Me Enamoré De Ti?
3 Lo Voy A Tentar
Notas iniciais
Pov’s Francesca
“Sou feliz. Sou feliz. Sou feliz” Martelo em minha cabeça.
“Se concretizou. Se concretizou. Se concretizou.” Tento me convencer.
“Francesca. Francesca. Francesca” E Marco me trás para o mundo.
– Fran, Fran... Francesca!
– OI! – Balanço minha cabeça à fim de meus pensamentos voltarem ao lugar.
– Tá aqui ainda?
– Tô! Tô! Tô! – 3 tentativas de me provar que eu realmente estava ali.
– Então? Vamos ligar o rádio!
– Para que?
– ... Você não quer SE ouvir no rádio.
Então me recordo que não sou mais a menina que sonhava alto e tinha uma grande queda e sim que os planos que estavam em minha mente se libertaram e foram para o mundo real. Ao aparelho ser ligado apressadamente por Marco, ouço a voz grave e rouca do locutor ecoar pelo ambiente
Anunciando
Meu
Nome
Quase caio dura no chão, a única coisa que fazia era respirar, e nem sei como conseguia. Marco demonstrava felicidade mais do que eu e eu somente respirando, tentando ligar meus neurônios. Realmente não sabia se chorava, se pulava, se cantava, se beijava. Acho que do jeito que estou está muito bom.
O rapaz anuncia novamente que esse foi meu single. Finalmente meu corpo reage, minhas pernas começam a tremer. Marco notando meu precário estado vai ao meu encontro e quando nem vejo, aqueles lábios úmidos e saborosos estão juntos aos meus, somente assim para me despertar do transe. Meu instinto fez com que meus olhos se fechem, minhas mãos deslizem do seu peitoral até sua nuca, aprofundando mais o beijo.
– Vai falar algo ou não? – Sua fala era pausada, retomando o fôlego.
Apenas o puxei pela gola da camisa e suas mãos pararam firmemente em minha cintura enquanto nossas bocas faziam seu trabalho.
Pov’s Violetta
– Mas é uma cretina mesmo! Se pega com qualquer um e já se larga na cama – Mais um dia está começando.
Meu “pai” já está me tirando da cama com tapas e chineladas. Germán nem é mais o mesmo, eu não sou mais a princesinha dele, pra ele agora eu sou uma qualquer , uma...
– PROSTITUTA! Levanta daí! Amanhã já vai com outro na cama!
Ele me pegou agressivamente pelo punho e me jogou contra a porta. Agradeço a ele por ter feito isso, melhor do que no dia em que ele quase me jogou da sacada, mas então o remédio milagrosamente surtiu efeito na hora e ele só me deu um tapa.
– Seu favelado de 5º! Vai de esfregar em qualquer outra! Sai da minha casa!
A ponta pés, León saiu da minha casa. Eu somente continuei seguindo minha rotina normalmente, peguei minha mochila e fui para o Studio dar aula. A exatos 2 metros e 18 cm da porta, meu pai surgi da cozinha.
– A vagabunda resolveu ir estudar é? Com que dinheiro? – Riu maleficamente odioso – O papai não te sustenta mais não é? Tá trabalhando como garota de programa?
Eu quero gritar mas eu não posso, quero chorar mas eu forço par manter minha face seca. Eu o odeio, o odeio, o odeio do fundo do meu coração.
– Eu estou traba...
Minha face já não está mais seca, minhas bochechas não estão vermelhas por causa da maquiagem, minha pele não arde mais por causa do protetor solar. Estou caída no chão.
– Sabia que trabalhava pelas esquinas!!!
– Eu trabalho no Studio para pagar a faculdade física! – Nunca usei tanta força para gritar em meus anos de existência.
Calei a boca de Germán, ele saiu sério e rendido. Sai aos prantos daquela casa. Eu odeio aquele lugar. León me surpreende ao estar me esperando do lado de fora. Ele estende seus braços em minha direção.
– Eu ouvi os gritos.
E a única coisa que ele diz e eu vou correndo ao meu porto seguro. Ele me acolhe com afeto em seus braços. Aperto-lhe forte, com todo o meu amor e meu ódio sai em forma de lágrimas, mais uma vez meus olhos jorram água.
Pov’s León
Estaciono o carro um pouco antes do Studio, vejo Violetta encostada na janela. Pego suas mãos e viro delicadamente seu rosto, para que seus olhos estejam em meu campo de visão.
– As crianças não vão querer ver uma professora chorando.
Não espero ela retrucar minha frase e lhe dou um beijo delicado, porém forte ao mesmo tempo. Estamos pegando fogo mais do que o sol. Sinto seu coração acelerar, todavia seu corpo ficar mais calmo e relaxado. Saímos e caminhamos até o local. Ela vai à direita e eu rumo à esquerda. De longe avisto Marco na sala, decido falar com ele.
– E aí cara!
– Fala León! Porque essa cara? – “Estava tão notável assim?” me pergunto.
– Estou preocupado com Vilu, o pai dela a atormenta cada dia mais.
– Infelizmente eu ouço os gritos da minha casa.
Me espanto rapidamente e um semblante de temor adquiro.
– Uou! Daqui a pouco é caso de polícia, pensando bem, sempre foi.
– Então porque não faz B.O? – Sugeriu.
– Germán ameaça matar a mãe dela se ficar sabendo. Então estou dormindo lá, pra caso algo aconteça.
– A Fran também está dormindo lá em minha casa. Ontem comemoramos o CD solo dela.
– Ah! Sim! Ouvi hoje no carro a caminho para cá. Realmente irá fazer grande sucesso.
– Sim! Sim, hoje era para os pais dela chegarem, mas o voo cancelou por causa de uma nevasca forte por lá, então tenho mais uma noite com ela! – Notei um olhar sugestivo de Marco, dei uma leve batida em seu braço.
– Ei! Respeita a moça hein?!!! – Risos da parte dos dois.
– Óbvio! Francesca é meu mundo, pode parecer clichê, mas é verdade.
– Hmmmmm... tá apaixonado!!!
– Disse o senhor Hoje Faço 4 Meses De Namoro!!! – Agora os risos foram só por parte dele.
– O que foi León?
– DROGA! Esqueci que hoje faço 4 meses que namoro com a Vilu! – A mão estala em contato com minha testa, como posso ser tão inútil?
– Só digo algo: Boa Sorte!
Pov’s Marco
– Ai que felicidade!!! Nossa! Estou a ponto de estourar de tanto rir! – Entrou em minha casa com os braços abertos, girando e rindo. Ela estava de fato muito feliz.
– Isso Francesca! Quebra a porta. Não desconta sua felicidade nela e sim em mim! – Ela virou e eu levei um susto, ela veio correndo até mim e pulou em meu pescoço.
Grudou-me na porta e sem deduzir nada, está me beijando, eu não gosto de ser dominado, portanto eu a viro, e agora ela está sob total domínio meu e eu adoro esse joguinho. Eu a pego pela cintura e a trago mais para mim, eu passo a mão por sua silhueta e me abismo ao ver a mulher que tinha em minhas mãos.
– Na na ni na não Senhor Marco – Ela caminha seus dedos em meu peitoral, me afastando dela – Deduzo que para seu bem, você se acostume a ser dominado nesse seu joguinho – Logo sai.
Eu não conclui muito bem a ideia que Fran quis transmitir, entretanto eu senti uma pitada de maldade e sedução em sua voz, e eu mesmo domar, gostei muito da imagem que ela propagar.
Pov’s Francesca
– Fran, vem aqui em cima! – Escuto o chamado de Marco vindo do segundo andar, ela muito belo o lugar em que ele morava sozinho, seus pais são ricos e quase nunca o vem visitar, ele acha bom, no entanto vejo que ele fica desanimado ao saber dessa realidade.
– Já to indo! – Grito de volta e largo o suco que estava fazendo e subo a escada.
Toco a maçaneta e abro a porta, ele estava me esperando com o computador ligado a seu lado, não entendi o porque, porém ele fez um aceno com as mãos para eu ir mais perto. Foco naquela luz artificial vindo do monitor e a notícia que estava lá, era inconcebível, espantosa, surpreendente, insólita, extraordinária! Algo... incrível.
– 1º lugar no ITunes meu amor!!! – Meus olhos ainda estavam no ponto central daquela pequena tela, enquanto ele me carrega.
Começo a rir e a chorar ao mesmo tempo, minha mão cobre minha boca que demonstra assombro. Pulo no colo do Marco e ele me gira no ar como se eu fosse a única garota no mundo, sou praticamente o mundo em cores de tanta alegria.
...
Quando finalmente saio do banheiro, depois de finalmente me trocar e lavar meu rosto para dormir, Marco está me esperando no escuro. Há cobertores e travesseiros por todo o lado e isso parece o paraíso. Estou tão exausta das gravações que poderia dormir por séculos. Deslizo até seu lado e ele me encaixa em seus braços. A temperatura aqui em Argentina é bem baixa, Marco é a perfeita fornalha. Enterro meu rosto no seu peito, ele me puxa firme. Meus dedos descem suas costas nuas, sinto seus músculos tensos sob meu toque. Pouso minha mão na cintura de suas calças. Engancho meu dedo em um passador de cinto.
– Eu pretendia isso, você sabe.
– Pretendia o quê...? – Embora ele saiba o que exatamente o que eu pretendo. Fico tão tímida assim de repente. Tão cega tão desnecessariamente atrevida. Não sei nada sobre o assunto em que estou me aventurando. Tudo o que eu sei é que eu não quero em mim as mãos de mais ninguém, senão as deles. Eternamente.
Marco inclina-se para trás e eu posso distinguir o contorno de seu rosto, seus olhos sempre brilhando na escuridão. Olho para seus lábios e digo:
– Nunca pedi para você parar – Meus dedos pousam sobre o botão de sua calça. Nenhuma vez.
Ele está me encarando, seu peito subindo e descendo algumas vezes por minuto. Ele parece quase paralisado de tão incrédulo. Inclino-me ao seu ouvido.
– Toque em mim.
E ele está desvanecido.
Meu rosto está em suas mãos e meus lábios em seus lábios. Ele está me beijando e eu sou o ar e ele está morrendo para respirar. Seu corpo está quase em cima do meu, uma mão em meu cabelo e outra descendo minha silhueta, deslizando para trás do meu joelho para meu puxar para mais perto, mais alto, mais firme.
Ele derrama beijos por minha garganta como êxtase, energia elétrica queimando em mim, incendiando-me. Estou a beira da combustão causada pela emoção absoluta de cada momento. Quero mergulhar em seu ser, experimentar todos os 5 sentidos, afogar-me nas ondas de mistério que envolvem minha existência.
Quero provar a paisagem do seu corpo.
Ele toma minhas mãos e pressiona-as contra seu peito, guiando meus dedos conforme estes trilham a extensão de seu corpo antes que seus lábios encontrem os meus de novo e mais uma vez, embriagando-me em um delírio de que nunca desejei escapar. Mas não é o bastante. Quero me fundir nele, traçara forma de sua figura unicamente com meus lábios.
Meu coração está correndo pelas minhas veias, destruindo o meu auto controle, fazendo tudo girar em um ciclone de intensidade. Ele faz uma pausa para tomar ar e eu puxo de volta, ávida de desejo, desesperada, morrendo por seu toque. Suas mãos deslizam sob minha blusa, contornando minhas curvas, tocando-me como eles nunca antes ousou, e minha blusa está quase sobre minha cabeça.
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