor está muito bonito viu. Agora banho mocinho! — Falo saindo do banheiro

—Ester?

—Oi!

—Você não vai embora, não é?

—Bom...estamos no mar, eu não aguentaria nadar tanto. — Respondo brincando mais entendo o que ele quis dizer. – Pode ficar tranquilo.— Falo dando uma picadela e caminhando para sala

—Ester?

—Hum?— Respondi me virando e sendo surpreendida por um abraço apertado e um beijo no rosto.

—Eu gostei muito de te conhecer! — Ele diz completamente vermelho e corre de volta pro banheiro e fechando a porta em seguida.

—TAMBÉM GOSTEI DE TE CONHECER SAM!!!—Grito para que ele ouça de dentro do banheiro e rindo já um pouco saudosa vou para o deque apreciar a vista e pensar um pouco mais em tudo que pode acontecer de agora em diante.


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