Me Mate, Me Ame
62 Ester
Anthony beijava meu pescoço enquanto suas mãos me despiam das poucas peças que eu vestia, suas mãos eram como brasa em meu corpo e seus lábios eram suaves e hipnotizantes, ele me colocou na cama depois de me carregar no colo e deitou—se por cima do meu corpo ele olhava—me com adoração e profundidade.
—Eu amo você desde o primeiro dia naquela cerca Ester, você foi a única que nunca me olhou com desprezo ou medo sempre confiou no meu melhor mesmo sendo apenas uma pequena garotinha por isso eu nunca esqueci os seus olhos eu sempre sonhei com eles. Eu amo você! – Ele diz fervorosamente.
Ele disse e voltou a me beijar, eu o ajudei a tirar sua calça e pude sentir todo o calor do seu corpo, minhas mãos viajaram por cada centímetro de pele que consegui alcançar e então nos tornamos um sem pressa ou receio, ele tomou meus seios em suas mãos e os chupou com fome enquanto seu pau me penetrava com vontade e força, nos entregamos e nos devoramos a medida que a madrugada ia chegando quando o nosso ápice nos alcançou estávamos extasiados e embriagados de prazer por isso apenas ficamos ali em silêncio deitados um de frente para o outro nos encarando nos olhos. Suspirando descido contar sobre o avô dele.
—Anthony...eu amo você, e estarei aqui caso você precise ok?!— Falosuspirando e seguro em sua mão e ele apenas assente.— No dia do seu aniversário a catorze anos atrás o seu avô materno foi pego em uma emboscada não foi?— Ele assenti novamente.— O homem que você viu apunhalar o seu avô foi Oscar Daniels Vasques, mas ele não conseguiu acertar realmente o seu avô pois Arthur um amigo muito querido dos seus avós tomou a facada no lugar do seu avô, você entende o que eu estou falando?— Pergunto o vendo me encarar com os olhos arregalados.— O seu avô Mason vive escondido para que os Daniels não tentem terminar o serviço de catorze anos atrás. O objetivo deles é te manter psicologicamente instável para que eles possam manipular a sua vó e mais pra frente assumir a presidência da companhia inteira. Por isso mataram seu avô, sua mãe, os Hiltons que iriam assumir o hospital e fundir as industrias petrolíferas, por isso te torturaram lá no internato para te manter incapaz, e para poder fazer tudo isso você não podia ter um tutor, por isso fizeram Carlos fugir e tentaram matar o seu avô, tudo por causa do dinheiro da sua família e também por causa de alguma coisa que seu avô o Carson descobriu sobre os Daniels. Por isso eu digo que você e Otávio devem se unir e enfrentar tudo isso de uma vez por todas. — Eu termino de falar e vejo seus olhos cheios de lágrimas então o abraço e o deixo chorar tudo o que ele precisa enquanto acaricio seus cabelos.
...Não sei que horas eram quando peguei no sono, mas acordei morrendo de fome, ao meu lado Otávio dormia tranquilamente segurando uma de minhas mãos, devagar me soltei de seu aperto e me levantei, fui no banheiro tomei um banho e depois decidi preparar um delicioso café da manhã, fiz uma salada de frutas e coloquei na mesa junto com pães, bolo e biscoitos quando estava preparando um suco de laranja vi pelo canto dos meus olhos Anthony de pé encostado no balcão ele me observava com uma expressão esquisita e eu suspeitei que ali me observando não era Anthony, então parei o que estava fazendo e o observei melhor, ele tinha um pequeno bico formado em sua boca e coçava seu olho esquerdo com a palma de sua mão, seu cabelo estava uma completa bagunça e em seu braço esquerdo ele segurava um travesseiro, definitivamente não era Anthony ali.
— Bom dia!!!—Falei suavemente para o ser parado ali.
— Bom dia!— Respondeu com uma voz infantil e eu quase desmaio pois ali no meio de mar eram um ótimo lugar para Sam aparecer só para não dizer ao contrário.
— Você é o Sam? Pergunto querendo ouvir um lindo e sonoro não, mas tudo que ganhei foi um balançar de cabeça e um pequeno sorriso.— Certo, senta para tomar café então você que comer alguma coisa especial?—Pergunto quando o vejo sentar e ficar olhando o que tinha na mesa.
— Quero ovos e bacon.— Responde de forma tranquila e suave ainda usando um tom infantil.
—Ok, ovos e bacon saindo.— Falei e comecei a preparar as coisas que peguei na geladeira observei Sam rapidamente e vi que ele me observava com atenção e um sorrisinho.— O que foi?— Pergunto a ele que cora e baixa o olhar antes de responder.
— Você é bonita.— Ele diz simplesmente.
— Oh, obrigada Sam, você também é bonito.— Falo e ele fica ainda mais vermelho, rapidinho termino de fazer o que ele pediu e o sirvo me sentando em sua frente. O vejo olhar com admiração para o prato sorridente que coloquei em sua frente.
— Ninguém nunca fez uma carinha feliz com comida pra mim.— Ele sussurra olhando o prato.
— Então muito obrigada por me dar essa honra de preparar ovos sorridentes para você, agora coma ou vai esfriar.— Falo tentando segurar minhas lágrimas, eu sei que sou médica e situações assim deveriam ser comuns para mim, mas eu realmente nunca conseguir desligar o meu lado humano e emocional eu choro de verdade junto com meus pacientes isso é algo que não tenho vergonha em admitir porém eu nunca imaginei que fosse amar alguém nessa condição.
— Você é a Ester né?!— Ele pergunta me encarando enquanto come.
— Sou sim.
—Humm...onde a gente tá?— Pergunta olhando ao redor.
— Estamos no barco do Anthony no meio do mar.— Respondo nem querendo imaginar ficar à deriva com "uma criança".
— Uaaal, nooosssaaa! Anthony tem um barco?— Pergunta de novo e eu confirmo balançando minha cabeça.— Uaaalll!!!— Ele repete olhando em volta e eu rio de sua expressão leve e curiosa.
— Então Sam eu fiquei sabendo que de todos você é o mais calado e hoje estou te vendo tagarela tem algum motivo especial?— Pergunto tomando um gole de suco.
— O que é tagarela?— Ele pergunta com a boca cheia.
— Olha a boca cheia...— Repreendo suavemente e ele cora.— Tagarela significa conversador, alguém que fale demais.
— Mais eu não sou tagarela então, eu nem falei muito depois que acordei.— Resmunga coçando a cabeça.
— É eu sei, me expressei errado é só que Nina me falou uma vez que você nunca falava nada com ninguém por isso falei que você está tagarela.— Explico o encarando.
— Entendi agora eeee.... eu estou falando por que eu quero oras.— Responde se levantando e corre se jogando na cama.
— Não corra Sam, você acabou de comer.— Reclamo com um sorriso no rosto. Certo a real é, Otávio é lindo as personas adultas são de tirar o juízo, mas Sam estava me encantando com seu jeito infantil e meigo minha vontade era de apertar aquelas bochechas vermelhas.
— Ô Ester?— Ele chama
— Oi?
— Aqui tem o que de bom pra se fazer?—Ele pergunta e eu vou em direção a ele que está sentado na cama em posição de índio.
— Eu não sei o que você quer fazer?— Pergunto de pé a sua frente
— Brincar.
— Brincar de que?
— Esconde, esconde!?— Pergunta levantando uma sobrancelha.
— Em um barco?— Pergunto o encarando.
— Pega, pega!?— Tenta de novo levantando o dedo indicador.
— Nop.
— Aaahhh! Eu não sei, tem um tempão que eu não brinco.— Ele diz e eu olho o mar pela janela, eu estava louca para dar um mergulho e pôr em pratica o que aprendi nas aulas de natação anos atrás.
— Você sabe nadar?—Pergunto o olhando e encontrando seus olhos brilhantes.
— Sério???Eu sei, sei, vamos nadar vamos!— Falou se levantando e pulando na cama.
— Eieiei seu menino, nada de pular na cama, e...vamos nadar só um pouco usaremos coletes salva—vidas e não sairemos de perto do barco certo? Certo! Eu sou a adulta e você me obedece, ouviu Sam?
— Sim senhora! — Falou de pé batendo continência.
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