Me Mate, Me Ame
27 Ester
Conhecer o Marcos só fez com que eu tivesse certeza que o TDI é um verdadeiro mistério afinal pelo que o Marcos falou as memórias antigas não são divididas e as recentes são compartilhadas apenas se as personas quiserem. O Marcos era um cara um pouco estranho ele era um bad boy metido a latino que usa e abusa de um sotaque espanhol incrível seus únicos problemas eram a bebida e a vontade de explodir coisas. Seu temperamento era um mistério pra mim ainda mais depois da cena desastrosa que vivenciei hoje cedo fiquei morrendo de vergonha de encara-lo nos olhos, mas consegui manter um diálogo coerente com ele, ainda não acredito que agi feito uma virgem idiota ao vê-lo nú, droga, eu era uma médica no final das contas deveria estar mais que acostumada, mas quem sou eu pra dizer alguma coisa com aquele homem com aquele corpo todo na minha frente...Mas voltando ao agora aqui em cima dessa moto e abraçada a ele posso perceber o quanto ele está tenso e eu não irei mentir pois também estou eu tenho absoluta certeza que mais confissão vem por aí. Eu ainda não consigo acreditar que Anthony sequestrou o tio, o que será que aconteceu pra ele ter feito isso?
— Ei doctora estamos chegando, você não vai me fazer ir ver a tal mulher não né? – Fui tirada dos meus devaneios pela voz dele.
— Estamos chegando sim e pode ficar tranquilo que você não será obrigado a nada. – Falo chegando mais perto do seu pescoço e tentando fazer a minha voz ficar mais voz ficar mais clara.
—Bom, pois eu realmente não quero ver ninguém.
— Você não irá.
— Gracias! Sabe eu preferia estar indo fazer alguma coisa divertida hoje e não me enfiar em um hospital e depois em uma empresa. — Ele falou assim que estacionou a moto no estacionamento do hospital.
— Bom eu também gostaria de estar fazendo muitas outras coisas agora, mas no momento temos coisas importantes a resolver. —Falo enquanto me apoio em seus ombros para poder descer da moto.
— Fala sério, você veio aqui ver a tal moça apenas por que o Anthony a viu, não é? — Falou ainda sentado na moto com seu capacete na mão, parando frente a ele e segurando também meu capacete em baixo do meu braço o olhei nos olhos pela primeira vez depois de encontra-lo nu.
— Como você sabe que o Anthony a viu? – Pergunto o encarando.
— Bom ele deixou escapar um pensamento ou outro e... eu te ouvi no telefone com alguém comentando sobre isso. — Falou desviando o olhar ato que me lembrou a Otávio.
— Humm, entendi, e não eu não irei ver a moça só por causa do Anthony não. Foi eu que a socorri na emergência e fiz a cirurgia dela também, ou seja, vamos dizer que é uma visita médica. — Comentei o vendo sair da moto.
— Sei. — Ele disse parado em minha frente.
—Vem vamos lá eu não irei demorar muito eu prometo. — Falei o puxando em direção a entrada lateral pois não queria chamar a tenção indo pela recepção principal. – Ei sabia que hoje eu estou quebrando umas duas regras? – Falei ao pararmos em frente ao elevador.
— É? Quais?
— Bom, a primeira é uma cláusula do contrato que o Enzo me fez assinar...
—Enzo? — Perguntou subitamente frio.
—Sim, somos todos amigos agora, e a regra era que eu não poderia te expor, ou seja, se alguns paparazzi te reconhecer eu estou ferrada e ainda temos os seguranças aqui do hospital afinal você explodiu um carro aqui, a segunda é que eu estou me envolvendo demais em assuntos questão fugindo do nosso controle.
—Quanto a primeira então vamos torcer para que eu não seja reconhecido. E quanto a segunda... Como assim? — Perguntou com um sorrisinho sacana no rosto.
— Infelizmente estou me afeiçoando a vocês, a todos vocês e isso é complicado pois interfere em meu julgamento como médica entende? — Falei ao entrarmos no elevador.
—E o que você quer dizer com isso? – Perguntou realmente sério e com a voz super fria o que me fez ver claramente Anthony ali e isso fez com que um arrepio de medo atingisse meu corpo.
—No momento nada. É só um comentário, vamos. —Falei o arrastando para fora do elevador.
No caminho algumas pessoas me cumprimentaram, mas eu não quis prolongar assunto com ninguém. Ao chegar na ala de internamento dei um abraço em todos e pedi para Amara, uma das enfermeira que estava no posto bipar Aline. Enquanto estávamos esperando resolvi sentar um pouco, porém o Marcos ficou andando de um lado a outro o tempo inteiro, quando eu já estava irritada de tanto vê—lo andar me irritei e o chamei para sentar ao meu lado antes que ele desse a décima volta.
— Ei garoto, vem sentar aqui um pouco vem! — Chamei quando ele passou por mim e fechou mais a sua expressão, porém sentou—se do meu lado. – Relaxa, vai tudo dar certo e eu não vou te forçar a ver ninguém. Então relaxa pelo amor de Deus!
— Eu não estou conseguindo doctora., tem alguma coisa aqui eu não sei explicar o que é... – Falou mexendo em sua cabeça
— Sua cabeça está doendo? Você está se sentindo mal? – Perguntei já segurando seu braço e conferindo seus batimentos e sua pressão mais suspirei aliviada ao notar que não tinha nenhuma alteração alarmante.
—Não, não é dor, eu não sei explicar tudo está uma bagunça acho que...
— Ester!!!que bom te ver!!!— Aline chegou interrompendo o que Marcos Iria falar.
— Line! — Falei a abraçando
— Oh!!Oi, como vai senhor Carson? — Ela cumprimentou Otávio assim que me soltou, porém, o Marcos continuou sentado com uma sobrancelha arqueada um sorriso sínico no rosto.
— Éerr Aline, este é o Marcos, humm e esta é a doutora Aline Brandon. – Falei sem graça apresentando os dois.
— iMucho gusto conocer a la señorita! —Ele falou no modo bad boy latino sedutor a encarando da cabeça aos pés e claro fazendo Aline suspirar.——Bom, então Aline e eu gostaria de ver a motoqueira misteriosa em qual quarto ela está? – Falo para quebrar o contato visual entre eles.— Ah sim, vamos sim, bem ela já está bem melhor nem parece aquela que chegou aqui aquele dia. Eu liguei para o Enzo ontem ele disse que iria vir aqui hoje também. Ei cadê o Marcos ele não vem não? — Perguntou parando de andar e olhando para trás.—Não, ele não vem, segundo ele já está satisfeito com o que tem, eu não entendi o que ele quis dizer com isso, aliais a muito tempo eu já não entendo muita coisa. – Desabafo ao pararmos em frente a porta do quarto.—Como assim?— Aí Aline é tudo tão complicado e intenso ao mesmo tempo, você não tem noção do que é conviver com o Otávio e o TDI, ele em si é intenso as personas então cada uma é mais fascinante que a outra. Às vezes eu acho que não irei conseguir, como que eu logo eu vou conseguir cuidar de uma pessoa tão quebrada e carente como ele sem me apegar? Sem me envolver emocionalmente? É praticamente impossível. Você conheceu a Nina e viu o quanto aquela persona é incrível, o Anthony nem se fala e agora o Marcos que até agora me pareceu o mais sensato apesar de ser literalmente explosivo. – Falo passando as mãos em minha cabeça e notando o Marcos parado no final do corredor, ele estava de pé com seus braços cruzados e olhava diretamente pra mim.— Entendo mais o que você pensa em fazer? Vai abrir mão do caso? — Perguntou trocando o peso de um pé pro outro.— Eu nem sei Aline ao mesmo tempo que quero sinto que não devo. – Falei olhando por cima de seus ombros vendo o Marcos parado no mesmo lugar.— Eu também acho que você não deve afinal querendo ou não você já fez progresso afinal de contas o frio e sanguinário Anthony esteve aqui e aprontou o que aprontou tudo para saber mais informações sua.— Aí Aline você não sabe da metade do que Anthony já aprontou... porém agora não posso falar tudo eu só te digo uma coisa... Ele teve a coragem de me pedir que eu colocasse o Otávio para dormir pra sempre. ——Sério? E o que você respondeu? — perguntou espantada—Seríssimo. E eu logicamente disse que não, é claro. Afinal isso foge de qualquer ética médica. Mais depois te conto mais agora tenho um favor a te pedir...—Droga, vou ficar curiosa, fala o que você quer? – Falou fazendo birra.—Fica distraindo o Marcos por favor?— Tá eu vou morrendo de curiosidade mais vou e você fica me devendo uma noite de pizzas amanhã, combinado?— Combinado.Falei e a vi se afastar e ir saltitando em direção ao Marcos que continuava parado no mesmo lugar com seus olhos fixos em mim. Respirando fundo resolvo adiantar o meu lado dou uma batidinha na porta e logo coloco apenas minha cabeça para dentro avistando a loira parada em frente a janela e ao que parecia ela estava bem distraída.
— Olá bom dia! Posso falar com você um minutinho?— Ah!Oi bom dia ! Pode sim. – Falou se virando em minha direção com um belo sorriso estampado em seu rosto e aí eu pude notar a quão bonita ela era. Seus cabelos loiros balançaram ao seu redor emoldurando seu rosto fino e delicado, entrei no quarto e me aproximei mais dela notando que seus olhos eram da cor azul mais um azul tão pálido que quase pareciam cinza.— Bom eu sou a doutora Esther Shalton eu fui a médica plantonista responsável por você quando chegou aqui e também fiz a sua cirurgia. — Falei me pegando o seu prontuário e analisando seu quadro.— Que bom então, muito obrigada doutora, mais cadê a sua roupa de médica? — Falou com sua voz musical. – Nossa me desculpe que indelicadeza a minha. – Falou vermelha enquanto se sentava na cama e cruzava as pernas na posição de índio coisa que me lembrou de Nina e seu jeito moleca.— Que nada está tudo tranquilo, eu estou vestida assim pois estou de folga.— Aaa...tá.— E aí conte-me mais sobre você, qual seu nome? De onde você é? Você se lembra do seu acidente? Nossa eu disparei agora. – Falei rindo um pouco— Tudo bem, bom do meu acidente o que eu lembro é que eu estava muito feliz pois tinha descoberto onde estava o meu noivo, eu estava pilotando a minha moto é uma Kawasaki ninja sabe? Eu estava muito bem mais um caminhão me fechou e aí para desviar dele acabei batendo em um carro, depois não lembro de mais nada. E de onde eu venho... Eu nasci em Londres mais morei um bom tempo em NY depois morei no Canadá trabalhei como modelo por lá, depois voltei a NY onde conheci meu noivo aliais você deve conhecer ele e o meu nome é Julia Hilton e eu sou noiva do Otávio Carson.E essas foram as últimas palavras que ouvi da boca dela antes da porta ser aberta em um estrondo.
*************************************
Fale com o autor